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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Psicanálise e Umbanda: a demonização do Exu como interdição simbólica e intolerância religiosa.




É na entidade Exu que são reunidos os aspectos mais contraditórios e decisivos da ação nefasta da intolerância religiosa nas estratégias atuais do neoconservadorismo e, são eles, que permitem também compreender a complexidade e o dinamismo do universo simbólico, imaginário e cultural da Umbanda.


Prof. Dr. Sidney Oliveira (UFPR)

Resumo: Parte-se neste trabalho de uma reflexão inspirada na vocação social da psicanálise e sua particular investigação e teorização da cultura para, posteriormente, elucidar alguns aspectos da intolerância religiosa por meio da interdição simbólica e imaginária e da destituição política e cultural. O contexto em que se incide esse processo e que será tomado como continente de análise é de uma religião tipicamente brasileira: a Umbanda e, dentro dela, optou-se por investigar uma entidade muito conhecida e, sem dúvida, uma das mais polêmicas: o Exu. Parte-se da premissa que o processo de demonização do Exu cumpre especialmente uma função de opressão e desmonte do universo representacional simbólico e cultural.

Leia o artigo completo:

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Ogum e o evangelho de Jesus.


Ogum é a vontade, os caminhos abertos, a energia propulsora da conquista, o impulso da ação, da
vontade, o poder da fé, a força inicial para que haja a transformação. É o ponto de partida, aquele que está à frente. É a vida em sua plenitude, a vitalidade ferrosa contida no sangue que corre nas veias, a manutenção da vida, a generosidade e a docilidade, a franqueza, a elegância e a liderança.
A energia oriunda da vibração de Ogum pode ser percebida claramente nestas palavras de Jesus:
“A tua fé te curou” (como a imposição das mãos, Ele acionou o poder da vontade de mudar de atitudes e pensamentos).
“Pedi e recebereis! Buscai e achareis! Porque todo aquele que pede,recebe!” , demonstrando que Deus nos dotou de inteligência e capacidade para que superemos nossas dificuldades, recomendando-nos o trabalho, a atividade e o esforço próprio.
Precisamos aprender a pedir, pois costumamos exigir soluções rápidas e eficazes para problemas de ordem material.
Estamos sempre correndo contra o relógio e perdidos entre compromissos assumidos, os quais muitas vezes extrapolam nossa capacidade de cumprir.
Esquecemos de cuidar de nossos sentimentos, de ir ao encontro do que nos realiza e nos dá satisfação interior, das coisas simples da vida.
Se acreditamos em reencarnação, então sabemos que tudo aqui é transitório, que estamos na Terra para evoluir em espírito, para superar a nós mesmos.
O “pedir”, colocado aqui, é no sentido de “receber” da Providência Divina o ânimo, a coragem, as boas idéias, a fim de que possamos crescer e adquirir a paciência necessária para lidar com as nossas imperfeições e com as dos outros.
Cada problema contém em si próprio a solução. Tudo está certo como está, pois tudo tem o seu tempo para mudar, crescer e amadurecer.
Aquilo que não nos cabe resolver “agora”, confiemos em Deus, pois quando estivermos prontos para compreender, tudo se resolverá. Devemos dar o melhor de nós, com ânimo, entusiasmo e confiança, agradecendo a oportunidade da vida.
Ogum representa, portanto, o caminho que precisamos percorrer, aquele caminho solitário para vencer os dragões internos que, na verdade, é o espírito em busca de si mesmo; percorrer o caminho de volta à unicidade com o Pai.
(Fonte: Livro Umbanda Pé no Chão - Ramatís - Ed. do Conhecimento).

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Exu Mirim existe???

ESTUDO CONTÍNUO DA UMBANDA

Três vídeos novos publicados:


- EXU MIRIM EXISTE???

- A INCORPORAÇÃO NA UMBANDA É UMA MANIFESTAÇÃO ESPÍRITA???
- RAMATÍS - CONVERGÊNCIA E PENSAMENTO DE SÍNTESE.

Acesse neste link:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLzkxg0mwALZ3NbNPdw2gdlUJsvyfcTnSp

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

As sutilezas para impedir o médium de comparecer no dia da sessão


       
          As sutilezas para impedir um médium de comparecer nos dias de sessão pública são muitas. Recentemente, uma das médiuns, repentinamente começa a sentir uma dor intensa na perna esquerda, “casualmente” numa sexta-feira que é o dia que ocorrem nossos atendimentos de passes e consultas, havendo grande movimentação de consulentes.
      Esta médium falta para ir ao médico, pois não suportou a dor a ponto de não conseguir pisar no chão. Fez vários exames pela medicina terrena e nada de anormal descobriram, ficando sem um diagnóstico conclusivo. E a dor continua um pouco mais branda nos dias seguintes de sua ausência no terreiro.

       No dia da próxima sessão, telefona para a secretaria deixando recado que a dor voltou a aumentar e vai ter que ir novamente ao médico.
       Quando me deram o recado, estava trocando os elementos do congá, senti uma fisgada na minha perna esquerda e me entrou um pensamento que não era meu, mas que não identifiquei de qual guia, sendo isto de menos importância naquele momento, mas que senti com certeza era de um dos Exus da casa:

       - "Será que esta danada não vai se dar conta que tem coisa aí. Ela tem que vir com dor e tudo. Não diga nada a médium, que precisa se dar conta da situação por seu esforço e merecimento para seu próprio aprendizado mediúnico..."
      E chegando a hora da sessão, a médium aparece mancando. Nada falamos.
      No ritual de abertura, durante a incorporação dos médiuns da corrente, eu já vibrado no chacra coronário com Caboclo Ventania, repentinamente este guia se afasta de minha sensibilidade e dá passagem do seu aparelho para o Exu Sr.João Caveira, que sutilmente se apropria do meu psiquismo, sendo que não houve nenhuma exteriorização visível à corrente de médiuns para que pudessem perceber a diferença. A intenção foi chamar o menos possível da atenção e não dispersar a concentração, eis que estávamos com aproximadamente 130 pessoas aguardando para serem atendidas. Rapidamente, Sr. João Caveira orienta que continuem o ritual, chama a filha na tronqueira de Exu – local reservado, interno, de firmeza desta vibração dentro do templo, atrás do congá -, pede um charuto e um alguidar – vasilhame de argila - com água. Acende o charuto, mastiga-o e cospe o sumo no alguidar. Ficou uma espécie de lavagem escurecida pelo fumo mastigado, na verdade um tipo de maceração. Ato contínuo, a médium está a postos com a perna dolorida na frente da tronqueira. Aí lava sua perna, mandando-a imediatamente trabalhar e dar consulta normalmente, dizendo que a dor iria passar e que não tinha tempo para maiores palavreados. Recomenda que ela venha na segunda para um atendimento individual e orientação adequada.

              Na segunda-feira, na hora do atendimento da médium, manifesta-se novamente Sr. João Caveira e pede duas moedas e começa a bater uma na outra. Este som serve de chamariz para o espírito do pé gigante que está pedindo esmola, hipnotizado se encontra “grudado” na médium, que por ressonância sente a dor na perna, já que este espírito desencarnou com um tipo de trombose por embolia, que se generalizou na perna entupindo gradativamente os vasos sanguíneos, o que fez inchar enormemente o pé esquerdo, impedindo-o de andar, o que serviu para que ele pedisse esmolas e sobrevivesse disto quando estava “vivo”.  Foi encaminhado este sofredor para a linha de OMULU no astral, orixá de cura, para os devidos esclarecimentos e cuidados.
       Pergunta então Sr. João Caveira:

-“filha, o que acha de pedir esmola e o que você faz com este monte de moedas guardadas em casa?”
        A médium diz que tem horror de pedir esmolas e se lembra que tem uma panela velha cheia de moedas antigas no seu quarto e que sempre solicita aos seus parentes  moedas para guardar, desde há muito tempo, pois tem o hábito de guardá-las para apreciar, como um tipo de coleção preciosa.
         Sr. João Caveira explicou:
- “minha filha, as moedas são movimento, troca, bonança, progresso. Ao deixá-las paradas numa panela esquecida, só para o seu deleite enquanto são de sua posse, o que não significa poupança, impregnaram-se vibrações de avareza e cobiça, imantado o vil metal, que pode atrair espíritos em mesma faixa de sintonia mental, atração esta que é potencializada  nos processos de indução obsessiva arquitetados pelos inimigos do terreiro objetivando tirá-los de suas vindas ao trabalho mediúnico.Vocês devem vigiar suas afinidades, manias, cacoetes. A ligação mediúnica é sutil e se dá de forma que não se percebe, as vezes naquilo que é o mais comum na conduta diária. Na maioria dos casos a psicologia para alijar os médiuns é inteligente e certeira.”
          Cabe o esclarecimento do motivo das entidades usarem o fumo. Claro está que as folhas da planta chamada "tabaco" que estão enroladas e picotadas formando o charuto absorvem e comprimem uma grande quantidade de fluído vital telúrico enquanto estão em crescimento, cujo poder magnético é liberado através das golfadas de fumaça quando usados pelas entidades. Essa fumaça espargida libera princípios ativos altamente benfeitores, desagregando as partículas densas do ambiente. O tabaco ao ser mastigado e cuspido pelo Sr. João Caveira enquanto estava vibrado no  psiquismo do médium, que aos olhos mais zelosos do purismo doutrinário vigente em muitos centros pode parecer um absurdo ou maneirismo indisciplinado dos umbandistas, na verdade liberou seus princípios ativos físicos e químicos que ficaram em suspensão concentrados na saliva e daí foram dispersos ao serem macerados na água, que quando usada na lavagem da perna da médium atendida, serviu como eficaz “detonadora” dos miasmas e vibriões astrais que estavam impregnando a contraparte etérica da sua perna e por um efeito de repercussão vibratória da energia deletéria do obsessor que estava com ela, causando a vermelhidão e a dor.
         E quanto à panela velha? Tinha catorze quilos de moedas, das mais antigas às atuais. Foi trazida para o terreiro para ser desmagnetizada, dado que estava servindo como um tipo de amuleto para fixação de espíritos sofredores pedintes de esmolas.  As moedas foram lavadas com arruda e guiné, renovando-as na imantação com estas folhas na vibração de Oxoce, orixá regente de nosso congá. Posteriormente as moedas foram alojadas em local propiciatório para geração de axé – energia - para a prosperidade e abundância do terreiro, cujo local não temos autorização de dizer. É o “segredo” para a magia de Exu não perder o encanto.
       
       
Iah, ah, ah, ah
Exu João Caveira
Vem das matas da Guiné
Chegou nesta Seara
Prá salvar filhos de fé
Ele vem chegando
Prá trabalhar
Sarava meu pai
Saravá

( do livro DIÁRIO MEDIÚNICO - Editora do Conhecimento )

domingo, 19 de outubro de 2014

Na hora da morte, minha vida valeu a pena??? Refletindo com NANÃ!!!


" Venho saudar a dona da terra para que ela me proteja "

Nanã cede a lama, mas a quer de volta .

Conta uma lenda que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, Ele tentou vários caminhos.
Tentou fazer o homem de ar, como ele.
Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu.
Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura.
De pedra, mas ainda a tentativa foi pior.
Fez de fogo e o homem se consumiu.
Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada.
Foi então que Nanã veio em seu socorro e cedeu à Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é Nanã.
Oxalá criou o homem, o modelou no barro.
Com o sopro de Olorum ele caminhou.
Com a ajuda dos Orixás povoou a Terra.
Mas tem um dia que o homem tem que morrer.
O seu corpo tem que voltar à terra, voltar à natureza de Nanã.
Nanã deu a matéria no começo mas quer de volta no final tudo o que é seu .
Nanã é uma divindade ligada ao princípio de tudo. A deusa cercada dos mistérios, do duvidoso; quando Odudua separou a água parada (que já existia) da terra (retirada do saco da criação), formou-se a lama e os grandes pântanos. E é lá, o local de maior fundamento desta Orixá.
Nanã é considerada o princípio, o meio e o fim. Pois ela é a dona do barro, e o barro é a vida. Fomos formado dele e para ele voltaremos.
Nanã sintetiza em si, a morte. E por isto, está muito relacionada à passagem da vida para a morte. Juntamente com Oxalá, Obaluê e Oyá.
Por estar presente desde a criação do mundo, é considerada a orixá mais velha do panteão cultuado. Em um, dos vários títulos dados a esta divindade existe o Ìyá Agbá (mãe antiga); ela é a mãe de Obaluaê...
A vida está cercada de mistérios. Um deles, é a morte! Ninguém compreende de fato a morte. Nanã se apresenta juntamente com outros orixás nessa incógnita natural da vida.
Ela é a água parada, a água da vida, a água da morte. Nanã se apresenta também nos barros, nos lamaçais, nos grandes pântanos, onde pairam o medo e a incerteza.
Para aqueles que encaram a morte como algo negativo, Nanã pode ser a triste e angustiante lembrança da morte. Para aqueles que encaram a morte como algo normal e inevitável, Nanã se apresenta como a resposta para a incerteza e a certeza da imortalidade de nossa essência espiritual.
É no momento da morte que o homem encontra resposta para dúvidas que lhe cercava durante toda a vida. É no momento da morte, que aquele que não se conectou com o divino durante toda a vida, acha a linha de conexão.
É ali que também se apresenta Nanã. Que na hora da morte, se apresenta o renascimento e a certeza de uma posterior continuação. Nanã é a deusa da lama, da chuva, da terra, do barro primitivo que se deriva em tantas outras coisas.
É o elemento sólido tão desvalorizado corriqueiramente, embora tão valioso e importante! Com passos lentos, quase rastejantes, Nanã chega na linha do encontro entre a vida e a morte, para trazer todos os seres humanos no exato momento de sua partida.
É a grande mãe que acompanha de longe o crescimento dos filhos.
Que sua natureza nunca nos deixe. Que possamos crescer firmes, sem esquecer de nossas origens. E também, na hora que Nanã receber o material que emprestou para a formação do nosso corpo, se orgulhe e diga:

"Esse , valeu a pena."
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