CALENDÁRIO VERÃO 2018.

ENCERRAMENTO 2017

08/12/17 – 6ª Feira: Sessão Pública.

15/12/17 – 6ª Feira: Última Sessão Pública.

Calendário Verão 2018

Atenção: Janeiro e Fevereiro Sessões Quinzenais!

12/01/18 – 6ª Feira – Sessão Pública.

26/01/18 – 6ª Feira Sessão Pública.

09/02/18 – 6ª Feira – Sessão Pública.

23/02/18 – 6ª Feira – Sessão Pública.

09/03/18 – 6ª Feira – Sessão Pública.

sábado, 6 de abril de 2013

Umbanda - Uma Proposta de Inclusão Espiritual e o Incompreendido Exu.

            Em novembro de 1908 numa 'mesa branca' é anunciado o surgimento de um movimento religioso genuinamente brasileiro: A Umbanda. Esta 'nova' religião já 'nasceu' envolta por ambiente polêmico, pois anunciava um trabalho com a diversidade. De forma muito sintetizada podemos dizer que, a Umbanda surgiu para dar 'voz' aos 'espíritos marginalizados' pela senda espírita, tão 'bem' frequentada pelos doutores, advogados e intelectuais do Astral Superior. Por sua vez, a Umbanda aceitaria a manifestação mediúnica de espíritos que, quando encarnados não pertenceram aos grupos dominantes de nossa sociedade capitalista, a saber os negros e os indígenas. Uma revolução na estrutura socio-espiritual!     

         

    Quando analisamos o histórico da Umbanda, inicialmente, ela não constituiria uma nova religião, pois poderia se manifestar como uma linha de trabalho dentro do Espiritismo se não fosse o preconceito das pessoas. Mas, tendo sido classificado como um espírito inferior na mesa kardecista, o Caboclo das Sete Encruzilhadas anunciou que a partir daquele momento seria instituído um novo culto no Brasil. Segundo Norberto Peixoto (2009, p.14): "O ritual estabelecido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas era bem simples: cânticos baixos e harmoniosos - sem utilizar atabaques e palmas -, vestimenta branca e proibição de sacrifícios de animais. Capacetes, espadas, cocares, vestimentas de cor, rendas e lamês não eram aceitos. As guias usadas eram apenas as determinadas pela entidade que se manifestava. Os banhos de ervas, os amacis, a concentração nos ambientes vibratórios da natureza e o ensinamento doutrinário com base no Evangelho constituíam os principais elementos de preparação do médium". Tudo muito simples, sem grandes estímulos aos sentidos objetivos, e em sintonia com os planos internos. Por levar em consideração a diversidade, a Umbanda não apresenta uma codificação que unifique a sua ritualística, portanto podemos perceber a pluralidade de rituais dentro do movimento umbandista. Assim, cada Tenda de Umbanda apresenta sua forma de culto que está intimamente ligada ao guia-chefe e à personalidade do dirigente da casa. 

        Daí, adotando uma postura inclusiva, podemos dizer que dentro da Egrégora Umbandista encontramos diversas manifestações da Umbanda. Cada uma alcançando o nível de consciência de seus integrantes e consulentes. Acredito que seja justamente por apresentar esta proposta de se trabalhar com a diversidade é que a Umbanda consegue arrastar uma multidão de pessoas, porque fala diretamente ao coração, sem para isso fazer uso de metanarrativas. Na simplicidade e na habilidade de seus trabalhadores espirituais, a Umbanda toca a Alma das pessoas. Infelizmente, apesar de muitos serem chamados, poucos conseguem atravessar os Portais Internos. A grande maioria se deixa enraizar ao culto das formas ilusórias, priorizando seu aspecto exotérico. Mas, não nos cabe julgar, cada qual apresenta um papel a cumprir no processo evolutivo global. Acredito que são válidas as palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas e todos que querem conhecer e/ou seguir a Umbanda devem levar em seus corações: "Com os espíritos mais evoluídos aprenderemos. Aos espíritos menos evoluídos ensinaremos. E a nenhum espírito renegaremos". Tais palavras precisam ser tema de constantes reflexões e meditações para que possamos alcançar seu teor espiritual. E todos, dentro de seus limites e transcendência, devem ser considerados e nunca devem ser discriminados. Muitos lutam para serem respeitados e continuarão lutando, porque o respeito é alcançado na medida em que exercitamos o Amor ao próximo. Ao invés de lutar aprendamos à Amar. 

          E assim despertaremos nossa Consciência Crística, objetivo esotérico da Umbanda, que através diversidade dos fenômenos procura adentrar à Unidade-Essência. Segundo Ramatis (2000, p.66) diz que: "O crístico ama desinteressadamente, eleva-se pelo sacrifício próprio, caminha com igualdade e fraternidade entre os seus semelhantes; a sua oferenda é o culto interno de veneração à Divindade; prepondera em seu coração o sentimento de humildade; sabe da sua falibilidade como criatura imersa no escafandro grosseiro da carne; é comprometido com a verdade e tem Deus interiorizado por mérito de suas obras, por conquista individual". Uma proposta de Inclusão Espiritual que apregoa o Respeito, o Amor e a Cristicidade é o cântico entoado pela Senhora da Luz Velada!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Google analytics