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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Ética na Umbanda


A Umbanda é de todas as caras e cores, raças e odores, sons e sabores. 
Ela vêm de Zambi, o seu idealizador - o Deus de tudo e de todos mantenedor.
            Vovó Maria Conga               

        A Umbanda é uma Religião. Isto é um fato. A par dos princípios sadios e básicos que norteiam a religião, muitas pessoas, desde o início do culto, sempre pugnaram pela elevação da Umbanda nos mais diferentes aspectos. Entre eles, o cunho subjetivo (pessoal) sempre foi alvo das mais contundentes discussões. Temas como Moral, Ética, Conduta Mediúnica etc., sempre foram objetos de polêmicas, onde cada um por si, tenta fazer ver aos outros que tal ou qual conduta é certa ou errada. No entanto, por trás destas discussões comportamentais, existem duas forças antagônicas incessantemente em combate:
      - a força da Moral, dos bons costumes, da Ética, da Espiritualidade Superior, da verdade;
       - a força da subjugação, da mentira, da permissividade e da parcialidade. 
            Na Umbanda, como em outros segmentos religiosos, há uma pluralidade de idéias, de ideais, uma heterogeneidade de interesses em relação à religião. Existem aqueles que apenas servem-se ou tentam servir-se da religião para os seus próprios interesses. Não esclarecem nem difundem os sublimes ensinamentos e metas do astral superior; pregam ritualísticas sem base, sem fundamentos; fazem do terreiro de Umbanda uma apoteose performática para encher os olhos, não discutem abertamente os problemas na religião, porque, se discutirem, colocarão sob avaliação as suas condutas distorcidas. Outros mais corajosos e comprometidos com o aperfeiçoamento, estão sempre a comentar e orientar quanto aos fenômenos negativos que ora se apresentam, mostrando o caminho diante dos problemas emergentes. A Ética, por exemplo, conjunto de princípios e deveres que o homem tem para com Deus e a sociedade, é um fator que deve preponderar em qualquer pessoa que queira ver a Umbanda fortalecer-se espiritualmente enquanto religião. Para que tal progresso ocorra torna-se necessário trazermos à tona os focos destoantes do comportamento dos próprios umbandistas. A partir daí, veremos melhor quem são aqueles realmente comprometidos com as diretrizes dos Orixás e de Jesus. Visualizaremos também outros tantos que estão somente preocupados em sedimentar a obscuridade, a confusão, a permissividade.
                  Os umbandistas não devem temer discutir os aspectos subjetivos, materiais e espirituais da religião, pois são sabedores que tal ação só melhorará a nossa religiosidade, fazendo com que no futuro tenhamos uma Umbanda melhor, mais estruturada perante as comunidades, mais consciente e com médiuns e assistentes engajados num mesmo ideal.
      Quanto àqueles que insistem em esconder os problemas da religião, escondendo-se atrás de falsos segredos fazem-nos porque, ocultando os focos destoantes, estarão camuflando as aberrações ético-espirituais de si mesmos, contaminados que estão de condutas que os costumes, o caráter e a honestidade sempre repeliram ao longo da formação da consciência planetária.  
         Paz e luz,
         Norberto Peixoto.*

* - Sou contra o "copiar e colar", infelizmente tão comum hoje nas redes sociais. Desconheço o autor deste texto, mas o "assino" sem alterar uma vírgula. Se alguém souber o autor, me informe. Norberto Peixoto.
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