quinta-feira, 30 de maio de 2019

Umbanda Pé no Chão - Nova Edição.


           Umbanda Pé no Chão - Ramatís - é um clássico da literatura umbandista. Esta edição, ampliada e revisada, nos chega com mais clareza e profundidade. Novos temas são abordados, como a descrição das pedras – cristais – por Orixás, utilizadas nos assentamentos vibratórios, altares, tronqueiras como dinamizadoras energéticas nos trabalhos de cura; a estrutura astral do movimento umbandista, as formas de apresentação dos espíritos, as linhas de trabalho, as firmezas, o cruzeiro das almas, a música sacra de terreiro, os preceitos, as consagrações. 
           Ramatís elucida ainda a estrutura energética do homem e a regência dos Orixás, correlacionando-as com os preceitos de firmeza mediúnica e os transes nos terreiros; a função central de Exu na desobsessão e “quebra” de feitiços e demandas; a magia que fundamenta a utilização dos elementos rituais nas sessões umbandistas de caridade.  
          Sem dúvida, este livro é um consagrado guia de estudos para todos: médiuns, adeptos e simpatizantes da Luz Divina e da genuína Umbanda.




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segunda-feira, 27 de maio de 2019

UMBANDA – MÉDIUNS E DIRIGENTES INSEGUROS.

            
             Na Umbanda temos personagens marcantes, que como médiuns fizeram a história da Luz Divina e fundamentaram seus usos e costumes. Zélio Fernandino de Moraes, o ícone fundante da Umbanda, nunca se permitiu ser bajulado, não teve quem o iniciou, foi iniciado direto pelo Astral Superior pelo portentoso Caboclo das Sete Encruzilhadas. Da mesma estirpe de Zélio, Benjamim Figueiredo, médium do Caboclo Mirim, que aos 17 anos manifesta este com pureza cristalina, o Guia que o faria até o final de sua vida estar firme à frente de muitos congás. Tivemos ainda W.W da Matta e Silva, que nunca teve “pai” ou “mãe” de “santo”, nenhum “mestre” humano botou a mão em sua cabeça, por orientação direta e força da Lei de Pemba vinda de Pai Guiné de Angola. Estes três exemplos, de médiuns seguros e livres, grandes educadores de consciências, pela atuação límpida dos espíritos que vibravam em suas sensibilidades mediúnicas, servem para toda a comunidade umbandista.
           Nos dias de hoje, verificamos um contingente enorme de médiuns dirigentes inseguros, que não se “garantem” em estar a frente de seus congás se não estiverem vinculados a um “pai” ou “mãe” no “santo”. Procuraram outros sacerdotes para se vincularem e assim adquiriram legitimidade, pois falta-lhes a confiança na mediunidade e a fé inquebrantável em Deus. Por vezes falta-lhes a própria valência mediúnica.
               Observo que não tenho nada contra a iniciação e consagração ritual. Eu mesmo tive dois dirigentes que me orientaram e ampararam em ritos de iniciação para dirigente de terreiro. Todavia, isto foi pontual e não gerou dependência ao iniciador. Se governar, depender “só” do Guias e do Astral para segurar o axé de uma egrégora, sempre foi o exemplo de grandes dirigentes de terreiro, que vão muito além de Zélio, Benjamim e Matta e Silva.
                O risco que corremos é estarmos cultuando egos de dirigentes que se alimentam da bajulação, mimos e reconhecimento público de seus “filhos” com casa aberta.
             Não é “pecado”, não é orgulho e nem vaidade se governar, ser independente, amadurecer e confiar no Amparo do Alto. Se você tem um “pai” ou “mãe” no “santo” a tiracolo, que sempre o socorre e lhe exige eterna fidelidade subserviente, está na hora de você repensar a sua espiritualidade.

Axé, Saravá, Namastê.
Norberto Peixoto
Dirigente do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidad

quarta-feira, 22 de maio de 2019

UMBANDA - O DIRIGENTE QUE ESPERA GRATIDÃO!!!


         



      Percebo a Umbanda como um grande edifício, com muitos apartamentos e centenas e milhões de tijolos. Cada proprietário de apartamento coloca as janelas e as pinta em conformidade à sua simpatia. Quem olha o edifício de frente não entende o colorido, a falta de padronização. Não existe uma norma condominial que determine a cor de cada janela ou mesmo da parede de fora de cada apartamento.

       Os tijolos são cada terreiro e os seus médiuns e frequentadores são os moradores deste imenso edifício. Percebemos hoje muitos dirigentes de terreiro falando pela Umbanda como um todo: a Umbanda é assim, a Umbanda é isto, a Umbanda é aquilo...O tijolo fala pelo edifício, uma pequena parte fala pelo todo. A “sua” Umbanda, a que é praticada em seu terreiro, não é a Umbanda de todos, mas a Umbanda é de todos na sua diversidade de formas e nomes. Certos dirigentes querem ser o síndico do edifício, impondo normas a todos, só que não foram eleitos para isto. Na Umbanda não existe um “Papa”, um profeta, um poder central eclesiástico.

        É comum vermos dirigentes acusando os filhos e adeptos de INGRATIDÃO. Ora, quem assim o faz espera gratidão, aguarda reconhecimento, transfere suas carências para a retribuição do outro. O genuíno sacerdócio umbandista é doação de amor, que nada espera em troca. O fruto de toda ação é de Deus, não é do agente da ação, não é do sacerdote. Quem sofre e se coloca como vítima, transfere suas carências pessoais, emocionais e psicológicas para o sacerdócio. Assim deseja receber compensação do que lhe falta no íntimo e aguarda reconhecimento. Assim, anseia “controlar” a vida espiritual dos adeptos e médiuns, o que nem os Guias fazem, pois cada ser é livre e tem um propósito de vida espiritual que cabe somente a Deus julgar. Orientar é deixar o outro crescer, permitir que seja livra em suas escolhas, aceitar que a Umbanda não é o único caminho e que cada um pode escolher “desvios”, optar por outras formas de buscar Deus, afinal Deus é um só.

        Todos são livres e a felicidade e autorrealização está dentro de cada um.

        Nenhum sacerdote tem o poder de nos fazer entrar em comunhão com Deus. Este poder é unicamente individual de cada um. Quando muito o sacerdote facilita esta busca, nada mais.

       Cada tijolo do sacerdócio umbandista deve suportar com DISCERNIMENTO e EQUANIMIDADE a pressão da construção. A experiência é para que nos libertemos do jugo de nós mesmos, velhos egos, mandões, autoritários, centralizadores, imperiais e messiânicos.


      Axé, Saravá, Namastê!

      Norberto Peixoto.
Dirigente do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade

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