terça-feira, 27 de março de 2012

Atuação do clero sacerdotal no umbral

          Não há dúvida de que existe do "lado de cá" um grande movimento sustentado pelo Clero Romano, no sentido de tolher as atividades do Espiritismo; e trata-se de iniciativa comandada pelos maus sacerdotes, isto é, por aqueles que, na Terra, já viveram vida corrupta e censurável no seio dos próprios templos. Foram homens que, em vez de cumprir com dignidade os propósitos assumidos para com a Igreja Católica, só buscaram no mundo os gozos e os benefícios ilícitos protegendo-se pela santidade das vestes sacerdotais. Quando encarnados, foram prejuízos vivos contra a própria comunidade a que pertenceram, porquanto desmentiam o
trabalho santificado e útil das almas excelsas que cumpriam seus votos religiosos sob a inspiração do Cristo. A Igreja Católica não é responsável por esses trânsfugas, que no Além-túmulo continuam a macular suas vestes sacerdotais em perseguição ao Espiritismo, pois é dessa mesma Igreja que surgiram as figuras sublimes de um Francisco de Assis, Vicente de Paulo, Terezinha de Jesus, Dom Bosco, Antônio de Pádua, Padre Damião e outros, cuja vida foi um hino de beleza e amor ao próximo.
            Como o rótulo não modifica o vinho azedo e o hábito não faz o monge, esses maus padres seriam perversos, ambiciosos ou imorais, em qualquer setor de atividade humana a que se devotassem. Deste modo, eles sempre estariam operando no "lado de cá", não somente contra o Espiritismo, mas também contra qualquer instituição espiritualista que se devote a melhorar o padrão espiritual do homem.
            Em verdade, a classe sacerdotal indigna do próprio templo religioso em que conviveram na Terra, possui, no Espaço, vasta agremiação e movimentos destinados.a destruir na Crosta qualquer esforço de caráter espiritual superior. Dirigem-nos os gênios "maus" das "Trevas" e atacam qualquer reunião ou centro espírita que lhes facilite o ensejo demolidor; infiltram-se no seio dos trabalhadores descuidados e solapam as bases sadias das atividades construtivas, procurando incentivar a vaidade e promover a confusão entre os seus participantes. Quando logram comandar algum organismo mediúnico menos vigilante, destacam-se pelas comunicações pomposas e pela verborragia oca, apresentando-se com o nome de homens famosos ou de criaturas já santificadas.
            Inescrupulosos, sarcásticos e por vezes inteligentes, de longo tirocínio no campo da astúcia, eles conseguem infiltrar-se entre os espíritas neófitos, que ainda se entusiasmam pelo fenômeno, muito antes de buscarem sua modificação espiritual. Quando logram estabelecer a discórdia, a desconfiança e o choque personalístico entre os membros de uma agremiação espírita, então, eles a destroem depois de rompida a segurança espiritual mantida pelos protetores do Alto.

Ramatís - do livro ELUCIDAÇÕES DO ALÉM.
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