Regimento interno


 MANUAL DO MEMBRO DA CORRENTE
Regimento Interno

EDUCAÇÃO - DISCIPLINA - TRABALHO



“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mateus 11.28-30)

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As diretrizes de segurança mediúnica, as normas e sanções disciplinares previstas neste instrumento regimental são válidas para todos os dias de caridade do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade. Aos coordenadores – dirigentes - de dia é dado o poder para exercitá-las plenamente. Todos são membros da corrente, embora cada dia de trabalho tenha características rituais e litúrgicas próprias, mas que se somam a uma única egrégora geradora e mantenedora no Astral do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade. Indistintamente todos os membros da corrente – individualidades - têm a obrigação e o dever de apoiar incondicionalmente este Regimento Interno objetivando a harmonia coletiva.

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1. O Triângulo da Fraternidade é um templo religioso legalmente constituído, sem fins lucrativos, com a finalidade de instruir e praticar o culto aos orixás dentro dos conceitos teológicos desenvolvidos da vivência templária e mediúnica do seu sacerdote-presidente e fundador – Norberto Peixoto. É uma organização religiosa aberta a todos que busquem com fé e amor as respostas aos questionamentos da vida, ajuda espiritual e desenvolvimento da consciência, dentro dos preceitos praticados da Umbanda com Jesus, Ramatís, Kardec e os Orixás, numa proposta espiritualista universalista crística, eclética e convergente.

2. O estudo, a disciplina e o trabalho são os métodos utilizados pelo Triângulo da Fraternidade, de acordo com seu Guia-Chefe, para o desenvolvimento de suas atividades religiosas.

3. A instrução oral e escrita para educar, que se faz em todos os momentos rituais e pelos livros disponibilizados a todos, faz parte essencial da vida dos membros que participam do Triângulo da Fraternidade e se processa, em primeiro lugar, por meio das palestras doutrinárias e, em segundo lugar, pelo estudo sistematizado da Umbanda, que são obrigatórios para todos interessados em fazer parte da Corrente. O Aspirante a membro da Corrente só será avaliado se participar ativamente destes dois eventos educacionais da consciência. Um espiritualista sem cultura espiritual é fadado à superstição e a ser vítima dos espíritos ignorantes e obsessores.
A Capacitação Mediúnica é uma obrigação essencial e obrigatória dos médiuns da Corrente.
O Triângulo da Fraternidade fornecerá, também, uma diversidade de eventos que possam levar aos seus freqüentadores a uma aculturação religiosa, libertando-os da ignorância espiritual. Neste intento, realiza seminários, encontros de estudos, cursos, bem como todas as palestras e eventos são gravados, aproveitando-se os recursos midiáticos gratuitos da internet – lista, blog e canal de vídeos - com o objetivo de dar publicidade e democratizar ao máximo o acesso ao conhecimento.

4. A Disciplina é fator preponderante na vida do Triângulo da Fraternidade. Dizem os Mentores Espirituais que só atuam se a disciplina for real no Templo. Disciplina significa humildade. Respeito às determinações deste Regimento, do Guia-Chefe e do Presidente/Sacerdote Dirigente do Triângulo da Fraternidade.  O respeito à hierarquia constituída, a assiduidade, e comportamento de acordo com este Regimento, marcam a vivência disciplinar do membro da Corrente e mostram a sua maturidade e crescimento espiritual. Se alguém não concorda com essa disciplina não deve pretender fazer parte dessa Corrente, pois só trará aborrecimentos para si e perda de tempo para os dirigentes do Triângulo da Fraternidade. Diz o Caboclo Ventania que “querer fazer caridade sem disciplina é perder tempo, e se misturar com espíritos indisciplinados e vadios, que só trarão enganos e ilusões”. Diz-nos ainda Caboclo Pery que “uma banana podre não deve contaminar o cacho” orientando que o interesse coletivo não deve e não pode ser ameaçado por interesses individuais egoísticos. Estas diretrizes alicerçam o presente REGIMENTO INTERNO.

5. O Trabalho é constituído pelas atividades dos membros da Corrente no Triângulo da Fraternidade. Essas atividades vão desde o desempenho da mediunidade, até a colaboração para o asseio e manutenção da parte física do Templo – obrigação de todos.

6. A presença dos membros da Corrente nas atividades do Triângulo da Fraternidade é de vital importância. Quando você se alista como membro da Corrente, o Plano Astral inclui seu nome na lista de trabalhadores da casa, seus Guias se postam para prepará-lo para o desempenho da sua mediunidade, em nome de Jesus e dos orixás, a serviço da caridade e do crescimento espiritual. Sua falta cria um vazio, um buraco nos elos da Corrente. Você não vem, mas seus Guias vêem, eles não faltam e, que pena, não lhe encontram.

7. É pedido ao membro da Corrente que dê no mínimo um momento de sua vida semanal a serviço da espiritualidade, que, com certeza, saberá lhe retribuir com aumento de paz e tranqüilidade interior, defendendo-o das investidas do mal no sentido que o médium estará fazendo parte de um agrupamento que serve a coletividade. Lembre-se que, embora nos dispomos ao serviço da caridade, nós é que somos os maiores beneficiados com ela, pois o irmãozinho sofredor dos dois lados da vida, encarnado e desencarnado, a quem somos direcionados a ajudar, nos oferece a oportunidade de resgate de dívidas e aumento de bônus espiritual, se o fazemos na disciplina, na ordem e no amor.

8. Esse momento semanal é para a participação com a finalidade de Capacitação Mediúnica na Sessão de Caridade (Giras), e na sessão de educação mediúnica, que acontece ao término dos trabalhos da Gira.

9. Somente três razões justificam, para um médium consciente e sério, a ausência como membro da Corrente e de suas atividades, que são elas: Doença (própria ou de filhos ou dependentes que necessitem da sua presença); Trabalho Profissional; Férias anuais ou eventos familiares que obriguem a presença do médium (que deverão ser combinadas com os dirigentes). Qualquer outra razão séria poderá ocorrer desde que autorizada pelo Sacerdote Dirigente ou Cambono Chefe.

10. Tendo necessidade de faltar a alguma atividade no Templo, o membro da Corrente deverá comunicar, obrigatoriamente, ao sacerdote dirigente, ao Diretor de Rito ou ao Cambono Chefe, se possível com antecedência, para que possa ser substituído na sua atividade, pois não devemos perder tempo com imprevisto, pois sempre temos muitas atividades a fazer para atender a todos que vem pedir ajuda.

11. 03 faltas seguidas  determinarão o DESLIGAMENTO DEFINITIVO do membro da Corrente, exceto no caso que houve justificativa aceita e autorização expressa pelo sacerdote dirigente, ou licença concedida ao médium, de acordo com a necessidade temporária de o mesmo se ausentar das atividade do Templo por certo período. O dirigente pode autorizar essas ausências por, no máximo, 06 meses. Passado esse período, só poderá ser renovada essa licença com autorização expressa do Plano Espiritual. Não havendo o retorno do médium no período mínimo acordado, o mesmo será desligado definitivamente da Corrente. É imperioso para a SOLIDEZ DA NOSSA EGRÉGORA e exigência deste regimento interno que, afora os motivos justificados de ausência, o membro da corrente do Triângulo da Fraternidade tenha 100% (cem por cento) de comparecimento. Ou seja, não serão toleradas ausências repetidas tipo vem numa sessão e falta uma, ou vem numa sessão e falta duas. Nestes casos, em que o membro da corrente não consegue ter REGULARIDADE e FREQUÊNCIA, será DESLIGADO da corrente. Quanto às férias, devem ser acertadas caso a caso com os dirigentes, sendo feita escala preservando-se o calendário rito-litúrgico do Triângulo da Fraternidade, um templo- igreja – religioso que atende a coletividade.

11/1. Informamos que o nosso período de recesso anual se dá entre o natal e o ano novo. Não tiramos férias no verão. Todo membro da corrente do Triângulo da Fraternidade deve ter DISPONIBILIDADE para, no mínimo, um momento semanal de doação à religião, inclusive na estação do ano mais quente. Obviamente que todos têm direito a férias, devendo ser avisado com antecedência o período de ausência para que seja incluído na referida escala, objetivando a continuidade dos trabalhos de acordo com nosso calendário rito-litúrgico. Se você é do tipo que “some” no verão e só aparece em março, não peça para entrar para a nossa corrente, evitando aborrecimentos e desgastes desnecessários.

11/2. A qualquer tempo, por orientação espiritual, o sacerdote-presidente do Triângulo da Fraternidade pode AFASTAR – SUSPENDER - um membro da corrente de suas tarefas para TRATAMENTO ESPIRITUAL. Por vezes é necessário o afastamento para que o médium possa calmamente refletir sobre a sua conduta, postura e disposições psíquicas que o estão desarmonizando. Deve questionar-se o quanto a lei de afinidade faz com que ele permita interferências deletérias de consciências encarnadas e desencarnadas que nublam o seu discernimento e o colocam em campos vibratórios negativos prejudicando seriamente a harmonia coletiva da corrente. As obsessões entre encarnados, desencarnados e encarnado e vice-versa, bem como as auto-obsessões, são geradas e mantidas por uma postura equivocada daquele que em geral se considera a vítima. Assim, o TRATAMENTO ESPIRITUAL, além dos atendimentos individualizados que possam ser feitos, sempre que necessário é realizado com o afastamento do médium de suas tarefas, tendo o mesmo que participar presencialmente de um ciclo de palestras, rituais do fogo e passes por no mínimo 7 (sete ), 14 ( catorze) ou 21 ( vinte uma ) sextas-feiras consecutivas – a ser definido caso a caso. Neste período de tratamento o membro da corrente não veste a roupa branca, mas assina o livro de presença, não sendo admitido falta. Havendo uma ausência sequer, reinicia-se o ciclo proposto até o mesmo ser completado com 100% ( cem por cento ) de presença.  Havendo recidiva de falta por uma terceira vez, ou seja, o membro da corrente não conseguiu completar o ciclo proposto já reiniciado por 2 ( duas ) vezes, acontecendo  uma terceira ausência no TRATAMENTO ESPIRITUAL, independente do motivo, estará formalmente DESLIGADO da corrente do Triângulo da Fraternidade.

11/3. A qualquer tempo, por determinação de Caboclo Pery e de Caboclo Ventania, pode e deve, o sacerdote-presidente do Triângulo da Fraternidade, DESLIGAR DEFINITIVAMENTE um membro da corrente nos casos que o seu comportamento individual esteja a comprometer a harmonia e a união do grupo, a saber: fofocas, intrigas, conflitos interpessoais, desrespeito para com os colegas e para com a hierarquia instituída, desleixo pessoal, agressividade, sarcasmo, assédio sexual e moral, roubo, furto, drogadição, alcoolismo, violência, mentira,..., e tantos outros comportamentos nefastos que comprometem a UNIÃO, a MORAL e a ÈTICA bem como  a convivência harmônica, saudável e madura que se impõe para uma corrente mediúnica caritativa que atende a coletividade num Templo Religioso.

11/4. Não é autorizado ao médium membro da corrente fazer parte de outro agrupamento de Umbanda e, especialmente, participar de cursos que tenham "iniciações"; como consagrações sacerdotais, de tronqueiras e altares, de firmezas diversas e otás de orixás - sendo considerado quebra de decoro ético com a Coroa de Irradiação dos Orixás que assistem a egrégora do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade. Nestes casos, há o desligamento sumário do médium.

12. O Triângulo da Fraternidade é dirigido religiosamente pelo seu fundador e Sacerdote Dirigente/Presidente (Norberto Peixoto), cargo vitalício. A qualquer momento demais médiuns podem ser indicados na função sacerdotal ocupando o cargo de Pai ou Mãe Pequeno do Triângulo da Fraternidade. Na ausência do Sacerdote Dirigente, o Pai ou Mãe Pequeno assume a direção religiosa do templo e, regularmente presente, é responsável pela orientação espiritual dos membros da corrente e auxilia na direção rito-litúrgico das giras. É de suma importância que sejam devidamente respeitados e ajudados pelos membros da Corrente. O desrespeito a qualquer um deles assume a proporção de desrespeito à Espiritualidade que os colocou no exercício desses cargos e acarreta a suspensão – 7 dias assistindo palestras e ritual do fogo - ou o desligamento do membro desrespeitoso pelo Presidente/Sacerdote Dirigente.

13. Administrativamente o Triângulo da Fraternidade é dirigido pela Vice-Presidente e Diretora Material (Sarita) e pelo Diretor de Rito (Clóvis), formando uma tríade com o Diretor Religioso Espiritual (Norberto). Estes cargos administrativos são ocupados por indicação do Sacerdote-Presidente e são por prazo indeterminado, dado que o Triângulo da Fraternidade e a religião Umbanda não concebem eleições para ocupar quaisquer cargos, o que só serviria para desarmonizar a EGRÉGORA mantedora do Triângulo da Fraternidade em sua parte Astral. Ainda, existe um Grupo de Coordenadorias, cujos Coordenadores são indicados pelo Presidente, igualmente por prazos indeterminados e enquanto for do interesse dos dirigentes do Triângulo da Fraternidade.

13/1. São dirigentes do TRIÂNGULO DA FRATERNIDADE: o seu Presidente e Diretor Religioso, médium consagrado na Lei de Pemba como Sacerdote de Umbanda e “pai” da família espiritual do Triângulo da Fraternidade ( Norberto Peixoto), a Diretora Material ( Sarita Alves) e o Diretor de Rito ( Clovis Rocha ), que formam um Triunvirato Deliberativo que é o responsável maior pela gestão do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade – Organização Religiosa – em seus aspectos rito-litúrgicos, mediúnicos e materiais.

14.  O Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade optou por não ter associados, que só querem ter direitos. Os membros da corrente aceitam “doar” uma pequena contribuição mensal para custear as despesas básicas de manutenção de um Templo Religioso.

15. São terminantemente proibidas, nas dependências do Templo, conversas frívolas, sobre a vida alheia ou mesmo sobre a própria vida, brincadeiras e piadas que baixarão as vibrações ambientes, dificultando a atividade dos Guias e Protetores do Templo.

16. No Abaçá (Salão de Atividades Mediúnicas/Terreiro), é expressamente proibido qualquer tipo de conversa, exceto aquela estritamente necessária para o desempenho litúrgico e ritualístico da religião e do culto aos orixás, pois se trata de um ambiente consagrado e higienizado psíquica e espiritualmente pelos amigos espirituais em vista das atividades que ali ocorrem.

17. O Triângulo da Fraternidade existe no Plano Espiritual e é um hospital e escola no astral e um templo religioso na materialidade. Não somos um CLUBE SOCIAL e assuntos profanos devem ser tratados fora do templo. Lembremos que somos observados o tempo todo e muitos espíritos enfermos estão em atendimento.

18. Deve ser evitada, pelos membros da Corrente, enquanto não colocarem a roupa branca, conversas demoradas com o Público participante das atividades do templo religioso, pois assim serão evitados problemas. O público sempre quer saber sobre seus tratamentos, sobre os Guias, enaltecem médiuns, o que é prejudicial, pois provoca a vaidade, maior inimiga dos médiuns. Quanto às atividades da casa e tratamentos, peçam que se dirijam aos membros da assistência e da secretaria, único órgão que está autorizado para dar tais informações e que tem um coordenador responsável. Após colocarem a roupa branca, é PROIBIDO aos médiuns que vão trabalhar na gira dentro do terreiro falar com as pessoas da assistência. O coordenador da assistência e os cambonos estão autorizados a admoestar quem assim proceder e em caso de recidiva, o desrespeito ao regimento será levado para os dirigentes do Triângulo deliberar a respeito em conformidade com este Regimento Interno.

19. Na Umbanda, os Pontos cantados devem agir como um mântra que, pela sua entonação, meditação do seu conteúdo e força da sua expressão vocal, agem, chamando, evocando as Entidades Trabalhadoras de Umbanda; atraindo as forças energéticas dos Orixás em benefício dos trabalhos de Umbanda; ou mesmo harmonizando a psique dos médiuns e freqüentadores do Templo de Umbanda, no sentido de lhes aprimorar a fé, acalmar os sentidos e proporcionar-lhes coragem e paz. Todos têm a OBRIGAÇÃO de cantarem.

20. Não é necessário ter linda voz, pois não se trata de Teatro ou apresentação para os outros, mas sim de uma atitude de fé e confiança. Os pontos devem ser cantados com firmeza e em voz harmônica, dando-lhes toda a energia necessária a serem instrumentos evocadores e mantenedores das energias espirituais.

21. As incorporações, os passes, as desobsessões, os descarregos..., feitos pelos médiuns são parte do conjunto de afazeres espirituais que dia a dia fazem parte da vida do médium. Portanto, o médium é o patrimônio maior desta maravilhosa religião de Umbanda. Cuide bem do seu templo interior, pois tu a igreja viva do orixá.

22. Os médiuns têm que tomar certos cuidados para seu perfeito desenvolvimento. Devem cuidar de sua cultura, honrar e respeitar os espíritos trabalhadores do Templo doar-se inteiramente à casa que trabalha, sem, entretanto, esquecer de equilibrar sua vida profissional, social e familiar, fugindo do fanatismo tão nocivo, e que trazem para a Umbanda efeitos desastrosos. Na opinião daqueles que pensam e possuem certa cultura antropológica e religiosa, face à superstição, incultura e fanatismo de alguns membros de Casas ditas umbandistas, referem-se a ela como coisa de ignorantes e supersticiosos. Nada mais errado, pois a Umbanda se propõe a ser uma religião espiritualista que trabalha a fé pela razão.

23. Os membros da Corrente do Triângulo da Fraternidade devem respeitar as outras religiões, sem querer impor aos outros as suas convicções. Não somos melhor que ninguém.

24. Não ter vícios, controlar seu emocional e não cobrar nada da religião. Nunca aceitar favores ou pagamentos pelos trabalhos espirituais. Por isso mesmo, antes de aspirar a se filiar ao Triângulo da Fraternidade deve-se procurar saber os princípios filosóficos que norteiam as atividades deste Templo Espiritualista de Umbanda, que tem como norma essencial e vital a Educação,  Disciplina  e Trabalho.

24/1. É terminantemente PROIBIDO aos membros da corrente do Triângulo da Fraternidade trabalhar em outros templos de Umbanda ou afro-brasileiros. A OMISSÃO nestes casos será considerada falta grave e motivo de DESLIGAMENTO. O médium que freqüenta a nossa assistência e deseja iniciar como aspirante à membro de nossa corrente deve antes de qualquer iniciativa se desligar do outro agrupamento para que o seu pleito seja avaliado.

25. O membro da Corrente deve fazer da Umbanda uma religião séria, contudo alegre, gostosa e vibrante. Para isso não deve intrometer-se nos problemas dos irmãos de corrente, nem jamais julgá-los. Seriedade não é cara feia e mau humor.

 

26. A conduta do membro da corrente, no templo, tem que ser espelho da conduta do sacerdote, sempre disposto a concorrer para transformar, com disciplina e seriedade, em saúde e alegria, a dor e o sofrimento do próximo.

27. Fora do Templo, nos locais públicos, de trabalho profano onde quer que o levem seus interesses materiais, deverá estar o cidadão correto, de moral ilibada, de conduta infensa a práticas reprováveis, testemunhando a vivência espiritualista crística que ensina a umbanda.

28. Jamais um verdadeiro membro da Corrente do Triângulo da Fraternidade deixará de cumprir o seu dever espiritual para se dedicar a atividades de lazer. É um sacerdócio sagrado o encontro semanal no Templo, que é o mínimo que se exige para o crescimento espiritual e de consciência do indivíduo que se propõe a abraçar uma religião.

29. Da atividade mediúnica não decorrerá jamais qualquer paga ou retribuição, quer seja em dinheiro ou, indiretamente, através de presentes ou outra qualquer forma de retribuição. É estritamente proibida a recepção, por qualquer membro da Corrente, de pagas ou presentes pessoais, a não ser aqueles que se destinem ao Templo como doação anônima e incondicional, que deve ser feita sem alarde na secretaria.

30. Os benefícios auferidos pelo membro da Corrente são outros. É o sentimento do dever cumprido. É a certeza de estarmos a serviço dos orixás, socorrendo irmãos, usando pecaria faculdade da mediunidade que nos foi concedida, como sublime forma de praticarmos a caridade, elevando nossos espíritos e abrindo-lhes créditos na contabilidade cármica.

31. O exercício da função mediúnica é sacerdócio que somente poderá ser exercido com eficiência, quando a opção pela missão religiosa tenha sido feita com tranqüila consciência e fé. O membro da Corrente no Triângulo da Fraternidade deve se sentir chamado por Jesus para colaborar com Ele na pregação do Evangelho e na ajuda aos irmãos sofredores.

32. O membro da Corrente deve ter um procedimento correto no templo, dentro da disciplina própria da Casa, explicitado por esse Regimento, no decorrer dos trabalhos espirituais e no atendimento ao público, sem distinção de raça ou credo religioso.

33. A atuação harmoniosa no lar, com a família; a lealdade e a seriedade nos locais de trabalho e no relacionamento com os companheiros da vida terrena, são características indispensáveis ao bom médium.

34. Muitos médiuns têm dúvidas sobre as incorporações, achando que não é o espírito quem está falando, mas sim sua própria cabeça. Tenham a certeza que quando for animismo os dirigentes da casa saberão como corrigi-lo. Tenha fé e confiança, deixe o Guia agir e você, no futuro, verá a beleza do trabalho mediúnico que ocorrerá através de você.


35. Vejam como funciona: existe uma fusão do espírito do médium com o espírito comunicante, criando-se uma terceira energia. Por exemplo: O café e o leite, separados, são puros. Misturados criam uma terceira bebida, podendo ser mais preto ou mais branco, conforme a quantidade das bebidas. Mas sempre, a união de ambos, terá uma terceira qualidade.

36. É impossível a comunicação pura do espírito. Para o exercício mediúnico é necessária a presença atuante do médium. Mediunidade é trabalho de dois: do Guia ou Protetor e do médium. O importante é a presença do espírito, com maior ou menor intensidade. Por isso, é de suma importância que o médium estude e se esforce, sendo, assim, um melhor veículo de trabalho para os seus Guias. Aconselha-se, sobre esse assunto de mediunidade, a leitura do livro “Mediunismo”, do espírito Ramatís.

37. Sabendo que, das qualidades mediúnicas, a semiconsciente é a que encontramos com maior freqüência. O médium não deve participar a não ser como veículo de comunicação, mantendo-se totalmente neutro ou, ainda melhor, alheio ao que está passando como intermediário entre a espiritualidade e o plano terreno. Terminado o trabalho, procurar alhear-se a todo o acontecido. Se houver resquício de lembranças, com o tempo estas vão desaparecendo.

38. É expressamente proibido, ao médium ou Cambono, qualquer comentário sobre o ocorrido durante a fase de trabalho mediúnico seu ou de outros médiuns, A mediunidade é sacerdócio e, portanto, tudo o que ocorre durante os trabalhos, especialmente nas consultas, é como se fosse “segredo de confissão”. Esta é uma atitude de respeito aos Guias e Protetores, e aos irmãos que vêm em busca de sua mediunidade para ser consolado, socorrido e curado. Humildade, portanto, e Seriedade.

39. O fato é que, na mediunidade de incorporação semiconsciente, que, diga-se de passagem, também tem seus graus de variação, o espírito ao desprender-se do médium com o qual trabalha, deixa neste quase que a totalidade das informações recebidas ou transmitidas durante uma sessão. Caso haja alguma necessidade, o espírito, atuando no sistema nervoso central e também no cérebro, pode fazer com que o médium deixe de lembrar-se de alguma coisa, mas isto é exceção. A regra é o médium lembrar-se de quase tudo que foi dito pelo espírito trabalhador. Neste sentido, muito importante é o respeito e a obediência que os médiuns devem ter para com o segredo de sacerdócio.

40. A discrição do médium sobre os assuntos que sua semiconsciência pode registrar, durante a incorporação, é primordial no uso da faculdade mediúnica e tão importante quanto o segredo profissional do médico. O médium que refere a outrem o que foi confiado ao Guia incorre numa falha que prejudica a atuação da entidade que se manifesta, e abala a confiança do irmão que busca uma orientação ou uma palavra de conforto. Tal procedimento poderá acarretar ao médium seu imediato DESLIGAMENTO da Corrente.

41. Não compete ao médium, também, relatar o êxito dos trabalhos desenvolvidos pela entidade de que é aparelho ou enaltecê-los. Todos nós sabemos dos resultados obtidos pela atuação do Caboclo, Preto-Velho, Exu, Criança etc., sempre positivos, visando constantemente restabelecer na mente do filho que os procura a fé, a serenidade, a confiança de que os problemas que parecem insolúveis virão a ter soluções aceitáveis, e que todos nós, vencendo com firmeza os obstáculos e nos empenhando pelo progresso espiritual, teremos condições de atingir nosso objetivo e cumprir corretamente a missão mediúnica. Todo Guia e Protetor é bom e trabalha com a mesma fonte de energia dos Orixás, quem pode fraquejar ou prejudicar o trabalho mediúnico é o próprio médium com a sua ignorância, vaidade, orgulho ou coisas semelhantes. Neste sentido, no Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade os consulentes não escolhem médiuns e as fichas de atendimento são numeradas e distribuídas rigorosamente por ordem de chegada.

42. Na atualidade, não se concebe deixar os iniciantes com a falsa idéia de que, incorporados por um espírito, sua mente se apagará temporariamente. Muitos médiuns, sob a ação dos espíritos, acham que não estão incorporados, visto terem ouvido de outros que, durante a manifestação dos espíritos, não há consciência no médium. Criam com isto uma série de dúvidas na mente dos iniciantes, fazendo com que muitos pensem até não serem médiuns de incorporação. A inconsciência é rara e visa sempre uma missão especial e sacrificial.

43. Infelizmente alguns médiuns insistem em dizer que não se lembram de nada depois que o espírito interventor se afasta, como se isso fosse de importância para o êxito do trabalho mediúnico. Esses médiuns estão preocupados em aparecer, demonstrar poderes, tudo pura vaidade e superstição que não se coaduna com a presença de Espíritos de Altas Vibrações, atraindo, com esse comportamento, espíritos ignorantes e mistificadores. Se você não se lembra, não exalte isto. Fique calado, pois isto só interessa ao teu ego vaidoso.

44. Para nós, se você é consciente, semi-consciente ou inconsciente, isto não tem nenhuma importância para as atividades mediúnicas e o trabalho espiritual do Templo. O que importa é a humildade, a fé, a assiduidade, a moral, o caráter e a conduta do médium.

45. A corrente é a grande força do templo umbandista. Na verdade, a corrente merece mais cuidados que as paredes e toda a estrutura física do Templo. Tudo gira em torno dela. Se um elo dessa corrente estiver fraco, pode desestruturar todo o trabalho e dar acesso às energias negativas que, muitas vezes, conseguem prejudicar a vida de muitas pessoas ligadas a essa casa espiritual. Devemos sempre lembrar: “Ninguém é tão forte como todos nós juntos”. Se um elo for contra os demais e NÃO SE ADAPTAR AO GRUPO, ele será DESLIGADO da corrente.

 

46.  Para manter a Corrente sempre iluminada a disciplina no Triângulo da Fraternidade é rigorosa, e o seu princípio está no respeito à hierarquia. O membro da Corrente que não se sinta inserido nesse campo de atividade de acordo com as normas aqui exaradas deve procurar outra casa, pois assim será melhor para ele, e evitará constrangimento ao ser pedido a sua retirada voluntária ou, então, efetivado o seu desligamento.


47. Existem algumas ações que devem ser observadas pelos membros da Corrente durante os trabalhos mediúnicos:

a) Encostar-se na parede – Um médium não deve nunca se encostar à parede durante os trabalhos, pois muitas energias negativas circulam por trás da corrente mediúnica e assim, o médium pode pegar uma carga negativa que prejudicará o seu campo magnético.

b) Por a mão na cabeça dos médiuns e consulentes – Na cabeça, localiza-se o chákra coronário, por isso na Umbanda chama-se de coroa, por onde ela absorve as energias dos Orixás. Quando alguém coloca a mão na cabeça de outra pessoa, pode passar para ela suas próprias energias, que nem sempre são salutares e equilibradas, podendo, assim, causar dores, desconforto e confusão mental. Ainda, deve-se ao máximo evitar encostar-se no consulente. Somente nos casos em que ele fica tonto, deve-se ampará-lo fraternalmente segurando-o.

c) Sair da Corrente sem permissão – Na hora em que os Médiuns ou os Guias estão trabalhando ou dando os passes, muitas energias negativas, miasmas, larvas astrais, obsessores, sofredores e quiumbas, estão sendo retirados dos consulentes, bem como muitas energias positivas e vibradas pelos Sagrados Orixás estão sendo invocadas. Por esse motivo, os médiuns que estão desincorporados, devem estar com o pensamento firme, através de orações mentais ou cântico dos pontos, e não devem, nunca, sair da corrente sem autorização do Guia Chefe da Gira ou do Dirigente, ou do Cambono Chefe, e muito menos aproveitarem esse momento para conversarem com seus colegas de corrente, pois estarão prejudicando o trabalho dos Guias e Protetores e deixando de exercer a sua função na Corrente que deve ser de concentração, vibração e amor.

d) Incorporar ou desincorporar sem autorização do Responsável pela Gira – Dentro de um templo umbandista deve ser respeitada a hierarquia presente. Incorpora primeiro o Guia do Diretor Espiritual, após os pais ou mães pequenos e só depois, incorporam as demais entidades, quando chamadas pelo Guia Chefe ou pelo Diretor Espiritual. Os Guias só devem retirar-se dos trabalhos após o comando, ou com a licença do responsável, seja o Guia Chefe, se ainda estiver incorporado, ou do Diretor Espiritual, caso o Guia-Chefe já tenha se retirado, ou do Cambono Chefe. Isto quer dizer disciplina, e nela os trabalhos espirituais têm muito maior eficácia e os Espíritos Superiores para eles são atraídos.

e) Usar jóias, esmalte escuro, roupas íntimas escuras – As jóias de metais, como brincos, pulseiras, correntes, tornozeleiras, etc., muitas vezes absorvem energias e ficam transmitindo-as a seus usuários. Como os trabalhos da magia de Umbanda são realizados com as energias da natureza transmitidas pelos Orixás, esses elementos de metal podem interferir na sua captação e diminuir a sua eficácia. O esmalte escuro, muitas vezes não é aceito pelo próprio guia da pessoa. As roupas íntimas escuras devem ser evitadas, pois chamam a atenção sob a roupa branca, além de coibir a absorção das energias positivas. Quaisquer adereços só podem ser usados com prévia autorização do dirigente.

f) Incorporar Entidade com os cabelos amarrados – Não se deve incorporar um guia ou Protetor com os cabelos amarrados, pois atrapalha o ato da incorporação.  

48. Um dos aspectos que gera polêmica naqueles que desconhecem a Umbanda em seus fundamentos básicos diz respeito a sua liturgia, que muitos têm como atrasada. Isto acontece pela superstição e ignorância demonstrada por muitos médiuns em face da opinião pública. Pois bem, acontece que cada coisa dentro de um templo umbandista, ali está por um determinado motivo. Nada é aleatório ou serve simplesmente como enfeite. Por trás de cada simples coisa, temos a movimentação das linhas de força da natureza e estruturas energéticas.

49. Os membros da Corrente devem sempre estar atentos aos rituais litúrgicos e razões da existência de determinados sítios sagrados:

I - Fazer uma cruz no chão, ao entrar ou sair do Santuário (Terreiro) na frente da casa de Exu na entrada do templo – Com esse gesto, estamos saudando o alto, o embaixo, a direita e a esquerda deste templo, pedindo permissão para Exu adentrar no local.


II - Cumprimentar o Congá - Esse é o ato de reverência e submissão a Deus, às Suas Divindades - Orixás - e aos Guias do Templo, inclusive aos seus próprios Guias. O membro da Corrente, sempre que entrar no Terreiro deve cumprimentar o primeiro Congá, encostando as mãos no mesmo e baixando suavemente a cabeça e, SOMENTE APÓS VESTIR A ROUPA BRANCA, assinar o livro de presença ( exceção quando o membro da corrente está SUSPENSO para TRATAMENTO ESPIRITUAL ). A saudação ao Triângulo deverá ser feita tocando suavemente a cabeça - testa - no chão na frente do Pilão de Caboclo Pery, mostrando aceitação e respeito ao solo sagrado do terreiro, bem como renovando a sua consagração como instrumento da misericórdia de Deus, pela ação dos Benfeitores Espirituais. Ainda, antes de adentrar no abassá, cumprimentar a tronqueira do Sr. Tranca Rua das Almas, Exu guardião interno e, finalmente ao entrar, após o cumprimento de cabeça ao pilão de Caboclo Pery conforme descrevemos, cumprimentar os demais pontos de forças dos Orixás. Somente depois, se ainda não tiver sido feito o cruzamento do mesmo, cumprimentar silenciosamente os demais membros e irmãos de corrente com um PAÓ - encostar as palmas das mãos uma na outra e inclinar a cintura em direção ao irmão de corrente. LEMBRE-SE: o que chega que tem a OBRIGAÇÃO de se apresentar e cumprimentar os dirigentes e irmãos de corrente.

III - Trabalhar descalço - O médium, sempre que possível, deve incorporar descalço por uma questão de humildade e para facilitar a incorporação, bem como para haver melhor descarga dos fluídos nocivos, diretamente para a terra. A terra é absorvedouro natural de cargas energéticas, facilitando na desimpregnação da pessoa que está sendo atendida.  Estando o médium calçado, estará isolado da terra, o que dificultará a eliminação dos fluídos nocivos (negativos).

IV - Os Pontos Cantados - em realidade os pontos cantados, como já ditos antes, são verdadeiros mantras, preces, rogativas, que dinamizam forças da natureza e nos fazem entrar em contato íntimo com as potências espirituais que nos regem. Existe toda uma magia e ciência por trás dos pontos que, se entoados com amor, fé e racionalidade, provocam, através das ondas sonoras, a atração, coesão, harmonização e dinamização de forças astrais sempre presentes em nossas vidas.


VI - Passes - O passe  é uma transfusão de energias psicofísicas, através do qual o médium cede de si mesmo em benefício de outrem. Para o êxito dessa operação, cabe ao médium passista buscar na prece o fio de ligação com os planos mais elevados da vida. Mágoas excessivas, paixões, desequilíbrio emocional, bem como alimentos inadequados e alcoólicos, são fatores que reduzem as possibilidades do passista e que, portanto, devem ser evitados. Aqueles que se consagram aos trabalhos de assistência aos enfermos através da Fluidoterapia devem cultivar, além da humildade, boa vontade, pureza de fé, elevação de sentimentos e amor fraternal. Os passes podem ser administrados pelo médium sem estar “incorporado”, Nos trabalhos de Umbanda são muito utilizados os passes dados pelos guias espirituais através de seus médiuns pela irradiação intuitiva. Nesse tipo de passe, são utilizados os recursos pessoais do médium aliados às energias ativadas pelos seus guias espirituais. É tão válido como o passe dado pelo médium incorporado.

 

VIII - Os Pontos de Força dos Orixás - Desde o advento da humanidade no globo terrestre, a natureza tem sido fonte inesgotável de recursos bio-energéticos para a criação, evolução e sedimentação dos vários organismos que a compõem.

É da natureza que se extrai os elementos necessários ao reajustamento das faculdades biopsicomotoras, tão importantes à mente, ao espírito e a parte corpórea. É na natureza que há uma maior interação entre o plano material e o astral. Em contato com rios, florestas, cachoeiras, mares etc., absorvemos as vibrações emanadas do Cosmo, que são recepcionadas por estes sítios de captação fluidico-espiritual
Daí a importância dos trabalhos efetuados nos rincões da natureza, no tocante principalmente a limpeza, reajustamento e fortalecimento dos centros de força (chakras) e plexos nervosos, desintoxicação perispiritual, e assepsia da aura.
Alguns pensam que as florestas, rios, mares, pedreiras etc. são lugares somente destinados a louvação dos Orixás, o que é um engano. Em realidade, quando nos direcionamos a estes lugares, somos nós, médiuns, que recebemos as graças e os cuidados que todo aquele que serve de medianeiro à ação dos espíritos bons necessita ter.
Durante um gira ou sessão nos campos vibratórios, somos ofertados por nossos Guias e Protetores com uma contínua carga de fluídos positivos, cujos elementos constitutivos são retirados das flores, folhas, raízes, água doce, água salgada etc. Neste aspecto, o trabalho de nossos amigos espirituais é facilitado, pois estando seus aparelhos em contato direto com a natureza, e por isto sujeitos à influência das energias dali emanadas, a missão de impregnação fluídica positiva torna-se mais eficaz, o que seria difícil acontecer longe destes campos. Devido ao acúmulo de cargas eletromagnéticas densamente negativas sobre as cidades, produto do atual estágio consciencial e comportamental das pessoas, os fluídos dos sítios vibratórios sofrem, quando direcionados a outro lugar, o ataque de energias negativas chamadas formas-pensamento e também de espíritos de baixa vibração, que impedem, total ou parcialmente, que aquelas energias cheguem ao seu destino.
Desta forma, a natureza constitui-se em fonte de equilíbrio, reequilíbrio, harmonização, desintoxicação, assepsia, imantação e caridade, frente aos trabalhos de Umbanda.
Temos dentro do terreiro a representação simbólica dos orixás cultuados que servem como pontos de apoio mental para a invocação destas energias sagradas, como se estivéssemos na própria natureza virginal.

50. APETRECHOS E UTENSÍLIOS LITÚRGICOS: Os apetrechos têm várias utilidades, normalmente eles servem para trazer algum tipo de vibração que será utilizada nos trabalhos que serão realizados.

I - Roupa Branca - O branco na verdade não é uma cor, e sim o somatório de todas elas e, por isso, traz consigo as propriedades terapêuticas de todas. O branco, também, favorece a mente estimulando a pensamentos mais puros e sublimes. Por isso é que são usadas nos templos umbandistas, apenas roupas brancas. Elas são consideradas objetos ritualísticos e sagrados. Sendo assim, o membro da corrente deverá zelar por ela, guardando-a em separado do restante das roupas, de preferência em uma sacola com algodão embebido da essência relativa ao Orixá que preside a atual encarnação dele. Sua lavagem deverá ser feita também em separado.

O médium jamais deverá vir vestido de casa com a roupa de trabalho mediúnico. Ele deverá, sim, colocá-la no momento em que entra no templo a fim de cumprir sua tarefa mediúnica. É permitido deixar a roupa litúrgica no vestiário, desde que devidamente acondicionada para não pegar pó e insetos.

II - Congá – O Congá é um núcleo de força, em atividade constante, agindo como centro atrator, condensador, escoador, expansor, transformador e alimentador dos mais diferentes tipos e níveis de energia e magnetismo.

É Atrator porque atrai para si todas as variedades de pensamentos que pairam sobre o terreiro, numa contínua atividade magneto-atratora de recepção de ondas ou feixes mentais, quer sejam  positivos ou negativos.

É Condensador, na medida em que tais ondas ou feixes mentais vão se aglutinando ao seu redor, num complexo influxo de cargas positivas e negativas, produto da psicosfera dos presentes.

É Escoador, na proporção em que, funcionando como verdadeiro fio-terra (pára-raio) comprime miasmas e cargas magneto-negativas e as descarrega para a Mãe-Terra, num potente efluxo eletromagnético.

É Expansor, pois que, condensando as ondas ou feixes de pensamentos positivos emanados pelo corpo mediúnico e assistência, os potencializa e devolve para os presentes, num complexo e eficaz fluxo e refluxo de eletromagnetismo positivo.

É Transformador no sentido de que, em alguns casos e sob determinados limites, funciona como um reciclador de lixo astral, condensando-os, depurando-os e os vertendo, já reciclados, ao ambiente de caridade.

É Alimentador, pelo fato de ser um dos pontos do templo a receberem continuamente uma variedade de fluidos astrais, que além de auxiliarem na sustentação da egrégora da Casa, serão o combustível principal para as atividades do Congá (Núcleo de Força).

O Congá não é mero enfeite; tão pouco se constitui num aglomerado de símbolos afixados de forma aleatória, atendendo a vaidade de uns e o devaneio de outros. Congá dentro dos Templos Umbandistas sérios tem fundamento, tem sua razão de ser, pois é pautado em bases e diretrizes sólidas, lógicas, racionais, magísticas, sob a supervisão dos mentores de Aruanda.

III - Imagens, quadros - Para simbolizar para o filho de Umbanda como é o Caboclo, o Preto Velho e demais Espíritos e orixás humanizados, principalmente para aquele que não possui vidência. É um meio de aproximar o espírito e não se ora nem adora a imagem e sim o que ela representa.

IV - Atabaques – Eles servem para manter o ambiente sob uma vibração homogênea e fazer com que todos os médiuns permaneçam em um mesmo padrão vibratório. Não é essencial.

V - Sineta Litúrgica – É um instrumento usado para saudar ou chamar uma entidade. Deve ser consagrada e utilizada em momentos apropriados somente pelo Diretor Espiritual ou por quem ele indicar, devendo ser guardado no Congá e nos pontos de força adequados para este mister.

VI - Pemba - A força esotérica da escrita astral, na Umbanda é feita pela pemba (giz oval – forma cônica) que tem o poder de abrir e fechar trabalhos de magia. Servem também para traçar pontos que servem de firmeza e captação de forças para os trabalhos.

Pode-se afirmar que a Pemba é um instrumento sagrado da Umbanda, pois nada pode se fazer com segurança sem os pontos riscados. A Pemba é confeccionada em calcário e modulada em formato ovóide alongado, e serve para, para ao riscar, estabelecer ritualisticamente o contato vibratório com as energias cósmicas.

VII - Pó de Pemba – Quando lançada ao ar, no ambiente ou sobre as pessoas, tem a função de purificação.

VIII - Charutos, cigarros e cachimbos - Assim, à primeira vista, pode parecer incoerente uma entidade de luz "Fumar" um cachimbo ou charuto. E seria se realmente fumassem. Mas eles não fumam. O que fazem é se utilizarem dos elementos das ervas, juntamente com o elemento ígneo (fogo) e aéreo (ar), para desestruturar larvas, miasmas e bactérias astrais que muitas vezes estão presentes na aura dos consulentes. É como se fosse uma defumação dirigida.

O uso deste material ainda é imprescindível na maioria dos terreiros, pois, para lá, vão pessoas com todo tipo de necessidade, muitas com problemas espirituais graves e que emanam correntes mentais intoxicadas, pensamentos pesados, agressivos, enfim, com desmandos causados pela invigilância e descaso para com sua própria conduta. E é para combater essa classe de coisas que os nobres mentores passam a utilizar tais elementos, a fim de livrarem seus filhos de doenças e outros males. Nosso Planeta ainda é um grande hospital e, para cada doente, há um tipo de remédio...

Durante o período físico em que o fumo germina, cresce e se desenvolve, arregimenta as mais variadas energias do solo e do meio ambiente, absorvendo calor, magnetismo, raios infravermelhos e ultravioletas do sol, polarização eletrizante da lua, éter físico, sais minerais, oxigênio, hidrogênio, luminosidade, aroma, fluidos etéreos, cor, vitaminas, nitrogênio, fósforo, potássio e o húmus da terra. Assim, o fumo condensa forte carga etérea e astral que, ao ser liberada pela queima, emanam energias que atuam positivamente no mundo oculto, podendo desintegrar fluídos adversos à contextura perispiritual dos encarnados e desencarnados.

O charuto e o cachimbo, ou ainda o cigarro, utilizados pelas entidades são tão somente defumadores individuais. Lançando a fumaça sobre a aura, os plexos ou feridas, vão os espíritos utilizando sua magia em benefício daqueles que os procuram com fé.

IX - Defumação - Através dos aromas podemos ficar relaxados, agitados, próximos ou afastados de pessoas, coisas ou lugares. Por este motivo, os templos do Egito antigo, dos Hindus, Persas, e hoje os templos umbandistas, católicos, esotéricos etc. sensibilizam o olfato através dos odores da defumação, harmonizando e aumentando o teor das vibrações psíquicas, produzindo condições de recepção e inspiração nos planos físico e espiritual.

Além de influenciar em nossas vibrações psíquicas, as ervas utilizadas na defumação são poderosos agentes de limpeza vibratória, que tornam o ambiente mais agradável e leve. Ao queimarmos as ervas, liberamos em alguns minutos de defumação todo o poder energético aglutinado em meses ou anos no solo da Terra, absorção de nutrientes dos raios de sol, da lua, do ar, além dos próprios elementos constitutivos das ervas. Deste modo, projeta-se uma força capaz de desagregar miasmas astrais que dominam a maioria dos ambientes humanos, produto da baixa qualidade de pensamentos e desejos, como raiva, vingança, inveja, orgulho, mágoa, sensualidade, etc.

Existem, para cada objetivo que se tem ao fazer-se uma defumação, diferentes tipos de ervas, que associadas, permitem energizar e harmonizar pessoas e ambientes, pois ao queimá-las, produzem reações agradáveis ou desagradáveis no mundo invisível. Há vegetais cujas auras são agressivas, repulsivas, picantes ou corrosivas, que põem em fuga alguns desencarnados de vibração inferior. Os antigos Magos, graças ao seu conhecimento e experiência incomuns, sabiam combinar certas ervas de emanações tão poderosas, que traçavam barreiras intransponíveis aos espíritos intrusos ou que tencionavam turbar-lhes o trabalho de magia.

Apesar das ervas servirem de barreiras fluídico-magnéticas para os espíritos inferiores, seu poder é temporário, pois os irmãos do plano astral de baixa vibração são atraídos novamente por nossos pensamentos e atos turvos, que nos deixam na mesma faixa vibratória inferior (Lei de Afinidades). Portanto, vigilância quanto ao nível dos pensamentos e atos.

X - Vela - É utilizada para atrair a luz da vibração ígnea, para si, para um espírito, para desfazer trabalho, para pedir graças ou agradecer aos espíritos. As cores variam de acordo com a necessidade do trabalho ou vibrações da pessoa. É sempre o elemento fogo sendo ativado e utilizado para determinados benefícios.

XI - Marafo - (Aguardente de Cana) - Usado para descarrego e oferenda de gratidão aos trabalhos dos Exus.

Na magia de Umbanda utilizam-se elementos hídrico-eólicos de acordo com o trabalho realizado. Além das bebidas, como: aguardente ou marafo, vinhos, licores, champanhe, etc., são também utilizados água, éter, álcool, azeite etc., que são elementos líquidos e voláteis possuidores de equivalência no éter refletor, ou seja, tem a sua contraparte astral com a qual se acasala e condensa ou projeta as vibrações que são firmadas na oferenda.

O que é preciso que fique claro é que esses elementos líquidos não são utilizados para servirem de bebidas aos Exus, não! Sua finalidade é puramente magística e presta-se para fins de movimentação de forças sutis. Juntamente com os demais elementos das oferendas, formam escudos elementais, inclusive em casos especiais para dar maior freqüência vibratória ao corpo astral do médium magista para que não sofra bruscas agressões quando está em trabalho de descargas várias, ou desmanche de magia negra.

Portanto, eis a real finalidade de se usar as bebidas e demais líquidos nos trabalhos magísticos para fins diversos.

XII - Água - A água é um fator preponderante na Umbanda. Ela mata, cura, pune, redime, porque a água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja benéfica ou maléfica.

A água que se apanha na cachoeira, é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a água do mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas.
A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai à si as vibrações negativas do local.

XIII - Guias - As Guias usadas na Umbanda são pólos de irradiação, pára-raios e defesa, para os médiuns. Para montar uma guia, deve-se montar tranqüilo, sem agitação externa.

51. Os Banhos de Ervas são transmissões de forças magnéticas para fortalecer, descarregar e limpar a aura, e o perispírito do membro da corrente ou do consulente.

52. Os banhos só poderão ser prescritos pelos Guias em trabalho, ou pelo Diretor Espiritual do Templo. Por sua vez os preceitos de firmeza mediúnica SOMENTE são prescritos e acompanhados pelo Guia-Chefe e Sacerdote-dirigente. 

53. Todos os banhos de descarga devem ser tomados do pescoço pra baixo; só se deve jogar o banho na cabeça quando for indicado pelo Guia de Trabalho.

54. As folhas que caem dos banhos de ervas devem ser recolhidas e despachadas (jogadas) nos locais apropriados; em geral, vasos grandes de plantas, jardins, num rio ou mata, mas nunca no lixo e nem nas ruas.

57. Ao vir para o Templo, prepare-se:

٭ Limpeza Pessoal completa.
٭ Roupa branca devidamente higienizada e passada.
٭ Roupas adequadas.
٭ Alimentação leve e de fácil digestão.
٭ Abstenção de bebidas alcoólicas no mínimo por 24 horas.
٭ Procurar ter um dia calmo e sem brigas.
٭ Buscar deixar o lar em harmonia.
٭ Deixar os baixos sentimentos longe de você.
٭ Olhar o Desenvolvimento como uma fase promissora na sua caminhada espiritual.
٭ Respeitar sempre a graduação dos mais velhos.
٭ Lembrar sempre que o ritual é longo e devera ser aprendido vagarosamente.
٭ A limpeza do Centro depende de você também, conserve o salão mediúnico, a cozinha arrumada, o banheiro higienizado, o vestiário organizado, etc.
٭ O pagamento em dias das mensalidades e rateios, sendo este o único processo para manutenção e acesso a confortabilidade.
٭ A lealdade e cumplicidade com o Templo, evitando panelas, fofocas e críticas destrutivas.
٭ Manutenção integral da corrente, informando ao Diretor Espiritual ou ao Cambono Chefe sua ausência, apresentando os motivos, ou sua saída para água, wc, etc.
٭ Busque trazer todo os material necessário para as suas entidades, não necessitando, assim, utilizar o material de seus irmãos.
٭ Avise sempre ao Diretor Espiritual e ao Cambono Chefe, se for o caso, quando for faltar a sessão, pois isto é norma obrigatória da disciplina.
٭ Auxilie sempre quando solicitado.
٭ As saídas depois da sessão devem ser feitas de forma silenciosa.

Seguindo tais sugestões, teremos com certeza um grupo mais interativo e harmônico.

 

58. São as seguintes, as normas de Conduta do Membro da Corrente do Triângulo da Fraternidade:

1.      Manter, dentro e fora do agrupamento, na sua vida espiritual, religiosa e particular, conduta irrepreensível;
2.      Procurar instruir-se nos assuntos espirituais e morais, estando atendo aos estudos, freqüentando os Cursos, especialmente o Curso Básico de Espiritualismo de Umbanda;
3.      Conservar sua saúde psíquica e física estando atento, principalmente, aos aspectos morais;
4.      Não alimentar vibrações negativas, estando atento à necessária manutenção dos atributos positivos, quais sejam: Fortaleza, Firmeza, Entendimento, Sabedoria, Vontade, Justiça e Humildade;
5.      Estar atendo às influências negativas para evitá-las, quais sejam: ira, leviandade, receio, soberba, egoísmo, arrebatamento, vaidade e luxúria, maledicência, etc... Lembre-se do alerta que nos dá o Mestre Jesus no Evangelho: “Vigiai e orai, pois a o espírito é forte, mas a carne é fraca”;
6.      Não julgar que as entidades espirituais que o assistem são "mais fortes" ou "mais poderosas" que as demais, isto seria uma leviandade provocada pela imaturidade espiritual;
7.      Dê paz a seu protetor no Astral, deixando de falar tanto no seu nome, isto é, vibrando constantemente nele. Procedendo assim, você estará se fanatizando e "aborrecendo" a entidade.
8.      Quando for à Sessão de Desenvolvimento, de Caridade ou outra atividade afim ao agrupamento, não vá aborrecido e quando lá chegar, evite conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de paz, fé e caridade pura para com o próximo.
9.      Lembre-se sempre de que sendo você um médium desenvolvido ou em desenvolvimento, é de sua conveniência tomar banhos de descarga ou lustrais, determinados pela Casa.
10.  Não use "guias" ou colares de qualquer natureza sem ordem comprovada do Dirigente do Templo;
11.  Não se preocupe em saber o nome do seu Guia ou protetor antes que ele julgue necessário e por seu próprio intermédio. É de toda conveniência também, para você, não tentar reproduzir, de maneira alguma, qualquer ponto riscado que o tenha impressionado, dessa ou daquela forma;
12.  Não mantenha convivência com pessoas más, viciosas ou maldizentes etc. Isto é importante para o equilíbrio de sua aura e de seus próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é compartilhar dela!
13.  Acostume-se a fazer todo o bem que puder, sem visar às recompensas materiais ou espirituais;
14.  Tenha ânimo forte através de qualquer prova ou sofrimento. Aprenda confiar e a esperar. Nos obstáculos e desafios é que se apresentam os melhores ensinamentos;
15.  Faça um recolhimento diário, pelo menos de meia hora, a fim de orar e meditar sobre suas ações e outras coisas importantes de sua vida, não adormeça sem ter lido um texto do Evangelho;
16.  Não confie a qualquer um seus problemas ou "segredos. Escolha a pessoa indicada para isso;
17.  Não tema a ninguém, pois o medo é a prova de que está em débito com a sua consciência;
18.  Lembre-se sempre que todos erram, pois o erro faz parte da condição humana e, portanto, ligados à dor, a sofrimentos vários, conseqüentemente, às lições, com suas experiências... Sem dor, sofrimento, lições e experiências não há Carma, não há humanização e nem polimento íntimo. O importante é que não se erre mais, ou não se cometa os mesmos erros. Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação (caso se julgue culpado de alguma coisa), e para isso, "elimine" a sua vaidade e não se importe, em absoluto, com o que os outros dizem de você. Faça tudo para ser tolerante e compreensivo, pois assim, somente coisas boas poderão ser ditas de você;
19.  Zele por sua saúde física, com uma alimentação racional e equilibrada;
20.  Não abuse de carnes, fumo e outros excitantes, principalmente, álcool - PREFERENCIALMENTE SEJA VEGETARIANO;
21.  Nos dias de sessão, regule a sua alimentação, preferencialmente evitando alimentação pesada, e faça tudo para se encaminhar aos trabalhos espirituais, limpo de corpo e espírito.
22.  Não se esqueça preferencialmente não se devem ter relações ou contatos carnais 24 horas antes das Giras e Trabalhos mediúnicos;
23.  Tenha sempre em mente que, para qualquer pessoa, especialmente o médium, os bons espíritos somente assistem com precisão se verificarem uma boa dose de humildade ou simplicidade no coração;
24.  Aprenda lentamente a orar confiando em Deus. Cumpra as ordens ou conselhos de seus guias ou protetores. Eles são os seus grandes e talvez únicos amigos de fato, e querem somente a sua felicidade e bem-estar;
25.  Preserve-se, para seu próprio equilíbrio e segurança, contra os aspectos que envolvem sempre ângulos escusos relacionados com o baixo astral. Isso não é próprio das coisas que se entende como caridade. Isso é vampirização, sugação de gente viciada, interesseira, que pensa ser a Umbanda uma "agencia comercial", e o terreiro, o "balcão" onde pretendem servir-se através de seu guia ou protetor. Enfim, não permita que o baixo astral alimente as correntes mentais e espirituais de sua Tenda, pois se isso acontecer, você dificilmente se livrará dele – será seu escravo...
26.  Todos os médiuns do Triângulo da Fraternidade obrigam-se a comparecer às Sessões de Caridade no mínimo até 30 minutos antes do horário estabelecido para o início dos trabalhos, que é às 19h e 30 min. Recomendamos para uma melhor harmonização comparecer com uma hora de antecedência – 18h e 30 min.
IMPORTANTE: As sessões de caridade da casa têm horário certo para iniciar -19h30min e terminar - às 22h00min.
27.  Todos os médiuns, ao chegarem saudarão a "Tronqueira" na entrada do Templo, para saudar o Exu Guardião da Casa; para pedir permissão para adentrar no Templo, que é um Santuário Sagrado; para pedir proteção durante a Sessão; e, para pedir que as energias negativas, por ventura envolta no médium, possam ser dissipadas. Não são permitidos aos médiuns contatos ou conversas com a assistência.
28.  Os médiuns não poderão fazer uso dos vestiários para discussões, contendas  ou comentários jocosos. Os médiuns ao entrarem no vestiário antes do inicio dos trabalhos se obrigam a manter o silêncio necessário, bem como, ao se encaminharem ao Templo devem fazê-lo ainda dentro da mais respeitável atitude, tudo de acordo com o Ritual estabelecido, a fim de tomar os respectivos lugares. À saída, também devem obedecer às mesmas condições de disciplina, mas é um momento de descontração, de alegria pelo dever cumprido, em que a camaradagem saudável e o bom humor fraternal são bem vindos;
29.  Os médiuns, em dias de Sessão, devem abster-se do uso de qualquer bebida alcoólica, pois se comparecerem sob qualquer efeito negativo resultante disso estarão sujeitos a serem excluídos da corrente neste dia e até definitivamente;
30.   Não é permitida às médiuns, em dias de Giras de caridade, etc., comparecer com maquiagem excessiva no rosto. Se, eventualmente, assim acontecer, devem retirar toda a pintura antes da sessão;
31.  O médium que ficar descontente com alguma situação deverá conversar, em primeiro lugar, com o Cambono Chefe;
32.  O médium que faltar a 03 sessões consecutivas sem justificativa, estará DESLIGADO da corrente mediúnica não mais precisando prestar quaisquer explicações bem como não tem mais nenhuma obrigação com o Triângulo da Fraternidade;
33.  Reforçamos, o médium que se tornar motivo de escândalo, provocar intrigas, e promover atritos e desuniões entre os irmãos, será sumariamente desligado da corrente mediúnica e do quadro social do Templo;
34.  A Vestimenta Ritualística do Templo tem modelo próprio e todos terão de adotá-lo;
35.  É terminantemente PROIBIDO a todos os membros da corrente depois que vestiram o branco ficarem circulando pelos corredores externos, na frente da casa, ou o que é pior, sentados em conversas fúteis com a assistência – o cambono-chefe a partir da entrega deste Regimento Interno estarão admoestando quem assim proceder e, caso haja recidiva, serão DESLIGADOS da corrente. LEMBRE-SE, você não está num clube social e sim num templo religioso que é um hospital de almas;
36.  É terminantemente PROIBIDO aos membros da corrente depois de vestirem o branco lancharem, muito menos nos corredores e bancos externos. Faça o seu lanche antes de botar a roupa branca - o cambono-chefe após a entrega deste Regimento Interno estarão admoestando quem assim proceder e, caso haja recidiva, serão DESLIGADOS da corrente. LEMBRE-SE, nossa cantina não é padaria de esquina e você está num templo religioso que é um hospital de almas.

59.  Para manter a Corrente sempre iluminada a disciplina no Triângulo da Fraternidade deve ser rigorosa, e o seu princípio está no respeito à hierarquia. A hierarquia religiosa é assim constituída em seus 7 (sete) níveis:

1. SACERDOTE-CHEFE = Presidente da Instituição = (Incorporante)
2. SACERDOTES AUXILIARES = Pais e Mães Pequenos (Incorporantes) – Diretor de Rito ( não incorporante )
3. CAMBONO CHEFE – não incorporante
4. OGÃS - CURIMBEIROS = AUXILIARES DE CULTO = Disciplina, canto, atabaque (Não Incorporantes)
4. CAMBONOS = AUXILIARES DE CULTO ( Não incorporantes)
5. INICIADOS = Médiuns que já ganharam a guia e autorizados a dar consulta
6. INICIANDOS = Médiuns em período de Iniciação que ainda não ganharam a guia e podem ser autorizados a darem passes
7. ASPIRANTES = Irmãos que se preparam para entrar na corrente – ajudam na limpeza.
MUITO IMPORTANTE: o médium só ganhará a guia consagrada com o Triângulo após somar o período mínimo de 2 (dois) anos como aspirante e iniciando.

Nota: não confundir hierarquia religiosa ritualística com a estrutura de gestão do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade, que tem sua instância máxima de poder no Triunvirato Deliberativo descrito anteriormente.

60 – Somos um templo religioso legalmente constituído. Como reza o código civil, que regulamenta nossas atividades, não concorremos com a medicina e não suprimos atendimentos médicos-psiquiátricos. Sendo assim, em se tratando de consulentes que estejam desequilibrados, com perda da consciência, cognição embotada e parte psicomotora prejudicada, sem a condição de por sua vontade própria adentrarem em nosso abaçá (congá), é TERMINANTEMENTE PROIBIDO a todos os membros da corrente do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade, quaisquer atendimentos de cunho mediúnico-espiritual a estas pessoas desequilibradas. A orientação que devemos nos pautar é chamarmos os familiares e esclarecê-los fraternalmente que não podemos suprir a medicina oficial e que para termos condição de praticarmos a caridade o sujeito deve ter condição consciente para isto, de receber um passe ou uma orientação. A responsabilidade é de cada um e, na ausência de sua consciência, dos familiares, que devem procurar auxilio médico terreno. 


61 – RITUAL DO AMACI – PREPARO E APLICAÇÃO:

I - O Ritual do Amaci ocorrerá 2 (duas) vezes ao ano, sempre na primeira segunda de maio e primeira segunda de novembro;

II – Os membros da corrente do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade terão que participar de no mínimo 01 (hum) Ritual de Amaci anual, sob pena de desligamento se as faltas não estiverem devidamente amparadas e previstas neste REGIMENTO;

III – Aos médiuns trabalhadores de sexta, é pré-requisito para vivenciarem o Ritual do Amaci, a participação da queima com Louvação de Exu, que ocorre na sexta-feira que antecede a segunda do Ritual do Amaci propriamente dito;

IV – O PREPARO das folhas antecede a aplicação do Ritual do Amaci e consiste na extração e consagração do sumo vegetal das folhas. Ocorrerá no domingo antes da segunda-feira do Ritual do Amaci propriamente dito, entre 16h 00 (abertura e defumação) e 18h 00 (encerramento). O PREPARO e extração do sumo vegetal das folhas consiste em: desfolhamento – que deve ser feito antes da abertura as 16h 00 ( 14h 00 até 15h 30 ) -; maceração ( com as mãos ); pilação ( bater as folhas já maceradas no pilão ) e finalmente a disposição nos alguidares com a consagração ( dinamização etérica do prana vegetal ) na frente do congá. Todo o PREPARO se dá como se fosse ENGIRA em aberto, acompanhados ininterruptamente por palavras de encantamento que através dos cânticos e toques da Curimba;

VI – É pré-requisito e OBRIGATÓRIO para todos os membros da corrente do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade a participação efetiva do PREPARO no rito de domingo, para poderem participar da APLICAÇÃO do Ritual do Amaci na segunda-feira, ritualística que haverá as lavagens das cabeças (aplicação) com o sumo das folhas devidamente preparadas e consagradas.


1 – CRITÉRIOS DE INGRESSO NA CORRENTE DO GRUPO DE UMBANDA TRIÂNGULO DA FRATERNIDADE:

Exigência para o Aspirante: ter feito o estudo sistematizado ou estar freqüentando-o no mínimo há 6 (seis ) meses.  Ter sido chamado ou autorizado pelo sacerdote-presidente e aprovado pelo Guia Chefe.    

1.2 – Sobre o Aspirantado

O Aspirantado é o período a que o irmão que se propõe a fazer parte de sua Corrente de Trabalhos Espirituais passa, no sentido de conhecer a filosofia, a disciplina e os Rituais do Templo. Nesse período, o irmão candidato a membro da corrente pode sentir e fazer a avaliação se, na verdade, esse é o agrupamento umbandista a que pretende se incorporar e atuar como médium. Neste ínterim sua tarefa será a de ajudar a limpeza e higienização do templo, sob a orientação dos cambonos e direção material do templo. Fazer parte da Corrente significa assumir uma família espiritual e, vindo a trajar a roupa branca, ser um idealizador dentro da filosofia e organização templária do triângulo da Fraternidade. O Regimento Interno é o instrumento unificador e organizador das atividades do Templo, e o Aspirante tem como uma das suas atividades importantes o conhecimento e interiorização do mesmo pelo seu estudo esmerado.

O Aspirante deve comparecer ao Templo nos dias e horas de suas atividades. A assiduidade é um dos requisitos importantes à entrada na Corrente.

1.3 - Sobre a Vinculação à Corrente

Ao fim das atividades do aspirantado, que não tem um prazo determinado para terminar, sendo de no mínimo 6 (seis) meses o sacerdote dirigente pode chamar o aspirante para a Vinculação, de acordo com a conveniência ritual do Templo, momento em que o médium fará sua opção pela entrada na Corrente, quando é marcado o dia de sua Vinculação final, singelo rito realizado pelo Caboclo Ventania ou Caboclo Pery, durante a Gira, no qual o aspirante é marcado com pemba e aspergido o seu pó sob o seu ORI – alto da cabeça. A partir daí, passa o mesmo a Membro Consagrado da Corrente do Templo, aceito filho do Triângulo da Fraternidade, iniciando no nível 6 (seis) da hierarquia – médium iniciante - com todos os direitos e deveres a ele devido, sendo finalmente efetivado  no Ritual de Amaci.

!.4 - Uniformes - Vestimenta ritualística


ANTES DA VINCULAÇÃO – médium aspirante:
Homem: Calça Branca
              Guarda pó – jaleco – cor verde claro
              Sandália branca (havaiana) ou alpargatas de cordas

Mulheres: Guarda Pó de manga curta – cor verde claro
                 Calça Branca
                 Sandália branca (havaiana) ou alpargatas de cordas

DEPOIS DA VINCULAÇÃO – médium iniciante:
Homem: Jaleco branco
               Calça Branca
              
Mulher: Guarda pó ou jaleco branco
              Calça ou saia longa rodada branca
  
2 – SOBRE OS DEMAIS DIAS DE TRABALHO DO GRUPO DE UMBANDA TRIÂNGULO DA FRATERNIDADE:

2.1 - Normas para o Trabalho Apométrico – Segunda-feira

Os Trabalhos Apométricos, regem-se pelos princípios e normas expressas neste Regimento Interno, apresentando, porém, as seguintes particularidades:
  1. Os trabalhos apométricos se direcionam para aquelas pessoas que apresentam transtornos anímicos-obsessivos e cujos sintomas são detectados pelos trabalhadores de Eteriatria/Magnetismo (da terça-feira) e das sessões de Umbanda (da sexta-feira) ou daqueles que se dirigem espontaneamente ao Grupo de Umbanda Triangulo da Fraternidade em busca do socorro fraterno;
  2. Os trabalhos apométricos são as segundas-feiras (exceto na primeira do mês, que é dedicada ao atendimento interno da corrente), iniciando com a abertura do portão às 18h, e fechando para a assistência às 19h, quando termina a triagem e inicia a palestra. O término do trabalho está previsto para as 22h;
    1. O passe de Magnetismo/Eteriatria inicia às 18h e 15min devendo ser encerrado às 19h com o início da palestra, onde são atendidos aqueles que passaram por atendimento apométrico nas semanas anteriores;
    2. O número de atendimentos de Magnetismo/Eteriatria para cada indivíduo varia entre três (03) e nove (09), conforme avaliação semanal dos dirigentes.
  3. Após vestir o branco, assinar o livro de presença e fazer as devidas saudações deverá o médium se integrar as atividades do dia concentrado e focado na atividade espiritual, sempre procurando auxiliar na recepção e orientação do público frequentador;
  4. Os consulentes interessados em participar dos trabalhos apométricos ao ingressar no salão, devem dirigir-se aos trabalhadores encarregados da recepção e preencher uma ficha de anamnese, devolvendo-a após, aos responsáveis por esta tarefa;
  5. Todas as fichas devidamente preenchidas serão analisadas e passarão por triagem onde serão selecionados três atendimentos presenciais (podendo haver somente mais um, a critério e análise dos dirigentes) e todos os outros receberão atendimento a distância, devendo o consulente ter a mesma postura e seriedade na sua casa para um melhor aproveitamento do mesmo. A triagem será feita pelos dirigentes do grupo juntamente com os dirigentes espirituais;
  6. Os consulentes encaminhados pelos trabalhadores de terça-feira (magnetismo) e sexta-feira (gira) obedecerão ao sistema de triagem, juntamente com os demais interessados do dia;
  7. A palestra inicia as 19h00min, com duração de 15min aproximadamente, com temas que abordem autoajuda, autoconhecimento, visando sempre à melhora da saúde física, emocional e espiritual;
    1. As palestras são realizadas por médiuns do dia de trabalho e organizadas por sistema de escala, quando um médium por impedimento pessoal não puder cumprir a escala deve comunicar ao dirigente do dia o mais rápido possível para que possa ser substituído;
    2. O não cumprimento da escala de palestras sem aviso prévio é considerada falta grave e será avaliada pelo grupo de dirigentes.
  8. Após a palestra será feito no salão um exercício de relaxamento e harmonização, preparando os consulentes para o atendimento e os demais para que tenham uma boa semana;
  9. O passe, logo a seguir, é um passe DISPERSIVO, portanto o médium deve ter o cuidado de não aproximar suas mãos mais do que 10 cm do consulente, de forma vertical, iniciando pelo alto da cabeça e descendo em direção ao chão, até a proximidade do colo do consulente que estará sentado à sua frente e tendo outro médium às suas costas, porque o passe é feito em duplas. O passe deve ser ministrado em sintonia entre os (02) dois médiuns, iniciando e terminando juntos. O procedimento é repetido por 03 (três) vezes, terminando no alto da cabeça, sem encostar-se ao consulente;
    1. Os consulentes que passaram pelo atendimento de acompanhamento apométrico e eteriatria/magnetismo não precisam passar pelo passe dispersivo devendo se colocar em local reservado a essa finalidade.
  10. Ao retornar de férias ou de licença prolongada, deverá o médium apresentar-se aos dirigentes, assinar o livro de presença, assistir a palestra e receber o passe, ficando na segunda corrente por dois (02) encontros, para depois de harmonizado retornar ao trabalho;
  11. O médium que faltar aos trabalhos por duas (02) vezes consecutivas ou seguidamente, sem um motivo plenamente justificável, será desligado do grupo, conforme normatizado neste Regimento;
  12. O grupo após o encerramento dos trabalhos deverá providenciar a limpeza, a devida retirada do lixo do salão e dos banheiros, fechar as janelas e portas, desligar ventiladores, apagar as luzes, deixando o ambiente preparado para o dia seguinte;
  13. A seleção de novos médiuns/aspirantes passará pela análise dos dirigentes e pela direção espiritual do Triangulo da Fraternidade;
    1. Os aspirantes deverão apresentar conhecimento das lides apométricas e permanecerão na segunda corrente, pelo período de seis (06) meses, contribuindo e assessorando o grupo nas tarefas que se fizerem necessário, a critério dos dirigentes.
  14. Na falta/impedimento do dirigente, deverá o mesmo antecipadamente nomear outro médium, preferencialmente entre os dirigentes já estabelecidos, para que o grupo não sofra interrupções nos atendimentos;
  15. Por apresentar peculiaridades que lhe são pertinentes o grupo usa técnicas (que devem ser vocalizadas e mentalizadas com seriedade e concentração adequadas), que são distribuídas entre os médiuns. Ocorrerá rodízio no emprego das mesmas, visando o crescimento sensitivo/mediúnico dos participantes, apoio mental e energético e para agilizar os atendimentos;
  16. Todos os médiuns deverão, quando necessário, incorporar as entidades pertinentes aos trabalhos/atendimentos em questão;
  17. Os médiuns deverão comparecer quando convocados para estudo e aprimoramento, o que se dará uma (01) vez por mês, em dia e hora a ser comunicada ao longo do ano;
  18. O médium que não comparecer aos estudos por duas (02) vezes, será desligado do trabalho de segunda-feira e do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade, salvo impedimento justificado conforme normatizado neste Regimento;
  19. Não serão permitidas visitas para acompanhar os trabalhos apométricos. Casos particulares serão apreciados pelos dirigentes do grupo e da Casa;
  20. Os casos não descritos nessas normas serão analisados e reger-se-ão por este Regimento Interno no qual está inserido.

2.2 – Normas para Trabalho de Eteriatria e Magnetismo – Terças-Feiras

Os trabalhos de eteriatria e magnetismo seguem os mesmos princípios exarados neste Regimento Interno, além das seguintes peculiaridades.
1.  O trabalho é direcionado exclusivamente para a saúde e harmonização dos consulentes. Na primeira vez que o consulente comparece, ele deve preencher o formulário completo e então passar pela triagem que determinará o tipo de atendimento ao qual será submetido. O tratamento geralmente tem a duração de 03(três) ou 7 (sete)semanas seguidas, sem falta, salvo nos casos de doenças crônicas ou terminais que necessitem de tratar o consulente por período indeterminado.
2.  A triagem deverá ser feita sempre por 02 (dois) dirigentes ou com um dirigente e um médium indicado por eles, mas nunca por um médium sozinho.
3.  Será observado o rodízio de médiuns nas salas de atendimento, conforme a escala de trabalho. Para participar da escala de atendimento na Maca, o médium deverá ter 01 ano de trabalho efetivo nas terças-feiras.
4.  As 02 (duas) salas de atendimento seguem a mesma sequência e padronização dos passes:
5.  Abrir com luz azul; expandir a coesão molecular do duplo etéreo com 03 (três) pulsos magnéticos; utilizar a cor necessária para reequilíbrio e retornar ao normal a coesão molecular do duplo etéreo com 03 (três) pulsos novamente e fechar com a luz azul. Nos casos especiais de atendimento na Maca, segue a mesma sequência de padronização das salas, com a devida observação do dirigente, no caso de necessitar ampliar o espectro das cores e o tempo do passe.
6.  A palestra deverá ter a duração de 15(quinze) minutos, tratando de assuntos pertinentes à saúde física, emocional e espiritual.
7.  Após a palestra, é feito no salão um exercício de relaxamento e harmonização, preparando os consulentes para o passe magnético inicial no salão.
8.  O rodízio para ministrar o passe magnético preparatório no salão, igualmente segue a escala de trabalho da noite.
9.  O Passe magnético preparatório do salão é um passe DISPERSIVO, portanto o médium deve ter o cuidado de não aproximar suas mãos mais do que 10cm do consulente, de forma vertical, iniciando pelo alto da cabeça e descendo em direção ao chão, até a proximidade do colo do consulente que estará sentado à sua frente e tendo outro médium às suas costas, porque o passe é feito em duplas. O passe deve ser ministrado em sintonia entre os (02) dois médiuns, iniciando e terminando juntos.
10.      O procedimento é repetido por 03 (três) vezes, terminando no alto da cabeça, sem encostar-se ao consulente.
11.      Os trabalhos de eteriatria e magnetismo são Regidos e Orientados por São João Batista e sua Falange do Oriente, não necessitando o uso da guia de trabalho de Umbanda, que é de uso exclusivo dos médiuns trabalhadores da Gira de Umbanda realizada todas as Sextas-Feiras.
12.      Para a realização do trabalho dos passes magnéticos no salão, nas salas de atendimento e na maca, os médiuns não incorporam seus guias e protetores. Pode o médium sentir a presença de seu Guia e das entidades do Plano Astral Superior que estão em trabalho ativo. Somos somente instrumentos para que a Espiritualidade realize seu trabalho também fazendo uso do ectoplasma doado, de acordo com o merecimento de cada um e seguindo a Vontade do Pai.
13.      Os médiuns trabalhadores que não estão na escala do dia, devem permanecer em silêncio e concentração no salão, doando ectoplasma e sustentando os trabalhos nas salas com boas vibrações e orações. Havendo necessidade, o coordenador dos trabalhos do salão indicará a tarefa a ser realizada por um ou mais médiuns.
14.      Após vestir o branco, assinar o livro de presença e fazer a saudação deverá o médium verificar a escala de trabalho e recolher-se em silêncio e concentração na sala do congá, até o momento da palestra, quando todos se reúnem para o início dos trabalhos.
15.      Não é permitido aos médiuns após colocar o branco, permanecer em conversa entre si, e ou, com os consulentes conforme os itens 16 a 18 do Regimento Interno.
16.      Ao retornar de férias ou de licença prolongada, deverá o médium apresentar-se aos dirigentes, assinar o livro de presença, assistir a palestra e receber o passe por 02 (dois) encontros, para então, no terceiro encontro, já harmonizado retornar aos trabalhos.
17.      Os trabalhos de Eteriatria e Magnetismo são as terças-feiras, iniciando com a abertura do portão às 18h00min, e fechando para a assistência às 19h00min, onde termina a triagem e inicia a palestra. O término do trabalho não deve exceder às 22h0min.
18.      Sempre que necessário, ao término dos trabalhos, os dirigentes convocarão os médiuns para uma reunião em grupo ou para conversar com um ou mais médiuns isoladamente para orientação. Também podem reunir-se para estudo, em dias em que o trabalho terminar mais cedo, sempre observando o horário do término dos trabalhos que é 22h00min.
19.      Cada grupo de trabalho deve deixar o ambiente limpo como encontrou para os trabalhos do grupo do dia seguinte, bem como fechar portas, janelas, desligar ventiladores, apagar as luzes, varrer o chão e recolher as lixeiras.  
20.      É INADMISSÍVEL qualquer tipo de antagonismo entre os médiuns durante a aplicação do magnetismo. Se houver conflito verbalizado, desentendimento, de um médium para com outro no ato de atendimento magnético ao consulente, a parte agressora será imediatamente colocada em “licença” durante 3 semanas ( inclusive na sexta se for trabalhador deste dia ), para que reflita sobre sua impulsividade com atitude reativa equivocada, fruto de recalques, máscaras do ego, imaturidade, anseios mal resolvidos, outros...Se houve revide, ou seja, o médium “agredido”  se melindra e revida ao outro caracterizando uma discussão, ambos estarão de licença por 3 semanas. Devem refletir sobre EMPATIA, ALTERIDADE e RESILIÊNCIA, qualidades indispensáveis a um trabalho mediúnico em grupo, maduro, responsável, refletido e pró-ativo. O conflito será avaliado pela coordenação ao final, se cumprida a licença sem faltas. Se houver falta em uma semana, desligado definitivamente da corrente. Havendo recidiva, ou seja, a partir da segunda vez que o conflito se repete com o mesmo magnetizador, seja agressor ou agredido, definitivamente será desligado da corrente do GUTF.  
21.      É INADMISSÍVEL qualquer tipo de prescrição ao consulente antes, durante ou depois da magnetização. Emplastros, banhos de ervas, florais, cristais, massagens, acupuntura, terapia de vidas passadas,..., devem ser prescritos e realizados por terapeutas holísticos legalizados em seus consultórios terapêuticos. O trabalho de magnetismo é fluídico com os Guias Astrais, simples assim. Havendo prescrição que fira este regulamento o médium entrará em licença por 3 semanas, para reflexão sobre suas atitudes conforme item 20. Se houver recidiva, será desligado definitivamente da corrente do GUTF. 
22.      Todo e qualquer assunto referente aos trabalhos de magnetismo, se houver necessidade de trato de particularidades, dúvidas ou anseios pessoais, devem ser tratados reservadamente com os coordenadores (verticalmente). Insatisfações, queixas, críticas, decorrência de insatisfações e antagonismos individuais e interpessoais, caracterizando maledicência (a nefasta fofoca) – que foram verbalizadas horizontalmente, ou seja, com os outros trabalhadores no salão de atendimento, corredores, cozinha ou vestiários -, serão consideradas quebra de decoro e motivo de desligamento sumário da corrente do GUTF. 
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