sexta-feira, 27 de novembro de 2015

ORIXÁ REGENTE 2016.

    Não existe um método de predição do Orixá Regente anual que prepondere sobre os demais. Originalmente, a semana iorubana tem 4 dias. Na diáspora se adaptou o saber da tradição para a semana ocidental do calendário de 7 dias. Mesmo assim, não existe um padrão vigente em relação aos Orixás relacionados com cada dia da semana. Em verdade, os Orixás estão sempre atuantes e presentes em nossas vidas. A maior ou menor receptividade depende de nosso Ori - Eu Interno - "cabeça" - e das nossas atitudes pessoais.
    Quando somos honestos com os outros que nos depositam confiança, Deus (Eledumare) nos retribui. Tudo que fazemos e publicamos objetiva o melhoramento do caráter individual e consequentemente o bem coletivo. Façamos a cada dia, no eterno presente que vivemos, ações que nos conduzam de encontro ao bom caráter. Assim estaremos cada vez mais sintonizados com a Fonte Universal de Bem Aventurança, prosperidade e abundância, que se "manifesta" para nós através dos Orixás.
    Meu respeito e gratidão à todas as tradições, a todos os saberes, que nos ajudam a termos uma existência mais amorosa e fraternal com as diferenças. 
    Todos nós, em essência, somos sagrados. 
    Uma boa reflexão,
    Axé,
    Norberto Peixoto

 ***

   A religiosidade com os Orixás, nos ensina a não confundirmos a verdade com a mentira. É certo que muitas verdades dependem do ponto de vista, de nossas crenças, do tempo e do local em que vivemos, do modo como fomos criados. Apesar disso, e fazendo esforço para não chamar as verdades dos outros de mentiras, precisamos adotar o compromisso de buscar a verdade maior por trás das aparências. Mais importante que isso é termos atitudes sinceras, conforme a verdade de nossas crenças, para não vivermos em mentira.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

ESTUDO SISTEMATIZADO DAS OBRAS DE RAMATÍS:

APOSTILA DIGITAL GRATUITA:

    Trata-se de valioso guia de estudo das obras psicografadas por Hercílio Maes, que aborda as relações entre o mundo físico e o espiritual sob diversos prismas, tendo como mote central o universalismo, em que as religiões são um meio e não um fim. Muitos são os caminhos que nos levam à Deus e ao reencontro de nossa potencialidade crística.


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terça-feira, 24 de novembro de 2015

EXISTE RELIGIÃO SEM ÉTICA? CASOS DE ABUSOS DA FÉ NAS "UMBANDAS".



    O culto aos Orixás no Brasil em suas várias vertentes – diversidade -, inclusive a Umbanda que em muitos terreiros cultua os Orixás na forma africana e não sincretizada com o catolicismo, tem um corpo literário que não é muito conhecido, notadamente no seu aspecto ético.
    Afirmamos sempre que nos referimos a Orixá, sejam quais forem as religiões que se formaram na diáspora, que existe um código ético original sustentador, ao contrário do que dizem alguns sacerdotes e pesquisadores da academia. O conhecimento religioso, ético, epistemológico, está registrado em versos (provérbios, parábolas) que são divididos em 16 capítulos ou signos principais. Cada capítulo corresponde a um Odù, que significa destino. Assim são 16 Odùs e cada Odù tem um conjunto variável de histórias contadas em versos, parábolas e provérbios, em verdade enredos pensados pelos diversos Babalaôs (Pais de Segredo) para que os ensinamentos pudessem ser entendidos pelos iniciados e ao mesmo tempo serem velados (protegidos) dos leigos, de fora, não iniciados na confraria de Ifá existente na época. Podemos dizer que cada Odù pode ter até 16 histórias, em tamanhos diferentes que podem ir de poucas linhas até páginas inteiras.
     Freqüentemente, ouvimos de espíritas, espiritualistas universalistas e até ditos umbandistas – não todos - que as religiões tradicionais africanas – nos referimos ao culto aos orixás - não são baseadas em nenhum sistema ético.  
    Pasmem! Até algumas lideranças no meio afro-descendente da diáspora consideram suas religiões aéticas, o que nos faz pensar que tudo podem fazer que não haverá uma quebra de honradez (decoro) dos seus sacerdotes e adeptos, contrariando frontalmente suas raízes ancestrais. Um grande equívoco que precisa urgentemente ser corrigido, inclusive em algumas “umbandas”. Ao longo dos anos temos recebido relatos verídicos de sérios casos de abusos da fé alheia por sacerdotes venais aéticos. Hoje com o advento das redes sociais, em qualquer lugar com acesso a rede mundial, podemos pedir “socorro” a um irmão em outro terreiro se temos dúvida do que estão se propondo a fazer conosco em nome da religião. Especificamente quanto às “umbandas”, fomos procurados com pedidos de ajuda, de orientação, nos seguintes casos reais, que nos causam estupefação, mas que infelizmente pode estar se repetindo em algum lugar de nosso país:
- o dirigente proíbe o médium, do sexo masculino, de incorporar exu feminino, Bonbojira (popular pombagira) no caso da Umbanda, ou no mesmo raciocínio de preconceito e abuso, o sacerdote proíbe o médium de ter uma entidade feminina de frente, como o são as caboclas, afirmando que se isto ocorrer o deixará afeminado. Aqui fica demonstrado o preconceito de gênero (quando a médium é mulher e a entidade masculina não existe nenhuma proibição), transferido para os espíritos, em desrespeito ao médium, o que causa profundo trauma;
    - o “pai de santo” diz que os banhos de amaci (ritual de lavagem da cabeça com o sumo extraído de folhas maceradas) têm que ser feito sem roupa. Ele “incorpora” o guia chefe e a entidade é quem faz o banho. O dito “pai de santo” é jovem e se diz inconsciente. Tal procedimento não tem nenhum fundamento nos ensinamentos contidos no corpo literário de Ifá e é um claro exemplo de mistificação;
- o chefe de terreiro exige que os médiuns façam a consagração com Exu. Para tanto, as médiuns mulheres, uma de cada vez, terão que incorporar a sua “pombagira” e ele, incorporado do seu “exu”, deverão ter relações sexuais. Tudo terá que ser guardado em segredo e acontecerá durante o período de recolhimento individual para aplicação dos rituais.
Infelizmente estes relatos são recentes e reais, ocorreram em terreiros que se dizem de “umbanda” neste Brasil, contrariando frontalmente o corpo ético e literário de Ifá. Ao contrário do que muitos pensam, a moralidade africana – nagô - é fruto da religião.     
     Obviamente que imoralidade não dá sustentação em nenhum sacerdócio. Numa sociedade que ainda ser educado é ser europeizado, nós umbandistas ainda somos vistos como ignorantes, analfabetos e sem cultura. Os casos relatados só contribuem para que sejamos mais preconceituados do que já somos.
     Lamentavelmente, os princípios de educação e formação moral baseados no bom caráter, contidos no corpo literário de Ifá, que deveriam ser aplicados em todos os sentidos da vida, que inclui o respeito aos mais velhos e as tradições ancestrais, lealdade, honestidade e assistência aos necessitados, estão esquecidos em muitos – não todos – que são simpatizantes do culto aos Orixás por dentro da Umbanda – ou “umbandas”, tantas são as facetas ainda incompreendidas da Senhora da Luz velada em ​​nossa pátria.

Axé 

Norberto Peixoto

terça-feira, 10 de novembro de 2015

UMBANDA TEM IDENTIDADE PRÓPRIA

     

      
     Umbanda é uma religião de conceitos normativos de seus fundamentos bem definidos. Existem diferentes práticas umbandistas, porém o seu núcleo duro é mantido. Isso preserva nossa identidade, que é própria, desta forma nos livrando de confusões com demais religiões mediúnicas e filosofias espiritualistas. Este núcleo é a base da religião Umbanda, e é através dele que se dão as práticas em sua periferia. Esta sim, pode ser mutável em seus elementos rituais, de acordo com as "porosidades" externas com outros cultos e a cultura de cada terreiro que estabelece a sua linhagem iniciática. Todavia não deve descaracterizar a imutabilidade da Umbanda, as suas normas pétreas fundantes. Se assim ocorrer, não é mais Umbanda, podendo ter qualquer outra denominação.

SIMPÓSIO ON LINE DE UMBANDA

TEMA DA PALESTRA:

"OS ORIXÁS E OS CICLOS DA VIDA - CURA E AUTOCURA UMBANDISTA".


FAÇA SUA INSCRIÇÃO, EVENTO GRATUITO:

domingo, 8 de novembro de 2015

POR QUE CERTOS CABOCLOS GIRAM QUANDO INCORPORAM?

    Nos estados acentuados de transe de Caboclos, os médiuns assumem posturas de grande segurança, altivez, destreza e mobilidade. Durante as danças rituais aos sons dos atabaques conjugados com a entonação dos pontos cantados, que são mantras de fundamentos mágicos propiciatórios e indutores de estados alterados de consciência, as entidades do lado de lá, muitas de grande beleza entre cores iridescentes, momentos em que os médiuns se acoplam num mesmo espaço sagrado com estes guias, e giram em torno de seu próprio eixo, havendo um perfeito entrosamento e encaixe vibratório entre o perispírito do medianeiro e da entidade comunicante -- plexos nervosos e chacras dos médiuns ficam justapostos interpenetrados com os chacras e corpo astral do espírito que o "toma" tornando-se ambos um só a nossa clarividência. São vivências mediúnicas com o nível de consciência coletiva em que todos os presentes na comunidade terreiro são tocados e convidados a participar do ambiente espiritual formado e em conformidade com o grau de compreensão e sensibilidade de cada um dos participantes desses ritos indutores do transe de possessão. É realizado um "giro" espontâneo e natural imposto pelo Caboclo em torno da medula espinal que forma o eixo de chacras que liga o corpo físico com o corpo astral através dos milhares de circuitos eletromagnéticos localizados no duplo etéreo do medianeiro. Os vórtices energéticos do corpo astral do espírito do lado de lá tem força centrífuga e centrípeta que harmoniosamente mantém a integridade da entidade quando se aproxima do plano material através de um intenso rebaixamento vibratório imposto. Imaginemos um escafandrista em profundas águas lodosas que não tivesse a sua aparelhagem de mergulho precisamente calibrada para o mesmo suportar as grandes profundidades. Assim ocorre com o espírito comunicante que se não tiver adequadamente "acoplado" em seu médium pode danificar em certos pontos sensíveis o seu corpo mais sutil que é o astral e até causar danos ao medianeiro. O giro provocado em tono do eixo da medula espinal é um ajustamento de sintonia fina entre os movimentos de forças que convergem interpenetrando-se - chacras com chacras -, mantendo-se assim a perfeita inviolabilidade do sistema orgânico do aparelho mediúnico, dos seus gânglios, plexos e glândulas.
 endócrinas.
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