“As amplas Verdades Absolutas do Cosmo não se subordinam ao reducionismo dos rótulos das religiões terrenas, assim como não podeis prender a luz do Sol dentro de uma garrafa." RAMATÍS.

Saravá Ogum:

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Orixá Regente 2014.


        O ano de 2014 será regido por Júpiter, o planeta da prosperidade e da fartura. O ano novo que se avizinha predispõe ao trabalho comunitário, um maior engajamento pessoal na busca e compreensão da religiosidade e favorece a mobilização das consciências contra movimentos de intolerância religiosa.

       Sendo na esfera astrológica o ano regido por Júpiter, na particularidade dos orixás a regência será de Xangô e Iansã, e carmicamente permanece a ação de Obaluaê que foi o regente de 2013. Há que se considerar que independente do orixá regente, todos os orixás atuam sempre e, especialmente EXU, que é o eterno movimento no Cosmo.


 
       
     Júpiter é um planeta de diplomacia e boa vontade. A promessa de que um ano regido por Júpiter seja um ano de abundância e expansão é fantasiosa se for interpretado pelo lado material. Xangô propicia um melhor perceber-se e perceber o outro, melhorando o diálogo inter e intrarreligioso. É o ano de 2014 de muita mobilização na esfera de busca dos direitos e igualdade, notadamente contra a intolerância religiosa.

      Como Xangô estará com sua irradiação magnética bastante acentuada em 2014, todos os que buscam o mundo espiritual e sagrado devem ter consciência da Lei de Causa e Efeito, pois podemos mudar as causas e não termos o efeito esperado, notadamente se não respeitamos o livre arbítrio do outro, interferindo em seu campo energético. Ou seja, o efeito de retorno estará mais intenso e o uso da magia requererá muita responsabilidade de quem busca e de quem aplica os cerimoniais religiosos de invocação, rezas, encantamentos e imprecações mágicas.

       Quanto a Umbanda, o ano favorece a mobilização das comunidades entre si, os seminários e congressos, bem como a elaboração consensual de diretrizes básicas do que seja a Umbanda, respeitando-se a diversidade, mantendo-se a liberdade rito litúrgica de cada centro, sem codificação. Ou seja, esta busca de diretrizes básicas – uma “carta magna” de Umbanda – parte de dentro, das comunidades de terreiro e lideranças religiosas, que sob os auspícios vibratórios de Xangô, encontrarão receptividade da maioria do povo de Umbanda, exaurido pela persistente intolerância religiosa contra os terreiros, assim legitimando-se iniciativas de união que objetivem dar maior seriedade e melhor visibilidade a religião, fortalecendo a  Umbanda frente a sociedade laica e minimizando a intolerância religiosa de outros cultos que demonizam nossa religião.



Muita paz, saúde, força e união.


Muito axé.


Norberto Peixoto.
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