domingo, 8 de maio de 2011

Reflexão para o dia das mães



             Neste dia das mães, data que nos reunimos com nossa amada progenitora e inevitavelmente demais componentes da cadeia familiar - sogros, cunhados, sobrinhos, primos, irmãos e filhos, tios e tias -, atendendo compromisso social, no mais das vezes sobressai-se rixas antigas, azedumes recíprocos e dissimulações veladas para a “boa” convivência que o momento requer, tão acostumados que estamos a disfarçar nossas emoções para o sucesso na existência diária.
            Cabe-nos uma reflexão, quando se nos abala o psiquismo advindo a melancolia e a tristeza após um encontro que deveria ser de alegria, diante das críticas veladas - e nem tão veladas - de nossos velhos oponentes de outrora arremetidos pela encarnação compulsória no grau de parentela carnal, por vezes na forma do chicote do humor que se faz instrumento do escárnio para agredir-nos.
           Mesmo sabendo que traçar diretrizes para a manutenção da fraternidade, no restrito círculo pouco espiritualizado dos homens amplamente brutalizados,  pelo automatismo insensível da sobrevivência diária, numa sociedade materialista  que privilegia obstinadamente o ter ao invés do ser individual - a aparência em detrimento da essência,  o rótulo  vistoso da caixa vazia -, será o mesmo que transmitir o método de caminhar entre os espinheiros interligados de uma caatinga escaldante sem ferir-se. Todavia, admitamos que a primeira atitude de alguém, que se proponha a viver em paz no mundo, será praticar a aceitação sem inércia.
Paciência ativa.
Calma e trabalho.
Acolhamos as pessoas como são, sem a idéia de esculpi-las pelo nosso modo de ser, reconhecendo que essas mesmas pessoas não conseguem modelar-nos, à maneira delas. Outro princípio não menos importante é aquele de não nos julgarmos donos da verdade.
Você, decerto, conhece a lenda: 
- dizem que a verdade era um imenso espelho situado nos céus; Conquanto amarrado a vigas fortes, um dia caiu na Terra, quebrando-se em milhares de fragmentos, à distancia uns dos outros. Cada criatura encontrou um pedaço, passou a mirar-se nele, criando teorias diversas.
Nem Jesus esteve isento de críticas. Por isso, evitemos discussões estéreis.
Não se menospreze diante das reprimendas no pequeno círculo familiar. Siga no seu labor sendo fiel ao seu modo e natureza de ser, por mais humilde que seja, consciente de que toda tarefa e personalidade transitória são dignos frente as leis de Deus.
Assuma-se e seja sincero consigo e com os outros, deixando aflorar teus verdadeiros e inatos talentos sem medos de contrariedades. Não use máscaras para angariar falsas afeições, porque o amor verdadeiro é a força básica da vida, com a qual não se brinca em tempo algum, mesmo que em muitos momentos fiquemos só. Por outro lado, não tente ser maior do que os outros, porque haverá sempre alguém maior do que você.
Importa não sentir-se inferior diante de ninguém, eis que todos nós somos filhos de Deus e o Infinito Amor d’Ele, através de leis sábias inexoráveis, estará  velando por nós – onde, quando e como  estivermos  - encarnados e mergulhados na ilusão transitória.
E, preservando a consciência tranqüila, viva na certeza de que o mundo funcionará tal qual é, sem necessidade de nossas reprimendas e revides recíprocos.
Não se entristeza e faça o bem que puder e espere os resultados incondicionalmente.
As dificuldades e obstáculos são pedras a serem transpostas pelo caminho, porquanto inexoravelmente pertencemos ao Céu, em cuja imensidão a Terra se move. E, queiramos ou não, estamos destinados a agir e sofrer a ação de outrem hoje para  a correção e resgate de nossas faltas de ontem. Tenha fé que a plenitude do futuro é aqui e agora, a felicidade interna - inerente as almas pacificadas, com o Cristo - é conquista planejada  no grande Plano da Criação Divina.

À  todas a mães,
Um fraternal e tríplice abraço.



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