segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Saudades eternas!? No reino de Omulu.


           Hoje por volta das 16h estive visitando o cemitério municipal São João, aqui em Porto Alegre. Fui agradecer ao Orixá Omulu, em seu ponto de força vibrado, toda a proteção e cobertura espiritual que Ele nos dá, enquanto zelador de uma corrente mediúnica com giras de atendimento semanais na religião Umbanda. Este Orixá fundamenta nossa egrégora em todo o trabalho de desligamento da matéria de espíritos desencarnados e ao mesmo tempo protege os membros de nossa corrente escoando as energias deletérias para a natureza preservando saudável os duplo-etéreos dos medianeiros. Ou seja, resíduos magísticos negativos voltam a mãe terra sob a égide de Omulu renovando-se como tudo que ocorre à natureza.
         Ao caminhar dentro do campo santo – cemitério –, ao qual chamamos de calunga, admirei os belos jazigos perpétuos, alguns de famílias eminentes, fazendeiros, empresários, industriais,..., alguns com enormes e portentosas estátuas em bronze de Jesus.  Respeitosamente refleti que transferimos para a morada de nossos restos mortais a ostentação que temos com os bens da matéria: mármores importados, estátuas de bronze, vidros de cristais, azulejos portugueses. Fiquei pensando por quantas vezes já reencarnamos e em quantos jazigos espalhados por cemitérios em vários países do orbe temos restos mortais que serviram de meio para nossos espíritos viverem na carne. Já reencarnamos milhares de vezes e os títulos acadêmicos, nomes familiares, cargos famosos, bens, riquezas, são transitórios.
         Mas, sem dúvida, o que mais me levou a meditar foram as placas de “saudades eternas” colocadas junto com as fotos dos parentes que jazem além da sepultura. Olhando as fotos daqueles semblantes me veio o seguinte pensamento em mente:

     “O sentimento de saudade é ocasionado quando estamos longe e ausentes de algo ou alguém que amamos. Então, uma saudade eterna é aquela gerada por algo que nunca mais veremos ou estaremos juntos. Ocorre que encontraremos em breve nossos entes amados, do lado de lá da vida ou em futuras reencarnações. Em verdade não existe uma saudade eterna em relação a entes amados, até porque eterno é aquilo que sempre existiu, no passado, no presente e no futuro, e se sempre existiu nunca foi criado. Só Deus é eterno. Somos infinitos, espíritos imortais, criação do Incriado, o Pai-Mãe universal. Os espíritos desde seus nascimentos na maternidade do Cosmo, são infinitos. A partir do momento que tenham consciência de suas individualidades imorredouras, terão sucessivas e ininterruptas oportunidades de reencontrarem entes amados e reconstruírem a ponte do amor que os ligarão novamente num mesmo plano de existência - sem ritos de separações momentâneas como são as mortes na materialidade ilusória.”

       Com muita paz no coração e sutilíssimas e amorosas vibrações me envolvendo o chácara coronário, entre aqueles jazigos todos, agradeci à Omulu, a oportunidade de transformação da minha consciência, fazendo aos poucos morrer o homem velho e gestando o novo, oportunizado pela mediunidade e por seu exercício ininterrupto junto com os Sagrados Orixás na amada Umbanda.

OMULU AIÊ ATOTÔ
É UM ORIXÁ!
PEDE QUE ELE DÁ, ATOTÔ
ELE É ORIXÁ!

SE ELE CORRE OS QUATRO CANTOS
QUATRO CANTOS SEM PARAR
SE ELE CORRE OS QUATRO CANTOS
É PRA SEUS FILHOS AJUDAR!
OMULU AÊ ATOTÔ, ELE É ORIXÁ! (4X)

Muita paz, saúde, força e união.

Norberto Peixoto.

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