segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013 chegou. E agora!? E a morada de Yemanjá?


Respeito e amor desperta a grande Mãe Yemanjá em cada um de nós, a percepção de que podemos gerar "vida" e de que somos cocriadores com Deus. 
O que "criamos" no Reino do Orixá?

Como em todo fim de ano, nos últimos momentos, em todo o mundo e como não poderia deixar de ser, a maior expectativa foi pela contagem regressiva.

Comemorou-se o fim de um ciclo, como se quiséssemos fechar com “chave de ouro” os doze meses vividos por nós.

Vale tudo para acreditar que algo mudará... Pulamos as sete ondas e fizemos os pedidos, pedidos estes que continuam a alimentar o lúdico, o sobrenatural, o mágico, como se estes rituais fossem levar de nós para sempre nossas falhas.
Quantas flores e perfumes foram jogados ao mar para enfeitar Yemanjá no desejo sincero de que este Orixá nos oferte de volta a realização de nossos sonhos mais especiais?

Quantas velas foram acesas nas areias das praias com milhares de pedidos despejados no ar? Pedidos de proteção, de um bom emprego, de um novo amor ou do retorno do antigo, quantos?

Ok! Saltamos por cima das sete ondas, acendemos as velas na praia, cantamos e dançamos, tomamos a meia noite o banho de mar, ofertamos para Yemanjá os mimos em troca da proteção, vestimos o branco, o amarelo, o vermelho, o dourado e usamos a peça íntima de acordo com o desejo, para o novo ou para o velho amor. Mas e onde em nós guardamos espaço para a vontade mental? Onde guardamos em nós o espaço para a fé inteligente e para o “mãos a obra”?

De que nos valeu todo o ritual na passagem do ano, se depois não trabalhamos em prol da nossa reforma íntima?

De que nos vale o príncipe ou a princesa encantados, se não somos capazes de também fazê-los felizes?

De que nos vale a realização de nossos desejos se não estamos preparados para usufruir deles?

Então? Não culpemos nem Yemanjá, nem as velas, nem as simpatias ou os rituais na praia, as cores usadas ou os nossos guias, caso nada do que pedirmos na passagem do ano, nos aconteça em 2013, ou pior, aconteça, mas tudo ao contrário.

Ah! E para que tudo dê muito certo, que tal recolhermos as flores, as velas, as garrafas, e tudo mais que levarmos para as praias e para as matas neste fim de ano, ajudando assim, a preservar a natureza, hem?

Desejamos a todos um feliz 2013!

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