terça-feira, 10 de setembro de 2019

O MEDIUNISMO UMBANDISTA "SOFRERÁ" PROFUNDO IMPACTO.


Mensagem de Pai Tomé

A FASE DA MEDIUNIDADE SUPRACONSCIENTE

       Os estados mentais do homem, similarmente ao fogo que esquenta o ar e faz o balão subir, tendem às alturas da percepção extrafísica. As sucessivas encarnações são como achas de lenha colocadas na fogueira imposta aos corpos físicos em uma vida material: frágil, transitória e impermanente. O atrito da consciência com o ego “esquenta” o duelo entre o infinito e o finito, o espírito imortal e mortalidade corpórea.
     O deslocamento da percepção mental para além das muralhas físicas é o balão que sobe para dentro do ser, para as alturas do permanente estado mental de autorrealização que é a essência do espírito reverberando no ser. O ar quente de cada expiração encerra na Terra uma combustão que transforma a consciência, rumo à religação com Deus.
Inevitavelmente, a mediunidade consciente da era atual dará passagem à mediunidade supra consciente no início do Terceiro Milênio. A expansão da consciência que extravasa os estreitos limites dos sentidos ordinários rompe a barreira da ignorância de quem realmente os homens são - assim como o condutor de um balão enxerga panoramicamente além do limite dos muros do castelo que o aprisionava.
      O castelo do ego encarcera o ser nos desejos de ter bens e possuir a satisfação de seus sentidos. Promete e dá riquezas, mas constrói barreiras à plenitude da visão espiritual. Os “olhos” hipnotizados nas coisas do mundo são fuligem no candeeiro do espírito – disse Jesus: “a candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso”.
      O mediunismo umbandista “sofrerá” profundo impacto. A Umbanda pelo seu universalismo, que lhe dá flexibilidade, fará com que de fato se perceba a unidade na diversidade: a Luz de um só Deus que contrasta entre sombras e trevas da existência terrena. O Supremo tem muitos nomes e formas simbólicas. Todavia, a luz que ilumina este diversificado mosaico é uma só. As religiões se expressaram na Terra de acordo com os ciclos de tempo necessários à compreensão das massas humanas, em locais diferentes da geografia planetária.
     A primeira fase da Umbanda exaltou as manifestações espontâneas inconscientes, fenomenais, de muitas curas físicas. Chamou-se a atenção com as trombetas, escudos e espadas de Ogum, abrindo-se o caminho e ceifando-se a incredulidade vigente.
     A segunda fase da Umbanda foi de expansão, com médiuns manifestados de caboclo e pai velho aqui e acolá, neste imenso Brasil, nos mais variados rincões, cozinhas e garagens. Não foi unicamente o Caboclo das Sete Encruzilhadas desde o seu início, mas uma plêiade de preparadas entidades que desceram a Terra – uma parte encarnando antes e depois do advento do Caboclo para serem médiuns receptores da outra parte que ficou no Astral, os Guias que solidificariam a nascente Luz Divina entre os homens, como sementes jogadas no campo fértil pela mão do semeador cósmico.
      A terceira fase da Umbanda, ainda vigente e no seu final, deu prevalência à mediunidade consciente. O transe e os estados alterados e superiores de consciência são vivenciados com parcial ou plena recordação ao final. Milhares de jovens médiuns conscientes batem às portas dos terreiros pedindo abrigo, reforçam e renovam a religião. Assim como as ondas desconstroem os castelos de areia à beira-mar, diluem-se tabus limitantes de uma falsa mediunidade inconsciente, individualmente raríssima e episódica na presente data, sem continuidade de expressão coletiva.
      A luz e o calor do Sol abrasam as poças d’água e as fazem evaporarem após a chuva. Similarmente, em breve e avassaladoramente, no máximo em até trinta anos, não haverá mais nenhum médium encarnado com “resíduos” psíquicos de mediunidade inconsciente nos transes.
Urge reavaliarem-se posturas equivocadas, reverem-se a falta de veracidade, liberarem-se de falsos dogmas e de tabus limitantes ainda vigentes por dentro do movimento umbandista, que bloqueiam a educação da mediunidade neste início de Terceiro Milênio. Educação que tem por finalidade precípua formar cidadãos maduros e potencialmente espiritualizados e nunca deveria ter tido a intenção de conceder “dons” e poderes magísticos para eleitos.
       Umbanda é ciência divina de autorrealização espiritual para liberar os seus adeptos e simpatizantes das garras afiadas da paralisante ignorância de si mesmos.
       Reestruturaremos os métodos de educação mediúnica na Umbanda. A magia e o poder sobre os elementos serão secundários e dispensáveis, pois são impermanentes. O poder do espírito reflete a sua luz na consciência e a expande. Diminuir-se-á os egos e o verdadeiro e real significado da Luz Divina será vitorioso.
      Porque esta é a vontade do Pai e todos os Santos e Mestres autorrealizados de todas as tradições ao longo das eras cósmicas em todos os orbes a implantam. Especialmente neste momento, a fazemos para a evolução da humanidade.
     Que a Estrela Polar os guie com as bênçãos das Santas Almas do Cruzeiro Divino.
     Pai Tomé.

Refletiu a Luz Divina
Com todo seu esplendor
Vem do reino de Oxalá
Aonde há paz e amor
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio de Aruanda
Para nos iluminar

Umbanda é paz e amor
Um mundo cheio de Luz
É força que nos dá vida
E a grandeza nos conduz

Avante, filhos de fé
Como a nossa lei não há
Levando ao mundo inteiro
A bandeira de Oxalá

Levando ao mundo inteiro
A bandeira de Oxalá

Nota: Mensagem, psicografada em 09 de setembro de 2019 pelo médium Norberto Peixoto, no Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade, Porto Alegre – RS. Faz parte de livro no prelo.

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