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domingo, 4 de dezembro de 2011

Reflexões natalinas


Nestes dias em que se aproximam as festividades de Natal e fim de Ano, deveríamos parar por alguns momentos e tentarmos refletir, sobre de que maneira estamos vivendo nossa vida e o que nos motiva?
Muitas vezes nós só queremos uma vida um pouco melhor.
E o que é uma vida melhor para nós? E o que estamos fazendo para isso?

-Estudamos muito; fazemos vários cursos, trabalhamos muito; nos preparamos, e preparamos nossos filhos, para a batalha do dia a dia.
Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Mas como fica a questão da subjetividade, da espiritualidade?
Da ociosidade amorosa?
O que manda hoje, é virtualidade. Tudo é virtual.
Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é  entretenimento. Domingo, então, é o dia nacional da futilidade existencial  coletiva. Fútil o apresentador , fútil  quem vai lá se apresentar no palco , fútil quem perde a tarde diante da tela.
Sofremos um assédio dos meios de comunicação, que a todo momento tentam, e conseguem,
nos direcionar  para uma realidade predatória, conforme a sociedade de consumo exige nos dias de hoje.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,  usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba  precisando de um analista. Ou de remédios. Quem não pode, aumenta a neurose. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.
Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald's...
Sócrates , o filósofo Grego , gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas.
Quando vendedores  o assediavam , ele respondia Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz! `
`


Autoria: Frei Beto
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