LIVRARIA DO TRIÂNGULO:

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

MÉDIUNS VAIDOSOS

     Os médiuns vaidosos são os mais visados pelos ataques das Sombras, sempre dispostos a atender aqueles que se encontram com o ego exaltado. Pela característica das manifestações mediúnicas na Umbanda, é exigido aos médiuns um esforço contínuo no sentido de manterem a humildade, eis que não existe Guia mais "forte" do que outro, pois os critérios que levam à concretização dos pedidos dos consulentes independem do nome da entidade que assiste o medianeiro, da sua hierarquia espiritual ou se está mais ou menos "incorporado" no "cavalo". O que leva a brisa benfazeja para os que buscam a Umbanda para a cura, o alento espiritual, e até algumas questões que envolvam auxílio das falanges benfeitoras no campo, material, é nada mais que o merecimento, associado ao respeito do livre-arbítrio de todas as criaturas.
     Essa é a maior dificuldade dos médiuns: discernir as fronteiras tênues do que intermediam com o Astral - se é adequado dentro das leis de equilíbrio e de causalidade que regem o carma de todos os seres. A ambição atiçada pelo ganho fácil e seguidamente provocada pelos elogios dos consulentes, que procuram agradar os médiuns em troca de favores, trabalhos milagrosos e toda sorte de ajuda que envolve as situações comezinhas da vida material, é como a ferrugem que lentamente e sem maiores esforços corrói a folha que cura.

- do livro JARDIM DOS ORIXÁS

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

QUAL A FUNÇÃO METAFÍSICA DE EXU?

    Objetivamente, Exu tem a função de equilibrador de todo o sistema cósmico, desde o macro até o micro; como bem diz um provérbio; ele fica em pé em cima de uma formiga. Assim, quem deve paga e quem merece recebe, nem um centavo a mais ou a menos, Exu sempre quitando as dívidas. Para uns, ele é sinônimo de caminhos abertos; para outros, pode ser de porteiras fechadas, mas sempre é dinâmico e atuante.

- do livro: Exu - o Poder Organizador do Caos. Edições Besourobox.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

EXU OBARA

    EXU OBARA... Ativa conteúdos do inconsciente do médium expandindo suas percepções, induzindo-o ao transe.

   Durante o acoplamento mediúnico, os mentores utilizam uma grande quantidade de energias, tanto as originadas dos condensadores energéticos do terreiro, como as do médium - ectoplasma - e as atraídas pelo próprio guia espiritual através de vários processos magísticos. Estes fluídos etéreos são direcionados para a manutenção do contato mediúnico, para a consulta e ativações sobre o consulente e também como ajustes para o próprio médium. A Entidade responsável pelo mediunismo de seu aparelho sabe como ativar, paulatinamente, certos conteúdos do inconsciente do médium através de Exu Obara, possibilitando um aprimoramento psíquico e também expandindo gradualmente suas percepções do Plano Astral.

- do livro EXU - O PODER ORGANIZADOR DO COSMO. Edições BesouroBox.

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sábado, 30 de janeiro de 2016

POR QUE SEM EXU NÃO SE FAZ NADA?

     Cada um de nós, indivíduos constituídos na criação divina, nascidos e reencarnados, tem em si a vibração Exu. É um processo vital, equilibrador, impulsionado e controlado pelo nosso “guardião interno”, baseado na absorção e restituição energética, ou reposição de axé, sem o qual nosso corpo Astral não teria força magnética centrípeta para se manter “acoplado” ao duplo etéreo e este ao corpo físico, interagindo com suas emanações metabólicas. Em Contrário, haveria o desfalecimento geral orgânico – morte. Obviamente que a matriz eletromagnética astralina que envolve nossas auras, e que “contém” o corpo Astral, tem uma força motriz peculiar – Exu – que faz com que as moléculas do Plano Astral se aglutinem, aproximando-se umas das outras e “plasmando” o próprio corpo Astral, que é o veículo afim de expressão de nossos espíritos – consciência – nesta dimensão. Podemos inferir que Exu é a mão que pega o pincel e “joga” as tintas na tela em branco, dando-lhes forma. Sem ele, o quadro não seria pintado. Por isso, o aforismo popular na Umbanda: “SEM EXU NÃO SE FAZ NADA”.

- do livro: EXU - o Poder Organizador do Cosmo. Edições BesouroBox.

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AS FLORES DE OBALUAÊ - o Poder Curativo da Umbanda.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

RITO DE LOUVAÇÃO A IEMANJÁ


O Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade realizará nesta sexta-feira, dia 29/01/16, um rito de louvação à Iemanjá, a Grande Mãe dos Oris - cabeças.

Iemanjá é a "mãe de todas as cabeças". Isto tem repercussão rito litúrgica nos preceitos internos dos terreiros, de firmeza mediúnica. Toda e qualquer prática ritual, como o amaci, que é a lavagem de cabeças, deve ter o “beneplácito” deste Orixá. Ou seja, a harmonia energética de quaisquer elementos utilizados, é conseqüência de se estar equilibrado com a Grande Mãe das Cabeças.

Iemanjá é apaziguadora. Na Umbanda é força cósmica que acalma e higieniza o ambiente etérico de trabalho, transmutando energias deletérias. As manifestações das falangeiras deste Orixá balançam o corpo dos médiuns como se fossem suaves marolas do mar, espargindo uma leve “brisa” balsamizante, o axé – força – do orixá no ambiente de trabalho.

***

Mitologia

Iemanjá cura Oxalá e ganha o poder sobre as cabeças.
Quando Olodumare fez o mundo, deu a cada Orixá um reino, um posto, um trabalho.
A Exu deu o poder da comunicação e a posse das encruzilhadas.
A Ogum deu o poder da forja, o comando da guerra e o domínio dos caminhos.
A Oxossi ele entregou o patronato da caça e da fartura.
A Obaluaê deu o controle das epidemias.
Deu a Oxumare o arco-íris e o poder de comandar a chuva, que permite as boas colheitas e afasta a fome.
Xangô recebeu o poder do trovão e o império da lei.
Iansã ficou com o raio e o reino dos mortos.
Olodumare deu a Oxum o zelo pela feminilidade, riqueza material e fertilidade das mulheres.
Deu a Oxum o amor.
Obá ganhou o patronato da família e Nanã, a sabedoria dos mais velhos, que ao mesmo tempo é o principio de tudo, a lama primordial com que Oxalá modela os homens.
A Oxalá deu o privilégio de criar o homem, depois que fez o mundo.
Para Iemanjá, Olodumare destinou os cuidados de Oxalá.
Para a casa de Oxalá, foi Iemanjá cuidar de tudo: de casa, dos filhos, do marido, da comida, enfim.
Iemanjá nada mais fazia que trabalhar e reclamar.
Se todos tinham algum poder no mundo, um posto pelo qual recebiam oferendas e homenagens, por que ela deveria ficar ali em casa feito “escrava”?
Iemanjá não se conformou.
Ela falou, falou e falou nos ouvidos de Oxalá.
Falou tanto que oxalá enlouqueceu.
Seu Ori, sua cabeça, não aguentou o falatório de Iemanjá.
Iemanjá deu-se então conta do mau que provocara e cuidou de Oxalá até restabelecê-lo.
Cuidou de seu Ori enlouquecido, oferecendo-lhe água fresca, obis deliciosos e frutas dulcíssimas.
E Oxalá ficou curado.
Então, com o consentimento de Olodumare, Oxalá encarregou Iemanjá de cuidar do Ori de todos os mortais.
Iemanjá ganhara enfim a missão tão desejada.
Agora ela era a senhora das cabeças.
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