segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Os rituais de umbanda são métodos para prevenção e manutenção da saúde.


         "É esta sensação de pertencer que facilita a resposta catártica, através da qual as emoções e ritmos corporais reprimidos são permitidos e podem ser trazidos a manifestação pela consciência alterada, expressando-se naturalmente e sem preconceitos: o brado do caboclo, a dança do orixá, a benzedura do preto velho, a alegria do cigano, a gargalhada do exu, a peraltice da criança, o balanço do marinheiro...
      
     Já temos comprovações – evidências empíricas - da medicina, especificamente da psiquiatria, que mostram ser os rituais religiosos invariavelmente associados com benefício à saúde.

      Os rituais religiosos públicos, como as engiras de umbanda para assistência,   e privados – iniciações internas/sessões de desenvolvimento mediúnico - são métodos poderosos para manter a saúde mental e para prevenir o início, ou progressão de distúrbios psicológicos. Ajudam a pessoa a enfrentar o terror, ansiedade, medo, culpa, raiva, frustração, incerteza, trauma e alienação, a lidar com emoções e ameaças universais oferecendo um mecanismo para delas se distanciar ou conviver melhor. Reduzem a tensão pessoal e do grupo, a agressividade, moderam a solidão, a depressão, a sensação de não ter saída e a inferioridade. A ausência de frequência a uma religião ou falta de pertença a uma comunidade religiosa priva a pessoa dos benefícios produzidos pelos rituais encenados pela maioria, caminhos antiquíssimos para a saúde psicológica, pois incorporam cognições, filiação grupal, ação litúrgica coletiva e catarses individuais, como por exemplo as incorporações – estados alterados de consciência – de entidades espirituais.

      Os rituais utilizam sugestão - sons, gestos, cheiros e cores-, adesão, dinâmica de grupo, despertar das emoções, liberação de sentimentos negativos e reintegração emocional, criando sensação de paz, direção e controle do próprio psiquismo. São conduzidos em ambientes carregados de emoção positiva e provêm caminhos para “escape”, purificação, catarse e alcance do poder de realização pessoal ou fortalecimento da vontade.

      O ritual tem grande valia para a catarse do indivíduo com redução de ansiedades, fobias, recalques e situações psicológicas estressantes. Notadamente a vivência ritualizada através das incorporações das entidades espirituais e dos orixás permitem o reconhecimento e instalação do alívio emocional em um ambiente controlado e adequado aos cerimoniais indutores dos estados alterados de consciência – experiências místicas mediúnicas-, com limites precisos para expressá-las adequadamente dando segurança e sentimento de pertença aos participantes. Esta liberação de sentimentos reverte a repressão que doutrinas castradoras impõem ao ser impedindo a naturalidade do movimento do corpo. Afinal o indivíduo nunca é e não pode ser só mental. O ritual engaja o participante em comportamentos que reforçam a conexão e ligação ao Divino, ao Sagrado e Sobrenatural do mundo dos espíritos que amparam uma comunidade religiosa de umbanda.
     É esta sensação de pertencer que facilita a resposta catártica, através da qual as emoções e ritmos corporais reprimidos são permitidos e podem ser trazidos à manifestação pela consciência alterada, expressando-se naturalmente e sem preconceitos: o brado do caboclo, a dança do orixá, a benzedura do preto velho, a alegria do cigano, a gargalhada do exu, a peraltice da criança, o balanço do marinheiro...

Muita paz, saúde, força e união.
NORBERTO PEIXOTO.
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