sábado, 18 de junho de 2011

Aspectos ocultos do câncer em sua manifestação cármica



PERGUNTA: — Quais são as espécies de perturbações psíqui­cas que originam o câncer?

RAMATIS: — Certos tipos de câncer, que se prolongam por várias encarnações do mesmo espírito, são resultantes da magia negra, do enfeitiçamento ou da hipnose para fins lucrativos, egoís­tas, lúbricos ou de vingança que alguns espíritos têm praticado contra seus semelhantes desde os tempos imemoriais... Para isso conseguir, esses espíritos domi­navam e manipulavam um dos elementos primários ou energia fecundante do astral inferior, que deveria servir de veículo para suas operações perniciosas.

Tendo sido esse elemento usado depreciativamente, terminou incorporando-se ao perispírito dos seus próprios agentes delituo­sos, transformando-se em energia nociva ou fluido tóxico que, ao ser expurgado para a matéria, desorganiza as bases eletrônicas do aglutinamento das células, dando ensejo à formação de neo­plasmas malignos ou provocando a leucemia pelo excesso dos glóbulos brancos.

Qualquer estudante de Magia sabe que toda energia ou elemental primário a ser usado para esse fim deve, em primeiro lugar, ser atraído pela mente do magista, em quantidade necessária para sustentar a operação projetada. Daí os grandes perigos da opera­ção da magia, quando mal intencionada, pois a energia elemental que for convocado do mundo oculto astralino incorpora-se por todos os interstícios do perispírito do indivíduo, permanecendo como força submissa que, depois, obedece instantaneamente à vontade e à emoção boa ou má da alma. Só é possível o êxito do magista quando ele também consegue penetrar diretamente no seio das forças vivas que utiliza, pois o fenômeno não se concretiza sob comando a distância, como ainda pensam alguns desavisados praticantes da arte mágica.

Em conseqüência, quando a energia ou o elemento primário convocado do mundo oculto é manuseado em benefício do semelhante, ele afina-se e melhora a sua natureza primitiva e hostil, por­que atua sob influência espiritual superior e volatiza-se facilmente do perispírito de quem o utilizou. Mas esse elemental de natureza criadora se for empregado para fins degradantes ou destrutivos, torna-se agressivo, virulento e parasitáio, aderindo e contaminan­do o organismo perispiritual daquele que o usou ignobilmente. Ele permanece como excrescência nociva e circulante nas criaturas, nutrindo-se com as energias delicadas e depois descendo para a carne na patogenia do câncer, cumprindo-se o carma do ódio, da vingança, da crueldade e de outras ações contra o próximo.

PERGUNTA: — Então podemos considerar que todas as víti­mas atuais do câncer foram magístas, feiticeiros ou movimenta­ram forças deletérias contra o próximo?

RAMATIS: — Certos tipos de câncer são propriamente resul­tantes da magia negra; no entanto, outra parte da humanidade sofre expurgo de fluidos que acumulou em encarnações passadas, não como resultado “direto” da prática da magia negra, mas con­cernente à soma de todos os pensamentos danosos e sentimentos maldosos que movimentou no passado contra o seu semelhante. O câncer, em sua essência mórbida, poderia ser denominado o “carma do prejuízo ao semelhante”, como conseqüência de um flui­do nocivo elaborado durante as atitudes e ações antifraternas.

Alguns, pois, sofrem o câncer porque movimentaram dire­tamente os recursos deletérios da magia negra para fins egocên­tricos; outros, porque há decênios ou séculos vêm armazenando energias perniciosas na contextura delicada do seu perispírito, devido à sua invigilância espiritual e à prática da maledicência, da calúnia, crítica maldosa, desejos de vingança, inveja, ciúme ou ingratidão.

PERGUNTA: — Quereis dizer que os feiticeiros, magistas negros ou "macumbeiros" serão, no futuro, as vítimas clássicas do câncer cármico; não é assim?

RAMATIS: — O câncer não é apenas o carma daqueles que foram os instrumentos diretos ou agentes de enfeitiçamento ou magia negra contra o semelhante; às vezes, o feiticeiro ou o magista são os menos culpados disso, porque a sua ação nefasta é praticada a pedido ou sob o comando de outras vontades mais despóticas e cruéis. Mesmo no vosso mundo há leis que punem severamente tanto os agentes criminosos como os seus autores ou mandatários intelectuais.

Em outro capítulo desta obra já explicamos que o feitiço, na realidade, abrange todo prejuízo que parta de qualquer ato ou campo de ação humana. Assim, pois, há o feitiço mental, que se pra­tica pelo ciúme, inveja ou despeito pela felicidade alheia; o feitiço verbal, criado pela crítica antifraterna, pela calúnia, maledicência, pelo falso julgamento ou traição à amizade; finalmente, há o feitiço propriamente de natureza física ou material, que é praticado pela chamada”bruxaria”, ou magia negra, através de objetos preparados pelos entendidos, que passam a funcionar como interceptadores dos fluidos vitais e magnéticos das vitimas enfeitiçados.

O câncer, como carma conseqüente de prejuízo ao semelhan­te, reúne, sob suas garras temíveis, tanto aqueles que operam diretamente na forma de agentes de magia maléfica, os seus contra­tantes ou mandatários intelectuais, assim como todos os espíritos que nas encarnações passadas foram acumulando toxinas pela subversão do elemental primário no uso do enfeitiçamento mental ou verbal.

PERGUNTA: — Podeis dar-nos algumas explicações sobre o motivo por que o câncer varia em sua manifestação mórbida, dife­renciando-se pelos tumores epiteliais, sarcomas, ou atacando o sistema ósseo, linfático ou sangüíneo, como no caso da leucemia? Porventura não é um só o tipo de elemental ou fluido tóxico que baixa do perispírito para a carne?

RAMATIS: — Justamente pelo fato de comprovardes essas diferentes formações cancerígenas, podeis avaliar que não existe uma doença específica chamada “câncer” com uma ação mórbida idêntica em todas as criaturas; porém há vários tipos de doentes, que diferenciam na carne o processo morboso das tumorações e afeçõe.s cancerígenas, em correspondência com as suas próprias constituições psíquicas e responsabilidades cai-micas individuais. Não nos podemos alongar pelos escaninhos da ciência médica a fim de explicar-vos meticulosamente a etiologia exata do epitelioma, do sarcoma, dos processos que alteram o núcleo ou o protoplasma das células, ou da proliferação dos glóbulos brancos, como no caso da leucemia, mas podemos afirmar que a virulência, o tipo das tumo­rações e outras afeções cancerosas dependem muitíssimo da quanti­dade e da fluência do tóxico que se acumula no perispírito. Certos espíritos ainda possuem resíduos mórbidos cancerígenos remanes­centes da magia negra do final da civilização atlântida, motivo pelo qual ainda darão curso ao câncer em outras encarnações frituras, a fim de poderem expurgar todo o conteúdo tóxico. Outras entida­des, como já explicamos, foram acumulando a energia cancerosa lentamente, através de decênios ou séculos, sob a ação vibratória do feitiço mais mental ou verbal, sem haver adquirido o estigma virulento, que se produz na prática da bruxaria, que atrofia e lesa a vida física do semelhante que é enfeitiçado.

Há ainda a destacar aqueles que na encarnação anterior agi­ram sob tal espírito de malignidade contra o seu semelhante, que isso foi o bastante para uma subversão de suas energias criadoras, tornando-os candidatos à inapelável prova do câncer na próxima existência.

Queremos esclarecer-vos que os efeitos cancerígenos corres­pondem exatamente à intensidade das mesmas causas mobili­zadas no passado em desfavor do próximo. Eles ajustam-se à porcentagem equitativa de prejuízos gerados anteriormente, quer pela magia mental, verbal, antifraterna ou pela prática detestável da bruxaria. A lei do Carma, equânime e justa, obriga o algoz do passado a colher exatamente o produto da semeadura nociva do pretérito, compreendendo todas as dores, desilusões e angústias morais causadas ao próximo.

PERGUNTA: — Podeis explicar-nos mais claramente essa colheita cármica no caso do câncer?

RAMATIS: — Referimo-nos ao fato de que a patogênese do câncer exerce-se adstrita às mínimas causas criadas pelo espírito no passado; o seu acometimento corresponde à “soma” de males físicos ou morais cometidos. Daí, pois, a diversidade das tumora­ções de câncer, os tipos de órgãos e sistemas que ele ataca, assim como a época ou idade em que se manifesta. Basta lembrar-vos que é bem grande a diferença de provação do homem rico e moço que, em vésperas de realizar seus sonhos e desejos, vê-se acometido pelo câncer implacável, em comparação com o mesmo acometimento no homem pobre, deserdado da sorte e exausto dos desenganos do mundo! Sem dúvida, enquanto o primeiro mergulha no mais profun­do desespero e amargura, o segundo entrega-se, indiferente, à sua sorte, porquanto já não espera coisa melhor!

No entanto, sob a justiça e o rigor da Lei Cármica, o que semeou maior cota de ilusões e desenganos no passado também terá que colhê-los posteriormente sob a equanimidade de que “a cada um será dado conforme as suas obras”. Daí o motivo por que o expurgo cancerígeno tanto pode acontecer na idade adulta como na juventude ou na velhice; e varia também na forma de sua manifestação, eclodindo em alguns de chofre, sem probabilidade de qualquer socorro, enquanto noutros o faz lentamente, em zonas facilmente operáveis ou então sob a forma de tumores benignos que, às vezes, até se confundem com outras moléstias de menor ofensividade.

Eis por que o câncer também ataca a criança ainda no berço ou em sua adolescência, fazendo-a peregrinar bastante cedo pelos consultórios médicos e hospitais, para curtir dores e angústias ou mutilar-se pelas operações preventivas. Doutra feita a molés­tia surge insidiosamente na moça ou no jovem belíssimo, rico e entusiasta da vida, e ainda o deforma na face, fazendo-o sofrer as maiores amarguras e humilhações atrozes.

Sem dúvida, é mais intensa a amargura das criaturas que apresentam tumorações cancerosas na face ou ofensas nos órgãos dos sentidos físicos, fazendo-as preocupar-se para não repugnar ou chocar o próximo, enquanto a prova se torna mais suave para aque­les em que o câncer só afeta os órgãos ou sistemas velados à visão pública. No primeiro caso, a prova cancerígena ainda apresenta um aspecto emotivo mais cruel e de recrudescência no seu sofrimento moral, ensej ando recalques ou complexos de frustrações além das dores propriamente físicas. Mas, ainda nesse caso, a Lei funciona com absoluta equanimidade, pois aquele que, além das dores físi­cas do câncer, ainda deve curtir as dores morais ou as frustrações emotivas durante a afecção cancerígena, também colhe a soma exata das horas que empregou no passado em prejuízo do próximo, provo­cando sucessivas amarguras, frustrações, desenganos e vicissitudes ao seu semelhante.

PERGUNTA:    — Poderíeis explicar-nos mais claramente essa soma de horas mal empregadas no passado, que ainda acrescen­tam amarguras morais às dores fisicas provocadas pelo câncer?

RAMATIS: — Suponde um espírito que já viveu vinte exis­tências carnais, na Terra, nas quais praticou várias ações que causaram inúmeras aflições aos seus semelhantes. Somando todas as horas em que ele praticou gestos e atitudes de ingratidões, indi­ferenças, descasos, negativas, decepções ou calúnias e sofrimentos físicos causados ao semelhante, suponde, agora, que atinjam a 3.000 horas de antifraternismo. Tornando-se necessária a retifi­cação desses desvios condenados pela Lei Cármica e provocados voluntariamente pelo espírito, que se serviu do melhor em detri­mento alheio, a sua prova consiste em viver todos os atos, atitudes mentais e expressões verbais que porventura tenha exercido preju­dicialmente. Em conseqüência, desde que tenha reencarnado para retificar todos os deslizes cometidos nas vinte existências, no total de 3.000 horas de faltas praticadas contra a Lei, não há dúvida de que, além de suas dores físicas inerentes à descida das toxinas do perispírito, também há de viver até pagar o “último ceitil” cor­respondente às amarguras semeadas alhures.

PERGUNTA:  — Em face de nos informardes que o câncer cármico é mais propriamente resultante de certo tipo de fluido tóxico que se produz pela mente, nas operações de magia men­tal, verbal ou bruxaria praticadas contra o próximo no passado, pedimos que nos expliqueis por que motivo também ataca criatu­ras reconhecidamente santificadas pela sua bondade, ternura e resignação, como já lemos testemunhado várias vezes. Isso não quererá dizer que a Lei é atrabiliária e injusta, porque colhe em suas malhas tanto justos como injustos?

RAMATIS: — Se o simples fato de assumirmos bons propó­sitos e os realizarmos numa só existência fosse suficiente para extinguir a carga deletéria fluídica armazenada durante séculos ou milênios no perispírito, é evidente que, além de uma visível incon­gruência na pedagogia sideral, as responsabilidades mais graves seriam resgatadas facilmente através de qualquer atitude pacifica interesseira para isso se conseguir. Mas o fato é que os próprios espíritos, em geral, preparam-se no Espaço para cumprir as suas expurgações mais severas quando encarnados e livrarem-se mais cedo da carga maligna que ainda lhes pesa na veste perispiritual. Aqueles que mais se exercitam para isso, no Além, atravessam a vida física exercendo severa vigilância sobre os seus atos, evitando qualquer probabilidade de nova perturbação psíquica e atentos àvoz oculta dos seus mentores desencarnados.

Alguns espíritos, quando encarnados, pressentem a aproxi­mação de suas provas cancerígenas, e desde cedo desencantam-se das ilusões da vida material, haurindo forças na meditação e renunciando deliberadamente aos bens e ao conforto materiais. Transformam-se assim em criaturas serviçais e estóicas, procrian­do e atendendo com ânimo à sua prole consangüínea, enquanto as mais heróicas ainda chegam a criar os filhos alheios. Vivem cristãmente e se tornam utilíssimas à coletividade, efetuando o máximo aproveitamento de todos os minutos disponíveis da existência e revelando grande capacidade de resistência moral. A moléstia as encontra preparadas para o cumprimento cármico, e às vezes não escondem a conformação espiritual de que estão sendo purificados.

Daí justificar-se o fato de existirem seres santificados pela sua heróica maneira de viver e que, embora tendo semeado bênçãos e auxilio ao próximo, desencarnam sob as dores atrozes do câncer, como que desmentindo a bondade de Deus e a convicção de que o Bem compensa! O miasma cancerígeno que pesa na vestimenta do perispírito ao ser expurgado, sempre provoca lesões proverbiais do câncer, quer isto aconteça com um ser rebelde à sua prova cár­mica, quer com uma criatura decidida, útil e boa, que resolveu extinguir o seu residual mórbido. O certo é que, enquanto o espíri­to rebelde, durante o seu expurgo obrigatório, continua a produzir nova carga enfermiça para sofrer futuras expurgações dolorosas, a alma conformada efetua sua drenação tóxica exercitando-se sob a bondade, o afeto, a humildade, a renúncia e o amor ao próximo, evitando contrair de novo o mesmo débito que lhe produziu tão grande sofrimento.

A história religiosa do Catolicismo narra-vos a vida de mui­tos santos que, à medida que mais padeciam dores cruciantes, também sublimavam-se pela sua fé e confiança mais intensas nos propósitos sublimes da vida criada por Deus. O menor resíduo tóxico astral que ainda existe no perispírito deve ser expurgado para a carne, e por esse motivo alguns seres muitíssimo elevados, cujo espírito se apresenta bastante diáfano, ainda podem possuir remanescentes de toxicose psíquica, lembrando o fenômeno da bruma seca, que por vezes vela a transparência luminosa de um céu inteiramente azul e belo.

Há casos, também, em que a alma santificada, e que já dispõe de bons créditos junto à contabilidade divina, também se sacrifi­ca voluntariamente para aliviar parte das dores dos seus pupilos, assim como o fez Jesus para salvar a humanidade terrena. E tam­bém o caso do grande e admirável santo da India, Sri Ramana Maharshi que, rodeado dos seus mais ardentes discípulos, que estavam ansiosos para encontrar o “caminho direto” da Consciên­cia Cósmica, apiedou-se de suas angústias humanas e ocultamente participou-lhes do fardo cármico, atraindo para si parte da toxici­dade perispiritual que eles possuíam, para mais tarde desencarnar de atroz tumor cancerígeno, que lhe devorava o braço e lhe exauria as forças orgânicas, mas sem o menor queixume ou protesto con­tra a sua dor!

Do livro FISIOLOGIA DA ALMA - Cap. 21 - Ed. do Conhecimento.
                              
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