quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A pedagogia dos símbolos e das alegorias

         Os símbolos são para a mente o mesmo que as ferramentas são para as mãos, meios de estender a aplicação de seus poderes. Assim, a linguagem carregada de simbolismo usada por Jesus era, em última instância, um método para forçar a mente a transcender sua consciência usual e atingir os estados de consciência do Reino. O método de ensino de Jesus tem um paralelo com o da Cabala, que é um método profundamente esotérico de transmitir o conhecimento de verdades que transcendem o entendimento da mente. O uso de símbolos serve como uma escada pela qual a mente pode subir, degrau a degrau, até adquirir as asas da intuição que lhe permitirão voar para o alto. 

       O efeito do simbolismo e da alegoria é sentido de forma dinâmica. Quando o discípulo medita sobre as parábolas e outras instruções veladas, os símbolos vão sendo como que incubados na mente até alcançarem o grau de amadurecimento em que naturalmente despontam como percepções iluminadas sobre uma realidade que transcende a mente. Nesse processo, as alegorias simbólicas, mesmo que não compreendidas, fixam-se no subconsciente de onde são evocadas sempre que a mente concreta trabalha com idéias relacionadas ao símbolo. Assim, gradualmente, uma percepção do conceito transcendental vai sendo desenvolvida por relances parciais até que num determinado momento a somatória dessas percepções alcança a necessária massa crítica para perfurar o véu da alegoria e perceber a realidade.

Fonte:
OS ENSINAMENTOS DE JESUS E A TRADIÇÃO ESOTÉRICA CRISTÃ
AS CHAVES QUE ABREM O REINO DOS CÉUS NA TERRA
Raul Branco

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