quarta-feira, 22 de maio de 2019

UMBANDA - O DIRIGENTE QUE ESPERA GRATIDÃO!!!


         



      Percebo a Umbanda como um grande edifício, com muitos apartamentos e centenas e milhões de tijolos. Cada proprietário de apartamento coloca as janelas e as pinta em conformidade à sua simpatia. Quem olha o edifício de frente não entende o colorido, a falta de padronização. Não existe uma norma condominial que determine a cor de cada janela ou mesmo da parede de fora de cada apartamento.

       Os tijolos são cada terreiro e os seus médiuns e frequentadores são os moradores deste imenso edifício. Percebemos hoje muitos dirigentes de terreiro falando pela Umbanda como um todo: a Umbanda é assim, a Umbanda é isto, a Umbanda é aquilo...O tijolo fala pelo edifício, uma pequena parte fala pelo todo. A “sua” Umbanda, a que é praticada em seu terreiro, não é a Umbanda de todos, mas a Umbanda é de todos na sua diversidade de formas e nomes. Certos dirigentes querem ser o síndico do edifício, impondo normas a todos, só que não foram eleitos para isto. Na Umbanda não existe um “Papa”, um profeta, um poder central eclesiástico.

        É comum vermos dirigentes acusando os filhos e adeptos de INGRATIDÃO. Ora, quem assim o faz espera gratidão, aguarda reconhecimento, transfere suas carências para a retribuição do outro. O genuíno sacerdócio umbandista é doação de amor, que nada espera em troca. O fruto de toda ação é de Deus, não é do agente da ação, não é do sacerdote. Quem sofre e se coloca como vítima, transfere suas carências pessoais, emocionais e psicológicas para o sacerdócio. Assim deseja receber compensação do que lhe falta no íntimo e aguarda reconhecimento. Assim, anseia “controlar” a vida espiritual dos adeptos e médiuns, o que nem os Guias fazem, pois cada ser é livre e tem um propósito de vida espiritual que cabe somente a Deus julgar. Orientar é deixar o outro crescer, permitir que seja livra em suas escolhas, aceitar que a Umbanda não é o único caminho e que cada um pode escolher “desvios”, optar por outras formas de buscar Deus, afinal Deus é um só.

        Todos são livres e a felicidade e autorrealização está dentro de cada um.

        Nenhum sacerdote tem o poder de nos fazer entrar em comunhão com Deus. Este poder é unicamente individual de cada um. Quando muito o sacerdote facilita esta busca, nada mais.

       Cada tijolo do sacerdócio umbandista deve suportar com DISCERNIMENTO e EQUANIMIDADE a pressão da construção. A experiência é para que nos libertemos do jugo de nós mesmos, velhos egos, mandões, autoritários, centralizadores, imperiais e messiânicos.


      Axé, Saravá, Namastê!

      Norberto Peixoto.
Dirigente do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade

segunda-feira, 22 de abril de 2019

"UMBANDAZINHA" É O QUE VOCÊ FAZ?!?


      Esta "umbandazinha" cor de rosa que você fala Norberto, de aconselhamento, isto não é Umbanda. Umbanda é magia, é o poder dos elementos que resolve, é a invocação e a força da incorporação.

     RESPOSTA: Sem dúvida, a Umbanda tem o seu lado magístico, que não deve se sobrepor a própria Umbanda, pois Umbanda é muito, muito mais que magia. Observe que, historicamente, a magia nunca resolveu em definitivo os sofrimentos da humanidade. Pelo contrário, nossa ânsia de controlar os elementos e deidades em proveito próprio sempre nos afundou no abismo do egoísmo, da vaidade e da exaltação orgulhosa. Como me diz Pai Tomé: "filho, seja um cisco, um fiapo de grama, consciente que na matéria nada és. A grande magia é a mudança interior, o tesouro imperecível que nenhuma traça rói". Esta é a essência da Umbanda, transformar as pessoas e suas consciências despertando-as para a vida transcendental e o amor de Deus.

      Uma parcela da massa umbandista está hipnotizada pelos rituais externos e os "poderes" da magia oferecidos nas redes sociais. A facilidade e a ilusão de ser "mago" e "mestre" poderoso sem qualquer pré-requisito, desvia-a do propósito essencial da Umbanda que é a reconexão interna do devoto com Deus. A ciência da autorrealização, de religação e união divina, é esquecida em prol de aparatos para fora, desviando a atenção do adepto de seu propósito real; conhecer-se verdadeiramente para desenvolver uma consciência transcendental. Não escutam mais as entidades, pois os egos falam mais alto, na busca insana de resolverem tudo com a magia, oferendas, firmezas e outros procedimentos externos padronizados em apostilas e receitas prontas. A grande magia é a transformação íntima e o serviço devocional amoroso.

     Norberto Peixoto.

segunda-feira, 18 de março de 2019

O TRANSE RITUAL NA UMBANDA.


       
     Na Umbanda existem milhares de terreiros que mantêm uma igualdade ou ‘‘núcleo central’’, a chamada mediunidade de incorporação – um tipo de transe induzido através de ritos disciplinadores, preventivo de doenças e mantenedor da saúde. Neste livro apresentamos um guia de estudos para compreendermos melhor nosso mundo íntimo e as dimensões espirituais que o influenciam.

     Esta obra tece elucidações quanto às experiências psíquicas, em maior ou menor grau de fenomenologia. Analisa os processos mentais que permitem o controle psicomotor pela entidade comunicante; diferencia com profundidade, mas não separa o transe do Orixá, dos Guias e Falangeiros e justifica por que os Orixás não incorporam. Ainda, traz esclarecimentos inéditos quanto à regência dos Orixás sobre os quatro elementos planetários e as forças de realização da natureza, descrevendo com pormenores psicológicos as suas manifestações em nível de vivência pessoal e prática ritual.

      Sem dúvida, trata-se de roteiro seguro para entendermos nossas potencialidades anímicas e mediúnicas, auxiliando a rompermos as barreiras do preconceito, da intolerância e do medo do desconhecido, resgatando o "vós sois deuses", a essência sagrada que reside em todos nós.

Saiba mais:








POR QUE TEMOS QUE COLHER O QUE SEMEAMOS?



           O conceito de que devemos "colher conforme a semeadura" demonstra a existência de leis disciplinadoras e coordenadoras, que devem proporcionar o resultado efetivo conforme a natureza e intensidade da causa geradora de um efeito. Evidentemente, quem semeia "quiabo", jamais há de colher "inhame", assim como quem movimenta uma causa funesta também há de suceder-lhe um resultado funesto. O poder destrutivo de um projétil depende exatamente do tipo da intensidade da força que o impeliu. Todas as causas criadas, sejam no mundo material ou espiritual, atritam e movimentam forças que são o centro da eclosão de acontecimentos negativos ou positivos, censuráveis ou louváveis, em que o homem "sofrerá" em si mesmo o efeito nocivo ou benéfico da carga que ele mesmo acionou.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Todos nós temos livre arbítrio...


         Todos nós temos livre arbítrio, liberdade de pensar, de agir, desde que tenhamos a vontade de fazê-lo. O livre arbítrio não significa que possamos fazer tudo doa quem doer. O meu direito vai até onde inicia o direito do outro. Nenhum mentor da Umbanda fará qualquer ato que contrarie o livre arbítrio individual ou de terceiros a partir da solicitação de um indivíduo que, por sua vez, exercita o seu livre arbítrio.
            A submissão a Lei de causa e efeito, o respeito ao merecimento e a preservação incondicional do livre arbítrio de cada cidadão são as bases que a Umbanda se alicerça para praticar a sua magia, fazer a caridade.
               Umbanda é paz, Umbanda é amor!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

ABUSOS ESPIRITUAIS


Vemos hoje muitos relatos nas redes sociais de pessoas desiludidas por abusos espirituais, de religiosos que se dizem de Umbanda. Em sua opinião, no que estamos falhando em conduzir o ser humano a encontrar respostas para a sua autorrealização espiritual?
     
              A causa da “falha” de considerável parte do movimento umbandista origina-se do comportamento humano, do próprio modo de viver dos seus adeptos e médiuns. Não entendem o real significado da vida e carecem de um maior esforço espiritual, se é que existe algum esforço de melhoramento íntimo.

           O Caráter é sumamente importante em qualquer prática religiosa. Ele torna a vida de fato imortal, pois sobreviverá com a consciência após a morte física, sendo tudo o mais impermanente e momentâneo. Falta cumprir o dever da religião genuína que é desenvolver um caráter inquebrantável nos devotos, sem qualquer traço de troca e mera satisfação de desejos mundanos do ego com a mediunidade praticada no contexto religioso.

       Somente assim, esta parte da massa umbandista, que por enquanto navega ao seu prazer sem quaisquer disciplinas e deveres éticos, encontrará o verdadeiro sentido para a autorrealização espiritual quando retornar para o Além. Em contrário, a prática religiosa causou-lhe maiores prejuízos. Seria melhor não ter praticado religião alguma.

SESSÃO DE PRETO VELHO.


NESTA SEXTA, DIA 01\02\19, SESSÃO DE PRETO VELHO.
- palestra, ritual do fogo, passes e aconselhamentos espirituais.





segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

CONFLITOS NA CORRENTE...


            Inescrupulosos, sarcásticos e não pouco inteligentes, espíritos astutos, infiltram-se no campo psíquico de médiuns novatos e maduros, que ainda se entusiasmam pelo fenômeno e não buscam a sua elevação de caráter pela modificação interior. Quando conseguem estabelecer a discórdia, a desconfiança e o choque personalístico de egos entre os membros de uma corrente, rompem a segurança espiritual mantida pelos protetores do Alto e até fecham o centro espírita ou terreiro umbandista. Por isto, os dirigentes diligentes que não falham no campo moral, corrigem na raiz o problema, tirando a fruta podre da cesta para não contaminar as demais.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Como o perdão é visto na Umbanda?

          O perdão é visto na Umbanda em conformidade aos valores consagrados na Religião Eterna - Sanatana Dharma. O que isto quer dizer? 

           Quando não se perdoa, vibra-se na aversão, na dualidade da oposição, instigando no psiquismo do indivíduo a mágoa, o ressentimento, o melindre e daí, por vezes, a vontade de revidar, de vingar-se, frutos do ódio e da ira. Assim, longe da EQUANIMIDADE, abre-se o campo vibratório pessoal para os assédios e obsessões espirituais. O perdão requer vencer-se o ego, sempre esperto para valorizar-se. Há que se considerar que a necessidade de perdoar, inicia com o reconhecimento, fiel a VERDADE, de que o sujeito se sente ofendido. Reflitamos que a ofensa só se instala se permitirmos. Os Santos, Iogues e Sábios nunca se deixam ofender, nunca perdem a PAZ, tal qual o Mestre ensinou "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem".
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