CURSO UMBANDA PÉ NO CHÃO COM NORBERTO PEIXOTO.

O CURSO FOI PROVISORIAMENTE SUSPENSO PELO RECESSO CORONAVÍRUS. REMARCAREMOS FUTURAMENTE E TODOS OS INSCRITOS TEM SUA VAGA GARANTIDA.


CURSO UMBANDA PÉ NO CHÃO COM NORBERTO PEIXOTO.

- PRESENCIAL E GRATUITO.

O curso objetiva transmitir aos participantes uma consciência espiritual, dentro da tradição de oralidade da Umbanda de raiz; presencial, de boca a orelha. A palavra verbalizada é fundamento, conduz axé e um fluxo de consciência do espiritual para o material, do orientador para os “alunos”.

INÍCIO: dia 18 de março de 2020, encontros semanais, toda quarta-feira, com DURAÇÃO de 8 a 10 semanas.

HORÁRIO: das 20 h e 00 min às 21 h e 30 min (o portão de entrada abre às 19 h e 30 min).

LOCAL: Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade

Rua Barão de Tramandaí, nº 23 – Passo d’Areia

Porto Alegre – RS

INSCRIÇÕES: somente 30 vagas e as inscrições serão presenciais em dia de Gira, na secretaria do Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade, às sextas-feiras à noite, a partir do dia 28/02/20. Não faremos inscrições por email ou WhatsApp. É pré-requisito comparecer, se fazer presente para se inscrever. As aulas não serão gravadas nem transmitidas ao vivo.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

As aulas serão dinâmicas – o primeiro tempo de sustentação oral pelo facilitador e o segundo interativo com perguntas e respostas. Não utilizaremos recursos audiovisuais e não concederemos certificado. Os conteúdos estão no livro UMBANDA PÉ NO CHÃO. Recomendamos a leitura do livro para melhor aprendizado de cada aula, conforme o programa a seguir:

Origem e história da Umbanda: advento do Caboclo das Sete Encruzilhadas

Estrutura astral do movimento umbandista

O que são Orixás, Guias e Falangeiros

Formas de apresentação dos espíritos

As linhas de trabalho

As firmezas e tronqueiras

O cruzeiro das almas

A Curimba, os cantos e os toques – a música sacra de terreiro

Os preceitos

As consagrações

A convergência universalista da Umbanda

As influências e diferenças dos cultos africanos, da pajelança indígena,

do catolicismo e do espiritismo

O axé através da mediunidade;

Estrutura energética do homem, Carma e regência dos Orixás

Finalidade dos amacis e banhos de ervas

A importância do ritual, o espaço sagrado nos terreiros e sua diversidade de culto

O transe nos terreiros

A incorporação consciente

As diferenças ritualísticas e a formação da consciência umbandista

A união nas desigualdades; Religião, filosofia, ciência e arte

A magia na Umbanda; as dimensões física, etérica, astral e a movimentação

mediúnica de energias entre elas;

O fundamento dos elementos e dos condensadores energéticos: ar, terra, fogo e água, álcool, ervas, a fumaça, o som; as guias; os pontos riscados; a pólvora; as oferendas; a água;

Os fundamentos do congá (atrator, condensador, dispersor, expansor,

transformador e alimentador)

A sessão de caridade;

O preparo

O desenvolvimento mediúnico

O que se aprende nas sessões de desenvolvimento?

Os passes e aconselhamentos espirituais

Por que os Orixás não incorporam?

A desobsessão na umbanda

O que sãos Orixás?

Os sítios vibracionais dos Orixás

Alguns tipos psicológicos associados aos Orixás; Oxalá, Yemanjá, Xangô, Ogum, Iansã, Oxum, Oxossi, Nanã Buruquê, Omulu.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Seremos os últimos a acordar?

"...uma rede repleta de peixes recém pescados, os infelizes debatendo-se na sufocação da agonia, caudas e saltos desesperados, alguns, exaustos, apenas estremecendo, olhos arregalados de sofrimento..."

Larissa, de 11 anos, minha afilhada, viu neste verão, na praia, uma rede repleta de peixes recém pescados os infelizes debatendo-se na sufocação da agonia, caudas e saltos desesperados, alguns, exaustos, apenas estremecendo, olhos arregalados de sofrimento.
Espanto e dor no coração sensível. Antes mesmo de chegar à casa, ela declarou: “Nunca mais vou comer bicho nenhum. Fiquei vegetariana”. E continua. Detalhe: a família dela não é vegetariana. Ela há de ser salva pelo coração do carma da crueldade.
A reação de uma criança normal e sensível, ainda não embotada pelo egoísmo e a banalização da dor alheia, capaz de reagir com o coração e não com o estômago à realidade de que seres vivos perecem com dor e desnecessariamente para rumarem a nossas panelas deveria ser a de toda criatura com sentimento de compaixão e alma misericordiosa. Por que não é? Porque a tirania do hábito nos hipnotiza. Porque deixamos as idéias vigentes nos dizerem o que fazer, não o coração que sente. Porque não pensamos seguimos o rebanho humano e as idéias prontas que o sistema nos incute através de uma mídia comprometida com os interesses do lucro.
Os Mestres de Sabedoria nos dizem: “O pior carma é o da crueldade”. A biologia nos mostra que seres vivos com um sistema nervoso sentem dor como nós e já provou, pela decodificação do DNA humano, que nós NÃO somos uma espécie à parte, mas apenas uma continuidade do reino animal. Os espíritos foram enfáticos a Kardec: sim, os animais têm uma alma, e um dia serão humanos e divinos como nós, que já fomos como eles. Emmanuel declara que eles são os irmãos menores do homem, candidatos à mesma angelitude. André Luis denuncia os horrores espirituais dos matadouros, e aponta que sem amor para com os inferiores, não devemos aguardar a proteção dos superiores.
Médicos e nutricionistas já advertiram dos riscos à saúde que a ingestão de carnes traz. Obras sem conta já denunciaram a crueldade que sofrem bois, porcos, carneiros, galinhas, etc, tratados como máquinas de produção de carne, confinados, torturados, mortos com violência. “Se os matadouros fossem de vidro, todos seriam vegetarianos”, na frase imortal de Paul MacCartney.
E Ramatís como sempre coloca as cartas na mesa, explicando as consequências terríveis para o planeta e a humanidade, e para a sanidade física e espiritual, da ingestão de cadáveres dos irmãos menores. E o carma tremendo que esta humanidade está colhendo, em forma de violência e guerras, doenças e obsessões, por patrocinar o sofrimento dessas criaturas nossas irmãs e impedir-lhes a evolução necessária em corpos materiais.
Ao nosso lado basta querer ver há uma legião de vegetarianos que aumenta dia a dia, em todos os países: criaturas atéias ou agnósticas, materialistas, adeptos de crenças tradicionais... com uma característica comum: são seres compassivos, com sentimentos que os credenciam a permanecer no planeta renovado após a Transição Planetária em curso. São ativistas da causa animal, membros de sociedades vegetarianas, conquistam novas legislações e estão incutindo na consciência coletiva a noção evoluída dos direitos dos animais.
“Generosos batalhadores da causa animal, vanguardistas de uma consciência planetária, estão passando à frente dos espíritas, adotando um modo de viver condizente com os postulados da Lei Evolutiva. E vós, meus irmãos? Que fazeis, sentados à mesa diante dos despojos sangrentos de vossos companheiros planetários? O espírita deveria ser o primeiro, e não o último, a preservar a qualquer custo o equilíbrio planetário. É um triste papel que não cabe, não deveria caber, aos seguidores da doutrina que veio para melhorar o mundo e auxiliar a redenção da humanidade.
Espíritas: o conhecimento acentua a responsabilidade. Não podeis negar vossa irmandade com as espécies animais, claramente demonstrada desde as origens da doutrina.” Diz-nos a palavra candente de Ramatís.
Se é incongruente para um espírita, o que se dirá de um ramatisiano?
Seremos, em vez de vanguardeiros, os retardados da consciência coletiva? Um mundo novo está surgindo por sob a crosta do velho, construído até por criaturas que se dizem materialistas e nós? Para o que servirá nossa espiritualidade, se ela não ajuda a construir o Mundo Melhor que desejamos não com teorias, mas com ações concretas, com novos comportamentos, dignos do Amor Universal que dizemos idealizar?

Mariléa de Castro - Grupo de Estudos Ramatis de P. Alegre.
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