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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Descarga energética, reciclando o lixo astral!!!




( este texto faz parte do livro "MEDIUNIDADE & SACERDÓCIO", Editora do Conhecimento. Ao transcrever, mantenha os créditos )


A marola do mar

Vem chegando

E os Caboclos Sereia

Descarregando


As pessoas que comparecem à sessão de caridade num terreiro de umbanda, preponderantemente estão com algum transtorno ou algo as incomodando. Uma minoria vem com regularidade pelo fato de gostar somente e não apresentam nenhum sofrimento aparente. Raríssimo são os que assistem à palestra e não querem receber o passe por sentirem-se bem. Como o médium passista doa fluídos e de regra nunca recebe de nenhum consulente, se formos raciocinar com profundidade o passe deveria ser somente para àqueles que realmente estão precisando. Existe uma cultura estabelecida “papa passe” e se fôssemos deixar o portão do terreiro aberto muitos compareceriam só na hora do passe e iriam embora – esta coisa de palestra é muita chata pensam. Por que será que em outras religiões, como por exemplo, nas missas católicas os presentes só recebem a hóstia após as preleções e da eucaristia e ninguém chega de última hora? Pensemos que talvez caridade deva ter hora certa para início e término não sendo assistencialismo que vulgariza as sessões.

Diz-nos Vovó Maria Conga que a umbanda ainda é um saco de todos os gatos, e que se não colocarmos ordem e disciplina nos ritos uma hora o saco vai rasgar, referindo-se aos que ficam nos botecos bebendo e jogando sinuca ou em casa vendo a novela tomando a cervejinha com o bife acebolado e saem correndo encima da hora para não perderem o passe no terreiro camarada. O saco rasgado é o médium extenuado que é sugado até a última gota de seu fluído e ainda deixam encima dele um monturo de lixo astral; peias magnéticas, larvas astrais, vibriões, enfim, toda sorte de energias negativas que são despejadas juntamente com as lamúrias, choros e pedidos de ajuda os mais diversos.

Mesmo após a defumação do templo e das palestras que elevam o psiquismo dos presentes facilitando a liberação de suas energias negativas, culminando com ritual de fogo antes da abertura da sessão propriamente dita, o que é um potente elemento desintegrador de miasmas e vibrações pesadas, ainda assim os consulentes entram para os passes e consultas ensimesmados, com idéias fixas e presos às suas dores e queixas e conseqüentemente também imantados aos obsessores diretos ou indiretos, como o são os espíritos desencarnados que se lhes fixam-se nos chacras com a finalidade de haurir suas energias animais.

Durante os passes e as consultas ocorre grande movimentação astral e dentro do merecimento de cada um são afastados obsessores, desmanchados campos de forças oriundos de magia negativa, “mau olhado”, quebranto, e uma infinidade de resíduos energéticos gerado pelos chacras desequilibrados que estão colados em torno do duplo etéreo dos atendidos, literalmente parecendo um ar condicionado com o filtro sujo e entupido que fica limpo e recondicionado após o atendimento.

Diferentemente das sessões desobsessivas dos centros espíritas ortodoxos, em que os médiuns dão várias passagens à manifestação de espíritos desalinhados e sofredores para serem doutrinados, na umbanda o medianeiro está vibrado por um guia que serve como se fosse um escudo protetor. Mesmo assim o aparelho mediúnico muitas vezes ao final dos trabalhos ressente-se tal o volume de “lixo astral” que fica acumulado na área etérea contígua ao terreiro físico. O que faremos com todas estas energias negativas? Deixá-las paradas num local que nos é sagrado e cultuamos os orixás? Claro que não.

Não sei como certos centros espíritas conseguem desintegrá-las “só” com a força da oração após todas àquelas manifestações. Lembro-me que quando trabalhava na desobsessão kardecista por várias vezes saia dos trabalhos com as pernas trêmulas, sentindo-me enfraquecido e não era incomum sentir dor de cabeça e de barriga e alternadamente ter pesadelos noturnos com os atendidos. Comecei a me fortalecer quando retornei a freqüentar a umbanda até que um dia Caboclo Pery “proibiu-me” de continuar no trabalho de mesa com sofredores sob pena de minha mediunidade ficar em frangalhos e eu adquirir uma séria fadiga fluídica. Como meus chacras e tônus mediúnico estão vibrados para trabalhar com as entidades ligadas a umbanda pela modalidade de incorporação, creio que isto acaba obstando um trabalho concomitante nas hostes kardecista aos moldes habituais que eles usam na desobsessão, o que é uma especificidade da minha mediunidade e não serve de modelo para outros médiuns que atuam no kardecismo ao mesmo tempo em que nos terreiros e não se ressentem energeticamente. Oportunamente, Caboclo Pery no seu linguajar direto e simbólico me explicou melhor:

- Caboclo Pery: meu filho, que adianta um carro moderno se a gasolina é colocada com impurezas no tanque? Procure colocar um pouco de água lamacenta ao combustível e veja o que acontece ao modelo mais tecnológico. É isto que ocorre em alguns centros espíritas. Usam a gasolina que em associação é a prece, mas se esquecem da água lamacenta que são os restos fluídicos deixados pelos espíritos atendidos e que se encontram com seus corpos astrais em péssimos estados, iguais a andarilhos mendicantes. Não se preocupam com o destino dos fluídos negativos. Esperam que façamos tudo no plano espiritual como se fôssemos “santos” infalíveis. A própria barreira magnética vibracional que se forma no plano denso, na crosta e nos corpos físicos é de difícil superação a nós, quando não impossível frente a alguns médiuns desalinhados no dia da tarefa caritativa. Alie-se a “desatenção” com estas energias que não são descarregadas devidamente para a natureza à desconcentração da corrente - o que muitas vezes se intensifica pela ausência de ritual o que leva as mentes inquietas sem terem um ponto de apoio para a concentração a “voarem por aí” como se fossem passarinhos fugindo das gaiolas - coisa natural após dez a dozes horas de trabalho profissional, crescido o cansaço, fome e sono, e não tem mentor no plano espiritual que consiga fazer em todas as sessões uma assepsia satisfatória no ambiente ao final dos trabalhos, por eventualmente falharem os aparelhos na Terra, o que acaba servindo de aprendizado aos médiuns invigilantes. Como um bumerangue que volta ao lançador, pode ficar os fluídos enfermiços em alguns médiuns mais sensíveis e os sofredores do lado de cá saem aliviados. Aos menos se tomassem um bom banho* de arruda, coisa que já tem comprovação científica de suas propriedades adstringentes e dispersivas, ao deitarem no descanso de seus lares teriam uma boa noite de sono e no outro dia estariam “novos”. No seu caso pelo seu corpo astral estar vibrado para a corrente mediúnica da umbanda, ao não fazer a descarga energética em nossos moldes, acabava a sua aparelhagem indiretamente sendo a coletora do lixo astral que ficou no ambiente, o que se agravava pela proibição da manifestação das entidades de umbanda em sua sensibilidade ao final dos trabalhos e por repercussão vibratória somatizava e criava as enxaquecas e diarréias, o que na verdade é uma descarga energética orgânica. Quanto aos pesadelos, nem sempre foi assédio de algum malfeitor do lado de cá. Muitas vezes um cascão astral tem “memória” e ao ficar grudado na sua aura você acabava recebendo em sua tela mental as impressões gravadas neste egrégoro, como se vivo estivesse. O metabolismo do corpo físico rapidamente desintegrava-o. Antes, contudo, fazendo-o sofrer, o que seria dispensável se soubessem manipular os elementos e condensadores energéticos necessários para desintegrar todos estes restos fluídicos deletérios. Há que se comentar que não devemos generalizar. Por certo a maioria dos medianeiros espíritas sai bem ao final dos trabalhos e não tem suas auras “abertas” para as peculiares vibrações da umbanda, como sói acontecer com os trabalhos magísticos que exigem que o médium umbandista durante o seu desenrolar seja usado como “armazenador”, retendo nele – chacras - os fluídos pesados que são descarregados somente ao término dos atendimentos.

Ao final das sessões, encontros caritativos que às vezes são atendidos 150 consulentes, não é incomum o ambiente ficar gelado, nossas mão frias e os médiuns pálidos. Outras vezes sentimos taquicardia, sudorese, estufamento estomacal, dor abdominal e de cabeça, nas pernas ou braços. Ficam montes de energias pesadas imantadas e fixadas nos centros de forças dos orixás que temos dentro do terreiro. Eventualmente ficam espíritos que devem ser encaminhados para os locais que lhes são afins no astral, seja entreposto hospitalar socorrista ou para as suas próprias organizações. Quando são devolvidos aos seus chefes, isto é terrível para eles, mas nada os guias podem fazer pelo fato de ainda não terem alcançado merecimento para socorro. Outros há que são encaminhados para a rua, no astral, pois são perambulantes que estavam sugando os consulentes e sem darem-se conta entraram no terreiro. Nenhum espírito que não seja mentor da umbanda pode ficar no ambiente astralizado que tangencia o terreiro, que deve ficar ionizado em vibrações positivas como estava no inicio dos trabalhos. Os campos de força dos orixás não podem ficar vibrando com negatividades humanas sob pena de se comprometer o fluxo de axé – energia primordial e vital – mantenedora do congá e da casa.

Então, com cânticos de yemanjá, e o elemento aquático que se liga ao sitio vibracional do mar; Iansã e elemento eólico que se enfeixa com as correntes aéreas; exu, que é movimento; omulu, o elemento telúrico da terra em seu potente magnetismo de atração,..., se dão as incorporações aos finais dos trabalhos re-energizando os médiuns e ao mesmo tempo deslocando todos os fluídos negativos para a natureza transmutadora. Esta dinâmica de descarga energética se apóia na utilização de três alguidares – vasilhames de argila - água, cachaça e terra, que são jogados ao final em um jardim e com o fogo – álcool- que é utilizado em todos os trabalhos.


Ó povo de Umbanda
vem ver os filhos seus
descarrega esses filhos na hora de Deus
se veres um filho, caído no chão
levanta, levanta são todos irmãos
que filho de Umbanda não fica no chão.
 
* * *
 

Descarrega, descarrega. Todo o mal que aqui está.

Leva, leva, leva

Leva pro fundo do mar. (Bis)

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Das ervas utilizadas e das iniciações junto à Natureza realizadas na Umbanda. Afinal, o que é um "amaci"?


PERGUNTA - Quanto à sensibilização e educação do médium encarnado, não são suficientes a moral e o Evangelho do Cristo interiorizado para a percepção mediúnica com as entidades Guias e Protetores?
RAMATÍS - Sem dúvida o Evangelho do Cristo é plano de viagem seguro para o navegador no mar revolto da mediunidade durante a vida carnal, conduzindo-o a portos serenos no decurso da longa e tempestuosa travessia do ciclo reencarnatório.
    Há que se considerar que a sensibilização do espírito e sua educação para o amor incondicional requerem que se submeta o ego inferior à razão fortificada pela moral crística, sendo que o maior desafio não é o conhecimento e sim a interiorização dos conteúdos evangélicos no modo de ser do espírito imortal.
     Como a prática mediúnica na Umbanda envolve sutis energias no campo da magia dos quatro elementos planetários - ar, terra, fogo e água - expande-se sua mecânica para fronteiras além da moral e do Evangelho, pois requer comprometimento de vidas passadas e sintonia entre consciências, uma corpórea, e várias outras extracorpóreas. Os chacras de todos os corpos sutis devem vibrar e estar alinhados de tal maneira que mantenham o fluxo energético harmônico em todo o complexo físico-etérico, astral e mental, na mesma faixa de sintonia dos espíritos comunicantes, que se ligarão nesses núcleos durante o desacoplamento dos corpos, em especial o astral, para a comunicação mediúnica. Levando em conta o compromisso socorrista e a necessidade premente de higienização das zonas abissais do planeta, os médiuns umbandistas atuam com mais desenvoltura no Umbral inferior, ao mesmo tempo que se lhes impõe enorme exigência de elasticidade mediúnica para atuarem em várias freqüências, em grandes e baixas amplitudes de ondas eletromagnéticas, desde o preto velho que os influencia numa faixa mental até as catarses que liberam a quota de energia necessária para os socorros nas faixas que o trabalho socorrista requer. Sendo assim, é comum os aparelhos que servem ao lado de cá se ressentirem energeticamente de tempo em tempo, o que justifica os "amacis" e assentamentos vibratórios realizados com ervas previamente maceradas, com certa regularidade, para a perfeita renovação sintônica com os Guias e Protetores. É como se fosse providenciada uma intensificação das ondas de um rádio emissor utilizado no envio de relatos para a estação receptora, a fim de melhorar a qualidade retransmissora do canal de comunicação com o lado de cá.

PERGUNTA - Qual o porquê das ervas utilizadas e das iniciações junto à Natureza realizadas na Umbanda? Afinal, o que é um "amaci"?
RAMATÍS - As ervas utilizadas e as iniciações junto aos locais vibrados da Natureza da Terra têm por finalidade a renovação energética, o alinhamento dos chacras e a adequação do fluxo vibratório destes, nos diversos corpos sutis, aos chacras dos Guias e Protetores de cada médium, que também os possuem, tanto no corpo astral quanto nos seus corpos mentais.
     Evidencie-se que há uma espécie de junção nestes vórtices vibratórios, entre dimensões de freqüências diferentes, o que requer imenso rebaixamentos das entidades comunicantes, exigindo da parte dos encarnados elevação moral e harmonia como maneira de aumentar o tônus vibratório a ponto dos chacras se "encaixarem".
      Os chamados "amacis" nada mais são do que o uso de ervas, em que princípios astralmagnéticos que as influenciam e que as ligam vibratoriamente com as energias dos quatro elementos planetários, do ar, da terra, do fogo e da água, são adotados para a complementação energética dos médiuns. Não são quaisquer ervas, usadas aleatoriamente. Quando assim ocorre, prepondera somente a boa vontade dos diretores e a auto-sugestão do médium, como uma espécie de placebo medicamentoso. Efetivamente, os princípios químicos em regência vibratória astrológica afim não são liberados adequadamente, tornando-se inócuos nestes casos os "amacis". É fundamental que as ervas estejam alinhadas vibratoriamente com a astrologia e com os Orixás que influenciam os médiuns, para o efeito de se fortalecer a ligadura através dos chacras durante as manifestações dos Guias e Protetores. Claro está que a ancestralidade e a própria sensibilização do corpo astral do médium pelos técnicos siderais antes de reencarnar são fundamentais para o sucesso das lides medianímicas no seio da Umbanda, que vai além do intercâmbio meramente mental, só pelo pensamento. 

Do Livro: “Jardim dos Orixás” Ramatís/Norberto Peixoto – Editora do Conhecimento

Provérbio africano sobre a fofoca.


Sobre incorporação de consulentes.


      Muitas pessoas que tem consciência de sua mediunidade, mas fogem dela, seja pelo motivo que for, costumam mesmo assim, ir ao centro espírita ou ao templo de umbanda para "receber" passe.
Chegando lá, por condicionamento mental ou por outros motivos, passa a ter certos comportamentos, que acreditam ser incorporação de algum espírito. Se no centro espírita, acreditam ser obsessor, se no templo de Umbanda, geralmente a pessoa diz ser seu "guia".
      Nossa opinião a respeito disso e nosso conselho é: 
     - Procura instruir-se amigo. Procura estudar sobre a espiritualidade, mediunidade e suas manifestações e sobretudo, corre atrás de se auto conhecer e sobretudo, fazer sua reforma íntima. Isso gera equilíbrio e pessoa equilibrada, mesmo sendo médium, não vai "incorporar" só porque entrou num ambiente espiritualista.
       Se já sabe que possui mediunidade e não está estudando nem trabalhando,lhe pergunto: - Se você possui uma ferramenta ( pois mediunidade é ferramenta de trabalho) e não a usa para auxiliar aos necessitados, porque então vem ao centro buscar caridade para você, dos outros médiuns que aceitaram auxiliar? Não seria egoísmo?
       Você assumiu esse compromisso antes de reencarnar, por misericórdia divina, junto aos seus guias e protetores para juntos realizarem a "caridade". Então meu irmão, "usar" seus guias só para se "limpar" e "descarregar" suas próprias energias lá no centro e depois seguir para sua casa mais leve,continuando a vida do mesmo jeitinho da semana anterior, até juntar mais carga e na semana seguinte vir e repetir tudo outra vez, é pedir para hora ou outra, destrambelhar psiquica e emocionalmente. Além de ser um atestado de extremo egoismo. Afinal, será que os guias estão com você como faxineiros à sua disposição? 
      Sem contar que o fato de saber que tem mediunidade, muitas vezes só por sentir a energia ao entrar no ambiente espiritualista, confunde com incorporação. Pois poderá sentir alguns arrepios e sensações normais, uma vez que ali a energia é mais sutil que a sua, ocorrendo algo parecido com um choque anafilático na transformação, causando sintomas orgânicos. Mas sem ter qualquer interferência de espíritos.
       Então meu irmão. Mediunidade é coisa séria para gente séria e rima com caridade. Evite desenvolver o gosto pelo fenômeno. Tenha uma fé sólida, coerente e racional. Estude, pesquise, se instrua, se oriente e se disponha ao trabalho, que necessariamente não precisa ser mediúnico. Necessitados e trabalho não faltam. Faltam trabalhadores disponíveis. Pense nisso!


       Leni W.Saviscki - dirigente do TUVA- Erechim- RS.

A Sabedoria das parábolas - A Figueira que Secou.

Fascinação e engambelo, o que parece ser não é.



( este texto faz parte do livro "Mediunidade & Sacerdócio" - no prelo pela Editora do Conhecimento )

         Impressiona a quantidade de pessoas em processos de obsessão na atualidade. Parece-me que quanto mais conhecimentos temos das coisas espirituais, mais falha-nos a simplicidade e a fé pelo ego intelectual inflado, o que acaba sendo uma porta escancarada para os malfeitores do além.
     Dias destes comentava-me uma confrade espírita que estava cansada, que todos os centros que conhecia estavam atulhados de gente, fazendo com que os médiuns trabalhadores se encontrassem exaustos diante de tantos desequilibrados, ansiosos, depressivos, lamurientos, chorosos,..., pedindo ajuda diariamente.
     Afinal, o que está havendo?  
     Os amigos espirituais informam-nos que há uma intensificação das obsessões, uma espécie de levante umbralino, um motim, como se houvesse uma revolta contra o capitão do navio. As almas não estão aceitando o destino da embarcação e se tornam violentas.
        O próprio estilo de vida dos encarnados da crosta, agitados, ambiciosos, de falsas aparências, com uma avalanche de informações diárias de todos os meios, muita oferta de facilidades pelo salvacionismo mediúnico religioso vigente, distorce as leis de causa e efeito e o equilíbrio entre as duas esferas vibratórias de vida.
             Há que considerarmos igualmente que se intensificam as remoções para outros orbes de espíritos que não podem mais ficar na psicosfera da Terra e ao mesmo tempo implementam-se barreiras magnéticas que os impedem de encarnar aqui. Naturalmente isto gera um desespero nos aglomerados espirituais do umbral inferior que se sustentam das emanações mentais e fluídicas dos encarnados. Daí a intensificação das obsessões, intencionando habitarem junto à superfície dos encarnados e daqui não saírem. E haja centro espírita com passe e água fluídica, terreiro de umbanda com banho de sal grosso e arruda, igrejas neopentescontais com sessões de descarrego, e trabalhinhos de amarração da última hora como vemos oferecidos nos anúncios de postes e pelas panfleteiras dos cruzamentos urbanos. Para aliviar o desespero de todo este povo a oferta é a mais variada, desde para os mais pacienciosos que se dispõem a assistir uma série de palestras até aos mais afoitos e apressados que querem resultado em sete dias, doa a quem doer o que só agrava o nó do novelo das obsessões na atualidade.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Comentando a obra HISTÓRIA DA UMBANDA NO BRASIL - Diamantino Fernandes Trindade.

   
"Após a leitura deste livro, poder-se-á afirmar, sem medo de errar, que a Umbanda tem história registrada."  
Diamantino F. Trindade.




         Na minha opinião, o que mais me marcou nesta espetacular obra: o detalhamento do advento do Caboclo das Sete Encruzilhadas, os aspectos políticos, sociais e econômicos impactantes no contexto de época da fundação da Umbanda; os fatos históricos resgatados da fundação das 8 Tendas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas e o registro relevante da Tenda São Jorge, autorizada pelo Caboclo, a ter sessão pública de Exu e atabaque; o impacto da literatura de W.W da Matta e Silva no meio umbandista; e finalmente o resgate histórico do Exu Sete da Lira, que incorporava em Mãe Cacilda nos anos 70 do século passado e chegou a atender até 30.000 consulentes em suas Engiras Públicas de Umbanda.
NORBERTO PEIXOTO.


 


SINOPSE DA OBRA: 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Um estudo sobre os Orixás na Umbanda - parte 2.


   
    O planeta em que vivemos e todos os mundos dos planos materiais se mantêm vivos através do equilíbrio entre as energias da natureza. A harmonia planetária só é possível devido a um intrincado e imenso jogo energético entre os elementos que constituem estes mundos e entre cada um dos seres vivos que habitam estes orbes.
     Um dado característico do exercício da religião de Umbanda é o uso, como fonte de trabalho, destas energias, ou faixas vibratórias. Vivendo na Terra, o homem convive com leis desde sua origem e evolução, que mantêm a vitalidade, a criação e a transformação do planeta, dados essenciais à vida como a vemos desenvolver-se a cada segundo. Sem essa harmonia energética o orbe entraria no caos.
     A essa faixa vibratória de alta força energética chamamos orixás, usando um vocábulo de origem Yorubana, que tem como significado "dono da cabeça", mostra assim a relação existente entre o mundo e o indivíduo, entre o ambiente e os seres que nele habitam. Nossos corpos têm, em sua constituição, todos os elementos naturais em diferentes proporções.
     Na Umbanda os Orixás são tidos como os maiores responsáveis pelo equilíbrio da natureza. São conhecidos em outras partes do mundo, e dentro de outras vertentes religiosas como "Ministros" ou "Devas", energias de alta vibração evolutiva que cooperam diretamente com Deus, fazendo com que Suas Leis sejam cumpridas constantemente.

Conduta para o amaci*


- Vovó Maria Conga - "Meus filhos. Aproxima-se o momento de realização do amaci, que como todos sabem é oportunidade sagrada de reencontro com os guias dentro da faixa vibratória do orixá regente de cada um. Saudemos nanã, orixá que nos sustenta na magia desde a fundação desta choupana. Que seu axé – força - se faça presente em cada um dos presentes. Nanã, mãe grandiosa da magia dos orixás, vibratoriamente reside nas águas paradas dos fundos dos lagos e em todas as nascentes aquosas planetárias. Simbolicamente representa as águas primordiais que Deus criou e usou na terra, formando à lama, o barro para moldar os corpos e abrigar neles os espíritos que habitam o planetinha azul, assim como o sopro enche um balão. Que as águas sem movimento do fundo dos lagos acalmem as agitadas mentes de vocês e fixe-as na estabilidade da criação. Deus cria incansavelmente e está sempre junto de suas criações. Antes de mergulharem no fundo do lago límpido do espírito, deixem na beira, no encontro das marolas com a areia, ali onde as folhas secas que caíram das árvores formando uma pasta lodosa e putrefata, fazendo-se húmus nutriente para as flores e ervas ribeirinhas, as negatividades de cada um de vocês, aquilo que mais os incomoda para que a força transformadora da natureza, ao tornar as folhas secas em potente adubo, ao mesmo tempo purifique e nutra os corpos e chacras dos filhos para o encontro sagrado que acontecerá em breve durante o amaci. Todavia, qualquer energia da natureza se torna estéril e sem efeito se não acompanhada da conduta moral elevada e dos atos contínuos na busca da manutenção do estado elevado da alma. Vigiem mas não fiquem “só” na vigilância, igual ao pássaro que tem asas e não voa. Tenham atitudes e ações diárias compatíveis com o que receberão durante os próximos dias libertando-se da gaiola que os prende a si mesmos. É na consciência de cada um que reside à perenidade do espírito. Salve todos os pretos, pretas, tios, tias, vovôs e vovós da nossa umbanda amada. Salve a magia africana ancestral e o nosso senhor Jesus Cristo."

* Nota - amaci: muito resumidamente, podemos dizer que é um banho de ervas maceradas que é feito na cabeça do médium para fortalecimento do seu tônus mediúnico. Se Jesus foi batizado por João Batista, à beira do Rio Jordão, para que a sua coroa mediúnica vibrasse em toda a sua potencialidade com o Cristo Cósmico, quem somos nós para dispensar o amaci, que também é um tipo de batismo na umbanda.


"A todos que olham, a todos que estão aqui, 
Muita atenção hoje é noite de amaci. 
Filhos de fé respeitai o pano branco, 
Babalaô, preparou seu banho Santo. 
Filhos de fé, respeitai pemba e congá, 
Dentro da Lei, vem saudar teu Orixá. 
Saravá Ogum, 
Tenho a cabeça lavada, 
Fiz meu batismo na Umbanda, 
Hei de louvar os meus Guias..."

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