sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Estudo da Umbanda - Mandingas de Aruanda.


"Perguntas e Respostas Pelo Espírito de Vovó Benta - Mandingueira de Aruanda."

Médium Leni - Dirigente do Templo Vozes de Aruanda - Erechim - Rio Grande do Sul - Regência de Xangô.

1. Vovó Benta, como a senhora definiria a Umbanda?
VOVÓ BENTA: É nossa casa, zi fio...eh.eh. UM com a BANDA. A religião que renasce em terras brasileiras na tentativa que, em tempo, a espiritualidade faz de “reunificar” os ensinamentos sagrados que se fragmentaram através dos tempos. É o resgate da magia dos grandes mestres ancestrais que nela se apresentam na simplicidade dos espíritos guias e protetores, usando a mediunidade dos encarnados.

2- E qual é seu objetivo aqui na terra?
VOVÓ BENTA: É de alentar, ensinar e socorrer os espíritos residentes no planeta Terra neste momento ( mundo físico e astral ) enfraquecendo assim as forças trevosas, visando a melhoria da vibração e a evolução dos seres.

3. Isso não é realizado pelas outras religiões?
VOVÓ BENTA: Todas as religiões foram criadas com o objetivo de auxiliar na evolução da humanidade, mas a maioria delas se perdeu no caminho do materialismo, graças ao orgulho dos homens. É o “religare” que tenta subsistir no tempo. A Umbanda por ser universalista, abrangente e não dogmática, caracterizada pela simplicidade nas formas de apresentação e tendo como ferramenta o mediunismo, herdado principalmente por aqueles que precisam consertar erros pretéritos dentro da magia, torna-se ferramenta útil e apta à necessidade presente do planeta.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Carnaval na visão da Umbanda Espírita Cristã - Pai Valdo.

Como foi a criação do Hino da Umbanda?


A música do Hino foi composta por Dalmo da Trindade Reis que era Maestro Tenente do Conjunto Musical da Policia Militar do Rio de Janeiro. Já a letra foi escrita por José Manoel Alves, nascido em 05 de Agosto de 1907 em Portugal. Com pouco mais de 20 anos, em 1929, veio para o Brasil, instalando-se em São Paulo, onde ingressou na Banda da Força Pública, ocupando vários postos e aposentando- se como capitão. Em paralelo a esta função exerceu a carreira de compositor de Músicas Populares compondo dezenas de músicas e hinos que foram gravadas por famosos intérpretes da época. Inclusive compôs o hino para o Primado de Umbanda de São Paulo. No entanto, era cego e no início da década de 60, em busca de sua cura foi procurar a ajuda do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Embora não tenha conseguido sua cura porque, segundo consta, sua cegueira era de origem kármica, José Manuel ficou apaixonado pela religião e, ainda em 1960, fez o Hino da Umbanda para mostrar que esta Luz Divina que vem do Reino de Oxalá, não é para ser vista com os olhos físicos, mas sim com olhos do espírito, no encontro da mente com o coração.  Apresentou a letra ao Caboclo, o qual tanto a apreciou, que resolveu nomeá-la como Hino da Umbanda. Em 28 de junho de 1961, durante o Segundo Congresso Brasileiro de Umbanda presidido por Henrique Landi Júnior, onde compareceram cerca de quatro mil médiuns uniformizados, além de grande público assistente, o Hino da Umbanda foi oficialmente adotado em todo o Brasil como o Hino Oficial da Umbanda.

Jesus pregando o evangelho:


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O vício de fumar.


Pergunta: - Quem fuma ofende a Deus?
Ramatís: - Caso Deus se ofendesse pela estultícia do homem fumar, então seria tão passional e contraditório quanto à própria criatura humana. E como Deus não se ofende de modo algum, pois está acima das paixões e dos sentimentos dos homens, também não precisa perdoar. Evidentemente, só perdoa quem primeiro se ofende. O homem viciado no fumo, no álcool, em entorpecentes ou substâncias nocivas, jamais ofende a Divindade, mas perturba a sua saúde física e intoxica a delicada contextura sideral do seu perispírito, sendo candidato voluntário a sofrimentos e aflições indesejáveis, no Além-Túmulo, e algumas vezes, até na próxima existência.

Pergunta: - Mas se o homem viciado não ofende a Deus, por que, então, é castigado após a morte corporal?
Ramatís: -Como durante a. encarnação não há separação absoluta entre o espírito e o corpo carnal do homem, é óbvio que ele há de sofrer após a morte os efeitos danosos dos seus desatinos e vícios cometidos na existência física. É bastante lógico que não se pode colher morangos plantando cicuta, nem usufruir saúde ingerindo venenos!

Pergunta: - Todos os espíritos desencarnados sofrem no Além-Túmulo os efeitos de quaisquer imprudências viciosas?
Ramatís: - No Além-Túmulo sofrem todos os espíritos que usufruem, em excesso, as coisas do mundo carnal, perdendo o controle mental e espiritual sobre o seu organismo físico. Em vez de senhores, eles se tornam escravos das paixões animais. Não é o aperitivo, a bebida moderada ou o cigarro sem exagero, o que estigmatiza os desencarnados após a morte, mas, sim, os que não fumam, mas são "fumados", os que não bebem, mas, são "bebidos"!

Do livro -  “A vida Humana E O Espírito Imortal” Hercílio Maes – Editora do Conhecimento.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

SENHOR EXU TATÁ CAVEIRA RESPONDE SOBRE “FECHAMENTO” DE CORPO PARA O CARNAVAL


Certo dia um médium de nossa casa perguntou ao Sr. Táta Caveira sobre o ritual de fechamento de corpo para o carnaval . Eis que o guardião chefe de nossa egrégora respondeu:
- As entidades que trabalham nessa casa trazem as orientações necessárias para que os filhos tenham condições suficientes de administrarem seus discernimentos pelos caminhos que percorrem. A disponibilidade de energia para que as virtudes de cada um sejam despertadas são suficientes, ou seja, a educação moral e espiritual é aplicada com muita eficiência. Portanto lhe digo que não vou perder meu tempo e nem desperdiçar energias com quem quer se sujar e se contaminar em lugares demasiadamente poluídos energeticamente. Nessa egrégora a qual faço parte continuamos nosso trabalho no carnaval como é realizado em todos os outros dias. Quer se divertir, divirta-se e não há mal nenhum nisso. Tenham cuidado apenas onde ir e com quem ir. Quer exagerar? Aguente as consequências. Quer ser radical? Pague o preço.
Laroyê.
Táta Caveira
Mãe Márcia Moreira

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

OXALÁ NA UMBANDA E OS PRIMÓRDIOS DA CRIAÇÃO DIVINA. REINTERPRETANDO ORIGENS MÍTICAS – SOMOS DIFERENTES, NÃO DESIGUAIS.

     


        A noção umbandista que formula uma “Doutrina de Umbanda” é maleável, permeável e apresenta porosidades com outras tradições, credos, filosofias e religiões diversas, acomodando-se conforme as convergências – sincretismos – existentes e vivenciadas nas práticas rituais dos terreiros. Isto ocorre, tanto mais ou tanto menos, quanto os sacerdotes da religião, com o “olhar” dos seus Guias Astrais, enfatizam esta ou aquela raiz de origem formadora do Cosmo Umbandista.
     As várias raízes formadoras são todas componentes do Universo, assim como os instrumentos musicais fazem parte de uma mesma orquestra, cada um com um acorde específico somando na sinfonia final. Estas raízes são reinterpretadas e quando confrontadas não apresentam incoerências, pois os símbolos míticos – significantes – que carregam ganham “novos” significados, todavia mantendo-se o sentido esotérico original.
     Assim, por exemplo, na cultura Nagô Yorubana OXALÁ é o detentor do poder genitor masculino e é Co-Criador Divino. Todas suas representações simbólicas incluem a cor branca. Oxalá faz parte como elemento fundamental dos primórdios da Criação Divina, é a “plataforma” do amor de Olórun – Ser Supremo - que sustenta a formação de todos os tipos de criaturas no AIYE – Plano Espiritual - e no ORUN – Plano Físico. O arquétipo de OXALÁ é alheio a toda violência, disputas, brigas, gosta de ordem, da limpeza, da pureza. Assim como Exú – movimento – é o grande símbolo da síntese de todas as origens, representando a totalidade, consequentemente residindo em todos os seres humanos em natural aptidão espiritual ou estado latente de potencialidade Crística, a ser germinada no momento certo de caminhada evolutiva em conformidade com os destinos de cada um a serem caminhados entre as reencarnações sucessivas. 
     Imaginemos OXALÁ o Oleiro Primordial, responsável pela criação física dos homens: a argila é a mesma para todos, mas o Sopro Divino – EMI – que lhes dá a vida é diferenciado e inigualável a cada assopro de Olórun, forjando cada centelha espiritual imorredoura única. No processo de evolução entre as reencarnações, cada criatura criada pelo Criador desenvolverá inexoravelmente consciência de si mesmo e suas potencialidades individuais, fruto do exercício do livre arbítrio que cada vez mais despontará ocasionando-lhe merecimentos, débitos, disposições, preferências; enfim um modo de ser peculiar, fazendo-nos diferentes um dos outros, mas iguais por termos a mesma origem sagrada. Sem dúvida na Umbanda, Jesus foi, é e continuará sendo, o maior símbolo dos Atributos Divinos de OXALÁ no planeta Terra, significando o próprio aspecto e irradiação Crística do DEUS único, independente de rótulos religiosos que nos atribuímos reciprocamente, por ainda não entendermos a magnitude da Criação Divina.

Muita paz, saúde, força e união.

NORBERTO PEIXOTO.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A Grande Mãe...


Iemanjá é considerada um Orixá dos primórdios da Criação. Quando Oludumare – Deus - encarregou Obatalá de criar o Ayê – Terra -, lá estava a Grande Mãe, Geradora Divina, fornecendo a água para a formação da vida. Então Iemanjá não é apenas uma figura feminina passiva e materna, é uma matriz energética extremamente poderosa controlando uma série de Atributos Divinos. Iemanjá é a GRANDE MÃE por ser a principal conhecedora das profundezas do Ori – nossas cabeças, no sentido metafísico – e a “confecção” de todos os destinos tem a sua supervisão, lhe dando atributos de conhecedora e conservadora da humanidade. Como Mãe Provedora, acolhe e conduz nossas mentes ao renascimento para as coisas do espírito, manifestando-se em anseio latente de compreensão do sentido “oculto” da vida. Como Irradiação Sagrada domina o poder das profundezas dos oceanos e suas riquezas e pode naturalmente responder suplicas às margens de rios e lagos. Quando necessário para o equilíbrio planetário suas forças se movimentam incrivelmente forte através de furacões e agitação descontrolada dos oceanos, sendo uma das energias fundamentais da cosmogonia ou cosmogênese espiritual, pois sem o elemento aquoso não teríamos vida na Terra e não seria possível a reencarnação de espíritos que já tem consciência que existe algo fora de si e de que não somos somente instintos. Tanto que Iemanjá está contida em todos os seres humanos através dos sais das águas marinhas que são símiles na sua composição química aos do suor e das lágrimas. Cuidemos dos mares, zelemos pela nossa Mãe Divina que ela sempre “olhará” por nós com amor e compaixão. NORBERTO PEIXOTO.

Hoje é dia de festejos de Iemanjá no RS. Vamos refletir?


A UMBANDA E OS RESÍDUOS DO RITO DE YEMANJÁ

O momento é de mudanças, transformações e reforma intima! Mudanças estas que devem começar nas mentes das pessoa "ditas" umbandista, considerando que muitas pessoas se utilizam erroneamente do nome da Umbanda, pois, "ser" umbandista significa estudar seus fundamentos, conhecer seus princípios, seguí-los e, sobretudo, amar esta linda religião!
Como vocês bem sabem, eu nasci na Umbanda e reverencío suas leis desde então.
Por isso, chegada à época dos Festejos da Sagrada Mãe da Umbanda, Yemanjá, em especial, quando ao término, sinto verdadeira vergonha destes tais "umbandistas" que transformam a praia em um verdadeiro lixão com suas infindáveis oferendas poluentes, maculando a imagem de nossa religião, que a todos, incluída a natureza, visa proteger.
Meu pai já dizia: "como explicar que focinho de porco não é tomada?".
Já tantas vezes tive que explicar "que aquela imensa sujeira em frente a praça onde as crianças brincam", que "aqueles dejetos em putrefação na esquina de uma amiga", que "aquele imenso lixão do dia seguinte dos ritos de Yemanjá", dentre outros tantos, não são coisas da Umbanda; não da verdadeira Umbanda.
Vivemos uma inversão de valores e sentidos religiosos. O verdadeiro umbandista ama a morada de seus pais, protege e luta pela sua preservação. Como nos dias de hoje é possível aceitar tanto descuido e desrespeito a o que nos é tão sagrado? Como mostrar às pessoas que cultuamos a Natureza, onde o que mais encontramos é o descaso? Sujar o mar é como sujar a porta de entrada da morada de nossos ancestrais, dá pra imaginar isso?
Amo as festas de Yemanjá, mas, infelizmente, não vou mais (nem levo meu grupo) no dia 02 de fevereiro, data dedicada à Yemanjá em grande parte do Brasil, inclusive aqui no estado do Rio Grande do Sul.
Não vou a estas comemorações, pois fico triste, me revolto! Durante toda minha infância esperei o dia 02 de fevereiro para ir com a terreira do meu pai, e avô , quando fazíamos excursões a fim de realizar o rito da Mãe. O tempo passou , eu cresci, meu pai partiu, muitos outros antigos se foram, meu avozinho está beirando os noventa anos, e vejo que, infelizmente, alguns comportamentos parecem estar já enraizado nas práticas "umbandistas":
Muitas das desculpas para seus maus hábitos, suas má condutas, apenas refletem o desiquilíbrio dos médiuns. "É a cervejinha que Ogum está pedindo", onde a lata vai pro chão, "o cigarrinho e o trago", que terminam com inúmeras garrafas de bebidas de todo o tipo na praia, esquinas e praças, isso sem falar dos litros e litros de bebidas alcoólicas que são ingeridas por um único médium em uma gira aberta. Outro ponto a ser observado é a lastimável disputa entre terreiros pela maior tenda, com o maior número de médiuns , onde estarão as maiores imagens. Ao fim, mais parecem carros alegoricos! Assim, as pequenas casas vão sendo "esmagadas" e empurradas para dentro do mar, ou para o meio das dunas, tudo para dar espaço, aos maiores e mais suntuosos terreiros, que vinculam a soberba exibição à força de seus guias.
Nada disso faz sentido, uma vez que identificamos na Umbanda a própria manifestação da Natureza, em seu estado puro e original. Quaisquer práticas que fujam a esta regra constituem verdadeiro desrespeito à Lei Maior.
Vejo nesta questão da sujeira das festas de Yemanjá o triste ápice da ignorância humana, cunhado na bandeira da Fé.
Há beleza maior do que uma oferenda com pétalas de rosa, ou outros materiais orgânicos, lançados ao mar com carinho e axé?
Leve seu amor, faça uma gira limpa, monte a frente para a Mãe com frutas se preferir. Assim costumo fazer! Enfeite, mas deixe tudo lindo! Coloque um axé de paz e amor, cante um ponto, toque seu atabaque com louvor, eleve-se em uma oração sincera, perfume o ambiente...
Lembre-se! Se você quer mesmo caprichar na sua cerimônia, se quer mesmo que a Mãe não devolva sua oferenda (pois, acreditem, Ela devolve!), se quer que Ela se sinta ainda mais homenageada, economize suas energias, tempo e dinheiro! Ao invés de fazer barcos de madeira, isopor, ou outro material sintético, use esta motivação toda para dar o bom exemplo, cuidando com amor o ponto de força da Mãe Yemanjá - o mar e oceano!
Faça um ritual limpo. Recicle sua forma de ritual. Faça o bem, seja o bem, pois tenho a certeza de que a Grande Mãe irá acolher seus pedidos!
Por uma Umbanda Limpa!
Odoya minha Mãe!
Axé com muita consciência a todos!

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