segunda-feira, 30 de junho de 2014

O Povo do Oriente.


A Linha do Oriente, ou dos Mestres do Oriente, é parte da herança da Umbanda, com elementos de um passado comum, berço de todas as magias e alicerce básico das religiões.

Entre todos os povos do oriente, desde a mais remota antiguidade, há uma sólida e autêntica tradição esotérica, dita a sabedoria oculta dos patriarcas, os mistérios religiosos dos povos antigos, que só tem chegado até nós em pequenos fragmentos.

A Linha do Oriente abrigou as diversas entidades que não se encaixavam nas matrizes indígena, portuguesa e africana, formadoras do povo brasileiro.

Essas entidades preservam conhecimentos milenares; são sábios que ajudam seus irmãos encarnados, independentemente de sua origem religiosa; são espíritos que não encarnam mais, mas que querem auxiliar os encarnados e desencarnados, em sua evolução rumo ao Divino, pois quem aprende tem que usar o que aprendeu.

Os mais altos conhecimentos esotéricos da antiguidade são conhecidos, no plano astral, pelas entidades que se manifestam nessa Linha.
São conhecimentos magísticos e espiritualistas desaparecidos no plano material e preservados no astral, mantidos com essas entidades, cada qual com o que era sabido na religião de seu povo.

A Linha do Oriente tem enviado uma quantidade imensa de espíritos para a Corrente Astral de Umbanda.

São entidades que vêm com a missão de humanizar corações endurecidos e fecundar a fé, os valores espirituais, morais e éticos no mental humano.

Diversos terreiros umbandistas não têm por hábito trabalhar com essa linha, talvez por desconhecerem os benefícios que os povos ligados às suas diversas falanges podem nos proporcionar.

Se as evocarmos, com certeza seus guias nos darão a cobertura e as orientações necessárias e os consulentes poderão usufruir de seus magníficos trabalhos, principalmente relacionados à cura, campo em que gostam de atuar.

A Linha do Oriente é regida por Pai Oxalá, irradiador da fé para a dimensão humana, e por Pai Xangô, fogo e calor divino, com entidades atuando nas irradiações dos diversos orixás.

Tem como patrono um espírito conhecido, em sua última encarnação, como João Batista, irradiador de muita luz, sincretizado com Xangô do Oriente e conhecido como Kaô.

Era primo-irmão de Jesus Cristo e o batizou nas águas do Rio Jordão e tem o comando dos povos do oriente, onde se manifestam espíritos de profetas, apóstolos, iniciados, cabalistas, anacoretas, ascetas, pastores, santos, instrutores e peregrinos.

A Linha do Oriente, apesar de não ser oriente no sentido geográfico, popularizou-se e teve seus momentos gloriosos no Brasil nas décadas de 50 e 60, ocasião em que as tradições orientais budistas e hinduístas se firmaram, entre os brasileiros praticantes de modalidades ligadas ao orientalismo.

Espíritos falando nomes desconhecidos por nossa gente, que tiveram encarnações como indianos, tibetanos, chineses, egípcios, árabes e outros, incorporavam nos terreiros do Brasil, ao lado das linhas de ação e trabalho dos caboclos e pretos-velhos, sem esquecermos os espíritos ciganos.

A Linha do Oriente ou Linha dos Mestres do Oriente ainda está atuante e beneficiando aqueles que a invocam e a oferendam.

A saudação para essa linha é “Salve o Povo do Oriente!”. Alguns usam saudar como “Kaô”! (João Batista) e também “Salve o Povo da Cura!”.


Sarava a Umbanda

Fonte:
Tenda Espírita Zurykan

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O melhoramento espiritual é fruto de auto-sacrifício...


     O melhoramento espiritual é fruto de auto-sacrifício, e Deus não faz concessões levado por compungidos louvores de suas criaturas que, que no mais das vezes só à perspectiva de sofrimentos compulsórios, despertam a vontade adormecida. E o Espiritismo surgiu no momento psicológico exato, assim que o homem terrícola principiou a transpor as fronteiras da letargia das formas para atuar na intimidade da energia em liberdade. A magnanimidade do Criador só entreabriu as cortinas do milenário mistério às massas quando verificou a realidade do seu despertamento mental para as forças ocultas.

     A maturidade científica e a receptividade psíquica, sensibilizada nos milênios findos, recomendam que a mensagem do Espiritismo, em sua plenitude oculta, seja transferida para o entendimento cotidiano do homem comum. Cada homem deve ser o seu próprio fiscal na trama da vida de relações; há que vigiar severamente os seus atos e intercâmbio com os demais seres, pois em face da proximidade dos tempos das aflições, profetizados por Jesus, o cenário aberto do mundo profano já substitui as abóbadas severas dos templos iniciáticos. O exaustivo entrechoque de ideias e o crescimento do conflito emotivo, entre as criaturas cada vez mais dominadas pela cobiça, o egoísmo e oportunismos anticrísticos, significam as provas que devem graduar os discípulos para as glórias do "Eu Superior". E o Espiritismo, embora para alguns se afigure apenas um conjunto de princípios reduzidos, do mundo oculto, é realmente a porta entreaberta para as almas dotadas de ânimo, coragem e perseverança, decididas a encontrar a "pedra filosofal" da purificação interior e que, diante do umbral do Templo, repleto de sugestões equívocas e seduções perigosas, não temem em levantar completamente o decantado "Véu de ísis", da tradição iniciática.

     Mas, recordando as severas advertências do passado, dir-vos-emos que, se o Espiritismo significa a porta do Templo de Revelação Espiritual, é preciso que o seu adepto deixe as sandálias impregnadas da poeira do mundo ilusório, para então ali ingressar ao encontro da divina "voz sem som" do Cristo e conhecer a realidade do "Caminho, a Verdade e a Vida".


RAMATÍS -  A SOBREVIVÊNCIA DO ESPÍRITO.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Fazendo 22 anos...


Prezados irmãos planetários,

Hoje o Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade completou 22 anos de fundação.

Que os auspícios de Xangô e de Oxaguian, Orixás simbolizados no OXÉ da justiça e no PILÃO da união dos grãos numa mesma farinha, estejam sempre nos amparando e guiando.

Nosso profundo agradecimento à Cúpula Espiritual da Egrégora da Cruz e do Triângulo que nos assiste...A todos os Caravaneiros do Hospital da Metrópole do Grande Coração, nosso apreço e respeito pelas árduas tarefas desempenhadas.

A todos os Espíritos Amigos e Benfeitores, Zelosos Ancestrais, que nos dão cobertura vibratória, nosso amor e preito de gratidão...

A todos os Espíritos Guardiões, do grupo e de cada médium, que sejamos merecedores de continuarmos sendo amparados...

A todo Corpo Mediúnico, a profunda gratidão pelo "sacrifício" do tempo, do lazer, de estar em família carnal,..., sem vocês nossa comunidade não existiria...Obrigado a cada mão que dá o passe, a cada palavra de consolo e amor que transmitem...

E finalmente, nosso muito obrigado pelos frequentadores da nossa comunidade terreiro, que nos "alimentam" e à nossa egrégora com sua fé e confiança no Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade.

A todos que nos apoiam mesmo à distância, vocês são muito importantes...

Muita paz, saúde, força e união,

NORBERTO PEIXOTO
SARITA ALVES
CLOVIS ROCHA

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Expurgos de fluidos que se acumularam de encarnações passadas...

       
Certos tipos de câncer que afligem o indivíduo são expurgos de fluidos que se acumularam de encarnações passadas, concernente à soma de pensamentos danosos e sentimentos maldosos movimentados no pretérito contra o seu semelhante. O câncer, em sua essência mórbida, poderia ser denominado o “carma do prejuízo ao semelhante”, como conseqüência de um fluido nocivo elaborado durante as atitudes e ações antifraternas. Alguns, pois, sofrem o câncer porque há decênios ou séculos vêm armazenando energias perniciosas na contextura delicada do seu perispírito, devido à sua invigilância espiritual e à prática da maledicência, da calúnia, crítica maldosa, desejos de vingança, inveja, ciúme ou ingratidão.

FISIOLOGIA DA ALMA, capítulo “Aspectos do câncer em sua manifestação cármica” / Editora do Conhecimento.

sábado, 21 de junho de 2014

Autoconhecimento - Yogananda falando sobre o hábito.


YOGANANDA FALANDO SOBRE O HÁBITO

 - As suas inspirações passageiras, ou idéias brilhantes, não controlam tanto a sua vida como o fazem seus hábitos mentais diários. 

 - Bons hábitos são seus melhores amigos; preserve a força deles com estímulos de boas ações. Maus hábitos são seus piores inimigos; contra sua vontade eles lhe obrigam a fazer coisas que lhe machucam mais e mais. Eles são prejudiciais a sua felicidade física, social, mental, moral e espiritual. Deixe de nutrir os maus hábitos recusando-se a dar a eles qualquer tipo de alimento adicional de más ações. 

 - Bons ou maus hábitos precisam de tempo para adquirirem força. Maus hábitos poderosos poderão ser destronados pelos bons hábitos opostos se estes forem cultivados com paciência. 

- Um mau hábito pode ser rapidamente modificado. Um hábito é o resultado da concentração da mente. Você tem pensado de uma certa forma. Para formar um novo e bom hábito basta concentrar-se na direção oposta. 

- Através das dificuldades das lições do dia-a-dia, você verá claramente que os maus hábitos nutrem a árvore dos infindáveis desejos materiais, enquanto os bons hábitos nutrem a árvore das aspirações espirituais. Você deve concentrar os seus esforços, cada vez mais, no desenvolvimento saudável da árvore espiritual, para que um dia você possa colher os frutos maduros da realização do seu Eu divino.

 - Seja cuidadoso com o que você decidir fazer conscientemente, pois, a não ser que sua força de vontade seja muito forte, será isto que você terá de fazer repetida e compulsivamente através da força influenciadora dos hábitos da mente subconsciente.

 - Hábitos de pensamentos são magnetos mentais que atraem para você certas coisas, pessoas e condições. Enfraqueça um mau hábito, evitando tudo aquilo que o ocasionou ou que o estimulou, porém, sem se concentrar nele. Dirija então sua mente para bons hábitos e, firmemente, cultive-os até que passem a fazer parte de você. 

 - A verdadeira liberdade consiste no desempenho de todas as ações - na alimentação, leitura, trabalho e assim por diante - de acordo com o julgamento correto e escolha da vontade, e não compelido pelos hábitos. Coma o que deve comer e não necessariamente o que está habituado a comer. Faça o que deve fazer e não o que seus maus hábitos ditarem. 

 - Você só será uma pessoa realmente livre quando conseguir descartar-se dos maus hábitos. Você só será uma alma livre quando for um verdadeiro mestre capaz de comandar a si mesmo a fazer as coisas que devem ser feitas, mesmo sem querer fazer. Nessa força de auto-controle está a semente da liberdade eterna. 

 - Não continue a viver sempre do mesmo jeito antigo. Trabalhe a sua mente para que alguma coisa seja feita para melhorar sua vida, e então faça. Mudar sua consciência; é tudo o que é necessário fazer.

 - Se você for capaz de se libertar de todos os tipos de maus hábitos e de fazer o bem porque quer fazer o bem e não meramente porque o mal traz tristeza, então você está verdadeiramente progredindo espiritualmente. 

 PARAMAHANSA YOGANANDA - do "Diário Espiritual

quinta-feira, 19 de junho de 2014

“Eiii camarada...tire já os olhos da torcida e olhe para a bola!!!”


Em tempos de copa do mundo resolvi escrever essa parábola. Esse tema me veio quando estava estudando sobre empreendedorismo e a palestrante falava sobre um grupo de empresários que pratica essa máxima: “ Olha para a bola e tire os olhos da torcida!”

Afinal o que é tirar os olhos da torcida? Não é sobre futebol o nosso assunto. Desculpe se você foi atraído à ele pensando nisso. Falar de olhar para bola ao invés de olharmos para a torcida é o mesmo que falar de foco, falar de propósito e saber onde queremos chegar.

Quantas vezes paramos de olhar para o que realmente interessa?

Quantas vezes saímos do alvo, do propósito, do centro da vontade de Deus, simplesmente por voltarmos os olhos para a torcida. A torcida às vezes está à favor e grita o nosso nome, mas se você cometer qualquer mínimo erro, você será perseguido por ela mesma. Muitas vezes a torcida de um atleta ou clube é capaz de abater tão fortemente a auto – estima do atleta que um craque pode cometer erros absurdos por conta da pressão.

A torcida à favor pode ser mais perigosa que a torcida contra, pois ela é mais exigente e muitas vezes nós esperamos dela o incentivo, a cumplicidade e os aplausos, mas muitas vezes eles não vêm.

A torcida adversária não nos surpreende quando nos vaia, esse é o papel dela. Precisamos deixar de olhar para a torcida. Precisamos deixar de olhar para as circunstâncias. Tirar o foco das pessoas que nos cercam, no sentido de colocarmos nossas expectativas nelas. Não digo que devemos nos afastar de relacionamentos. O que precisamos de fato é tirar o foco daquilo que nos cerca e focar no propósito.

Para que você está aqui na Terra? Já se perguntou isso? Se você não sabe aonde quer chegar então nunca chegará.

Muita gente vive frustrada porque não recebeu o reconhecimento que merecia. Reconhecimento de um cônjuge, de um líder, de um chefe ou de um amigo. Se isso aconteceu com você é porque lhe faltaram foco e senso do propósito.

Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,
prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

Filipenses 3:13-14
Paulo nos ensina isso. Tire os olhos da torcida, das circunstâncias adversas, dos aplausos e do reconhecimento e foque no propósito.

Os aplausos da torcida podem te atrapalhar mais do que suas vaias, pois irão fazer você tirar o foco do propósito e começar a acreditar que você é alguma coisa. Nenhum atacante irá fazer um gol se na hora de chutar ele focar na torcida, certamente ele errará o alvo. Assim é conosco, a torcida pode nos fazer errar o alvo, mesmo quando a torcida está nos aplaudindo, se valorizarmos mais a torcida do que o propósito.

A torcida ficará muito feliz quando você cumprir seu propósito, então, como disse Paulo, prossiga para o alvo da soberana vocação de Deus que está em Cristo Jesus. Seu alvo é Cristo!

Seu alvo é o propósito, então tire os olhos da torcida! Se você ainda não sabe o que veio fazer aqui nessa terra, então busque à Deus e sua intimidade e poderá descobrir qual o seu propósito. Quando você descobre quem Deus é, Ele mesmo te revela o seu propósito! Quando você souber intimamente quem Deus é, então, saberá quem você é!

De vez enquanto seremos tentados a dar uma olhadinha para a torcida, então ouviremos a voz do Treinador nos gritar dizendo:

 “Eiii camarada...tire já os olhos da torcida e olhe para a bola!!!”

Graça e paz!

A importância da música nos rituais de Umbanda.

terça-feira, 17 de junho de 2014

A formação do "Filho de Pemba" no Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade.

        
        A Umbanda não é uma religião de conversão e sim de encontro consigo mesmo, pelo simples fato que o Eu Crístico, simbolizado nas forças divinas dos Orixás, está dentro de cada um de nós e fazendo parte da nossa ancestralidade e DNA espiritual, conectado com os elementos da natureza, numa simbiose perfeita, que quando adequadamente harmonizada no psiquismo do médium absorve e emana paz, alegria, saúde e compreensão.

        O dirigente umbandista tem que ser criterioso em afirmar os Orixás Regentes do sensitivo em questão, investigando profundamente através das vivências internas no terreiro, amparando-se na sua mediunidade que deve dar-lhe segura cobertura espiritual e, aos que adotam o sagrado método oracular da ancestral Sabedoria de Ifá, amparar-se na comunicação com seus tabuleiros.

        Na dúvida, não engane ou se deixe enganar com a vontade e desejo dos médiuns ansiosos e deslumbrados por serem consagrados, fazendo afirmações inverídicas e apressando as iniciações só para agradá-los, ou o que é nefasto ao meu ver, ganhar dinheiro com a inocência útil destes indivíduos imaturos, cobrando consagrações extemporâneas que são placebos, pois ritual aplicado necessariamente não é iniciação espiritual internalizada, assim como a semente plantada não se transforma em flor sem o justo tempo e zelo exigidos ao jardineiro fiel.

       Os pré-requisitos que o dirigente umbandista precisa observar para aplicar um ritual de iniciação, em verdade não iniciamos ninguém e cada um inicia a si mesmo, são os seguintes: bom caráter, paciência com os irmãos de corrente, sentimento de pertença à comunidade, a bondade e amor incondicional, o comprometimento com a caridade, o respeito, o ser verdadeiro e não “mascarado” dissimulando e omitindo seus reais interesses, o ser justo e sincero. Nunca devemos apressar o ciclo mínimo de sete anos para despertar esses valores tão necessários e importantes para a formação de um verdadeiro médium “Filho de Pemba”.

        Um dos maiores fatores que deve nortear um dirigente umbandista para o cumprimento da finalização de um ciclo de sete anos de iniciação na Umbanda, no caso específico do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade que tem forte ênfase na religiosidade com os Orixás, é a humildade, observada claramente em quem nasceu para servir e não para ser servido; o termômetro que revela este fato é perceber no iniciando que em nenhum momento da sua trajetória o tempo necessário seja visto como um fardo, demostrando e compreendendo que a paciência é o elo maior da sua maturidade espiritual, numa “imitação” perfeita dos ciclos da natureza que nunca tem pressa, entendendo que nada acontece com um “abrir e fechar de olhos”. 

       É grande ilusão banalizarmos apressando os ciclos mínimos de tempo para a natureza psíquica mediúnica amadurecer, pagando para que iniciadores venais e antiéticos agilizem ritualmente o “nascimento” dos Orixás no iniciando mesmo sem o mesmo ter condição, assim como uma muda de carvalho não se torna árvore frondosa em meros 365 dias. Impossível solidificar-se numa cabeça – Ori - meramente pelo ritual raso apressadamente aplicado o que requer tempo para enraizamento  espiritual profundo no ser, assim como os abacates verdes não caem dos galhos.

     Muita paz, saúde, força e união,
     NORBERTO PEIXOTO.  

sábado, 14 de junho de 2014

SETAS NAS ENCRUZILHADAS - o Iniciador e o Iniciando...


Disse Jesus: Quando um cego guia outro cego, ambos cairão na cova.

O ego humano é um cego, não tem a vidência da Verdade libertadora. Se esse cego não se deixar guiar por um vidente, desvia do caminho certo. O guia vidente seria o Cristo interno, a alma; mas, se ela mesma não tem a devida experiência do seu Cristo, esse ego cego é guiado por outro ego cego.

Daí a imperiosa necessidade de despertar em si o Eu vidente. Auto-realização é impossível sem esse auto-conhecimento.

Estamos vivendo na era dos gurus. Por toda a parte, desde o Oriente até o Ocidente, há homens que se arvoram em Mestres e congregam discípulos. Os mestres prometem e conferem “iniciação” a seus discípulos; alguns até oferecem diplomas ou certificados de iniciação. Nesse processo há dois iludidos: o iniciador e o iniciado. Nenhum homem pode iniciar outro homem; não existe alo-iniciação; só existe auto-iniciação. Jesus, o maior dos Mestres espirituais, nunca iniciou nenhum de seus discípulos, durante os três anos de sua atividade pública. Entretanto, no dia de Pentecostes, 120 dos seus discípulos se auto-iniciaram, depois de 9 dias de silêncio e meditação.

O que o Mestre pode fazer é pôr setas na encruzilhada, indicando o caminho certo aos iniciandos. Mas a iniciação é obra de cada iniciando iniciável. Se o Mestre não é um verdadeiro iniciado na Verdade libertadora, nem sequer pode colocar setas no caminho, porque ele mesmo ignora o caminho certo – é um guia cego guiando outro cego.

Revela grande presunção um homem querer declarar que alguém é iniciado; iniciação é um processo misterioso que ninguém conhece a não ser o próprio iniciado. Dar certificado de iniciação a alguém revela tanta ignorância quanto arrogância. É possível iniciar alguém ritualmente, mas não espiritualmente. Se um ritualmente iniciado se considera realmente iniciado, é um pobre iludido.

Uma das maiores fraudes espirituais da humanidade de hoje se chama iniciação.

Huberto Rohden
Do livro: PROFANOS E INICIADOS.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Médium; efeitos de hoje, causas de ontem.

A melhor graduação espiritual do médium dependerá fundamentalmente da melhor aplicação e do bom uso que fizerdes da faculdade mediúnica, pois o terrícola, em geral, ainda é muito desleixado para consigo mesmo e bastante despreocupado de conhecer o seu próprio destino no seio da vida cósmica. Ele vive demasiadamente escravizado aos fenômenos prosaicos e imediatistas da vida animal instintiva; e, por isso, desinteressado do que lhe poderá acontecer após a morte do corpo físico. Em geral, atravessa a existência física inconsciente de suas próprias necessidades espirituais; é o cidadão perdido no seio da floresta inóspita e perigosa que, em vez de empregar o seu tempo precioso à procura da saída libertadora, prefere entreter-se com as coisas inúteis e tolas que o cercam.

     Em conseqüência, devido ao vosso grau espiritual e necessidade de ainda viverdes num planeta tão instável na sua estrutura geológica, como é o globo terreno, assim como participardes de uma humanidade bastante dominada pela cobiça, avareza, violência, crueldade ou sensualidade, a concessão da faculdade mediúnica significa o ensejo de apressamento angélico em favor daqueles que estão realmente interessados em sua mais breve libertação espiritual.

     O médium é o homem amparado pela Bondade do Senhor, usufruindo uma condição psíquica especial, que o ajuda a liquidar seus débitos mais graves do passado, ao mesmo tempo que tenta melhor sementeira para o futuro. E se puder analisar suas próprias vicissitudes atuais ou desventuras cotidianas, ele também conseguirá avaliar o montante e a natureza dos seus pecados do pretérito, porquanto, na regência eqüitativa da Lei do Carma, os efeitos de hoje correspondem exatamente às causas de ontem.

Ramatís.
Do livro MEDIUNIDADE DE CURA.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A Umbanda e Ramatís:"Mbandas" e Kimbanda com Pai Antonio.



Kimbanda = curandeiro, mágico (dicionário de kimbundu-português coordenado por J. D. Cordeiro da Matta). Vamos nos lembrar aqui de um ponto de Pai Antônio cantado na Tenda Nossa Senhora da Piedade:

"Dá licença Pai Antônio.

Eu não vim te visitar.
Eu estou muito doente, Pai Antônio vai curar.
Se a doença tem feitiço, deixa lá em seu conga.
Se a doença vem de Deus, Pai Antônio vai curar.
Pai Antônio é quimbanda, é curador, é pai de mesa, é rezador.
Pai Antônio é quimbanda, é curador”.

sábado, 7 de junho de 2014

Na "fila" de passes!!!

         
   Os médiuns, quais funcionários do "armazém espírita", são obrigados a atender a todas as solicitações absurdas; e a sua situação ainda mais se agrava quando eles não são sonâmbulos ou mecânicos, mas somente intuitivos... Neste caso, então, a sua tarefa é mais difícil porque o sucesso do tratamento prescrito depende do seu estado moral, condições psíquicas ou saúde física, pois qualquer anormalidade perispiritual impede-os de captar a intuição exata que os guias lhes transmitem.
     Os consultantes entendem que os médiuns, sem considerarem as dificuldades e imprevistos humanos, que atingem a todos, devem atender seus pedidos integralmente. Para esses simpatizantes o médium e os espíritos têm o dever precípuo de curar os efeitos nocivos que eles sofrem, às vezes, devido aos exageros de alimentação, bebidas alcoólicas, fumo e outros desatinos censuráveis. Eis por que se tornou comum o hábito indiscriminado de pedir "favores mediúnicos" para atender a todos os parentes, amigos e conhecidos.
     Alguns assistidos viciam-se aos passes mediúnicos, assim como os fumantes inveterados escravizam-se ao fumo, ou então como os católicos que se habituam à missa todas as manhãs.
     Outros, embora gozem de excelente saúde, entram na "fila" de passes e vampirizam os fluidos terapêuticos que poderiam nutrir a outros mais necessitados e realmente enfermos. Mas essa viciação cômoda é justificada graciosamente com a desculpa de que o passe  não é desvantajoso mesmo para os sadios, pois, em qualquer circunstância, sempre "faz bem". A mediunidade, portanto, para muitos, ainda é considerado a tenda miraculosa ou a fonte prodigiosa de recursos fáceis para atender a todas as necessidades mais comezinhas e às consultas mais prosaicas, funcionando os médiuns à guisa de "caixeiros" com a obrigação de atender a todos, sob pena de serem apontados como descaridosos ou pouco humildes.

Ramatís.
Do livro MEDIUNIDADE DE CURA

sexta-feira, 6 de junho de 2014

O espírito desencarnado e suas criações mentais.

       

      A morte do corpo não é fonte de onisciência, nem diploma de santidade; o espírito desencarnado tem de fazer jus às suas próprias criações mentais, na conformidade do contacto que haja tido com os elementos bons ou maus da vida educativa do mundo terreno. É por isso que existem agrupamentos astrais que ainda permanecem jungidos aos sistemas medievais, onde os castelos, as pontes rústicas, o transporte por muares, camelos, bovinos e as moradias pitorescas lembram o cenários das narrativas românticas e as aventuras de capa e espada, do passado!
     E assim essas colônias servem perfeitamente para determinada camada de espíritos excessivamente conservadores, que ali se instalam e se aferram vigorosamente ao seu passado, sentindo-se incapazes de se equilibrar em ambientes modernos e de cultuar relações que são por demais dinâmicas para o seu psiquismo retardado. Bem sei que estas descrições parecer-vos-ão incongruentes e produto de um cérebro fantasioso; no entanto, mesmo no vosso mundo material, podeis comprovar que num mesmo local e ambiente ainda vivem espíritos em completo antagonismo mental! O avarento, por exemplo, não é um deslocado do progresso cotidiano? Sim, pois ele vive completamente aferrado ao anacronismo de uma vida primitiva, a esconder a sua fortuna e a se isolar de todas as inovações ou coisas que possam forçá-lo a gastos inesperados! É certo pois que, ao desencarnar, esse avarento não conseguirá se equilibrar num cenário de aspecto avançado, e para o qual não se preparou nem faria jus, tão preso ele está aos seus receios de perdas e às preocupações exclusivamente utilitaristas! Quando desencarna, o avaro transfere para o Além o seu mundo íntimo, repleto de desconfianças e de usura, e por isso fica impedido de viver tão ampla e desafogadamente como vivem os outros espíritos que não guardam restrições para com o meio.

Atanagildo / Ramatís
A Vida Além da Sepultura.  

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Como encaramos a morte do corpo físico?


      Na Terra ainda são muitos comuns os julgamentos extremistas com referência ao "falecimento" da criatura, assim como há uma grande confusão quanto à nossa verdadeira situação após a travessia do túmulo. Segundo ensinam os teólogos sentenciosos do Catolicismo Romano, a alma desencarnada ou deve obter uma excelente cadeira cativa no Paraíso, ou então, se não sair do Purgatório, há de se transformar em apetitoso assado no braseiro satânico do Inferno. O Protestantismo ainda é mais severo, afirmando que não há Purgatório; a alma ou vai diretamente para o céu ou diretamente para o inferno, onde permanecerá por toda eternidade. Não faltam, também, as correntes espiritualistas demasiadamente complexas, que extinguem o nosso aspecto humano e desorientam os estudiosos, quando apresentam o "plano astral" como um cenário povoado por autômatos a viverem entre sombras e imagens virtuais!
      No entanto, embora sejam verídicas as situações aterradoras de muitos espíritos lançados nas trevas dos abismos dantescos, mas não eternamente, aqui no Além vivemos de modo racional e rapidamente assimilável pelos desencarnados. Mas é certo que só usufruímos o resultado exato de nossas ações já concretizadas na intimidade de nossa própria alma; gozamos de alegrias e atrativos ou então passamos por vicissitudes e retificações dolorosas, conforme a boa ou má aplicação que na Terra tenhamos dado aos dons da vida espiritual. E por isso somos ainda criaturas acalentando sonhos ou topando com decepções; encontrando alegrias ou curtindo tristezas, mas profundamente humanas e distantes dos extremismos das opiniões que comumente se formulam sobre aqueles que "morreram". Aliás, mesmo entre os espíritas - que formam idéia mais sensata a nosso respeito - ainda há os que nos recebem compungidamente, em suas sessões, entre suspiros e temores, convictos de que baixamos dos "páramos celestiais" ou, como dizem, "dos pés de Deus", enquanto nos cobrem de "graças" sobre "graças"!

      Outros, mais pessimistas, consideram-nos terrivelmente sisudos e severos, certos de que só nos preocupamos em excomungar os pecados dos homens e desejarmos toda sorte de castigos para a Terra diabólica, apesar de haver sido criada por Deus!

Atanagildo / Ramatís
A Vida Além da Sepultura.
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