terça-feira, 30 de agosto de 2011

O feitiço pega?

PERGUNTA: - Por que há criaturas boníssimas, de conduta reconhecidamente evangélica, que se afirmam vítimas de enfeitiçamentos? Como se explica isso?
RAMATÍS: - Nem todo o santo de hoje foi magnânimo, virtuoso ou ordeiro no passado! Certas criaturas, que presentemente se devotam à prática do bem, ainda não podem furtar-se à lei cármica e oferecer defesas seguras contra as forças destrutivas que movimentaram em existências pretéritas. Colhem agora os frutos amargos da sementeira imprudente, enquadrados na lei de que "será dado a cada um segundo as suas obras"! Ademais, o simples fato de precisarem reencarnar-se na Terra os obriga a suportarem as contingências e as energias agressivas do plano terrestre ainda tão primário.
O enfeitiçamento ainda é ação perniciosa, produto gerado consciente e inconscientemente pela maioria dos homens, o qual atinge proporcionalmente a todos os seres, segundo as suas deficiências e defesas espirituais. E de senso comum que mesmo um campeão de natação não se livra de perigos, caso seja obrigado a nadar num rio infestado de jacarés.

PERGUNTA: - Pode o enfeitiçamento atingir coletividades, conforme já nos afirmou um estudioso do assunto?
RAMATÍS: - Atualmente, rareiam, no vosso mundo, as terríveis fases de enfeitiçamento coletivo, naturais da época lemuriana e atlântida, em que certos povos se guerreavam através da prática ignóbil da feitiçaria, pois os seus espíritos ainda se achavam fortemente ligados a campos de forças do astral inferior. Esses povos atuavam sobre determinadas "energias elementais" da natureza, portadoras de uma atividade primária muito agressiva e exterminavam-se reciprocamente num processo de vinganças incessantes.
Inúmeras enfermidades de natureza incurável, entre as quais se destacam o câncer e a morféia nervosa, ainda são resultados cármicos de que padecem muitos espíritos participantes da bruxaria coletiva e individual do passado. Faz-se necessário o esgotamento completo desse elemental mórbido usado à larga e ainda latente em muitas almas, para que então desapareça a série de manifestações patológicas atuais, incuráveis. Graças à ação pacificadora de Jesus, criando sublime "egrégora" (*) no vosso mundo e fonte de transfusão da Luz Divina que aniquila o' reinado da Sombra, diminuiu o êxito do enfeitiçamento coletivo. O contato vibratório mais profundo com a "aura" do Cristo-Planetário, e o alimento incessante das preces e sacrifícios dos cristãos nos circos romanos em torno da mesma idéia espiritual-libertadora, contribuiu bastante para anular a eficiência da bruxaria coletiva. No entanto, na Idade Média ainda ocorreram alguns casos de epidemia, alucinações, histerias coletivas, degradações e luxúria em massa, cujos desequilíbrios psíquicos foram realmente provocados por entidades diabólicas encarnadas, em detestável simbiose com espíritos malévolos.

(*) Nota - Egrégora: Composição astral gerada por uma coletividade, pois o pensamento, o desejo e a vontade são forças tão reais e mesmo superiores às mais potentes energias da natureza. Debaixo dessa influência, a matéria astral, tão plástica, faz-se compacta e toma forma. Então, essa egrégora torna-se um campo de influência coletiva, impelindo os que dela se interessam, para realizações positivas no mesmo gênero. Graças a Jesus, compôs-se no mundo a egrégora do Cristianismo, que afora da própria cogitação humana, continua a influir, atrair e orientar as almas sensíveis. Da mesma forma, Hitler compôs a terrível egrégora do Nazismo, a qual ainda insiste evocando adeptos e atuando vigorosa mente ante o menor descuido das autoridades internacionais do mundo.


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