domingo, 27 de fevereiro de 2011

Os Orixás e as Sete Linhas de Umbanda

Assista o vídeo 8 do estudo sistematizado:



            Gostaríamos de deixar uma orientação para quem está começando a estudar a Umbanda, ou qualquer tema espiritista ou espiritualista, que é sempre tentar buscar a interpretação ou a opinião de diversos autores sobre um determinado tema. O importante para o estudante é sempre tentar buscar a universalidade e o sentido prático do que se está estudando. Conforme se vai assimilando as diversas sínteses dos autores e seus contextos, que provêm de suas práticas e vivências, pode também o estudante com seu universo elaborar suas próprias conclusões e sínteses.

            A partir desse vídeo começamos a trabalhar um dos assuntos mais importantes e complexos da Umbanda: os Orixás. Não temos nenhuma pretensão ou intensão de sermos definitivos e nem os donos da verdade, sobre esse e outros assuntos de cunho espiritual, queremos apenas democratizar as nossas próprias sínteses sobre os temas, sempre baseados em nossos estudos pessoais e práticas coletivas nas sessões. A umbanda se faz com os pés no chão e o coração no Cristo, é essa a fonte de nossa força, inspiração e motivação.

            O tema Orixás é muito complexo, pois faz parte do contexto histórico/cultural de várias religiões onde cada uma tem suas interpretações, ritos de louvação, fundamentos e oferendas. Na ótica da Umbanda que praticamos na Choupana do Caboclo Pery concebemos os Orixás como sendo “Princípios da Divindade”, “Manifestação dos aspectos da Divindade” ou ainda “As características que compõem o universo Divino” Consideramos que Deus só existe um, os Orixás seriam alguma parte de Sua manifestação nos diversos planos e subplanos, com seus respectivos níveis e subníveis de existência cósmica. Para melhor ilustrar podemos tomar por exemplo dois dos Orixás mais conhecidos e relacioná-los a sua função cósmica:

1.      Xangô: como sendo o “Aspecto Divino” do equilíbrio universal - a Justiça Divina;
2.      Ogum: como sendo o “Aspecto Divino” da luta pela evolução de todos os seres e almas – Guerreiro Divino.

Os Orixás como energias emanadas do criador possuem um conjunto de características que vão entrando em ressonância com os espíritos de encarnados, conforme vão adquirindo consciência de seus potenciais e natureza espiritual. Esse envolvimento magnético é a energia que vai agrupar os espíritos por afinidades, habilidades e até mesmo pela personalidade, formando as denominadas falanges. Esses agrupamentos de entidades são muito harmônicas e organizados, pois todos os seus membros possuem ideais e objetivos comuns de trabalho espiritual, que é de sempre estarem atentos para auxiliar aqueles de menor compreensão de suas realidades sagradas internas, bem como, direcioná-los para o despertar de seus potenciais.

Na nossa visão de Orixás temos nove “Aspectos Divinos” considerados como básicos, ou seja, seriam as características mais primordiais de Deus. A partir das nove vibrações básicas ocorrem entrecruzamentos vibratórios entre duas ou mais realidades, que formarão um aspecto tão diferente que acaba sendo um novo conjunto de características dando origem aos outros Orixás conhecidos.

Os nove Orixás básicos são:

1.      Oxalá
2.      Iemanjá
3.      Oxum
4.      Iansã
5.      Xangô
6.      Ogum
7.      Oxoce
8.      Omulu
9.      Nanã Buruku

As linhas de trabalho das entidades na umbanda são sete, compostas por espíritos já completamente ligados vibracionalmente às energias dos Orixás (entidades alinhadas), que possuem como missão trazer e fazer vibrar em nós os atributos das divindades. As sete linhas de trabalho na Umbanda são:

1.      Paz Divina: Linha dos Pais universais – Oxalá;
2.      Consolo e acolhimento Divino: Linha das Mães Universais – Iemanjá;
3.      Equilíbrio Universal: Xangô
4.      Ação para a Divindade: Ogum
5.      Caçadores de Almas: Oxoce
6.      Pureza Divina: Crianças
7.      Transmutação para a Divindade: Linha das Almas – Pretos Velhos

Orixás e suas correspondências vibratórias



Os Orixás são aspectos da Divindade, altas vibrações cósmicas que se rebaixam até nós, propiciando a apresentação da vida em todo o Universo. Cada um dos orixás tem peculiaridades e correspondências próprias na Terra: cor, som, mineral, planta regente, elemento, signo zodiacal, essências, ervas, entre outras afinidades astro-magnéticas que fundamentam a magia na Umbanda por linha vibratória.

Encontraremos nos sítios vibracionais dos orixás sempre os três reinos: animal, vegetal e mineral. Os sete sítios vibracionais principais são: mar, praia, rio, cachoeira, montanha, pedreira e mata, os quais descrevemos a seguir.

Mar:
Tudo no mar é movimento. Seu incessante vai e vem é a própria pulsação da vida, com sua expansão e contração, cheia e vazante, levando tudo o que é negativo, transformando-o e devolvendo convertido em positivo. Seu próprio som expressa essa possante e magnífica transformação.

Praia: Tem praticamente a mesma composição do mar, sendo condensadora, plasmadora, fertilizante e propriciatória. Faz um potente equilíbrio elétrico, desimpregnado, descarregando excessos e promovendo o equilíbrio da energia interna do indivíduo.

Rio: Condutor, fluente, sem ser condensador, faz as energias fluírem, e também vitaliza. É muito importante numa purificação astro-física do indivíduo e na eliminação da energia interno do indivíduo.

Cachoeira:
Encontramos elementos coesivos das pedras (mineral) e água potencializada na queda da cachoeira, que produzem ou conduzem várias formas de energia. Como as águas fluem num só sentido, purificam, descarregam, vitalizam, equilibram e fortalecem o indivíduo como um todo (no físico-etérico).

Pedreira: Reestrutura a forma, regenera, fixa, condensa, plasma e dá resistência mental, astral e física ao indivíduo. 

Mata:
condensa prana (energia vital), restabelece a fisiologia orgânica, principalmente a psíquica, fortalece a aura, o campo astral, o eletromagnetismo, a saúde, o mediunismo, plasmando forças sutis.

Montanha:
Mesmo procedimento acima, havendo predominância dos elementos eólicos. 

Fonte: livro Umbanda Pé no Chão - Ed. do Conhecimento 


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ideoplastia no ambiente astral, o seu caráter duradouro e o vale dos suicidas


Orixás, princípios vibratórios regentes do Cosmo

PERGUNTA - Diante da "complexidade" do tema ao espiritualista menos familiarizado com o esoterismo umbandista, pedimos o vosso comentário sobre o que efetivamente sejam os orixás.
VOVÓ MARIA CONGA - Tentaremos ser o mais direta e simples possível, utilizando exemplos aos menos chegados ao esoterismo umbandista, facilitando o entendimento ao maior número de filhos.
Existem plano vibratórios que estão paralelos em densidade e frequência, mas interpostos uns aos outros.
Quando um recém-desencarnado que foi socorrido desperta em um hospital espiritual do Plano Astral, ele se encontra num entreposto transitório, intermediário entre duas dimensões de vida diferentes. Essas estruturas energéticas são "construídas" por seres espirituais de alta estirpe, que elaboram formas mentais e as plasmam com o pensamento no éter que a todos envolve. Desse hospital, passará para a dimensão correspondente ao seu nível energético e padrão vibracional do corpo astral. Há os que continuam perambulando no que os filhos denominam Umbral, que podemos chamar Astral Inferior, uma região muito "pesada" e que reflete o estado íntimo de cada criatura que por ali se encontra.
Tudo é exteriorizado das mentes afins,  com formas de cavernas escuras, abismos intermináveis, favelas e cidades medievais perdidas no tempo. O que regula a manifestação de todos esses espíritos nas formas plasmadas, do físico ao plano dimensional mais rarefeito que os filhos possam conceber,são os orixás, verdadeiras vibrações cósmicas provindas do hálito de Deus. Quando um espírito elevado plasma, com sua força mental, um hospital no Astral, essa formação energética se mantem indefinidamente pelas leis reguladoras dos orixás. Os espíritos não precisam ficar o tempo todo mentalizando para manter a forma requerida.
Assim é no Universo infinito, onde essas posições vibradas, ou orixás, se fazem presentes em todo os planos em que a vida espiritual se viabiliza pela manifestação nas formas. Os orixás não encarnam e são princípios vibratórios regentes no Cosmo.

[...]
(págs. 162/163)...livro "Evolução no Planeta Azul".

* * *

O conceito expresso de ORIXÁ que os amigos espirituais nos ditam refere-se ao Fluido Cósmico Universal, porém na acepção de emanação constante do Criador. Algo mais próximo do conceito que vemos na Cabala, acerca das emanações de Deus.

O mais interessante, por um lado, dos amigos do lado de lá, é que denotam uma concepção de "orixás" que desmistifica a imagem de meras deidades, além de reforçar a concepção de vibrações ondulatórias, padrões de interferência e mútua interação por sintonia e ressonância, complementando que há propriedades (digamos, os "orixás") que se ajustam a determinados padrões de realização pelo pensamento. Por outro lado, esses padrões invocados, desde que por um pensamento suficientemente adestrado, plasmam ideoplastias duradouras, em construções astralinas belas e diáfanas que permanecem inalteradas.


* * *

Vale dos suicidas
 Formado e mantido por pensamentos coletivos ressonantes de baixa frequência ondulatória,  uma ideoplastia coletiva, gigantesca e duradoura concha astral aprisionante.
"Importa complementar que,  ao mesmo tempo, as mentes que se irmanam no desajuste, ressonando no padrão deformado amoldam construções no astral de baixa densidade, também duradouras, mas agora não pelo adestramento de uma mente elevada, mas pela conjugação de uma egrégora inteira de miríades de desencarnados ressonantes em pensamentos de baixa frequência ondulatória. Então, uma mente adestrada pode plasmar um ambiente sutil, duradouro e harmônico; milhares de mentes desajustadas, comungam o que têm em sintonia nas ideoplastias enfermiças de que são capazes de manter no umbral inferior , genuínas conchas astrais - prisões - que servem de moradia para  centenas de milhares de desencarnados, se renovando e se mantendo "infinitamente" pela irradiação magnética mental obsessiva e constante dos seus próprios habitantes, assim como a limalha de ferro amontoada envolta do imã." Ramatís.



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Umbanda Brasileira: um século de História - entrevista com Mãe Iassan



Obra publicada em novembro de 2008 pela Icone Editora.
A Umbanda do Brasil já completou um século de existência. Que mistério há por traz desta religião cujos ritos alguns consideram confusos e destituídos de bom senso? Por que tantos a atacam? Para entendê-la é preciso conhecer seus aspectos fenomênicos, magísticos, mediúnicos, ritualísticos, doutrinários e filosóficos, nas suas causas. É preciso também que se tenha um vivencial do dia-a-dia de seus terreiros e templos. Quem quiser, apenas de longe, saber o que a “Senhora das Mil Faces” representa para o povo brasileiro, basta ver o que acontece nas praias na passagem do ano. Lá se encontram ricos, pobres, brancos, negros, mestiços, todos juntos, acendendo suas velas, e ofertando flores a Yemanjá, pedindo que o ano lhes seja propício. Esta manifestação colossal é peculiar, é própria da fé ou da mística umbandista. Muitos se aproximam da Umbanda pois pressentem sua força, sua magia, seu poder de transformação.
Nesta obra, o autor resgata a memória da centenária religião brasileira fundamentado na pesquisa de documentos originais, nos estudos de autores consagrados (médiuns, pais espirituais, antropólogos etc), além da sua vasta vivência nos terreiros de Umbanda, Cultos de Nação etc.
Trata-se de uma obra direcionada tanto para os leitores iniciantes quanto para os freqüentadores dos templos, médiuns e sacerdotes umbandistas.

Visite blog do autor: Mandala dos Orixás

* * * 
INTERESSANTE
Assista a entrevista completa com Mãe Iassan referente ao centenário da Umbanda e outros assuntos importantes da religião:

Parte 1:


Parte 2:


Parte 3:


Parte 4:

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cristo sorrindo

Assista a palestra sobre depressão:



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Cremos ser a verdadeira imagem e reflexão que devemos ter no coração e na alma. 

"A alegria de Jesus é a nossa força."

Por que exaltamos sempre o seu sofrimento?
 
 Cristo-Jesus rindo! Um conceito nunca antes visto.                                           

 Lindas obras feitas a lápis...Copie - baixe - a imagem, repasse, divulgue:

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Mecanismos do enfeitiçamento e bruxaria

"O feitiço, paradoxalmente, beneficia no seu mecanismo confragedor, porque estimula a vítima a procurar soluções para o seu problema cruciante, e a coloca em contato com as criaturas entendidas no caso, como são os curandeiros, pretos-velhos e caboclos de terreiros." 

"Aliás, todos nós estamos mais ou menos enfeitiçados ou “encantados” em nossa vida humana. O fumante inveterado está enfeitiçado pelo entorpecente da nicotina, o beberrão pelo álcool, o carnívoro pela carne e o jogador pelo carteado. Todos nós precisamos de um bom trabalho de “desmancho”, para então readquirirmos o nosso comando mental e libertarmo-nos dos “objetos” que nos “embruxam” e nos obsidiam cotidianamente. Há pessoas enfeitiçadas pelo orgulho, ciúme, pelo amor próprio ou pelo rancor; outras enfermam pela ação das forças ocultas da inveja. Por isso, Jesus advertia: “Onde tu estiveres, aí estarão tuas obras!”

"Insistimos em advertir aos terrícolas que o “feitiço” existe e só os espíritos completamente liberados de resgates cármicos são invulneráveis aos seus efeitos ruinosos."


"O progresso da Ciência e da Técnica do mundo terreno, no século atual, já vos permite compreender e comprovar que a maioria das superstições, lendas, crendices, práticas de magia e de alquimia, incompreensíveis no passado, possuem algo de científico."

"Em geral, as mentes comuns, quer pela sua ignorância ou pelo habitual descontrole mental e emotivo, são justamente as mais responsáveis pelo enfeitiçamento verbal, mental e físico, que ainda se manifesta na face da Terra. O desconhecimento ou a descrença do feitiço não vos livra dos seus resultados ignóbeis e funestos, ainda praticadas por quase toda a humanidade!"

"Jamais poderemos solucionar os problemas espinhosos ou desagradáveis da vida humana, copiando a lenda da avestruz, que, diante do perigo, enfia a cabeça na areia! A bruxaria é assunto a ser examinado e pesquisado com toda isenção de ânimo, sem qualquer preconceito religioso, científico ou moral, decorrentes de convenções e sentimentalismos humanos. É melhor que isso seja comprovado ou desmentido, sem quaisquer temores, do que lhe ignorarem a realidade por falsa suscetibilidade, embora se trate de assunto desagradável e controvertido."

"Porventura, o sigilo feito até hoje sobre o feitiço contribuiu de algum modo para eliminar ou reduzir os males advindos de sua prática malévola? Qual foi o proveito da ciência terrena ignorando propositadamente a bruxaria, por considerá-la lenda ou superstição, quando tal coisa vem sendo praticada há milênios e demonstrando resultados maléficos? Que o digam as criaturas que já foram enfeitiçadas, ou talvez, os próprios céticos de hoje venham a confirmar, no futuro, os seus efeitos daninhos, na própria pele."

"O feitiço é o processo de convocar forças do mundo oculto para catalisar objetos que depois irradiam energias maléficas em direção às pessoas visadas pelos feiticeiros. O fenômeno é perfeitamente lógico e positivo, porque toda a ação enfeitiçante é ativada no campo das energias livres, em correspondência com as energias integradas nas coisas, objetos e seres."

"O princípio de dualidade é um fundamento comum da própria vida; há o positivo e o negativo, o branco e o preto, a luz e a sombra, o macro e o micro, o masculino e o feminino, a saúde e a doença. Conseqüentemente, há o elemento fluídico bom e terapêutico, que preserva a saúde, assim como enfeitiçamento que produz a enfermidade."

"Graças à ação pacificadora de Jesus, criando sublime “egrégora” no vosso mundo e fonte de transfusão da Luz Divina que aniquila o reinado da Sombra, diminuiu o êxito do enfeitiçamento coletivo. O contato vibratório mais profundo com a “aura” do Cristo- Planetário, e o alimento incessante das preces e sacrifícios dos cristãos nos circos romanos em torno da mesma idéia espiritual libertadora, contribuiu bastante para anular a eficiência da bruxaria coletiva."

"Enquanto, na Ásia, a palavra Buda é um poderoso “mantra” de evocação esotérica e o nome de Crisna significa o mesmo na Índia, o vocábulo Cristo representa a mais alta expressão mantrânica para o homem ocidental despertar no seu espírito as virtudes do amor, da renúncia, bondade e pureza. Os iniciados que sabem dar curso à vibração sonora sideral do vocábulo “Cristo” também mergulham num estado de expectativa cósmica, tomados de júbilo, esperança e imunes às vicissitudes e crueldades do mundo. Os cristãos deixavam trucidar-se nos circos romanos, entoando o cântico “Ave Cristo”; muitos deles desencarnavam completamente anestesiados e em êxtase, apenas sob o efeito sonoro vibratório ou mantrânico dessa palavra sublime!"

"O feitiço, paradoxalmente, beneficia no seu mecanismo confragedor, porque estimula a vítima a procurar soluções para o seu problema cruciante, e a coloca em contato com as criaturas entendidas no caso, como são os curandeiros, pretos-velhos e caboclos de terreiros. Inúmeros enfeitiçados, depois de comprovarem a intervenção benfeitora do mundo oculto na sua existência atribulada, então moderaram os vícios e as paixões que os prejudicavam na vivência espiritual. Eles admitiram a Lei do Carma e a lógica da Reencarnação, por força do impacto enfeitiçante, e disciplinaram os seus atos futuros melhorando o seu crédito na Contabilidade Divina."

"Considerando-se que “o feitiço volta-se contra o feiticeiro”, a humanidade terrena não “enfeitiça”, mas “enfeitiça-se”! Por isso, a maior parte da humanidade está reciprocamente embruxada, devido à renovação incessante do alimento mórbido que se gera nas paixões descontroladas e nos vícios abjetos."

"O nosso principal escopo é demonstrar-vos que a bruxaria abominável, malgrado ser fruto de perversidade humana mobilizando forças negativas, termina por favorecer a própria vítima, em face dos resultados proveitosos que sempre resultam num sofrimento humano de condição retificadora. O benefício e a ventura podem disfarçar-se sob a vestimenta transitória do próprio mal, porque a Lei Divina aproveita os censuráveis equívocos humanos no sentido de beneficiar o homem. Os espíritos gastam milhões e milhões de anos na esteira da “dor-purificação”, mas, assim que atingem a angelitude, serão felizes por toda a Eternidade!"

"De acordo com a Lei, a “cada um segundo as suas obras”, ou, “quem com ferro fere, com ferro será ferido”, não há dúvida de que o feiticeiro há de sofrer os efeitos cármicos do seu malefício. Não importa se a vítima da bruxaria seja beneficiada pelas amarguras, vicissitudes e dores que lhe acometem a existência carnal por força de uma vingança, mas o feiticeiro terá de receber os impactos reversivos de sua ação destrutiva e dificilmente escapará aos padecimentos atrozes nos charcos repulsivos nutridos pelos mesmos fluidos impuros e mortificantes que mobilizou em desfavor de outrem."

Ramatís
 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Atitudes que drenam energias


1. Pensamentos obsessivos - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mais comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

2. Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

3. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo - Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

4. Fugir do presente - As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: "bons tempos aqueles!", costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5. Falta de perdão - Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica "energeticamente obeso", carregando fardos passados.

6. Mentira pessoal - Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7. Viver a vida do outro - Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8. Bagunça e projetos inacabados - A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro "escape" de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe "diz" inconscientemente: "você não me terminou! Você não me terminou!" Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9. Afastamento da natureza - A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.
(autor desconhecido) 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A sabedoria do silêncio interior

         
            Fale apenas quando for necessário. Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso já que cada vez que deixas sair uma palavra, deixas sair ao mesmo tempo uma parte de seu Chi (energia). Desta maneira, aprenderás a desenvolver a arte de falar sem perder energia.
         Nunca faças promessas que não possas cumprir. Não te queixes, nem utilizes em seu vocabulário, palavras que projetem imagens negativas porque se produzirão ao redor de ti, tudo o que tenhas fabricado com tuas palavras carregadas de Chi. Se não tens nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor se calar e não dizer nada.
        Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O próprio Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, Porque o universo aceita, sem condições, nossos pensamentos, nossas emoções, nossas palavras, nossas ações, e nos envia o reflexo de nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam em nossas vidas. Se te identificas com o êxito, terás êxito. Se te identificas com o fracasso, terás fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo de nossa conversa interna. Aprende a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem prejuízos. Porque sendo como um espelho sem emoções aprendemos a falar de outra maneira. Com o poder mental tranqüilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com suas opiniões pessoais e evitando que tenha reações emocionais excessivas, simplesmente permite uma comunicação sincera e fluida.
        Não te dês muita importância, e sejas humilde, pois quanto mais te mostras superior, inteligente e prepotente, mais te tornas prisioneiro de tua própria imagem e vives em um mundo de tensão e ilusões. Sê discreto, preserva tua vida íntima, desta forma te libertas da opinião dos outros e terás uma vida tranqüila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o TAO.
          Não entres em competição com os demais, torna-te como a terra que nos nutre, que nos dá o necessário. Ajuda ao próximo a perceber suas qualidades, a perceber suas virtudes, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos.
         Tem confiança em ti mesmo. Preserva tua paz interior evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não te comprometas facilmente, se agires de maneira precipitada sem ter consciência profunda da situação, vais criar complicações. As pessoas não tem confiança naqueles que muito facilmente dizem “sim” porque sabem que esse famoso “sim”não é sólido e lhe falta valor.
           Toma um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta a ti e só então tome uma decisão. Assim desenvolverás a confiança em ti mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabes, ou não tenhas a resposta a uma pergunta que tenham feito, aceite o fato. O fato de não saber é muito incômodo para o ego porque ele gosta de saber tudo, sempre ter razão e sempre dar sua opinião muito pessoal. Na realidade, o ego nada sabe simplesmente faz acreditar que sabe.
          Evite julgar ou criticar, o TAO é imparcial em seus juízos não critica a ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julgas alguém a única coisa que fazes é expressar tua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar, é uma maneira de esconder tuas próprias fraquezas.
           O Sábio a tudo tolera, sem dizer uma palavra. Recorda que tudo que te incomoda nos outros é uma projeção de tudo que não venceu em ti mesmo. Deixa que cada um resolva seus problemas e concentra tua energia em tua própria vida. Ocupa-te de ti mesmo, não te defendas. Quando tentas defender-te na realidade estás dando demasiada importância às palavras dos outros, dando mais força à agressão deles. Se aceitas não defender-te estarás mostrando que as opiniões dos demais não te afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessitas convencer aos outros para ser feliz.
          Teu silêncio interno o torna impassível. Faz uso regular do silêncio para educar teu ego que tem o mal costume de falar o tempo todo. Pratique a arte do não falar. Toma um dia da semana para abster-se de falar. Ou pelo menos algumas horas no dia, segundo permita tua organização pessoal. Este é um exercício excelente para acontecer e aprender o universo do TAO ilimitado, ao invés de tentar explicar com palavras o que é o TAO. Progressivamente, desenvolverás a arte de falar sem falar, e tua verdadeira natureza interna substituirá tua personalidade artificial, deixando aparecer a luz de teu coração e o poder da sabedoria do silêncio. Graças a essa força, atrairás para ti tudo que necessitas para tua própria realização e completa liberação. Porém tens que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranqüilo e em silêncio. Se teu ego se impõe e abusa desse Poder o mesmo Poder se converterá em um veneno, e todo teu ser se envenenará rapidamente.
           Fica em silêncio, cultiva teu próprio poder interno. Respeita a vida dos demais e de tudo que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-te em teu próprio Mestre e deixa os demais serem o que são, ou o que têm a capacidade de ser. Dizendo em outras palavras, viva seguindo a vida sagrada do TAO. Tenha uma bela vida!

Texto Taoísta


Nós os índios conhecemos o silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade para nós ele é mais poderoso do que as palavras.

Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles nos transmitiram essa sabedoria.
"Observa escuta e logo atua" nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.

Observa os animais, para ver como cuidam de seus filhotes.

Observa os anciões, para ver como se comportam..

Observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro com o coração e a mente quietos
e então aprenderás.

Quando tiveres observado o suficiente então poderás atuar.
Com os brancos é o contrário.
Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos e todos falam cinco dez cem vezes.

E chamam isso de "resolver um problema".

Talvez o silêncio seja duro demais a vocês porque mostra um lado que não quereis ver.

Quando estão numa habitação e há silêncio ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então falam compulsivamente mesmo antes de saber o que vão dizer.

Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.

Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido inclusive.
Se começas a falar eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutar se não gostar do que estás dizendo.
Mas não vou te interromper.

Quando terminares tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo a menos que seja importante.
Do contrário simplesmente ficarei calado e me afastarei.
Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.

Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveríamos pensar nas palavras como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.
"Não sofremos de falta de comunicação mas ao contrário sofremos com todas as forças que nos obrigam a nos exprimir
quando não temos grande coisa a dizer".

Sabedoria indígena

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Exclusão no mediunismo e a universalidade das manifestações dos espíritos

Umbanda, mostra tua cara!?

            Provavelmente a maioria que procura a Umbanda  a enxerga como se ela fosse um mero pronto socorro, em momentos de dor e sofrimento e não conhecem a mensagem espiritual pacificadora, renovadora e confortante que ela traz. Tudo bem, nossa religião não é proselitista e na maioria das vezes  seus freqüentadores ocasionais continuam em seus cultos e doutrinas de origem e permanecem flutuantes na seara umbandista e respondendo aos censos oficiais como sendo católicos ou espíritas. É o retrato de um país que caminha a passos largos para o universalismo espiritualista ecumênico.
            A Umbanda nasceu no solo estéril do preconceito e da superioridade espirítica de uns sobre os outros,  mas em pouco tempo com a sabedoria dos pretos velhos e dos caboclos - hoje temos várias outras formas de apresentação - encantou a todos e conseguiu plantar  no coração mais petrificado a semente redentora de sua mensagem humanizadora. E é essa doutrina redentora que deve ser expandida, pois ainda poucos sabem que a Umbanda nasceu do preconceito e da exclusão dos espíritos que se manifestavam com a roupagem de negros e índios, escravos que não tinham onde desaguar pela mediunidade a sabedoria e a humildade que eles traziam em si, justamente porque a nível material a ignorância dos homens que dirigiam centros “espíritas” negava suas manifestações e quando eles incorporavam pediam-lhes para se retirarem, pois não eram espíritos letrados como os médicos, filósofos, advogados, freiras, generais e escritores semelhantes aos da Europa, berço do modelo vigente de espiritismo na època. Tratavam-nos como  espíritos iletrados, sofredores e obsessores,  logo sem permissão de ficarem manifestados nos médiuns no interior dos centros.  Assim como a flor de lótus que paira pujante na superfície mas  tem suas raízes  no lodo putrefato do fundo do lago, assim nasceu e se firmou a Umbanda, da intolerância, exclusão e preconceito. Não por acaso o Caboclo das Sete Encruzilhadas se manifestou pela primeira numa sessão de um centro espírita(*), falando de Jesus e colocando uma flor sob a mesa. Fazendo uma analogia, diríamos que também o cristianismo nasceu da intolerância de fariseus e escribas cujo conhecimento que exalta o intelecto cegou a visão da fé, do amor, da tolerância, da humildade, da alteridade e do respeito fraterno às diferenças.

             
              Devemos despertar nas pessoas o entendimento da Umbanda  no sentido que ela serve sempre para a espiritualização em todos os momentos de nossas vidas  e não somente na necessidade imediata eventual de se socorrer com Ela - levar essa mensagem  é nossa obrigação.
           Então, nos dias de trabalho  público  procuramos explanar sobre a sua mensagem edificante, igualitária e tolerante, pois a Umbanda se destaca sobre todas as religiões justamente pelo respeito as diferenças.  Por isto damos palestras antecedendo nossas giras, para falar da boa nova da Umbanda e da sua abordagem redentora que resgata o Cristo-Jesus nos idos do cristianismo primitivo - atendia a todos indistintamente que se achegavam a Ele -, eis que o Mestre disse aos doutores da lei judaica e sacerdotes dos templos quando se deparou com a intolerância e a tentativa  de exclusão de uma "pecadora" que não poderia vir ter com ele a Boa Nova do evangelho nascente:

Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela."


(*) Nota: nada temos contra a doutrina espírita e adotamos Chico Xavier como um dos grandes mestres da humanidade. Somente temos que ser fiéis aos atos dos homens registrados na história





terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

ATENÇÃO: A UNIÃO ESPIRITISTA DE UMBANDA DO BRASIL PRECISA DA SUA AJUDA

----- Original Message -----
To: Milton Choupana Caboclo Pery
Sent: Tuesday, February 15, 2011 4:09 PM
Subject: Pai Pedro Miranda

Milton,

Recebi uma msg informando de que a UEUB estaria necessitando de ajuda para realizar obras em seu pavilhão  em decorrência de um destelhamento .
Liguei e falei pessoalmente com o Pai Pedro para averiguar a autenticidade da informação e de que forma poderia auxiliar ..
Como não poderia enviar material de construção solicitei uma conta bancária para contribuir com algum valor .
Gostaria de saber se este tipo de divulgação também estaria dentro dos objetivos do Blog da Choupana .
Em todo o caso verifique com o Norberto de que forma poderíamos prestar a nossa solidariedade aos nossos irmão umbandistas, utilizando a ferramenta do blog.

Banco Bradesco
Agência :  469  ( Agência Santos Dumont )
C/C : 3205-0
Titular :  Pedro Miranda   -   fone:  (21) 96864333


Saravá Fraterno,
Artur



A UNIÃO ESPIRITISTA DE UMBANDA DO BRASIL PRECISA DA SUA AJUDA

A União Espiritista de Umbanda do Brasil, dirigida por Pai Pedro Miranda, sofreu um destelhamento proveniente da última ventania ocorrida nesta semana na cidade do Rio de Janeiro.
A União está precisando com urgência da ajuda dos irmãos umbandistas, seja com doações de material, mão de obra ou financeira.
Quem puder ajudar, entre em contato pelo telefone (21) 9686-4333.
Toda ajuda é bem-vinda, seja de irmãos da Cidade Maravilhosa, ou de qualquer parte do Brasil.
Manter a UEUB funcionando, é ter viva a história da Umbanda, pois essa instituição remete às épocas do saudoso Pai Zélio de Moraes, o que não a impede de abrir seu espaço a tantas e tantas casas que não possuem um teto para realizar seus trabalhos espirituais, independente do segmento/fundamento realizado em seus rituais.

Sandro Mattos – Rádio Raízes de Umbanda

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Cronograma de anunciação da transição planetária


Pergunta — Mas essa emigração de espíritos terrícolas para um mundo inferior e muito aquém do que já usufruíram na Terra, parece-nos mais punitiva do que mesmo reeducativa! Estamos certos?
Ramatís — "As vidas nas faces dos orbes físicos são apenas ensejos ou recursos educativos, no sentido de se plasmarem as consciências individuais dos espíritos recém-saídos da energia psíquica cósmica! Através das inúmeras situações e “testes” pedagógícos dos mundos materiais, as centelhas espirituais promovem a sua própria conscientização, adquirindo a noção de “existir”, e o “saber” pelo pensar! Ademais, as próprias forças sublimadas da vivência animal, acasalando-se com as energias sutilíssimas atraídas dos planos superiores, constituem-se na substância fundamental da estrutura e configuração do perispírito do homem encarnado! Em conseqüência, o perispírito se organiza no limiar das forças refinadas da animalidade, e, também, pelas energias “descidas” da fonte sidérea divina!
Mas durante esse intercâmbio ou ativação entre o espírito e a matéria, no sentido de se desenvolver a consciência espiritual do homem, o seu perispírito também se imanta do residual inferior produzido pelo campo vigoroso e instintivo da contribuição animal. Tratando-se de um veículo definitivo e que opera normalmente nos planos superiores da angelitude, o perispírito então precisa submeter-se a uma terapia ou saneamento energético, a fim de o espírito desencarnado conseguir alcançar os campos de forças mais sutis da vida espiritual. Mas o processo que sublima e purifica o períspírito, e o liberta do residual inferior conseqüente às suas experiências vividas na matéria, que o diafaniza para a espiritualidade, atua à semelhança de um “lixamento” em todos os interstícios perispirituais, cujo atrito então repercute no campo nervoso do encarnado, causando-lhe a reação conceptual da “dor” ou do “sofrimento” tão indesejáveis. Trata-se de algo semelhante a um circuito no campo físico, mas que atinge de modo aflitivo e desagradável o campo psíquico! É, enfim, a cota de sacrifício, que resulta durante a elaboração da consciência espiritual do “novo indivíduo”, modelado no seio de Deus!
Em conseqüência, os mundos físicos funcionam como verdadeiras “lixas” de áspera granulação, que extirpam compulsoriamente da veste perispiritual a crosta dos resíduos e das paixões da animalidade instintiva. E quando os espíritos matriculados no curso primário dos mundos físicos são reprovados no exame escolar ou de “juízo final”, porque ainda lhes predomina a instintividade animal sobre a freqüência sidérea perispiritual, então só resta à Administração Sideral despejar os “maus inquilinos” para outra moradia agreste, mas eletiva para eles recapitularem as lições negligenciadas. Não se trata de nenhuma punição ou castigo de Deus, mas simplesmente uma operação retificadora, cuja finalidade essencial é promover a ventura do ser!"



  * texto: “O Evangelho à Luz do Cosmo”, Ramatís. Primeira edição em 1974 –  Capítulo 16 “O trigo e o joio"

Em 1956 Ramatís abordou este assunto com profundidade no livro Mensagens do Astral.

Em 2010 - Divaldo lança livro " Transição"  - veja vídeo recente:




Diante dos fatos e da verdade, é insanidade insistirmos  nos conflitos.

Aos ortodoxos das purezas doutrinárias que historicamente vivem difamando àquilo que foge às suas cartilhas, afirmamos que este é um momento de existência planetária que impõe a união de todos  os espíritas, espiritualistas e religiosos de uma maneira geral em favor da paz universal entre todas as doutrinas, cultos e crenças nas diversas nações planetárias.

Renunciemos aos nossos egoísmos nos "desarmando" em favor do amor e da fraternidade coletiva.



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Curas espirituais

"Cada médium pode e deve ser um condensador energético dinamizador de cura espiritual, exercendo no finito microcosmo do mediunismo na Terra, o potencial infinito do macrocosmo curativo do Cristo"
Ramatís
       
“Quando Jesus assinalava a confiança nos olhos súplices dos enfermos, envolvia-os com as ondas do seu mais profundo amor, ativando-lhes a germinação de forças magnéticas através das próprias palavras e gestos com que os atendia e, à semelhança de misterioso turbilhão, fazia eclodir poderosos fluídos no mundo interior dos infelizes enfermos. Sob os gritos de júbilo desatavam-se os músculos rígidos ou se ativavam nervos flácidos; desentorpeciam-se membros enregelados, enquanto as correntes vitais purificadoras regeneravam todo o sistema orgânico, restituindo a vista a cegos, suturando as cordas vocais nos mudos, sensibilizando sistemas auditivos, desatrofiando tímpanos, curando surdos. A influência excitante e criadora que o olhar do faquir exerce sobre a semente enterrada no solo para obrigá-la  dinamizar suas energias ocultas a crescer apressadamente, Jesus também a exercia, através do poder assombroso e dinamizador do seu olhar. Um corpo chagado tornava-se limpo no prazo de alguns minutos, sob o energismo incomum que o Mestre projetava na alma e no organismo dos enfermos.”

       “Jesus descera à Terra para salvar toda a humanidade; o seu amor  cósmico extravasava continuamente numa doação incondicional. Se ele não curou a todos foi porque os óbices contra sua ação benfeitora residiam nos próprios infelizes que o procuravam ainda imaturos em espírito. Em verdade, sua missão principal não era curar os corpos, mas acima de tudo salvar a alma. As curas materiais que realizou serviram apenas para comprovar a força do Espírito eterno, mas sem alterar a Lei do Carma, a qual determina a “cada um colher conforme tiver semeado”. Jesus curou as criaturas que também se libertaram de suas mazelas morais, graças ao estado de fé criadora e pureza de intenções. Enfim, as que foram espiritualmente ao seu encontro, sem quaisquer desconfianças, mas sob o propósito para uma vida digna e amorosa”

Ramatís / “O Sublime Peregrino” / Cap. “Jesus, seus milagres e seus feitos” - Editora do Conhecimento

A incredulidade e os fenômenos mediúnicos: 



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cristo na Umbanda

Por Pai Solano de Oxalá  - Casa Branca de Oxalá  cristonaumbanda.blogspot.com
    
Muitas vezes já fomos questionados de o porquê de cultuarmos o Cristo na Umbanda. Responderemos primeiro do ponto de vista histórico, depois do ponto de vista doutrinário. 

Do ponto de vista histórico, não podemos nos esquecer que nossa Religião foi anunciada em seu primeiro dia -15/11/1908 – através da manifestação das entidades que comporiam a Umbanda em uma mesa Kardecista.  Rechaçadas, pelo preconceito que antes reinava até nas mais inteligentes cabeças do Espiritismo, as entidades se propuseram, através do Caboclo das Sete Encruzilhadas, a lançar a religião de Umbanda no dia seguinte, na casa do aparelho daquela entidade, Zélio Fernandino de Moraes.

A segunda razão histórica está no fato de o Caboclo das Sete Encruzilhadas ter confirmado que havia sido um Padre Jesuíta de nome Gabriel Malagrida. Por que as entidades escolheriam um Padre Jesuíta, queimado na fogueira da Inquisição para ser seu porta-voz? Ainda mais se considerarmos que esse jesuíta foi queimado vivo por ter se oposto a ações do Marquês de Pombal, as quais prejudicavam o povo e beneficiavam somente a um grupo próximo a ele.  Acreditamos que essa foi a razão mais forte para sua escolha, pois a Umbanda, enquanto a Manifestação do Espírito para a Caridade, já nasceu com o intuito de atender a todos Irmãos, igualmente, sem discriminação.

Finalmente, a terceira foi a comunicação que o Caboclo das Sete Encruzilhadas fez, a respeito da chegada desse grupo de entidades para o trabalho da caridade na Umbanda, de que eles tinham vindo em nome de Santo Agostinho (lembremo-nos que a origem deste santo é africana, da região onde hoje é a Argélia).

Do ponto de vista religioso, não podemos esquecer que no ocidente nosso Governante maior é Cristo. Se estivéssemos no oriente, provavelmente teríamos outro.  Assim, doutrinariamente, devemos tomar os ensinamentos de Cristo como balizadores de nosso comportamento. Esse compromisso com o Evangelho de Cristo se dá em nossas ações do dia a dia, não se limitando ao Templo.
A grande pregação de Cristo, se baseava em apenas um palavra: Amor!!!
Amor ao próximo, visto como nosso irmão em Cristo, amor à natureza, como resultado da energia divina que nos envolve, perpassa e nos fortalece no enfrentamento com nosso cotidiano.

Devemos lembrar que a prática do amor ao nosso próximo é a caridade em ação.  Caridade no seu sentido lato.  Não apenas a doação de bens materiais, tão confundida com a real caridade pregada por Jesus Cristo.  Essa caridade vai muito além daquela restrita à doação material. Ela é a tolerância, é a compreensão, é a disposição de ouvir àquele que necessita falar, é o saber falar com aquele que precisa ouvir, é o alegrar-se pelas vitórias dos irmãos, é não se deixar levar pelo egoísmo, é ser pacífico e apaziguador, enfim é cumprir em todos os momentos aquilo que nos foi ensinado há mais de 2000 anos.  Para cumprir seu objetivo a Umbanda preconiza a pratica do bem do amor e da caridade, ou seja, tem por objetivo principal a evolução espiritual de toda a humanidade.
Quando o Caboclo das Sete Encruzilhadas anunciou a Umbanda nos ensinou também que, tal como Nossa Senhora da Piedade recebeu o seu Filho em seus braços, a Umbanda estaria de braços abertos a todos aqueles que necessitassem da caridade por ela pregada.  Na primeira carta de Paulo aos Coríntios, a caridade é considerada a mais importante de todas as virtudes.  “Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade. A maior delas, porém é esta última: a caridade (Cor.13; 13)”.
Portanto, na Umbanda a base fundamental é o amor que Cristo veio nos ensinar, a pratica da caridade. 


        




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