sexta-feira, 15 de julho de 2011

Para onde vai o alimento do mundo?


Recentemente a imprensa do Rio Grande do Sul alardeaou aos quatro ventos, como se fosse o máximo: “uma supersafra de soja de 12 milhões de toneladas faz a alegria dos exportadores” (que exauriram a terra com a monocultura, os agrotóxicos, a desertificação).

Considerando que 50 quilos de soja por ano, mais ou menos (possivelmente menos!) poderiam suprir as necessidades de proteína de uma pessoa – com o grão, leite de soja, queijo de soja, proteína texturizada etc – quantas pessoas esses doze milhões de toneladas poderiam livrar da fome e da desnutrição, SE fossem empregadas para a alimentação humana?

Ah, não são?

Não!

Zero Hora de Porto Alegre, 15/4/2011: “No momento em que o Brasil colhe uma produção recorde de grãos, os sojicultores estão entusiasmados com a respectiva de reforço nas exportações.

Falar sobre o mercado chinês faz brilhar os olhos dos agricultores.

O presidente da Aprosoja, Glauber Silveira: – O bom é que (os chineses) não são tão exigentes. Não querem saber se é transgênico ou não. Eles querem alimentar seus suínos para atender sua demanda interna”.

É exatamente para aí – ração de animais “de corte” – que vai a esmagadora maioria da supersafra de soja, de milho, de grãos que faltam à humanidade faminta.

Perde o comedor de carne (a saúde), perdem os famintos (a vida), perde o planeta (com o desmatamento, a poluição, a violência psíquica reforçada), perdem os animais (cruelmente criados e mortos). Ganha um pequeno grupo inconsciente.

Comer carne não é apenas uma opção dietética – saborear ou não o cadáver de um irmão menor. É uma opção ética, e entre os termos dessa equação sinistra, um dos mais relevantes é esse: contribuir para a fome no mundo.

Fonte: Informativo Ramatís 2 - AFRAM 

 
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