segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Espíritos vampiros

 Os espíritos "vampiros" justapõem-se à aura das criaturas que lhes oferecem passividade, sugando-lhes as energias, tomam conta de suas zonas motoras e  sensoriais, inclusive os centros cerebrais (linguagem e sensibilidade, memória e percepção) dominando-as à maneira do artista que controla as teclas de um piano. Criam assim, doenças fantasmas de todos os tipos, mas causam também degeneração dos tecidos orgânicos, estabelecendo a instalação de doenças reais que persistem até a morte. 
Pelo imã do pensamento doentio e descontrolado, o homem provoca sobre si a contaminação fluídica de entidades em desequilíbrio, capazes de conduzi-lo à escabiose e a ulceração, à vontade incontrolável de beber ou de se drogar e a loucura, à cirrose e aos tumores benignos ou malignos de variada procedência, tanto quanto aos seus vícios que corroem a sua vida moral - estão em simbiose um com o outro: através do próprio pensamento desgovernado, podem fabricar para si mesmo as mais graves eclosões de alienação mental, como são as psicoses de angustia e ódio, vaidade e orgulho, usura e delinqüência, desânimo e egocentrismo, impondo ao veiculo orgânico processos patogênicos indefiníveis que lhe favorecem a derrocada em, alguns casos, até a morte em simbiose com os obsessores.
Nos Domínios da Mediunidade André Luiz se refere a um caso interessante de um homem desencarnado e uma mulher encarnada que vivem em regime de escravidão mútua, nutrindo-se da emanação um do outro. Ela busca ajuda na sessão do trabalho desobsessivo realizado por um centro espirita e, com o concurso de entidades abnegadas, consegue o afastamento momentâneo do espirito obsessor. Bastou, porém, que o espirito fosse retirado para que ela o fosse procurar, reclamando sua presença. Há muitos casos em que o encarnado julga querer o reajustamento, porém no intimo, alimenta-se dos fluidos doentios do companheiro desencarnado e se apega a ele instintivamente.
Em Obreiros da Vida Eterna, André Luiz descreve cenas de vampirismo em uma enfermaria de Hospital: “ Entidades inferiores, retidas pelos próprios enfermos, em grande viciação da mente, postavam-se em leitos diversos, infligindo-lhes padecimentos atrozes, sugando- lhes vampirescamente preciosas forças, bem como atormentando-os e perseguindo-os.” E confessa que os quadros lhe traziam grande mal estar.
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