domingo, 12 de outubro de 2014

DIVERSIDADE É DA NATUREZA UNIVERSAL. SER DIFERENTE, É NORMAL E SAUDÁVEL.



Por Norberto Peixoto.

      As religiões são múltiplas, polifônicas, variadas. Analisando 2 (duas) das diversas origens da Umbanda, a africana e a indígena, constatamos que na África não existe o mesmo culto entre duas tribos, dois locais diferentes, da mesma forma entre os silvícolas brasileiros. A oralidade e a ancestralidade multiplicaram as possibilidades da magia, e às vezes em uma mesma comunidade ou região cada família cultua o Sagrado de um modo. Isto, no Brasil, se expandiu ainda mais, pois cada terreiro umbandista é uma irmandade espiritual e livre para conduzir-se teologicamente. Não vejamos a diferença como erro, mas como riqueza. Não há um só jeito de se organizar liturgicamente o culto aos Orixás e aos Falangeiros – Guias e Mentores. Existe sim uma mesma essência que nos enraíza na Umbanda: a manifestação do espírito para a caridade. O que acontece é o seguinte, existem acomodações ritualísticas em volta deste núcleo duro e o que se afasta da manifestação do espírito para a caridade não é Umbanda. Simples assim.
       Os espíritos na Umbanda, seus Guias e Mentores, falam aconselhando as criaturas da Terra, normalmente, como se estivessem “encarnados” em seus médiuns, através dos transes ou estados alterados de consciência. Esta é uma característica marcante que nenhuma outra religião planetária apresenta com a mesma intensidade que vivenciamos na Umbanda. E notemos, que se entre os espíritos luminares da Umbanda não há codificação e sim uma rica pluralidade quando eles nos instruem sobre a religião, basta verificarmos na literatura mediúnica a diversidade de acomodação ritual – forma – de um para outro autor do lado de lá, obviamente que no lado de cá não haverá um autor que preponderará sobre os demais, impondo uma forma ritual de Umbanda a todos os demais. 
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