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terça-feira, 26 de março de 2013

Os orixás mitológicos não são espíritos individualizados

Pergunta: - Afinal, se o orixá não é uma entidade extra-corpórea, mas uma essência primordial e básica, energética e vibratória, que influencia o modo de ser e o destino de cada espírito, seja encarnado ou desencarnado, o que é que se incorpora no transe de possessão?
Ramatís: - O que se incorpora nos transes dos cultos aos orixás pode ser uma forma-pensamento (egrégoro) do orixá, que é plasmado e mantido pela ritualização frequente da mitologia (humanização) do orixá. Nesse caso, não tem consciência e atua como se fosse um robô com gestual, cores, sons, odores e movimentos semelhantes e propiciatórios à manipulação da energia do sítio vibratório e do reino da natu­reza do orixá em questão. A férrea uniformização litúrgica dos cultos mais conservadores das tradições antigas acaba forman­do e mantendo esses elementares energéticos, o que não deixa de ser positivo, sob o enfoque de fluidos benfeitores. Por outro lado, e agora causaremos polêmica, existem espíritos desencar­nados que pensam e acreditam serem os orixás cultuados como deuses. Tomam conta da mediunidade dos seus aparelhos e realmente incorporam, especialmente quando afrouxa a rígida pa­dronização ritualística junto ao neófito recém-iniciado no culto. É o que chamam de orixá individual - justificando o consenso vigente que cada filho de santo tem o seu orixá próprio, embora a mitologia seja comum e padronizada.

Pergunta: - Então é possível a incorporação de um ele­mentar, um egrégoro, sem consciência e individuação como espírito. Por favor, peço maiores elucidações.
Ramatís:Primeiramente, há que se dizer que existem nuances mal interpretadas na ampla fenomenologia demonstrada nos transes por este Brasil continental. Sem estreitarmos os conceitos em uma ou outra religião ou culto, afirmamos que os orixás são aspectos diferenciados de Deus. Deus é indiferenciado de tudo o mais no Cosmo. Para se fazer "presente" no infinito universal e nas diver­sas dimensões vibratórias subjacentes, Ele criou os orixás, as­pectos diferenciados de Si mesmo. Cada tipo de energia, fator ou raio, que é um orixá, se expressa de muitas formas. Cada um dos espíritos regentes planetários tem, sob seu encargo, legiões e legi­ões de almas em diversos estágios de desenvolvimento consciencial: reinos elemental, mineral, vegetal, animal e humano. São os co-criadores dos mundos que atuam através de ordens criativas e mantenedoras menores, sob os auspícios da sabedoria do Uno, o Incriado Imanifesto, ou melhor, Deus, que para nosso entendi­mento faz-Se em Trindade Divina: som, luz e movimento. Essas multidões de inteligências (espíritos) obedecem a vontade dos regentes maiores e estão continuamente elaborando os mundos e os diversos reinos da natureza pelo Cosmo infinito. A essas hos­tes de espíritos que trabalham na administração sideral podemos chamar de anjos, querubins ou, por afinidade, orixás, mesmo não os sendo, verdadeiramente, no aspecto energético. Nesse caso, são espíritos que atuam enfeixados nas energias, fatores ou raios divinos e se confundem com essas particularidades divinas. Ob­viamente, essas entidades não incorporam no mediunismo terre­no. São os senhores das essências básicas, das forças da natureza, e os manifestadores dos fatores divinizados que determinam a governança cármica coletiva. Por desdobramento, cada espírito no mundo concreto, plano astral e físico, manifesta em si, numa escala infinitesimal, todas essas ondas fatoriais energéticas cha­madas orixás. Dizia Jesus: "Vós sois deuses", referindo-Se a elas e às potencialidades latentes de cada alma.
Viemos todos de uma fonte primeva e temos pulsantes em nós as suas capacidades. Foi para o entendimento dessas ener­gias, vibrações, ondas, fatores ou aspectos divinos, pelas popu­lações simples e com as mentes preenchidas com o dia a dia da sobrevivência, que se criaram os mitos com os orixás humani­zados. Há milhares de anos as lendas se perpetuam. Diversas religiões cultuam os anjos, raios, devas e mestres. As religiões de matrizes afro-brasileira e a umbanda, tendo influência afri­cana, cultuam os orixás. Os orixás mitológicos não são espíritos individualizados, são formas de culto humanizadas e antropomorfas para a adoração e compreensão coletiva. Essa essência fatorial ou vibratória influencia cada individualidade. Assim como um oceano é indiferenciado em relação a si mesmo e um balde de água do mar de uma praia qualquer é diferenciado em relação a outras praias e mares e a esse oceano que o originou, também os orixás são diferenciados entre si e em relação a uma essência maior, divina, indiferenciada e geradora, não tendo ligação e não sendo entidades espirituais individualizadas, tal qual o balde de água do mar não é uma baleia ou um golfinho, embora eles nadem em suas profundezas.

Do livro "Mediunidade e Sacerdócio". Editora do Conhecimento.
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