quarta-feira, 31 de julho de 2019

ALERTA DE RAMATÍS - espíritos presos no passado.


ALERTA DE RAMATÍS
- espíritos presos no passado.

Existem muitos espíritos ainda "aprisionados" nas crenças e lendas das tradições antigas, que influenciaram a formação das práticas mágicas do mediunismo popular. São cultuados como divindades, reis e rainhas, alimentados num processo ininterrupto de obrigações sacrificiais.

Se forem abruptamente afastados e não receberem mais os alimentos sacrificiais, sofrem séria degradação em seus corpos astrais, visto que estão habituados às comidas votivas e plasma vital sanguíneo dos animais - dependendo da intensidade do vício alimentado pelo éter primário do sangue dos sacrifícios, o perispírito se degradará em contato com o magnetismo telúrico do planeta. Nestes lamentáveis e tristonhos episódios, somente com a intervenção de espíritos benfeitores seguida da imediata reencarnação em planetas inferiores, num voltar a ser “homem da caverna”, tendo que caçar para comer, livram-se estes seres de indescritíveis degradações de seus corpos espirituais.

Alimentam-se tais espíritos dos eflúvios do plasma vital do sangue sacrificial. Tudo farão para levar seus médiuns a cumprir as “obrigações” para alcançarem oferendas renovadas, com ameaças veladas de punição, para sustentar a entidade aprisionadora no ciclo de reposição fluídica – axé - que se repete infinitamente. Se rompida a periodicidade das oferendas sacrificiais, envidarão todos os esforços para que essas criaturas venham a sofrer toda a sorte de irritações e conflitos, no trabalho, no lar, na família e entre amigos.

Ramatís in Mediunidade de Terreiro

quinta-feira, 11 de julho de 2019

QUANDO O MÉDIUM SENTE-SE SUPERIOR.


UMBANDA - QUANDO O MÉDIUM SENTE-SE SUPERIOR.
Por Norberto Peixoto.

O que poderia dizer ou escrever que pudesse ser aproveitado por todos que estão com os pés no chão em um terreiro, para a comunidade umbandista - tantos que estão vestindo o branco como médiuns?!

Pensando nos anos que já passei como zelador desde a fundação do Triângulo e nas centenas de giras de caridade que já realizamos, concluo que o grande obstáculo que paralisa muitos médiuns é a jactância - àquele sentimento velado de superioridade, um certo tipo de tédio, que vai se instalando em relação aos irmãos de corrente e consulentes, de tanto escutar suas queixas, que anda de mãos dadas com o orgulho e a vaidade, estabelecendo uma altivez e um senso de superioridade irreal, um certo enfado e ar desmotivado. Obviamente que tal situação já observei em espíritas, espiritualistas, pastores, padres, bispos, teosofistas, budistas, maçons, rosacrucianos, apômetras,..., então atribuo este estado psíquico inerente ao ser humano.

Mas como se instala a jactância no médium umbandista?

O médium sendo consciente, o que é o estado natural da mediunidade na atualidade, é provável que ele caia num automatismo comodista e, inevitavelmente, nas suas reflexões examine as consciências alheias, identificando os erros do próximo, muitas vezes opinando em questões que não lhe diz respeito, indicando as fraquezas dos semelhantes, educando os filhos dos vizinhos, reprovando as deficiências dos companheiros, corrigindo os defeitos dos outros, aconselhando o caminho reto a quem passa, receitando paciência a quem sofre, e segue resoluto retificando os defeitos de quem o procura no centro umbandista, como se ele fosse só perfeição.

Mas enquanto o medianeiro se distrai orientando, se distância de si mesmo, e como aprendiz que foge à verdade e à lição, agrava a situação enfatuando-se e sentindo-se superior aos consulentes e irmãos de corrente, sempre incansáveis em seus pedidos de ajuda, reclamações e tristezas.

Enquanto o médium se ausentar do estudo das suas próprias necessidades e fragilidades que fundamenta o indispensável processo de autoconhecimento e autorrealização, esquecendo a aplicação dos princípios superiores que deve abraçar na fé viva que é mero instrumento, cheio de defeitos e imperfeições e tão frágil e carente quanto àqueles que o procuram, será simples cego do mundo interior relegado à treva da ilusão. Nada estará realizando, pois locupleta-se em si mesmo e se basta, achando que está fazendo uma grande obra, um palácio de realizações com o passar dos anos. Muitos até se gabam do tempo de mediunidade e menosprezam os mais novos.

Claro que a experiência acumulada ao longo dos anos dá sabedoria ao medianeiro, mas ele não deve sentir-se melhor a quem quer que seja, pois não sabemos o passado e a idade sideral de cada um de nós. Ou você sabe qual a idade do teu espírito?

Despertemos e vigiemos sempre.

Mantenhamos nossas energias mais profundas para que os ensinamentos, instruções e consolos que passamos na forma de orientações recebidas de nossos guias espirituais aos consulentes não seja para nós médiuns uma bênção que passa, como é a dádiva e misericórdia divina da mediunidade que nos foi concedida, em proveito à nossa própria retificação pelo auxilio incondicional aos irmãos de caminhada que nos procuram, porque o infortúnio maior de um médium e para a sua combalida alma eterna é aquele que o infelicita quando a graça do Alto passa por ele em vão em toda uma encarnação!

Nenhuma valia tem um rito, seus elementos e liturgias, se o médium internamente não tem a condição necessária de recebê-lo satisfatoriamente. A aplicação ritualística externa é feita pelo sacerdote e seus assistentes, mas a ligação espiritual interna é de cada médium. Se assim não acontecer, qualquer rito será um mero PLACEBO RITUAL, inócuo e sem efeitos positivos.

É tarefa primeira de um zelador espiritual vigiar e "correr gira" para que a jactância mediúnica não se instale nele ou em sua corrente.

Reflitamos.

Paz, saúde, força e união.’

NP.

*Jactância - s.f. Ação, hábito de se gabar: falar com jactância. Arrogância, altivez.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

PAI OMULU...

           PAI OMULU, poderoso Orixá que levanta os caídos e faz os mortos renascerem para a vida imortal, livra-nos do mau olhado, da cólera e de todo pensamento ruim que os invejosos nos enviam. Que vossas palhas protejam-nos sempre dos maledicentes que nada realizam e só almejam ferir quem faz. Em teu nome rogamos, misericórdia a todos os que estão vivos mas morreram para as realizações em vida. 
        Atotô!!!
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