segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Motivos de usarmos roupa branca para sermos médiuns de terreiro.

       
      Muitos irmãos de outras frentes espiritualistas e espiritistas questionam da real necessidade de usarmos uniforme branco para sermos médiuns na Umbanda.  Reflitamos que enquanto as leis sociais e o esquema moral da humanidade especificam o modo mais aprimorado de convivência, disciplinando as relações interpessoais no exíguo período da existência humana do nascimento ao túmulo, o Evangelho é definitivamente a miniatura das leis cósmicas identificada no microcosmo terreno para conduzir o homem à sua autenticidade espiritual imorredoura. 

          O insigne Caboclo das Sete Encruzilhadas, por ocasião da anunciação da Umbanda no plano físico, estabeleceu a roupa branca no que diz respeito à IGUALDADE que deve haver entre os homens que procuram se evangelizar reunidos sob a Lei Fraternal de Umbanda. Em nossa atual sociedade o grau de espiritualidade, caráter, honestidade e amor ao próximo são de menos valia diante o que fulano ou cicrano aparentam ter ostentando posses, em detrimento do ser do beltrano que tem pouco. Assim, é corriqueiro valorizar-se os indivíduos com base em suas apresentações pessoais, externas, sem atentar-se para os predicados internos da alma. No terreiro de Umbanda todos são iguais e os assistentes não devem dar vazão às aparências do mundo profano na busca de sua espiritualização. Assim, quem frequenta um terreiro da Divina Luz jamais terá a oportunidade de identificar no corpo mediúnico, estando seus membros vestidos todos iguais de branco, eventuais ou supostas diferenças intelectuais, culturais e sociais, tal como não podemos  visualizar as cores das penas de um bando de araras voando. Não importa se por trás da roupa branca sacerdotal se encontra o advogado, o arquiteto, o militar graduado ou o diplomata, um rico empresário ou um simples camelô, a funcionária concursada ou a empregada diarista, eis que todos estão ali reunidos em um mesmo espaço religioso igualados para servir incondicionalmente.
      Cuidemos com zelo esmerado e amor de nossa roupa branca. Ela veste-nos o corpo físico para que nos ofertemos aos Orixás e aos nossos ancestrais ilustres, espíritos benfeitores das luzes de Aruanda.
        Muita paz, saúde, força e união,

        Norberto Peixoto.
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