sexta-feira, 26 de maio de 2017

O JOGO DE BÚZIOS FAZ ADIVINHAÇÃO?


O JOGO DE BÚZIOS FAZ ADIVINHAÇÃO?
Por Norberto Peixoto.

Utilizo o jogo de búzios, realizado com 16 cauris (conchas do mar) africanos, que são jogados sobre uma peneira de palha levemente côncava. Não tem a finalidade de predição, ou seja, antecipar possíveis ocorrências futuras, no sentido popular de adivinhação. Chama-se Merindilogun, exatamente pelo fato de erindilogun significar dezesseis. Entendemos arte divinatória ou divinação, como o ato de nos conectarmos com o divino que tem dentro de nós, nosso Ori, núcleo intrínseco do espírito, que traz nossos registros de vidas passadas e a programação da vida presente. É a busca da ligação com o Eu Superior ou Crístico de cada um.
O processo de divinação para nós é “acessar” o divino de cada médium e “diagnosticar” o seu Eledá – regência dos Orixás –, ato litúrgico individualizado que faz parte do autoconhecimento por dentro da religiosidade com os orixás. Claro está que a compreensão destas forças divinas que nos influenciam podem nos conduzir a fazer inferência sobre nossos caminhos futuros. Se vamos percorrê-los adequadamente, dando os passos certos, depende de reflexão e do esforço pessoal de cada um de nós.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

MEDO DE SAIR DO TERREIRO...





SAINDO DO TERREIRO...Uma reflexão necessária!!!

É normal, depois de um tempo de trabalho, que alguns irmãos decidam que sua caminhada junto a aquele grupo já não está mais dando os frutos que tinham que dar. …As casas de umbanda funcionam por esquemas muito próprios, que dependem de uma série de fatores, muitas vezes, externos aos médiuns participantes: Os guias devem atender os assistentes e, para isso, precisam falar a língua deles. Às vezes, o médium já aprendeu as lições inerentes aquela casa e decide, por conta disso, procurar novas paragens, ou seja, decidem procurar uma nova casa para trabalhar.
Isso deveria ser um ato comum, acontecendo, como disse, para que o médium aprenda novas coisas e evolua, também, em seu próprio caminho. Então, o médium antigo se tornará, novamente, um médium novo.
Precisamos, aqui, tomar certos cuidados e o primeiro deles é com relação ao motivo do desligamento:
Motivos plausíveis: Claro que não vou conseguir abarcar todos os motivos plausíveis aqui mas vou citar algumas situações e espero que vocês compreendam a ideia. Os motivos para a saída de um terreiro tem que ter a ver com necessidades de evolução pessoal ou a falta e afinamento com o trabalho. Temos que ter em mente que o terreiro é feito de pessoas, e pessoas são passíveis de erro, e entender os erros dos irmãos, auxiliá-los a prosseguir faz parte de nosso aprendizado também, então desavenças bobas não entram entre os motivos plausíveis. O que entra é:
Diferenças no trabalho: A forma do trabalho não satisfaz mais você como pessoa ou como médium.
Falta de aprendizado: Não há mais aprendizado para você, o trabalho se tornou mecânico e isso faz com que você não sinta mais vontade de participar da casa. Lembremo-nos que o aprendizado na umbanda é, muitas vezes, feita através da observação, então você deve pesar se realmente não há aprendizado ou se você não está se importando em aprender.
Motivos não plausíveis: São motivos trazidos a você, geralmente, por conta daquela velha lista dos pecados capitais.
•Inveja: Um irmão seu foi elevado para um cargo que você cobiçava. Tornou-se cambono, por exemplo, em vez de você. Isso não é um motivo justo, só quer dizer que você não está pronto ainda para isso. Não fique chateado: Busque se melhorar.
•Ira: Algumas coisas vão acontecendo ao longo do tempo que vão te chateando e, em tempo, se tornam um verdadeiro câncer. É sua obrigação sentar-se com os responsáveis e relatar os pequenos problemas assim que eles acontecem, justamente para uma pequena situação não se tornar algo gigantesco.
•Preguiça: Tudo no terreiro é de todos, a estrutura física do terreiro é responsabilidade de cada um. Não fazer parte da equipe de limpeza, por exemplo, te deixará fora das atividades sociais do grupo e isso fará com que você se desanime. Não tenha preguiça. Trabalhe duro e faça parte realmente, do seu terreiro. O desanimo causado pela preguiça também não é motivo justo para você se desligar.
•Gula: Gula não tem a ver só com comida. Pode ser a vontade de consumir tudo de uma só vez. Por exemplo: você acabou de entrar e já quer trabalhar incorporado. Vá com calma, sob pena de se decepcionar por não ter sua gula saciada.
•Luxúria: O terreiro é local sagrado, feito para facilitar para você, médium, o trabalho da caridade. Não é lugar para dar vazão as suas fantasias sexuais, muito menos com irmãos e irmãs de trabalho. Acontece de se interessar por um parceiro de trabalho, mas isso não é desculpa para ser leviano. Isso dará motivos para fofocas e você, futuramente, se irritará com isso, se esquecendo que o culpado pela situação é você mesmo.
•Avareza: Contribua com a mensalidade. Além disso, avareza também está ligado com o fato de você tentar se apossar de tudo no terreiro. Você está lá para servir, não para ser servido. Isso acarretará broncas e situações chatas com seus irmãos de caminhada.
•Vaidade: O que falar da vaidade? Você não precisa ter o maior “penacho” do terreiro para mostrar que seu guia é bom. Não precisa impor seu cargo hierárquico aos outros. Evite a vaidade e seja amado por todos.
Levando tudo isso em conta, você sentou, se interiorizou e viu que, realmente, não é mais ali seu local? Então sente-se com seu dirigente e converse com ele. Prefira sempre sair em boa paz. Simplesmente deixar de frequentar o lugar, depois que você se comprometeu com ele, não mostra boas coisas sobre você, então, tente não envergonhar seus Guias. Sente-se e converse, avise de seu afastamento com simplicidade e paz de espírito.
Já em outra casa:
Então entendemos que você já colocou tudo o que está acima na balança e, após pesar cada um dos itens, conversou com o dirigente e viu que a melhor coisa a fazer era sair da casa mesmo. Agora acontece o que chamamos de “correr gira”, ou seja, você irá visitar algumas casas para ver onde se estabelecerá. Alguns cuidados a você:
•Não vá com prejulgamentos. Lembre-se que você está deixando uma casa porque o tipo de trabalho já não te agradava mais. Não faria sentido você procurar uma casa que faça exatamente a mesma coisa, não é mesmo? Como disse Einstein: Louco é aquele que faz sempre as mesmas coisas e espera resultados diferentes.
•Não se empolgue já na primeira visita. É possível que você, na primeira vez em uma casa nova, já se encante e sinta que ali e seu caminho. Guarde essa sensação e vá em visita mais algumas vezes. Eu sugeriria, pelo menos, três meses de visitas frequentes. Isso fará com que você observe coisas que não viu na primeira vez e te faça ter certeza do que fará.
•Identifique-se como médium. Procure alguém da casa e diga que você já é médium e está em visita. Assim os irmãos podem recebe-lo como a um irmão e sanar dúvidas que, por ventura, você tenha, além de deixar todos mais sossegados.
•Proteja-se. Isso não tem a ver, somente, com o uso de guias no pescoço. Vá com a mente aberta, mas mantenha sua mente firme.
•Não incorpore. A não ser que haja motivos muito fortes. Lembre-se que guia em terra é guia trabalhando e se não houver motivo para ele vir, ele não precisa vir. Você ficar chamando-o não adiantará muita coisa e pode abrir seu campo mental para oportunistas.
Entrando na casa nova
Passando por tudo isso, você decidiu que é naquela casa que você ficará. O primeiro passo a fazer é conversar com o dirigente ou com o médium que tem te atendido. Algumas casas tem regras severas com relação a admissão de novos médiuns e você, por educação, deve respeitá-las.
Não se ache o melhor médium do mundo. O melhor médium é, na verdade, aquele que aceita o trabalho, seja qual for. Não se importe em começar do começo. Faz parte de sua própria evolução.
Guarde o que você sabe para você, nesse primeiro momento. O seu conhecimento será usado mais a frente mas assuma a posição de neófito, de discípulo para, depois, chegar a mestre. Mostre-se humilde aos irmãos. A umbanda é feita, também, da humildade de seus participantes.
Levando essas pequenas coisas em conta, você aproveitará muito mais sua faculdade mediúnica em prol do próximo, que é o verdadeiro objetivo.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

DESISTÊNCIA DO MÉDIUM.

E VOCÊ, JÁ PENSOU EM DESISTIR DA SUA MEDIUNIDADE???
 - lembre-se, somos médiuns a vida toda!!! 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

A INICIAÇÃO NA UMBANDA é uma experiência sensória e presencial dentro do terreiro.

A INICIAÇÃO NA UMBANDA é uma experiência sensória e presencial dentro do terreiro. Somos seres integrais e o mediunismo umbandista nos reunifica com nossa divindade interior, desconstruindo a separatividade - dualidade - entre o corpo e o espirito ( religare ). 

domingo, 19 de março de 2017

SuperBox Norberto Peixoto.

SUPERBOX NORBERTO PEIXOTO com 4 LIVROS (650 páginas). 
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segunda-feira, 6 de março de 2017

EXISTE RELIGIÃO MELHOR E SUPERIOR NA TERRA?

            Reflitamos que se o Criador fez tudo diferente um do outro no Cosmo, nunca devemos impor igualdades ou desejarmos que o outro seja semelhante com as nossas concepções religiosas espiritualistas. Como todos os aspectos evolutivos universais pertencem ao Grande Arquiteto e ninguém mais no Universo incomensurável os possui em sua totalidade, resta-nos, a todos os demais seres viventes neste "oceano" sem fim, inexoravelmente, nos igualarmos como seres em eterna evolução. Não é verdade? 
     Por mais discernimento espiritual que alcancemos, atributos divinos e mentais que angariemos na busca de nos religarmos à Deus - religiosidade -, nunca seremos iguais ao Criador. Assim como milhões e milhões de estrelas no firmamento, somos todos espíritos iguais na desigualdade em relação a Ele, a Absoluta Perfeição. O senso de superioridade é humano e filho do ego ilusório. Assim como a morte física à todos iguala, tenhamos humildade por sermos igualmente imperfeitos uns em relação aos outros. 

- do livro OS ORIXÁS E OS CICLOS DA VIDA

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

FIRMEZA DE CABEÇA.

Por que certos filhos do axé se desequilibram quando o terreiro entra em recesso? Como ser um iniciado em qualquer lugar e momento com o poder de realização dos Orixás? 
O emponderamento com o Sagrado através do ORI - pensamento, mente e emoção. 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

VAMOS REFLETIR SOBRE A UMBANDA?

      Refletir sobre a Umbanda, compartilhando conceitos com os adeptos umbandistas, torna-se algo complexo porque, no universo ritualístico externo, e no mais das vezes no interno, dada a diversidade do mundo espiritual, a legitimidade daquele que fala ou escreve sempre é questionada.
      Essa situação leva a uma inibição de muitas lideranças que poderiam participar mais ativamente da porta de entrada dos terreiros para fora, para a sociedade, unindo-se a outros terreiros, não somente para dentro, para o público assistente e corpo mediúnico.
     Atualmente, nem mesmo nas comunidades internas de cada agremiação, é possível um consenso. Ao perguntarmos para cada médium manifestado (incorporado) com uma entidade o que é Umbanda, cada uma terá um conceito e uma orientação diferente.
     Talvez essa situação pudesse mudar se quebrássemos o tabu de não falar em consciência mediúnica, o que nos traria muito mais responsabilidade como instrumentos dos espíritos no sentido de que seríamos artífices ativos, em vez de passivos, do que falamos e orientamos. A manutenção do tabu da inconsciência, um dogma em alguns terreiros, talvez ainda a maioria, faz-nos ficar acomodados, pois o que é dito e orientado é "culpa" das entidades, liberando-nos de maiores esforços, lamentavelmente também de estudar, pois "o guia faz tudo". Conclui-se, assim, que ainda pouco se estuda no meio umbandista.
     As discussões bizantinas nos terreiros sobre a "verdadeira" maneira de fazer as coisas, em que sempre se encontram detalhes ritualísticos, ditos fundamentos, que permitem a diferenciação e dão ênfase à interpretação pessoal de cada líder-chefe, inclusive dos médiuns "incorporados" em que a entidade dá a sua opinião, não raras vezes questionando diretamente a chefia dos trabalhos, só fazem demonstrar a extrema dificuldade de um campo muito fragmentado em sua relação com o mundo dos espíritos.
     É impossível uma uniformidade na diversidade da Umbanda pelo fato de sua natural convergência não significar unidade ritualística. Outro aspecto é que a fala dos espíritos pode ser questionada a qualquer momento pelos chefes de terreiros quando contrariados pela orientação de um guia "subalterno" na hierarquia do Espaço Sagrado. Dessa forma, são muito difíceis quaisquer mudanças na maioria dos terreiros que contrariem o interesse do dirigente encarnado.
     Logo, quando se trata de prática ritualística e fundamento de cada terreiro, conclui-se que dificilmente haverá uma unidade em toda a diversidade existente. Diante dessa constatação, infere-se que o movimento de convergência está, antes, ligado a preceitos mais genéricos.
    É consenso fazer a caridade desinteressada, o maior ponto convergente na umbanda.
    Há de se refletir sobre como surgiu na umbanda a vinculação com sua essência: fazer a caridade. Pode haver críticas, contrariedades, mas não há como negar que o apelo caritativo da umbanda, assim como sua ligação com Jesus Cristo, foi instituído pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas pela inequívoca mediunidade de Zélio de Moraes. Esse canal, desobstruído, natural, simples, não teve nenhuma iniciação na Terra. O apelo iniciático é dispensado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, que preparou seu médium em muitas encarnações antes da atual personalidade ocupada.
     Pensemos sobre isto: o Caboclo praticou uma umbanda mediúnica, não iniciática.
     O excesso de ritos de iniciação e a ênfase sacerdotal criam uma casta hierárquica rígida e podem estar sinalizando ausência de mediunidade em muitos "centros de umbanda". As complexidades exteriores de métodos que somente uns poucos dominam emboloram a simplicidade dos médiuns, que, em vez de se interiorizarem para perceber o mundo espiritual, são condicionados a prestar atenção e a decorar incontáveis procedimentos externos, bloqueando a natureza da manifestação mediúnica que ocorre e principia dentro da mente, não fora. É o que podemos chamar de "mediunidade" de apostila, de certificado de conclusão de curso na parede. Ainda temos os sacerdotes "formados" em 01 ano ou até menos, sem nenhuma mediunidade de fato e de direito, sem quaisquer pré-requisitos morais e psicológicos para orientarem vidas.
     Daí pipoca um terreiro aqui, outro acolá...
    Mas a Umbanda continua sendo a Umbanda de todos nós.
    Até quando?
     Axé!!!

    Norberto Peixoto

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

QUANDO NASCE UMA CASA DE UMBANDA.

     Muitos umbandistas expressam o desejo de terem suas casas. Na maioria dos objetivos, a razão é para fazer o que discorda da atual casa ou para ditar as suas próprias regras. No entanto uma corrente espiritual de Umbanda nasce de razões profundas, alicerçadas no compromisso moral, ético e espiritual. Não se trata de um local para atender as vontades das pessoas e nem tão pouco um palco de atrações.

     Uma casa de Umbanda é um lugar sagrado onde se encontra apoio e acolhida aos encarnados e desencarnados. Um lar para quem quer ficar, uma escola para quem quer aprender, um hospital para quem quer se curar. Ela nasce em coração simples e sincero, com disposição e capacidade de agregar, somar e de partilhar. São esses os dons que outorgam o nascimento de uma corrente umbandista. Valores que não se aprendem em cursos, que não são comprados ou adquiridos por graus parentescos e “ritos mágicos”. São valores forjados pela dedicação ao trabalho mediúnico, pelo discernimento e disciplina que no decorrer no tempo são adquiridos. A espiritualidade que desenvolve e educa o filho de fé indica o momento de construir uma casa, quando a formação se completa. A autorização parte da Umbanda e não das pessoas. Quando a concepção é sagrada entre a espiritualidade e um coração humilde, a Umbanda vibra no ori, no olhar, na pele. Não há recuo pelas dificuldades, pelas próprias limitações ou ingratidões. Há objetivo, determinação e realização. O resultado se apura no decorrer dos anos. Os trabalhos crescem, se desenvolvem e se multiplicam. As correntes espirituais se consolidam e a identidade da casa se constrói junto com sua história. É como uma semente que possui o dom dos frutos, mas terá que trabalhar em sua formação até se transformar em uma árvore.

     Que as sagradas casas de Umbanda promovam ambientes adequados para que seus filhos sejam capacitados a cuidar da fragilidade humana. 

    Saravá!

    Templo de Umbanda Caboclo Pena Branca – Taubaté SP

    Mãe Márcia Moreira

domingo, 15 de janeiro de 2017

ENTENDENDO A "UMBANDA DO MEU UMBIGO".

     Nas redes sociais diariamente são postadas mensagens de pessoas dizendo o que é ou não é UMBANDA. Partem da premissa de vivência em seus terreiros, parte de um todo, e equivocadamente percebem a parte como sendo o todo.
     Outros começam a estudar a UMBANDA em livros e apostilas baixadas da rede e já se arvoram em vozes da verdade, por vezes abrindo canais de vídeo e já ditando doutrina, com pouca ou nenhuma vivência presencial no terreiro.
    Há ainda os que são "formados" a distância, em cursos rápidos e sem quaisquer pré-requisitos, que "diplomados" com certificado do mestre sicrano ou beltrano, também se acham (presunção) no direito de dizer o que é ou não é UMBANDA.
    Enfim, é a "UMBANDA DO MEU UMBIGO"...
    Eu sou do tempo do pé no chão, do saber transmitido de boca a orelha, do silêncio e discrição nos preceitos, da humildade no trato com os mais velhos e respeito aos mais novos...Sou do tempo que o aprendizado era vivenciado com o tempo certo de preparo e quando se abria uma casa, depois de muitos anos, respeitava-se a UMBANDA DE TODOS NÓS e raramente o novo terreiro não se enraizava. Era o tempo que as sementes tornavam-se árvores frondosas. Hoje temos muitas folhas ao vento, pois qualquer brisa as levantam do chão.
    Axé!!!
    Norberto Peixoto.  

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A FALÊNCIA DO PONTO DE FORÇA DO ORIXÁ OXUM.



A FALÊNCIA DO PONTO DE FORÇA DO ORIXÁ OXUM.
Por Norberto Peixoto.

Ontem a tarde estive na Praia de Ipanema, a beira do lago Guaíba, na zona sul de Porto Alegre.
Foi um final de dia abafado, sem nenhuma brisa para refrescar.
Tinha intenção de caminhar na areia e molhar os pés, saudando o ano novo.
Mas isto não foi possível.
Para a minha tristeza, verifiquei muito, muito lixo nas calçadas, que ainda não havia sido recolhido pela prefeitura. Tal fato seria  contornável, se a praia estivesse limpa.
Infelizmente, além do esgoto escuro, largo e fétido que deságua a céu aberto a menos de 50 metros do monumento de Oxum, a praia estava cheia de oferendas em decomposição.
Andando pela calçada, não tinha como não sentir o cheiro de carniça, tal a quantidade de galinhas com penas em putrefação, deixadas a esmo entre pedras e pés de árvores, isto que são locais públicos. Afora os materiais sintéticos, plásticos, bandejas de alumínios e barcos melancólicamente caídos na areia, devolvidos pelas marolas de água doce.
Ainda fiquei surpreso e profundamente decepcionado por verificar que o monumento à Oxum está bem "ao lado" do principal e fétido esgoto, que escoa aos nossos olhos, entre emanações de insurportáveis gases nauseabundos, para as àguas do Lago Guaíba.
Com intensa e penetrante tristeza na alma, não senti a presença do Orixá Oxum neste local.
E esta constatação não é desrespeitosa ao culto popular do Orixá e a fé individual e coletiva.
Tão somente constatei que pela poluição cloacal, pelos elementos não biodegradáveis e pela descaracterização de fundamentos ancestrais, o ponto de força que seria de Oxum está em completa fadiga, em total falência vibratória, não havendo mais conexão com os poderes de realização da divindade.
Reflito que talvez estejamos falhando galhardamente em orientar nossas comunidades afro-umbandistas, de como devemos proceder em nossa oferendas e louvações públicas no sítio sagrado do Orixá.
Triste, triste experiência.
Axé.


A FOTO FOI CAPTURADA DA INTERNET. NÃO FOI TIRADA NO LOCAL ONTEM, EM RESPEITO A OXUM, POIS AS IMAGENS SE PUBLICADAS PROFANARIAM ESTE SAGRADO ORIXÁ.
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