quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Mulher, por que choras? Quem buscas?



A emoção desdobrava em lágrimas, enquanto sentada, à entrada do sepulcro aberto na rocha, conjeturava: que acontecera? Para onde O teriam levado e por que O trasladaram daqueles sítios, no silêncio da noite?
A inquietação assumia proporções de desespero que a dominava lentamente.
O Sol irisava as nuvens pardacentas e o vento frio sacudia as poucas anêmonas e raras rosas por entre os arbustos.
Na mente ecoavam, sonoras, as vozes dos mancebos de vestes alvas, que lhe disseram: “Não tenhas medo, porque eu sei que buscas a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou...”.
Ela cria que o Mestre, conforme dissera, ressuscitaria dos mortos. Temia, no entanto, que os judeus houvessem roubado o corpo.
Atemorizadas, Joana de Cusa, Maria, mãe de Marcos, e as outras companheiras desceram à cidade para anunciar o desaparecimento do corpo do Rabi.
Pedro e João subiram o monte ansiosos e constataram os fatos: os lençóis com as substâncias aromáticas do embalsamento no túmulo vazio, o lenço, a pedra afastada...
Estarrecidos, os dois discípulos retornaram à cidade, com as tristes novas; ela ficara chorando.
Os acontecimentos daqueles últimos dias foram muito dolorosos e surpreendentes. Não conseguia compreender nem concatenar os sucessos.
Uma saudade feita de pungente dor estrangulava-lhe o peito.
Foi muito rápido. Teve a impressão de uma aragem que perpassou levemente perfumada.
Voltou-se para trás e por entre as lágrimas viu, a poucos metros, um homem que lhe perguntou:

“- Mulher, por que choras? Quem buscas...?”.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Jovem hoje...Velho amanhã.

              Nara chegou cedo à praia, pois queria pegar um bom lugar pertinho do mar e ficar lagarteando na areia, depois curtir um bom livro, debaixo do guarda-sol.  E isto exigia algum sacrifício porque se demorasse, ao chegar a praia estaria congestionada, sem um lugarzinho disponível para fincar acampamento. E ainda por cima teria de ficar ao lado de algumas famílias que se apropriam de vários metros quadrados de areia, com crianças berrando, correndo, jogando areia para todos os lados, as mães gritando desesperadas e ameaçando chamar o Salva-vidas caso se aventurem no mar, com água acima dos joelhos.

             O sol estava maravilhoso e o céu azul sem nuvens, anunciava um belo dia de verão, para curtir o mar, que por sinal não estava nem aí para os veranistas, porque apresentava aquela cor característica de chocolate e que alguns dizem que é iodo. Faz bem para a pele. Só não faz bem para as roupas de banho que ficam encardidas e com areia escura nos fundilhos, tendo que ficar de molho por horas a fio para limpar. Ah! Mas são pequenos detalhes que não estragam o prazer de um bom banho de mar. Ainda mais que a água estava morninha, gostosa. Seria caldo de xixi? Com tanta gente dentro d’água, quem pode saber? Com tantas pessoas que levam para a praia chimarrão, muita água para a criançada, cerveja, caipirinha, suco, milho cozido, sanduiches, bolachinhas de todo o tipo e mais as frutas como a banana, maçã, que são fáceis de comer e de empanturrar a gurizada. Há também aquelas que levam galinha com farofa e montam uma barraquinha ou um guarda-sol e ficam o dia todo, praticamente torrando na praia e quando voltam para casa mudaram de cor, algo meio entre o pimentão e o camarão. E dele choro de criança, com febre, com dor de ouvido, dor de barriga, desconforto na pele queimada. Outras de tanto brincar nas pocinhas de água formadas pela maré ou nos riachinhos inocentes que deságuam no mar, pegam micoses e todo tipo de alergia possível e disponível naqueles reservatórios de poluição que ficam placidamente esperando os incautos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ogum e o poder da vontade consciente

O momento planetário e existencial que a humanidade esta passando , caracteriza-se , cada vez mais , pela procura desenfreada, por uma necessidade de mudança, que na grande maioria das pessoas se materializa em sua vida , de maneira errada e desequilibrada. Sabemos lá no fundo do nosso coração , que as coisas precisam mudar , que do jeito que o mundo anda ,não dá mais. Rezamos por mudanças , na nossa vida , no nosso pais , no nosso mundo! Existem milhões de pessoas , sobre a face da terra , querendo ter posturas diferentes ,abnegadas , honestas ,amorosas,aridosas , mas que não se dispõe a pagar o preço da mudança. Há outras milhões que estão doentes do corpo , em enfermidades auto degenerativas , que não estão dispostas a pagar o preço da saúde. Há tantos outros viciados que não estão dispostos a pagar o preço de uma vida saudável. Só o desejo da possibilidade de sermos quem não somos, não dá o ensejo de ser o que desejamos ser: É PRECISO UM PREÇO. Não há nenhum esforço que não envolva o pensamento , a vontade de realização e a realização. Como grande psicólogo das almas Jesus sempre nos conclamou a uma vida proativa, na qual devemos buscar , pelo nosso próprio esforço , aquilo que nos compete.Ao fazer isso, o Universo se abre para nos ajudar (batei, e abri-se-vos-á). No entanto, refere que são poucos os que buscam esse caminho , pois são poucos os que querem pagar o preço para se modificar. O Universo abre-se em favor da criatura , a partir de uma efetiva decisão interna , e não o contrário. Somos nós os detentores das nossas vidas. Precisamos de vontade para realizar toda e qualquer ação de mudança para melhor.

 


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Jesus acusou Judas de traídor na última ceia?

PERGUNTA: — Ainda com relação à última ceia, gosta­ríamos de sanar nossas dúvidas quanto ao fato daquela acusa­ção de Jesus, insinuando ser Judas o discípulo que deveria traí-lo.
RAMATIS: — Entre os diversos acontecimentos narra­dos pelos evangelistas e sumariamente modificados posterior­mente pelos exegetas católicos, a cena da acusação indireta de Jesus centra Judas, se fosse verdadeira, seria um dos mais graves e censuráveis desmentidos aos seus profundos senti­mentos de amor, ternura e perdão tão sublimes, que, nos extremos de sua agonia, no ato de sua crucificação, quanto aos seus algozes, o fez dirigir ao PAI aquela rogativa de mi­sericórdia infinita: "Pai! Perdoai-lhes porque eles não sa­bem o que fazem".

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Os guias espirituais são perfeitos?

Pergunta – Podeis dar-nos maiores elucidações quanto a vossa assertiva “os Guias Espirituais que acompanham o médium estão em processo evolutivo”?  Então, os mentores não são espíritos perfeitos?
PAI VELHO – Hierarquizar a ordem evolutiva do infinito Cosmo Espiritual para a compreensão dos filhos da Terra é impossível. Qualquer sistema classificatório é um arremedo da infinita diversidade de consciências em seus variáveis estágios evolutivos. Em relação aos seus médiuns podemos afirmar que os Guias do lado de cá são espíritos “perfeitos”, no sentido que já criaram dentro de si uma atitude e atmosfera psíquica permanente de total transformação pelo “agir que segue o ser”, venceram o velho ego em encarnações sucessivas e renasceram com um novo Eu Espiritual que emana amor e almeja servir ao próximo incondicionalmente. Numa série de luminosas diretrizes, Jesus em seus ensinamentos contidos no evangelho registra a derrota do pequeno ego humano diante da vitória inexorável do verdadeiro Eu Divino Imanente. A total auto-realização ou cristificação do homem tornando-o um espírito “perfeito” o mantém como consciência que está em infinita busca de evolução.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Umbanda - Por que a simplicidade não satisfaz?


Depois de alguns anos militando na umbanda, comecei a desenvolver um senso critico no diz respeito a minha religião.

Passei a observar as mudanças, as evoluções, os retrocessos, o comportamento, enfim tudo que se refere ao dia a dia da Umbanda.

Uma coisa tem me incomodado muito; a falta de simplicidade que tenho observado nos terreiros. 

Quando iniciei na Umbanda, pés no chão, uma roupa branca, algumas velas brancas no altar e o terreiro estava pronto para funcionar, as entidades sempre presentes, os consulentes atendidos, os médiuns felizes por estarem ali, enfim uma atmosfera propícia para pratica do bem.

Não existiam cursos como, por exemplo, formação de “sacerdotes” em dois anos, nosso aprendizado era dentro do terreiro, ouvindo o dirigente, as entidades, os mais experientes.

Muitos vão dizer que a evolução é importante e faz parte da vida, concordo, mas penso que deva ser uma evolução inteligente, coerente.

Infelizmente tenho visto muitos que inventam rituais, fundamentos, práticas, muitas beirando o absurdo, outros vão buscar em outras religiões, usos que nada tem haver com a Umbanda, em nome de uma pretensa evolução.

Vejo a subserviência, a idolatria à pessoa do “pai de santo” muito grande, vejo que em muitos casos a espiritualidade fica em segundo plano, hoje Orixá virou sobrenome e até propriedade pessoal, terreiros viraram desfile de moda ou concurso de fantasias.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O caminho espiritual


"Jesus, concisa e precisamente, definiu as grandes dificuldades que a civilização humana teria para vencer, e superar o egoísmo, quando instituiu a necessidade de amar ao próximo igual ao amar a si mesmo. Psicoterapeuta divino, sabia ser esta a máxima possibilidade de expressão de amor do terrícola. O mestre amava a Deus acima de todas as coisas e aos homens mais do que a si mesmo. Exemplificou na renúncia total, em prol da humanidade..." 
Ramatís - Chama Crística.

          O processo de transformação é longo e árduo, porque a personalidade autocentrada resiste por todos os meios a qualquer mudança, erguendo barreiras, apresentando dificuldades, racionalizando sempre com todo tipo de argumento o porquê não pode e não deve mudar. As dificuldades do caminho espiritual podem ser imaginadas como a subida de uma ladeira íngreme que se torna mais difícil quanto maior for o peso das tendências materiais que tivermos de carregar. Esse processo de transformação era conhecido no cristianismo primitivo como metanoia, posteriormente traduzido como ‘arrependimento.’ Neste sentido, em quase todos livros da tradição cristã, quando encontramos a palavra arrependimento, o que está sendo transmitido é a idéia de mudança de atitude, valores e orientação de vida, devido à mudança mental.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Bloco dos Músicos - Senhor Sete da Lira



"...no momento em que as escolas entrarem na avenida, eles estando junto, se deslocariam entre os seres desencarnados atraindo-os com a música alegre e contagiante, afastando-os então do povo, numa tentativa de impedir que influenciassem pessoas com ideias nefastas, desmanchando desta forma o ataque de falanges das trevas, contra a multidão de desavisados, nas noites de folia profana."       
     
         Os preparativos para os festejos carnavalescos estavam intensos e os trabalhadores da Escola Unidos da Vai Que é Festa, grupo com sede na periferia de uma grande cidade brasileira, agitavam-se no barracão, correndo de um lado para outro, terminando a montagem dos carros alegóricos, conferindo as fantasias, ultimando os preparativos de acordo com o tema escolhido para o desfile na passarela do samba. Uma correria danada, coordenar todo o pessoal envolvido, definir quem faria o que, para que tudo saísse nos conformes como o planejado ao longo do ano. O tema escolhido apresentaria o enredo “Os Prazeres do Mundo” e uma ala de belas mulheres selecionadas criteriosamente, vestindo peças de roupas minúsculas, praticamente seminuas, com os corpos esculturais a mostra, gingando e sambando, num convite capcioso a festejar os prazeres e licenciosidades da vida, com certeza faria o maior sucesso. Levantaria o público e os jurados, causando furor, excitando os sentidos de tal forma que seria praticamente impossível não ser tocado pela onda de sensualidade que se espalharia pela avenida. As fantasias cuidadosamente escolhidas e o brilho das lantejoulas dariam o toque de mil e uma noites com sedas, cetins e plumas, muitas plumas. O ouro que seduz brilhando, ofuscando os sentidos na noite mágica dos festejos momescos em que a população deixa tudo de lado para curtir as delícias do carnaval. Colocando todos os recalques para fora numa tentativa de lavar a alma na folia. Praticando toda espécie de barbaridades e soltando os baixos instintos na multidão desconhecida e sem rosto. Quando o desvario toma conta de alguns seres que então aproveitam para praticar todo tipo de atrocidades. Sendo que algumas terminam de forma trágica e outras o resultado se faz sentir no espaço de nove meses, quando nascem os filhos indesejados do carnaval. Crianças que não foram geradas com amor e respeito e que provavelmente nem saberão quem é o pai. Muitas serão consideradas produção independente e as mães irão arcar com a responsabilidade de criar os rebentos sozinhas, com todo o ônus que acarreta tal tarefa pesando em suas costas. Outras serão atiradas nos orfanatos e outras talvez tenham a sorte de encontrar uma família para adoção. E aquelas que não chegarão a nascer, por práticas de aborto ilegal?

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Incêndio em Santa Maria - Mortes Coletivas - Desastres em Massa.

Um exemplo de umbandista a ser seguido.

Um exemplo de Umbanda.

 Lindo, emocionante, simples e profundo. A vida e o testemunho da dirigente são alentos para que persigamos sempre a nossa religiosidade com os Orixás. 

Oxalá nos permita chegarmos ao final desta vida carnal com um pouquinho que seja da simplicidade, sabedoria e amor demonstrados pela sacerdotisa - Irmã Graça. Seremos galhardamente vitoriosos sobre nossos egos nesta encarnação se conseguirmos.

 Documentário sobre a Umbanda para o Observatório Transdisciplinar das Religiões do Recife, Universidade Católica de Pernambuco.

 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Vamos sujar as praias de Iemanjá!?




Iemanjá gosta de praia limpa!!!

A grande festa de Iemanjá, dia 02 de fevereiro, chegou e com ela também teremos que conviver com muita sujeira deixada nas praias por pessoas que desrespeitam profundamente os seus semelhantes, o mar e toda a natureza. E também desmerecem Iemanjá em seus fundamentos mantenedores, sagrados, divinos, que não combinam com poluição.

São copos, garrafas, restos de alimentos, embalagens e uma infinidade de outras coisas, materiais plásticos, pentes, vidros de perfumes,  e até mesmo alguns itens que expressam de um jeito errado a fé de pessoas com boas intenções, mas ecologicamente e religiosamente mal orientadas, pois apodrecerão atraindo moscas e outros insetos.

Barquinhos cheios de oferendas, bebidas e frascos diversos, são lançados ao mar como gesto inocente de fé por essas pessoas, mas será mesmo que Iemanjá, a rainha de todas as águas, quer que você suje as praias e a sua morada, o oceano?

Você já voltou à praia na manhã seguinte e viu que a totalidade destes barcos são afundados, "rejeitados" como que devolvidos pelo mar atracando nas areias? 

Visualmente, para crentes de outras religiosidades, nós umbandistas nos parecemos nada higiênicos nessas práticas festivas junto aos mares.

Se você fosse Iemanjá, a mãe de todos os Orixás, gostaria de ter sua casa entulhada de sujeira?

A verdade é que os barcos afundam logo e as oferendas em sua maioria retornam para a praia trazidas pela força das correntes marítimas que geram as ondas.

Muito triste de se ver no outo dia.

A nossa maior oferenda é a consciência amorosa para com a "morada" do Orixá.

A quem tiver necessidade de um elemento material para uso como oferta em pequeno rito pessoal, para Iemanjá, recomendamos que se ofereça "apenas" as pétalas de rosas de cor branca, que podem ser borrifadas com perfume de alfazema.

Vale lembrar que Iemanjá, e todos os Orixás, são aspectos diferenciados do Criador e não espíritos individualizados. Não há a necessidade de deixarmos bebidas e comidas na beira do mar, muito menos copos plásticos e embalagens de vidros.
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