quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Natureza - obreiros do senhor

PERGUNTA: — Podeis nos apresentar um exemplo mais objetivo desse trabalho, que muita gente atribui à Natureza, mas que se realiza através de planejamentos tão longos e minuciosos, e que são incessantemente  supervisionados pelos espíritos desencarnados?

RAMATÍS: — O homem desconhece ainda o trabalho de fórmulas e planos que se conjugam à heróica disciplina e à sabedoria sideral dos trabalhadores espirituais que operam nos bastidores dessa tão famosa e mecânica Natureza, considerada como espontaneamente criadora por alguns terrícolas. Em tudo que vedes, pensais ou sentis, há sempre um espírito diretor, em incessante atividade criadora, como divino sustentáculo das formas exteriores e transformáveis, do mundo provisório, permitindo que este cumpra a sua finalidade abençoada de modelar as configurações que ativarão novas consciências individuais dos filhos de Deus.


Assim é que, por detrás do cisco que fertiliza a rosa, do mostrengo que será o fascinante beija-flor, do feio embrião que se transformará num Apolo ou então em sedutora mulher, sempre operam espíritos inteligentes, responsáveis e propulsores da vida exterior. No sussurro do vento, no pio do pássaro ou no balbuciar da criancinha permanece constante o espírito, vivificando e compondo essas manifestações na matéria. É por isso que notais um sentido inteligente e criador nessa tão delicada Natureza. Aqui, a semente atirada ao seio da Terra germina, cresce e se desenvolve, desatando a árvore e vestindo-a de folhas e flores, até produzir os frutos desejados; mais além, os pássaros tecem os seus ninhos, deitam ovos e deles nascem filhotes impedidos de voar; mas eles se empenham, cambaleiam, fracassam e recomeçam seus esforços atendendo à ansiedade de se locomover, para depois se alarem quais flores vivas, pelo espaço cerúleo afora. Ali, ínfimo filete d’água desliza pelo solo ressequido, umedece a areia, cava a pedra rude e rompe o solo até torná-lo em vultoso abismo, por onde então mergulha na forma de caudaloso Amazonas. Acolá, a criança surge materializada no ventre materno, move-se, engatinha, tomba, ergue-se, num punhado de anos, produz a “Divina Comédia”, o “Don Quixote” ou a “Sinfonia Coral” ou, então, constrói os colossos metropolitanos, ilumina o orbe, sulca os ares e domina os oceanos. Quando se desveste do traje carnal, pode reinar e comover o mundo, na figura de um Khrisna, um Buda, Francisco de Assis, ou o sublime Jesus. Até no singelo mover dos lábios da criança ansiosa por transmitir o seu pensamento, concretiza-se o resultado de idéias e planos elaborados gradativamente pelos milênios afora. Mesmo para esse mover de lábios, foi preciso que alguém primeiramente pensasse, planejasse e agisse para materializá-lo no cenário das formas do mundo transitório.
A Sobrevivência do Espírito
Ramatís / Hercílio Maes
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