quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Desenvolvimento mediúnico



"O mundo e os objetivos pessoais por que esses cidadãos são movidos bloqueiam a vontade de servir ao próximo, que é o sacrifício, altruístico, que a umbanda impõe a todos". 
 Ramatís

PERGUNTA – Qual o motivo de o desenvolvimento mediúnico ser tão demorado e de tantos médiuns começarem na umbanda e não conseguirem se manter nos trabalhos?
RAMATÍS – São raros na atualidade os casos em que a mediunidade irrompe inequívoca e os sensitivos saem a dar precisas comunicações dos guias do lado de cá. A inconsciência não mais se verifica e exige-se uma gradual mudança de comportamento para que os médiuns consigam realizar as consultas por várias horas “incorporados” com o caboclo ou preto velho.
       O trabalho na umbanda impõe mudanças profundas nos pensamentos, que requerem tempo para serem consistentes e interiorizados no modo de vida do médium em aprendizado. Ele, conscientemente, deve livrar-se das emoções e sentimentos do ego inferior que atingem o corpo mental e astral. Com a sutilização desses envoltórios do espírito imortal, pela repercussão vibratória ocasionada pela substituição definitiva da matéria densa que os forma(*), propiciada por novos pensamentos constantes e mais elevados, esses veículos da consciência acabam “refinados” e os chacras se ajustarão naturalmente às emanações fluídicas superiores dos guias e protetores.  
       A umbanda, além da conexão com os planos espirituais superiores também é um canal aberto de entrechoque vibratório com o astral inferior, implicando maiores obstáculos aos médiuns. A prática mediúnica umbandista tem que ser continuada por longo tempo, sem interrupções, e trilhada com reverência e devoção esmeradas. A lide umbandista parece fascinante no princípio e o neófito anseia por ter logo o “seu” caboclo ou preto velho. Na verdade, da multidão que ingressa constantemente nas frentes de trabalho da Divina Luz, apenas uma microscópica minoria está apta a perseverar e progredir. A grande maioria dos aspirantes logo se enjoa do ritual, não se motiva mais a colocar o uniforme branco e se impacienta na demora de ser aceita como médiuns “prontos”. Acabam desistindo por completo ou mantendo as aparências externas com o objetivo de só se beneficiarem dos trabalhos, almejando a melhora milagreira das condições de existência frente à difícil e “injusta” vida. Fora uns poucos, não apresentam maturidade espiritual para continuarem na umbanda. Como uma moeda de dois lados, acabam buscando atividades em grupos mentalistas de estudos  em que não se "arriscam" na mediunidade consolodora ou em centros que o mediunismo apresenta resultados mais rápidos, como o são os das práticas mágicas populares com suas "facilidades" espirituais. O mundo e os objetivos pessoais por que esses cidadãos são movidos bloqueiam a vontade de servir ao próximo, que é o sacrifício, altruístico que a umbanda impõe a todos. 

(*) A matéria ou substância que compõe os veículos da personalidade – corpos etérico, astral e mental – provém dos planos respectivos, que englobam diversas freqüências vibratórias, das mais densas às mais sutis. De acordo com os sentimentos e pensamentos vibrados pelo espírito – que constituem outras tantas “ações” (ação emocional e ação mental) – o combustível ou energia requerida para alimentar essas ações se agrega no respectivo veículo. As “ações” de elevada freqüência vibratória (os chamados “pensamentos e sentimentos bons”) utilizam a energia sutil e de alta freqüência correspondente, e imediatamente agregam ao corpo em questão essa matéria sutilizada; as de baixa freqüência (“sentimentos e pensamentos maus”) precisam utilizar matéria astral e mental de baixa categoria, que se incorpora ao veículo e lhe baixa o nível vibratório e o peso específico. A evolução interna da criatura se dá com a substituição gradativa da composição energética ou matéria de seus veículos, ao influxo das ações mentais e emocionais superiores.  

Do livro "a missão da umbanda" - Ed. do Conhecimento

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