sábado, 13 de outubro de 2012

Assistência terapêutica dos espíritos x medicina da Terra.


       Desde que a medicina acadêmica ainda não consegue curar todas as enfermidades do corpo físico e se mostra incapacitada para solucionar as doenças psíquicas de origem obsessiva, é evidente que os médicos não podem censurar os esforços do curandeirismo mediúnico, que tenta suprir as próprias deficiências médicas no tratamento das moléstias espirituais. A medicina oficial, malgrado o seu protesto à intrusão do médium ou do curandeiro na sua área profissional, fracassa diante dos casos de obsessões, quando pretende tratá-los de modo diferente da técnica tradicional adotada pelos espíritas e médiuns.
Além disso, os brasileiros pobres vivem impossibilitados financeiramente de recorrer aos serviços médicos competentes, por não poderem indenizar as despesas do clínico, quanto mais submeterem-se a cirurgia onerosa.
Considerando-se que ainda não existe um serviço médico eficiente e devidamente difundido por todo o território brasileiro, em que perto de mil municípios não possuem facultativos de qualquer espécie, nem hospitais, não deve, pois, censurar-se o médium curandeiro, quando, em sua terapêutica censurada pela medicina acadêmica, ele procura atender aqueles que não podem ser tratados pela via oficial. Não há dúvida de que também interferem os falsos médiuns ou charlatões que enodoam o seu serviço com a cupidez do ganho fácil, assim como os médicos inescrupulosos negociam em detrimento do serviço sacerdotal dos seus colegas dignos. Portanto, a prática do curandeirismo mediúnico, no Brasil, não deve ser considerada como uma intromissão indébita ou leviana de seus praticantes, na esfera da Medicina oficial; mas, sim, um efeito decorrente da falta de amparo e de assistência social por parte das autoridades responsáveis pela saúde do povo, e, também, pela ineficácia de alguns medicamentos bombásticos e certos médicos inábeis.

Ramatís - Mediunidade de Cura

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