sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Ninguém faz feitiço caso não exista em si mesmo

         Sem dúvida, mil vezes o sentimento que beneficia, em vez da maldade que destrói. Os pecados humanos, latentes ou potenciais, podem sublimar-se pela renovação crística ou reduzir-se pelo discernimento espiritual que o homem tiver de si mesmo! Mas isso sucede conforme o desenvolvimento espiritual, pois o acervo inferior herdado do animal serve de suporte imprescindível para a formação da consciência individual. O pecado, em verdade, provém do mau uso que fazemos dos instintos e paixões animais, que já foram superados pelo nosso entendimento superior da razão! O próprio Jesus advertiu que se deveria transformar a energia que sustenta o pecado, em forças domesticadas a favor da ascese angélica!
O nosso propósito é demonstrar-vos que ninguém faz feitiço caso não exista em si mesmo o potencial ou a tendência para praticar tal ato censurável. É de senso comum que, de um negativo fotográfico imoral, só se pode revelar uma fotografia imoral!
O homem que odeia no silêncio de sua alma não se torna pior depois que pratica um ato odioso em público; mas ele já é assim, muito antes de materializar a sua perversidade! O pecado que mora na mente do homem é o mesmo que depois surge à luz da vida humana, quer seja por descontrole emotivo, explosão de cólera ou espírito de desforra! Há homens frios, que podem examinar e observar os seus pecados, capazes de mantê-los sob controle ou disfarces, evitando prejuízos morais ou julgamentos desairosos em público. Tais criaturas são pusilânimes na sua frieza calculista, pois, embora desejem vingar-se da menor ofensa do mundo, preferem aguardar o ensejo providencial para a desforra covarde e anônima! O feitiço, então, lhes serve de excelente oportunidade para expressarem a sua perversidade oculta, pois lhes falta a coragem e a hombridade suficientes para assumirem os resultados de sua sanha maligna.
As criaturas excessivamente temperamentais, sem controles emotivos e arrastadas pelas suas próprias emoções a atos que depois deploram, são menos culposas do que os homens prudentes e cautelosos, que comandam friamente as suas reservas. malévolas e pecaminosas! Semelhantes às fontes de água estagnada ou cisternas poluídas, eles ferem traiçoeiramente o primeiro imprudente que ousa diminuir-lhes o patrimônio egocêntrico.
A Divindade respeita o direito de o homem acumular reservas de pensamentos e projetos destrutivos, mas depois o enquadra, implacavelmente, sob as leis da expiação redentora, quando ele movimenta essas energias em desfavor de outrem.

     Ramatís - Magia de Redenção

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