quarta-feira, 30 de abril de 2014

NOSSOS ÍDOLOS, excelente artigo:



O dinheiro é capaz de fazer o ser humano esquecer seus sentimentos mais nobres e humanos adquiridos durante uma vida toda.

Leia o artigo completo em .pdf:
NOSSOS ÍDOLOS - Instituto Hercílio Maes.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Prosperidade com os "poderes" da mediunidade:

Formação de campos de força de proteção e descarga energética:

Formação de Egrégora no Terreiro:

Médiuns "prontos" ou presunçosos?

"Buscai e achareis"

A sugestão imperativa do Cristo através do "Buscai e achareis", embora se refira a uma iniciativa de ordem moral e algo mística do espírito, implica na idéia de "pesquisa", porquanto, "buscar" ou procurar é sempre investigar para encontrar. Assim, a legislação divina preceitua ao espírito encarnado que se movimente, incessantemente, na "busca" de sua própria realidade espiritual, malgrado também deva atender, disciplinadamente, às exigências justas do seu organismo físico. Além de outras revelações ocultas, que a humanidade terrícola irá identificando, tanto quanto se fizer o desenvolvimento "mental-espiritual" do homem, o conceito do "Buscai e achareis" é uma sequência miniatural da mesma Lei do Universo, que impele toda a criação para o progresso e aperfeiçoamento. 

Ramatís - Sob a Luz do Espiritismo.

domingo, 27 de abril de 2014

Resposta do Além na solução de problemas domésticos.

Minha irmã: valho-me do "correio do outro mundo" para responder à sua carta, cheia da sensibilidade do seu coração de mulher.

Pede-me a senhora o concurso de Espírito desencarnado para a solução de problemas domésticos no setor de educação aos filhinhos que Deus lhe confiou. Conforma-me, sobremaneira, a sua generosidade; entretanto, minha amiga, a opinião dos mortos, esclarecidos na realidade que lhes constitui o novo ambiente, será sempre muito diversa do conceito geral.

A verdade que o túmulo nos fornece renova quase todos os preceitos que nos pautavam as atitudes.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

CONQUISTA E LIBERDADE – reflexões sobre o que nos aprisiona ao mundo das ilusões terrenas.

    "A morte esperará todas as criaturas em seu campo de verdade. E ao influxo de sua luz, devemos restituir ao mundo todos os patrimônios exteriores que ajuntamos, em nossa mania de conquistar ao inverso, revelando o que amontoamos, dentro de nós, para a verdadeira vida."

    Quase todas as criaturas guardam ciosamente as disposições da avareza. Seja entre as possibilidades do dinheiro ou da inteligência, do favor público ou da autoridade, a tendência de amontoar caracteriza a maioria dos homem. O tirano congrega fâmulos e turiferários, como os magnatas monopolizam os grandes negócios materiais. Os pregadores, quase sempre, estimam os ouvintes, não pela qualidade, mas pelo número. Os escritores, em geral, sentem-se desvanecidos com as gentilezas da multidão. Não importa se o simpatizante de suas obras é algum êmulo de José do Telhado. Sabem apenas que a lista de seus leitores relaciona mais um. Madame de Staël reunia admiradores para a sua inteligência. Ninon de Lenclos arrebanhava adoradores para a sua beleza.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Seria o final dos tempos? Vó Benta.


PERGUNTA: VÓ Benta, o atual momento do planeta nos assusta. As pessoas parecem sentir prazer em se auto-destruir. Além de todos os vícios a que se submetem, o nível de suicídio tem aumentado assustadoramente. Seria o final dos tempos?

VÓ BENTA: Eh,eh,eh...nega veia tem se rir... O que é o final dos tempos? Nada finda na criação, tudo apenas se transforma, e,  graças a Deus, sempre para melhor. Até o fogo que queima a madeira, não finda com isso a vida da matéria, apenas a  transforma em cinzas e carvão que terão assim, outra utilidade.
    Os homens da terra, acuados pelos fantasmas que eles mesmos criaram ao longo dos tempos, agora tentam se refugiar na morte. Chegando até ela, se debatem em novo e penoso suplício.
      Nega véia afirma que “novos tempos” estão por vir, mas para que cheguem é preciso arrumar a casa. E quem está bagunçado, agora por exigência da própria vida, estará sendo chacoalhado, mexido em suas emoções e sentimentos para que saia da morosidade.
     Até então a humanidade se viu feliz em olhar para fora e exigir da vida todas as riquezas e prazeres a que se achava com direito. Findo esse ciclo ( do jardim da infância ) é hora de preparo para novo aprendizado. Os brinquedinhos agora transformados em ferramentas de trabalho, exigirá sabedoria para maneja-las.
     Morre o homem velho, o homem matéria para renascer o homem espírito, aquele que é a imagem e semelhança de seu Criador. Isso se assemelha a um verdadeiro “parto”. E parir dói.
Há que se pensar que poucos se prepararam para esse momento, e não estando em condições de compreender e aceitar as mudanças ( principalmente as internas), desesperam-se.
     Compreendam meus filhos, isso são ciclos contínuos que ocorrem no Universo para que possa haver evolução. Sempre haverá os renitentes que não querem aceitar e tentam boicotar o processo, agindo através daqueles que ainda não fortaleceram seu caráter.
     No mundo astral inferior, vivem inteligências que arquitetam no mal, as quais não interessa a evolução da humanidade, embora dela façam parte. São irmãos nossos, cujas consciências ainda dormem na escuridão da noite, mas que um dia acordarão. Esses, como nós outros, precisam de “médiuns” que lhes transmitam as idéias no mundo da matéria, encontrando sem muito esforço, os afins.
    A humanidade encarnada sempre teve livre escolha e não seria diferente quando separa-se o joio do trigo.

Médium Leni S.

TUVA-ERECHIM/RS.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Quem foi SÃO JORGE que é sincretizado com Orixá Ogum?


No Rio de Janeiro o dia 23 de abril é feriado estadual em comemoração ao “Santo Guerreiro”, data de seu falecimento. O Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, instituiu o feriado Estadual pela Lei nº 5198, em 05 de março de 2008. Sendo publicado em 03 de junho do mesmo ano, pelo projeto de Lei nº 339/2007.

O Dia de São Jorge é celebrado por várias nações para quem São Jorge é o santo patrono. Entre os países que comemoram a data, destacam-se o Reino Unido, Portugal, Geórgia, Catalunha, Bulgária e pelos goranis. No Reino Unido, o Dia de São Jorge é também o Dia Nacional. O Dia de São Jorge é também comemorado localmente em Newfoundland (Canadá) e em Adis Abeba (pela Igreja Copta Ortodoxa Etíope).

São Jorge (275 - 23 de abril de 303) foi, de acordo com a tradição, um padre e soldado romano no exército do imperador Diocleciano, venerado como mártir cristão. Na hagiografia, São Jorge é um dos santos mais venerados no catolicismo (tanto na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa como também na Comunhão Anglicana). Também é venerado em diversos cultos das religiões afro-brasileiras, onde é sincretizado na forma de Ogum. É imortalizado no conto em que mata o dragão e também é um dos Catorze santos auxiliares. Considerado como um dos mais proeminentes santos militares, sua memória é celebrada dia 23 de abril como também em 3 de novembro, quando, por toda parte, se comemora a reconstrução da igreja dedicada a ele na Lida (Israel), onde se encontram suas relíquias, erguida a mando do imperador romano Constantino I.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Técnicas para "abrir" a CLARIVIDÊNCIA:

"Portanto, não andeis ansiosos pelo dia de amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal.” JESUS.


Os tipos psicológicos de Ogum.


Atributo: vontade e vitória (caminhos abertos), energia propulsora da conquista; impulso da ação, do poder da vontade (o poder da fé). É a força (luta) inicial para que haja a transformação; é o ponto de partida, aquele que está à frente. É a vida em sua plenitude; o poder do sangue que corre nas veias, a manutenção da vida.

Os tipos psicológicos dos filhos de Ogum podem ser irascíveis, excessivamente diretos em suas opiniões, francos em demasia e até impulsivos. São tenazes e agem com muita vontade e energia para alcançar os seus objetivos, e não descansam enquanto não atingem a vitória, onde muitos já teriam desistido da luta e perdido as esperanças. Por serem demasiadamente francos, às vezes são arrogantes e auto-suficientes, melindrando pessoas de estima baixa com certa facilidade. No entanto, pela franqueza e transparência de suas intenções, acabam angariando muitos amigos e admiradores, o que pode deixá-los um tanto vaidosos. Raramente são odiados.

Aspectos positivos: transmitem sinceridade e franqueza, coragem, decisão, elegância, liderança. Mas também sabem ser dóceis, amáveis e generosos.
Aspectos negativos: vontade fraca, apatia, egoísmo, dificuldade de perdoar e também de dizer "não". Podem ser autoritários, ciumentos, covardes e teimosos.

Florais de Bach: Centaury, Vine, Cherry Plum, Rock Water, Impatiens e Holly.
Florais de Saint Germain: Curculigum, Cocos, Goiaba, Piper, Patiens, Leucantha.
Saúde: doenças relacionadas com o sistema nervoso (tornando sensível o aparelho digestivo) e as articulações (braços, pulsos e mãos). Pontos fracos: cabeça e estômago.
Mineral: rubi e água-marinha.
Metal: ferro.
Signo: áries.
Planeta: Marte.
Ervas: espada de Ogum.
Flor: cravo vermelho.

Chackra: solar.

Fonte: livro UMBANDA PÉ NO CHÃO.

domingo, 20 de abril de 2014

O significado espiritual da Páscoa.

Jesus não desejava nada do mundo e ja­mais temeu a morte.

      RAMATÍS - A vida de Jesus foi clara, sem sofismas ou hesitações, e não à maneira do homem, que se salienta sobre a massa humana, mas so-­fre as comprometedoras alternativas de hoje obrar como um santo e amanhã atuar como um demônio! Espírito da hierarquia de Jesus não possui duas facetas, não se turba nem se nivela ao conteúdo efervescente das paixões huma­nas, nem é vítima do descontrole das emoções indisciplinadas! Não se confunda a energia, a hombridade, a justiça, a estabilidade emotiva e a franqueza honesta de um anjo, atuan­do na carne, com as contradições que são fruto da perso­nalidade humana! Jesus não desejava nada do mundo e ja­mais temeu a morte; em conseqüência, não agia nem atuava no mundo material preocupado com respeito à sua pessoa. Pouco lhe importaria que Judas ou qualquer outro discípulo o traísse ou o levasse a qualquer espécie de morte! A sua linhagem espiritual tornava-o sempre acima das atitudes hu­manas a seu favor ou em seu desfavor, quer se tratasse de seus parentes, amigos, adeptos ou desconhecidos. Se exis-­tem homens inferiores ao Mestre Amado, que não se tor­nam melhores com o "elogio", nem ficam piores com a "censura", o que não seria Jesus, diante da fraqueza de um dis­cípulo, que já vivia perturbado pelas suas próprias emoções descontroladas e pelos ciúmes infundados?

sábado, 19 de abril de 2014

Significação da cerimônia do "lava-pés" realizado por Jesus.

PERGUNTA: — E que nos dizeis quanto à significação da cerimônia do "lava-pés", tradicionalmente consagrada pela Igreja Católica Romana na Semana Santa. Há algum fun­damento em tal consagração?
RAMATíS: — João Batista, o profeta solitário, havia ins­tituído algumas cerimônias com a finalidade de incentivar certas forças psíquicas nos seus adeptos através da concen­tração ou reflexão espiritual. Isso impressionava os neófi-tos e servia para a confirmação da própria responsabilidade aos valores espirituais. Em sua época os símbolos, ritos, ta­lismãs e as cerimônias ainda produziam louváveis dinamizações das forças do espírito ou impunham respeito e temor religioso. Eram recursos que serviam como "detonadores" das forças psíquicas, produzindo profunda influência esotérica nos seus cultores, assim como ainda hoje fazem os sacerdotes para o incentivo da fé e do respeito dos fiéis, como são os cânticos, perfumes, a música e o luxo nas igrejas.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A última ceia de Jesus.

PERGUNTA: — E que dizeis da última ceia de Jesus com os seus apóstolos? Realmente aconteceu tudo como explicam os evangelistas?
RAMATíS: — A tradicional "santa ceia" comemorada pela Igreja Católica Romana, em verdade, precedia a ceri­mônia do "lava-pés", habitualmente realizada na sexta-feira, chamada a véspera do "grande sábado" da Páscoa. Era cos­tume tradicional reunirem-se as famílias para essa refeição fraterna, onde se faziam promessas de vida feliz e em co­mum para o futuro. Nas famílias mais ricas trocavam-se pre­sentes entre os membros da casa ou parentes de fora. Assim, Jesus a instituiu também com os seus apóstolos, pois os considerava a sua família itinerante, os seus verdadeiros pa­rentes escolhidos pelo Senhor. Desejando torná-la mais ex­pressiva, decidiu harmonizar a cerimônia da ceia da Páscoa com o lava-pés, que já era um culto ideado por João Batista, coiíi a finalidade de congraçamento entre os discípulos e os seus rabis ou mestres.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Catalisador da Luz Crística

PERGUNTA: - Poderíamos supor que a Terra só recebeu alguma luz depois que Jesus foi o medianeiro do Cristo?
RAMATÍS: - Indubitavelmente, o planeta Terra nunca deixou de pulsar impregnado pela luz e pelo Amor do seu Cristo. Mas o advento de Jesus, em sua missão sacrificial, significou a presença de um poderoso catalisador da luz crística a elevar a freqüência inferior do orbe e ativar-lhe a essência divina. Lembra algo da lâmpada comum que, após sofrer lima ampliação em sua capacidade, também passa a absorver mais energia da usina e oferecer mais iluminação. Sob a catalização dinâmica de Jesus, quase exaurindo-se psiquicamente em direção ao Cristo, os poros da Terra absorveram e fluíram mais luz crística para a sua periferia. Assim, os seus habitantes sentiram, num novo estimulo de ascese espiritual, um convite oculto, que anteriormente não existia por força da rudeza e densidade do primarismo animal.

EVANGELHO À LUZ DO COSMO.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A entrada de Jesus em Jerusalém.

RAMATÍS:  No domingo que antecedia a semana da Páscoa, Jesus e seus discípulos partiram de Betânia, em direção a Jerusalém. O Mestre seguia silencioso e preocupado, antevendo os acontecimentos trágicos para breves dias; seus amigos e adeptos, no entanto, acompanhavam-no dominados por intenso júbilo, certos de que chegara o momento tão ansiosamente esperado. Jesus seria o fermento, o catalisador absoluto do povo eleito, o embaixador de Israel unindo todas as ovelhas num só redil. Já não se tratava de crença, doutrina ou movimento religioso; era uma causa nacional, em que toda Jerusalém marcharia ao lado dos galileus. A cidade de Deus precisava ser escoimada das impurezas dos infiéis e do insulto da águia romana, que deveria ser destroçada sob os tacões dos judeus heroicos e decididos, sob o comando do invencível profeta e Messias Jesus!

domingo, 13 de abril de 2014

Ação dos espíritos para conduzir os encarnados ao desregramento completo na senda dos vícios.

PERGUNTA: - Qual o processo que os espíritos trevosos julgam mais eficiente para conduzir os encarnados ao desregramento completo na senda dos vícios? Servem-se exclusivamente da intuição malévola, ou é bastante sua presença junto das vítimas para estimularem-nas ao desregramento?
     RAMATÍS: - Em face da Lei de correspondência vibratória, que rege as afinidades ou a simpatia entre os seres, são os próprios encarnados que criam a receptividade favorável tanto para a presença angélica como para a produção do clima eletivo para a penetração perigosa das forças das sombras. Elevando-vos, criareis o ambiente vibratório receptível às emissões de ondas espirituais das altas hierarquias superiores; rebaixando-vos pela prática das paixões indignas e dos vícios degradantes, sereis então campo aberto às investidas solertes do astral inferior.
     Os malfeitores e os viciados do Além rebuscam todas as zonas morais e mentalmente vulneráveis das criaturas de tendências viciosas; então passam a explorá-las e infernar-lhes a existência, acrescendo-a de vicissitudes, desenganos e ingratidões do mundo, ao mesmo tempo que lhes insuflam sugestões malévolas para que busquem compensação no vício ou no desregramento moral. Interessam-se muitíssimo pelas criaturas negligentes, ociosas, levianas e adversas à oração ou à meditação superior acercam-se perfidamente dos homens obscenos e sarcásticos, especialistas no anedotário que degrada a mulher, pois estes oferecem pouca resistência para sintonizar a sua freqüência psíquica com as forças deletérias que, pouco a pouco, os moldam às suas condições inferiores. Avaliam todas as debilidades de caráter e probabilidades de aviltamento sob determinado vício perigoso, enquanto técnicos experimentados nas organizações do astral degradado efetuam cuidadosa operação de auscultamento em torno dos encarnados invigilantes, baseando-se nas suas irradiações magnéticas ou nas cores variáveis de seus halos mentais em torno do cérebro. Pesquisam todo vício oculto, toda tendência perturbadora ou paixão perigosa, fazendo prognósticos e medindo a reação daqueles que oferecem perspectivas de se tornarem comparsas no repulsivo círculo vicioso que é o intercâmbio funesto entre vivos e mortos para a mútua satisfação das sensações pervertidas da verdadeira vida espiritual.
     O seu profundo conhecimento, treinado há séculos, faz com que esses técnicos malignos explorem psicologicamente todo o campo emotivo e mental da provável vítima, a fim de conseguirem a rigorosa afinidade e sintonia, que é de lei vibratória, entre os perispíritos a serem conjugados para o vício. Após focalizarem os seus "médiuns" eletivos, para a produção da fenomenologia viciosa e enfermiça do mundo carnal, o processo então se lhes torna cada vez mais fácil, salvo quando, por motivos justos, ocorrem súbitas intervenções de hierarquias superiores, que salvam em tempo o candidato à humilhante função de "repasto vivo" das sombras.

A Vida Além da Sepultura.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Proveitos e Mal Feitos - Vó Benta.

As portas se abriam, permitindo que as pessoas daquela enorme fila que se formava na frente da Casa, pudessem adentrar. Eram recebidas por duas jovens vestidas de branco, desejando-lhes boas vindas. O cheiro de incenso se fazia sentir desde a porta. Uma música suave se fazia ouvir. O ambiente muito limpo e arejado, denotava o cuidado de quem dele cuidava.
Em minutos, o som de atabaques acompanhado por vozes harmoniosas, saudam a Umbanda que se faz naquela Casa de Caridade. E a gira tem início. O chamamento é para os espíritos denominados de Pretos Velhos que irradiando seus médiuns, permitem se manifestar no plano material.
Sentados em seus tocos, pitando seus cachimbos defumadores, aguardam os filhos da terra sentarem-se à sua frente para o auxílio fraterno.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Na hora da morte?!?

PERGUNTA: - Como poderíamos entender essa pressão exercida pelos parentes do moribundo, na hora de sua desencarnação, obrigando-o a lutar contra a morte do corpo?
     ATANAGILDO: - O confrangimento, o desespero e a inconformação dos familiares e amigos, em torno do agonizante, produzem filamentos de magnetismo denso, que imantam o espírito desencarnante ao seu corpo material, como se se tratasse de vigorosas cordas vivas a susterem a alma em agonia. Conforme podereis comprovar pela extensa literatura espírita, há casos em que os espíritos assistentes. dos desencarnantes procuram neutralizar esses efeitos perniciosos, lançando mão do estratagema de restaurarem as forças magnéticas do agonizante e fazendo o seu organismo físico obter visível recuperação de vida. Ante a melhoria súbita - que é muito comum nos fenômenos da agonia - acalmam-se os temores dos familiares e cessa a angústia que retinha o espírito no corpo carnal; abrandam-se ou extinguem-se, então, os fios magnéticos que imantam o moribundo à carne, porque as mentes dos presentes também deixam de produzir essas forças magnéticas negativas e agrilhoantes, que resultam de grande ignorância espiritual dos encarnados a respeito do fenômeno da morte corporal e da imortalidade do espírito. Essa súbita convalescença na hora da agonia, muito comentada na Terra, é que deu lugar ao velho rifão: "Melhora do moribundo, visita da morte!"

segunda-feira, 7 de abril de 2014

AS PEDRAS SAGRADAS DOS ORIXÁS


        Sabemos que os Orixás estão no interior de cada ser humano, assim como um dedal de água do mar contem todas as propriedades do oceano. Entendemos a necessidade de despertar estas Forças Sagradas em cada médium umbandista e que neste processo de despertamento são importantes – não indispensáveis - os objetos simbólicos.
      A Pedra Sagrada – Mineral – do Orixá assentado e consagrado no chão do terreiro não é mera regra de imaginação. Tem força magnética, irradiadora, e os Guias Astrais abrem portais de passagem na contraparte etérea, atuando ativamente numa disposição harmônica com todos os Orixás “assentados” no Espaço Sagrado.  O valor de uma Pedra Sagrada de Orixá – Otá -  não pode ser percebida nem sentida por um observador externo, porque não é aparente, quando visto pelos curiosos ou não iniciados na religião de Umbanda e para eles é só um objeto simbólico. Todavia, mesmo sendo valiosos objetos condensadores vibratórios de grande valia rito-litúrgica e magística, não são indispensáveis, pois o mecanismo fundamental da manifestação espiritual na Umbanda é a mediunidade
        Os nossos Guias e Orixás amparadores não nos abandonarão se não tivermos o elemento fetiche, simbólico. Não se deixe iludir com ameaças ilusórias, tenha fé, os Orixás, aspectos irradiadores do Deus Criador que é Todo Amor, por sua imanência, sempre estarão contigo e não nos punem nem castigam, quer você acredite ou não. Assim como o pastor que acredita que sem a bíblia embaixo do braço não terá proteção, assim é o médium que tem medo de ficar desamparado sem as Pedras Sagradas dos Orixás – falta-lhes a fé interiorizada - e a partir do estado psicológico amedrontado e inseguro, aí sim abrem a sintonia para assédios espirituais com presenças intrusas malfeitoras.

Quando desencarnamos!!!


PERGUNTA: - Quais as primeiras providências tomadas pelos espíritos assistentes das desencarnações, na tarefa de libertação dos moribundos?
     ATANAGILDO: - Já vos disse, alhures, que não se registra uma só reencarnação ou desencarnação, sequer, absolutamente idêntica a outras; comumente, os técnicos desenvolvem os seus trabalhos e coordenam o processo desencarnatório à medida que também se apresentam as reações e os acontecimentos inerentes à natureza "psicofísica" do desencarnante. Quando se trata de alma filiada a qualquer comunidade superior, ou que tenha se devotado ao serviço do amor ao próximo, as primeiras providências dos técnicos se circunscrevem à defesa em torno do seu leito de dor. Eles criam uma rede de fluidos magnéticos que dissolvem as vibrações mentais e os impactos emotivos causados pelos parentes em desespero, assim como também protegem o desencarnante contra qualquer intervenção indébita do astral inferior.
     Embora nem sempre se obtenha o completo êxito desejado, devido à vigorosa imantação de angústia da parentela encarnada, pelo menos esse círculo de magnetismo defensivo ainda neutraliza grande parte da carga nociva, que sempre perturba o trabalho desencarnatório. Mesmo quando não se trata de purgação cármica, há enfermos que agonizam horas e horas a fio, porque ficam retidos na carne pelos laços vigorosos do magnetismo afetivo dos seus familiares desesperados e que pretendem salvá-lo a qualquer preço, embora já o reconheçam incurável e moribundo.
     Visto que os encarnados muito se desorientam diante da morte do corpo, que promovendo desesperada gritaria, quer blasfemando contra Deus, é comum a presença de amigos desencarnados que se apresentam junto ao agonizante e formam ali um círculo de orações, que então o auxiliam para o melhor êxito no seu trespasse. Normalmente, são essas as primeiras providências que se tomam junto ao desencarnante, quando é digno de boa assistência, tais como a fluidificação sedativa do ambiente, a criação de uma rede de magnetismo protetor em torno do seu leito e o carinho espiritual através da prece proferida por espíritos amigos.

      PERGUNTA: - Supomos que, logo a seguir, se processa o desatamento dos laços da vida física; não é assim?
     ATANAGILDO: - A operação do desligamento final. depende muito da própria psicologia do desencarnante pois, embora ele mereça ser digno de assistência espiritual, por vezes é imaturo de razão ou psiquicamente inseguro de felicidade no limiar da morte física. Neste caso, os espíritos assistentes promovem o adormecimento do seu cérebro, para que ele se desligue da carne inconsciente do processo desencarnatório, permanecendo, assim, sob a ação de um incontrolável sono que o impede de interferir diretamente no processo com a sua força mental, dificultando a operação liberatória.
     Mas há também outros espíritos que, devido a sua emancipação e elevado grau de consciência desperta, durante a desencarnação, merecem outra espécie de operação preliminar para a libertação do corpo físico, a qual consiste em ativar-lhe a consciência espiritual e sugerir-lhes a oração afetiva, porque lhes é chegada a hora filial.

     Eis o motivo por que trabalhadores do Senhor e certas criaturas bem espiritualizadas desencarnam perfeitamente lúcidas e calmas, a ponto de convidarem os presentes à oração, chegando mesmo a determinar providências relativas ao seu trespasse. Os seus corpos são abandonados com invejável tranqüilidade espiritual, em lugar do desespero que se apossa daqueles que não vivem preparados para saber morrer! No processo desencarnatório dessas almas emancipadas e conscientes, quase sempre os técnicos fazem convergir todas as forças vitais e magnéticas para a região infracraniana, à altura do cerebelo, onde se acumulam, então, forças regeneradas que ativam o espírito e aguçam-lhe a percepção mental do fenômeno desencarnatório.

A Vida Além da Sepultura
Ramatís - Atanagildo.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Como se forma a Egrégora de uma comunidade terreiro de Umbanda.


Uma comunidade terreiro tem uma maneira própria de ser, que é o somatório de todos os indivíduos que fazem parte – sentimento de pertença – e que são reflexo de suas semelhanças com os seus Orixás Regentes. É no trabalho de terreiro, com a participação de cada um e sua maneira original de se inspirar em seus Ancestrais que nos desenvolvemos como seres humanos e ampliamos nossa espiritualidade, com a consciência de estarmos integrados a um grupo filo-religioso que nos dá referência espiritual. Para um médium – cavalo de santo - ser considerado e respeitado pela comunidade terreiro, ele precisa ser e viver no Espaço Sagrado intensamente, participando ativamente no tempo aprendendo e aprimorando o conviver coletivamente, o amar o próximo como a si mesmo. Neste ambiente de “irmandade”, amorosidade e respeito fraternal entre os membros, com o caráter modificado, a  vibração  energia de cada um se integra ultrapassando os limites  internos físicos do terreiro, formando o que chamamos de Egrégora, e é isto que mantém toda a comunidade terreiro saudável, sólida e em expansão.

Quando bater a cabeça no Congá...


Quando bater a cabeça no Congá não esqueça de pedir misericórdia pelas pessoas que estão travando lutas contra você e que na verdade são contra elas mesmas. Procure não se incomodar com as farpas, humor e aparências duvidosas. Nunca peça para seu Guia ou Orixá te livrar dos seus inimigos, simplesmente peça proteção para que eles não lhe atinjam se for do seu merecimento. Certas experiências temos que passar para burilar em nós o que precisamos para melhorarmos, como a paciência, perseverança e serenidade nos momentos difíceis da vida.

Os motivos para estudarmos as obras de Ramatís.


Devemos entender que embora Jesus tenha sido o Maior Sábio, dentre todos os homens que habitaram a Terra, o Mestre Nazareno foi enviado por Deus para especificamente deixar a derradeira mensagem do Evangelho capaz de libertar os homens dos ciclos reencarnatórios, quando exercitarem o mandamento que diz: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Os pormenores regentes da vida espiritual, embutidos nos seus ensinamentos, foram deixados para que os futuros mensageiros patrocinassem os detalhamentos desses conteúdos, em intensidades sempre correspondentes á compreensão da humanidade terrena, nos tempos em que forem divulgados.

Diante da realidade, á respeito do Ser Sublime que é Jesus, porque a incoerência em pensar, ou acreditar que a obra base da doutrina espírita, coordenada por Allan Kardec, não comporte acréscimos, se este mensageiro, ainda distante da magistral competência de Jesus, tenha sido enviado pelo Alto para codificar os ensinamentos da doutrina dos espíritos, cujo conteúdo foi ditado por seres também ainda distantes do poderio e da sabedoria do Mestre Nazareno.

Assim, usando o bom senso, e racionalizando o processo estruturado pelo Alto Comando Sideral para direcionar a evolução do Planeta Terra, chegaremos ao entendimento de que não é ofensa, nem desmérito, a qualquer que seja o mensageiro dos ensinamentos sobre o mundo espiritual, se acreditar que, mais tarde virá outro e mais outro acrescentar algo em sua mensagem, em atendimento ás necessidades dos mais capacitados ao aprimoramento espiritual, por meio de novas elucidações sobre o além túmulo.

A doutrina dos espíritos, o Espiritismo, segue lei regente em todo Universo, que é a do aprimoramento de toda a Criação de Deus. Portanto se acalmem os fieis espíritas sectaristas e ortodoxos, defensores da crença de que somente devem ser validados os escritos oriundos das obras do grande codificador do Espiritismo Allan Kardec.

Os espíritas sensatos, não devem somente atentar para enaltecer o nome do codificador, mas sim, devem se unir para valorizar a grande obra edificada por ele, e colaborar em seu aprimoramento, agregando á ela os novos conceitos que surgem, tão somente enviados á Terra por permissão do Alto e sobre tudo por Deus que a tudo dirige, permite ou impede.

Quanto às mensagens de Ramatís, vejamos porque considerá-las: Primeiramente, devemos considerar que se Ramatís já alcançou a marca considerável de 31 obras, sem dúvida quem usar o bom senso, há de convir que, se assim ocorreu foi sob a permissão dos Maiorais, designados para disciplinar, indicando a época, a dosagem, e quem se incumbirá de revelar a mensagem, renovadora ou que complementem antigos ensinamentos.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O segredo de Oxum


      O nascimento de um rio não acontece quando a água brota do solo e segue pela superfície da terra. Antes disso, uma seqüência de fatos desencadearam e influenciaram esse processo. Existe por traz do nascimento de um rio um enorme fundamento.
     Primeiro Olorum através do sol aquece a água dos lagos e oceanos, Oxumarê com seu arco-íris, leva a água em forma de vapor para as nuvens que ficam carregadas, Xangô anuncia com seu trovão, que Iansã está juntando ás nuvens com o vento mágico que surge quando ela balança suas saias, quando as nuvens estão todas arrumadas, Xangô lança o Edun-Ará (pedra de raio) sobre a terra avisando a Odudúa que prepare seu ventre, pois a chuva irá cair, Ossãe pendura suas cabaças em Iroko para conter o líquido maravilhoso da vida.
     O momento sublime acontece, numa sintonia perfeita de toda a natureza, a chuva cai, trazendo consigo toda força do céu e alimentando toda a terra, Odudúa absorve todo o líquido e cria um enorme lago no interior da terra, seu ventre, quando a água acumulada se enche de força mineral (axé), Odudúa abre seu ventre e dá vida à majestosa Oxum, que brotará do solo e deslizará sobre seu leito levando vida por toda a superfície da terra, mais a frente água se acumulará de novo e tudo começará novamente.
       Assim como a vida de Oxum tem o seu segredo, nós negros e negras também temos o nosso. A nossa história não começa em 1500 com a chegada dos portugueses no Brasil, antes disso, uma seqüência de fatos marcaram e até hoje influenciam nossas vidas, existe por traz do aparecimento do povo negro no Brasil um enorme fundamento.
      Não somos descendentes de escravos, como dizem os livros escolares, somos descendentes de civilizações africanas, de reinados fortes e poderosos, somos descendentes de reis, rainhas, príncipes e princesas, somos parentes de homens e mulheres que desenvolveram a escrita, a astrologia, a numerologia, às ciências e as pirâmides. Somos fruto de um povo que desenvolveu as técnicas agrícolas e que domina a medicina alternativa, somos fruto de um povo que conhece as folhas e como despertar o poder delas, nosso povo sabe estar no Aiyê(Terra)sem perder a essência do Orum (CEU)

Texto de Ricardo Andrade
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