quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

RITO DE LOUVAÇÃO A IEMANJÁ


O Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade realizará nesta sexta-feira, dia 29/01/16, um rito de louvação à Iemanjá, a Grande Mãe dos Oris - cabeças.

Iemanjá é a "mãe de todas as cabeças". Isto tem repercussão rito litúrgica nos preceitos internos dos terreiros, de firmeza mediúnica. Toda e qualquer prática ritual, como o amaci, que é a lavagem de cabeças, deve ter o “beneplácito” deste Orixá. Ou seja, a harmonia energética de quaisquer elementos utilizados, é conseqüência de se estar equilibrado com a Grande Mãe das Cabeças.

Iemanjá é apaziguadora. Na Umbanda é força cósmica que acalma e higieniza o ambiente etérico de trabalho, transmutando energias deletérias. As manifestações das falangeiras deste Orixá balançam o corpo dos médiuns como se fossem suaves marolas do mar, espargindo uma leve “brisa” balsamizante, o axé – força – do orixá no ambiente de trabalho.

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Mitologia

Iemanjá cura Oxalá e ganha o poder sobre as cabeças.
Quando Olodumare fez o mundo, deu a cada Orixá um reino, um posto, um trabalho.
A Exu deu o poder da comunicação e a posse das encruzilhadas.
A Ogum deu o poder da forja, o comando da guerra e o domínio dos caminhos.
A Oxossi ele entregou o patronato da caça e da fartura.
A Obaluaê deu o controle das epidemias.
Deu a Oxumare o arco-íris e o poder de comandar a chuva, que permite as boas colheitas e afasta a fome.
Xangô recebeu o poder do trovão e o império da lei.
Iansã ficou com o raio e o reino dos mortos.
Olodumare deu a Oxum o zelo pela feminilidade, riqueza material e fertilidade das mulheres.
Deu a Oxum o amor.
Obá ganhou o patronato da família e Nanã, a sabedoria dos mais velhos, que ao mesmo tempo é o principio de tudo, a lama primordial com que Oxalá modela os homens.
A Oxalá deu o privilégio de criar o homem, depois que fez o mundo.
Para Iemanjá, Olodumare destinou os cuidados de Oxalá.
Para a casa de Oxalá, foi Iemanjá cuidar de tudo: de casa, dos filhos, do marido, da comida, enfim.
Iemanjá nada mais fazia que trabalhar e reclamar.
Se todos tinham algum poder no mundo, um posto pelo qual recebiam oferendas e homenagens, por que ela deveria ficar ali em casa feito “escrava”?
Iemanjá não se conformou.
Ela falou, falou e falou nos ouvidos de Oxalá.
Falou tanto que oxalá enlouqueceu.
Seu Ori, sua cabeça, não aguentou o falatório de Iemanjá.
Iemanjá deu-se então conta do mau que provocara e cuidou de Oxalá até restabelecê-lo.
Cuidou de seu Ori enlouquecido, oferecendo-lhe água fresca, obis deliciosos e frutas dulcíssimas.
E Oxalá ficou curado.
Então, com o consentimento de Olodumare, Oxalá encarregou Iemanjá de cuidar do Ori de todos os mortais.
Iemanjá ganhara enfim a missão tão desejada.
Agora ela era a senhora das cabeças.
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