quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Consciência crística

 Jesus-Oshalá-Christus
"Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amarei até o final dos tempos"


Assim como Deus não dá escorpiões ao jardineiro,  o pescador não tira serpentes da rede, a bananeira não frutifica abacaxis e as estrelas no firmamento continuam sendo estrelas mesmo que creiam que sejam vagalumes a piscar nos céus, independente de fé, entenda-se o Sagrado - Deus - e seus enviados como Jesus, Oxalá,  Kardec, Jeová, Buda, Zoroastro, Antúlio, Maomé, Zambi, Olurum, Obatalá, Orunmila, Tupã, Lao Tsé, Confúcio; ou Orixás, Inkices e Vodunsis de todas as nações,...,. Certo é que a consciência crística do Divino - o Uno Incriado Eterno - está perenemente nas mentes e corações pela eternidade, vibrando amor, paz, saúde, força e união aos crentes de todas as crenças, seres viventes e cidadãos planetários.  
Ramatís

* * *
Certa vez perguntei a  Yogananda: “Que ponto a pessoa precisa atingir para se considerar legitimamente um mestre?”
E ele respondeu: “Esse ponto é a consciência crística.”


Swami Kriyananda em “A Essência do Bhagavad Gita”


* * *
Um dia, quando me encontrava sentado acompanhado de um grupo de estudantes em minha escola em Ranchi, vi que alguém se aproximava, por trás dos rapazes. Me perguntei quem seria, porém logo pude perceber que se tratava de Jesus; seus pés não tocavam a terra enquanto andava.
Chegou muito perto de nós, e logo se desvaneceu.
Poucos anos mais tarde, em Boston, vi novamente Jesus. Encontrava-me meditando e orando profundamente a Deus, porque sentia que durante três dias me havia esquecido Dele, deixando-me absorver excessivamente pelas responsabilidades que Ele me havia dado. Disse ao Senhor:”Vou abandonar esta obra”. A atitude correta consiste em amar a Deus e amar a sua obra por amor a Ele. Os que servem como missionários porém não fazem o esforço por meditar e comungar com Deus, jamais encontrarão ao Senhor. Porque eu sentia que as atividades de meu ministério me haviam afastado de Deus, orei: “Senhor, irei embora daqui. Não permanecerei na América nem levarei a cabo esta obra tua, a menos que saiba que te encontras comigo”. Uma voz atravessou o éter, como um raio de luz: “Pede o que desejares, porém não podes ir embora”. Muitas vezes em minha vida Deus me tem impedido de fugir de meus deveres junto a esta causa, para permanecer a sós com Ele. Respondi à divina voz: ” Deixa-me contemplar a Krishna e a Jesus, com seus discípulos, em um mar dourado.” Ainda não tinha terminado de formular este pedido interno, quando vi aqueles divinos seres acercando-se de mim. “Isto é uma alucinação, pensei”. “Se a pessoa que se encontra meditando comigo também perceber o mesmo, crerei”. Instantaneamente, meu companheiro exclamou em alta voz: “Oh! vejo Cristo e Krishna!”
Minha razão disse então: “Isto é mera transferência de pensamento.”
Em meio a dúvidas, orei a Deus pedindo-lhe que me ajudasse em minha falta de fé, e a voz disse: “Quando me for, o aroma de loto preencherá este aposento e quem quer que aqui entre o perceberá.”
Ao desvanecer-se a visão, a sala inteira foi inundada pela maravilhosa fragrância de loto e os que entraram nela, mesmo horas mais tarde, notaram o aroma. Não pude, pois, continuar duvidando.
Mahavatar Babaji me ordenou vir à América com o objetivo de interpretar os ensinamentos de Cristo e demonstrar seu paralelismo com o yoga ensinado por Krishna na Índia. Nas verdades imortais expressadas por estes avatares estão as respostas às necessidades de todas as épocas. É por isso que Babaji, que se encontra em divina comunhão com Cristo, me designou a missão especial de trazer esta mensagem ao Ocidente.

Paramahansa Yogananda



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