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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Trabalho na mata em noite de amaci.

                    

         A noite de segunda-feira que passou foi dedicada ao amaci, lavagem das cabeças com o sumo vegetal extraído de folhas propiciatórias para fortalecimento do tônus mediúnico da corrente, depois de um ano de trabalhos ininterruptos na Casa de Caridade Umbandista. Os preparativos rituais com as palavras invocatórias e de encantamento iniciaram na sexta feira anterior e desde então os sintomas já se faziam sentir como sensação de cansaço, moleza no corpo, tristeza indefinida e sensibilização do chacra cardíaco deixando tudo sentimentalmente exagerado ao ponto de chorar sem motivo, com uma vaga melancolia.  O final de semana transcorreu ainda com tais sensações presentes e algumas vezes acentuadas, o sono foi profundo e intenso nestas noites e entremeado de paisagens com muito verde, cheiro de mata, ervas frescas, raízes gigantescas e fortes de árvores frondosas e repletas de frutos e flores. Movimento de folhas sendo maceradas na mata, leve farfalhar com a brisa suave que trazia o aroma gostoso e purificador da natureza para dentro do mundo onírico. Isto tudo  nos faz refletir sobre o nosso comprometimento com a causa que abraçamos junto com o grupo ao qual pertencemos e no papel que desempenhamos na comunidade religiosa, família espiritual que adotamos para evoluir em conjunto.

             Ao chegar ao Templo para a cerimônia do amaci encontramos o mesmo preparado e higienizado, enfeitado e com perfume de ervas, aroma reconfortante e uma energia leve e revigorante, porque devidamente preparado com antecedência pelo Zelador Espiritual pelo Pai Pequeno e Mãe Pequena que já estavam a postos esperando pelos seus filhos, com zelo e carinho verdadeiros.  Assim que todos chegaram se colocaram em prece e meditação, sentados no chão, devidamente recolhidos, ouvindo pontos de raiz, para facilitar a internalização do momento presente e melhor aproveitamento das energias que circulavam no ambiente.
             Após a ritualística de abertura dos trabalhos teve início a cerimônia do amaci e os médiuns em fila respeitosamente se colocaram para recebê-lo.  Um a um curvados em frente ao Pai e Mãe Pequenos, recebiam a mistura de ervas e a sensação que tive foi de um choque que iniciou na base da nuca e percorreu a cervical até o cóccix deixando-me completamente anestesiada, com um  estranho formigamento, como se o fogo serpentino entrasse em erupção, saindo pelo  alto da cabeça através do coronário e tentasse repentinamente descer pelo mesmo caminho, sem poder encaixar-se devidamente no espaço agora pequeno, porque havia crescido e se expandido em demasia. Foi necessária a ajuda dos cambonos para conseguir levantar e dar lugar ao médium posicionado logo atrás na fila. Retirei-me lentamente, com passos vacilantes e pernas amortecidas ainda pelo choque recebido. Respirando fundo e concentrada recolhi-me, meditando sobre a graça de participar daquele ritual junto com os demais companheiros de caminhada.
             Encerrados os trabalhos e retornando para suas casas todos estavam tranquilos, porém os trabalhos continuaram noite adentro, com o amparo dos guias e mentores de cada um. O grupo foi levado para um sítio energético correspondente a uma floresta no astral de onde os espíritos da natureza juntamente com os amigos espirituais, aplicavam recursos obtidos das seivas vegetais para revigorar e restaurar a saúde e as forças de cada um. Todos receberam aquilo que estavam necessitando, de acordo com o seu merecimento e as suas necessidades, ninguém ficou de fora, apesar de alguns parecerem alheios ao momento que se passava, adormecidos e sem compreender direito o momento presente.
             Mas cada um está numa fase especial de sua vivência e compreende ou assimila de acordo com suas crenças e valores e mesmo assim, todos recebiam carinhosamente a atenção dos amigos espirituais. Retornamos na madrugadinha, no momento em que Ogum rompeu a alvorada e fomos reconduzidos a nossas casas e nossos leitos para o descanso e o repouso merecido.
             Este momento único de vivenciarmos o amaci, só foi possível pela dedicação carinhosa do Zelador Espiritual, que organizou o ritual disponibilizando os elementos necessários e, sem dúvida, pelo amor e cobertura energética que os Guias Astralizados da Egrégora do terreiro oferecem aos médiuns da corrente. Verdadeiramente são Eles do lado de lá, que zelam os sítios da natureza e dos orixás, daí advindo a "manutenção" da saúde espiritual e física dos seus filhos amados da Terra, seus “cavalos de santo”. Assim realiza-se adequadamente a redistribuição de axé, equilíbrio, fraternidade e harmonia na comunidade religiosa mediúnica. Por amor, estes espíritos abnegados abdicam de estarem em outros planos vibratórios, beatíficos e sútis, para virem em auxílio aos filhos da Terra e fortalecer-nos.

Lizete - Médium do Triângulo.  
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