domingo, 30 de janeiro de 2011

Formas de apresentação dos espíritos - parte 2

Estudo sistematizado: vídeo 7
CABOCLOS
Atributos: Simplicidade, respeito pela natureza e seres vivos e força
            Os caboclos têm participado ativamente na Umbanda desde os seus primórdios, justamente por uma entidade que se utilizou dessa forma: o Caboclo das Sete Encruzilhadas.
            A palavra caboclo é originária do tupi-guarani e significa cor de cobre. No sentido étnico tem haver com a miscigenação que tanto ocorreu no Brasil e continente americano, desde sua colonização por Portugal e outras civilizações européias. Do cruzamento entre a raça branca européia e a raça indígena resultou o caboclo como novidade racial no planeta. Da mistura das realidades espirituais européias com as realidades espirituais nativas do nosso continente resultou a forma de apresentação espiritual dos caboclos, ainda no sentido espiritual temos:
·        Simbolicamente temos contido nessa forma a interface entre a natureza espiritual pura (evoluída) e a natureza espiritual humana encarnada (em evolução);
·        Função e missão de espiritualização contínua e constante das almas encarnadas e desencarnadas que estejam necessitando de sutilização de suas vibrações;
·        Sub-organização em falanges com funções espirituais distintas conforme as habilidades adquiridas ao longo das existências desses espíritos: caçadores, guerreiros, justiceiros, pajés ou xamãs, pescadores, agricultores (que plantam e colhem), etc.
Todas as civilizações, de uma maneira ou de outra, se originaram ou ocuparam os locais onde comunidades silvícolas habitaram, por isso, em algum momento de nossa caminhada espiritual estivemos inseridos nessas histórias e aprendemos a estar integrados e respeitando a natureza, que afinal de contas sempre foi a grande mãe que nos forneceu os elementos necessários para a sobrevivência nesse modo de vida. Todas essas imagens e situações estão gravadas no nosso inconsciente e subconsciente e os caboclos quando trabalham em nós trazem a tona do nosso consciente a necessidade de contato, respeito e equilíbrio para com a grande mãe que nunca faltou para com seus filhos. Assim o trabalho dos caboclos vêm se fundamentando ao longo dos anos, trazendo novamente a natureza (através da indicação de banhos, chás, caminhadas ao ar livre, etc.), para dentro do homem urbano.

CRIANÇAS

Atributos: Pureza, alegria e amor incondicional

            Para entendermos essa forma basta observarmos como uma criança modifica a vida das pessoas e os ambientes em que estão. Tudo e todos passam a existir em função das crianças! A fragilidade e inocência dos pequeninos possuem um magnetismo muito grande, que despertam nos adultos sentimentos (instintivos) de proteção e cuidados.

            Espiritualmente essas entidades aparentam serem frágeis, mas são espíritos de grande evolução, conhecimento sobre a psicologia sentimental e anímica do homem e magnetismo terapêutico, que trabalham descongestionando e reorganizando os fluxos energéticos que influenciam o humor, auto-estima e o amor. Sua atuação é muito sutil, tanto que nós encarnados muitas vezes não percebemos quando estão atuando essas entidades, mas quando nos damos conta só é possível perceber o resultado de seu trabalho justamente pela leveza da nossa condição emocional. A maneira inocente de se manifestar a sutileza de seus métodos de trabalhos utilizando-se de brincadeiras, manhas e estripulias, despertam e trazem a tona aquela mesma natureza infantil que um dia já tivemos, onde o mundo era um grande playground a nossa espera, principalmente porque não tínhamos perspectivas de dor e sofrimentos.

sábado, 29 de janeiro de 2011

A saudação aos Exus

A saudação ao Exú é LARÓYÈ = salve, que também quer dizer salve compadre, boa noite “moça”. Exú é MOJUBÁ - Moju (Viver a noite) Bá (armar emboscadas) ou seja “armar emboscadas vivendo a noite”.  Mas na Umbanda o trabalho dos Exús é o de guardião e senhor dos caminhos. Assim ao cumprimenta-lo estamos dizendo: Salve aquele que vive à noite e que arma emboscadas. Assim estamos reconhecendo seu poder e ao mesmo tempo estamos pedindo “Àquele que vive a noite, que nos livre das emboscadas”.
Para saber mais de Exu: 

BIG BROTHER BRASIL

 
Big Bobo Brasil da corte global...

( Autor desconhecido ) 

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A  décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que  recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.


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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A Umbanda - fé cristã


A Umbanda é ou não cristã?
Bem, existem aqueles que defendem a idéia de que a Umbanda não poderia ser cristã, pois esta seria uma religião baseada nos cultos afros. Dentro da visão desses irmãos, apesar do respeito que demonstram, Jesus Cristo é apenas uma figura simbólica, relacionada através do sincretismo criado pelos negros ao Orixá Oxalá, naqueles tempos em que a Coroa Portuguesa, através do poder da Igreja, impunha aos escravos sua fé trazida da Europa. E aí, com o passar do tempo e com a associação dos cultos afros ao espiritismo e ao próprio catolicismo, teria nascido a Umbanda no Brasil.
Já os que defendem a idéia da Umbanda como um culto cristão, baseiam-se principalmente nas palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas que em 15/11/1908 informou aos presentes que estava iniciando ali, um novo culto, chamado Umbanda, onde espíritos de negros e índios poderiam praticar a caridade. Disse também que esta nova religião trabalharia baseada nos Evangelhos de Cristo e que teria como Mestre Supremo: Jesus.
Então, como poderíamos saber qual corrente tem mais razão. Vejamos:
Estamos no início do século XXI, mais precisamente em 2006 (118 anos depois da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel). Porque então os umbandistas continuam com a imagem de Cristo no local mais alto do congá? Afinal de contas não existe mais feitor, sinhozinho ou capitão-do-mato. Nem a perseguição policial que ocorria no início do século XX. Mas estamos lá, ajoelhando, orando e pedindo diante de Sua imagem. Simples, porque no íntimo da grande maioria dos filhos de fé, Cristo é sem dúvida, o Ser de maior expressão espiritual que passou neste orbe. Não bastasse isso, é extremamente comum observarmos nossas Entidades, em especial os Pretos-Velhos, clamando forças a zin Nosso Sinhô Jesus Cristo. Teriam esses Guias de Luz, medo do sinhozinho? Ou da Igreja Católica? Não, claro que não. Eles pedem a Jesus com imenso respeito e devoção, assim como rogam aos Orixás, pois sabem que assim poderão nos conduzir à trilha que nos leva ao Pai. Além dos Vovôs e Vovós, isso é muito fácil de se perceber numa gira de baianos ou boiadeiros, que rogam a Nosso Senhor do Bonfim e a Bom Jesus da Lapa. Até quando tratamos com Exus de Lei, estes demonstram um respeito e um carinho especial ao “Nazareno”. Alguns o chamam até de “o Coroado” e se mostram satisfeitos em ter enxergado a importância em trabalhar baseado nos ensinamentos D’Ele.
Se não bastasse isso, existe um sem-número de pontos cantados que nos remetem à figura do Messias... “Abre a porta ó gente, que aí vem Jesus, e ele vem cansado com o peso da cruz...”, “Preto-Velho quando vem, ele vem aos pés da cruz, vem trazendo proteção para os filhos de Jesus...” “Jesus nasceu, padeceu e morreu...”, “Seu cavalo corre, sua espada reluz, sua bandeira cobre todos filhos de Jesus...”, entre outros.
Sem contar as preces utilizadas, inclusive o Pai Nosso Umbandista, baseado no Pai Nosso ensinado pelo Mestre há 2000 atrás.
Quanto à relação da Umbanda a outros segmentos, notamos forte influência católica e kardecista (ambas religiões cristãs), somada a cultura e fé afro (influência dos espíritos de negros escravos e de ex-participantes destes cultos que vieram a se tornar umbandistas).
Respeitando a visão de todos os filhos desta linda religião, porém, baseado nessas e em outras tantas questões que poderiam ser formuladas, somadas ainda às palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas, particularmente creio sim numa Umbanda CRISTÃ, universalista e cheia fé nos Orixás, Guias e Protetores Espirituais.
O objetivo do texto não é criar polêmicas ou discussões, até porque seriam em vão, já que cada pessoa tem o direito de pensar e acreditar no que quiser, mas apenas de colocar alguns pontos que às vezes passam despercebidos mesmo durante os debates. E, além disso, tenho a certeza de que, acreditando N’Ele ou não, Jesus ampara a todos, assim como os Orixás, que independente até do credo da pessoa, estão sempre abertos a trabalhar em prol da caridade.
Que o Mestre Jesus Cristo, chamado carinhosamente por nós de Pai Oxalá, nos cubra com Vosso Manto Sagrado, envolvendo-nos com as energias que Ele traz do Pai Universal - Deus (ou Zambi, Olorum, Tupã,......).

Texto de Sandro da Costa Mattos - Ogã Alabê da APEU - Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba - Templo de Umbanda Branca do Caboclo Ubatuba - S.Paulo/SP.
Autor da obra “O LIVRO BÁSICO DOS OGÃS” e apresentador do programa CANTANDO COM OS ORIXÁS, exibido diariamente pela WEB TV SARAVÀ UMBANDA – www.tvsu.com.br
Contato:
E-mail: scm-bio@bol.com.br - sandro@nutriport.com.br
Telefone: (11) 6911-4198.
Site: www.apeu.rg.com.br


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Umbanda, essa desconhecida


"Umbanda, essa Desconhecida" tornou-se, ao longo de quase três décadas, uma obra básica de referência para os estudiosos da Umbanda, e agora está revista e ampliada.
O sábio mestre oriental Babajiananda (Pai Tomé) desvendou aqui, pela primeira vez, as desconhecidas origens ancestrais do culto e seu ressurgimento no Brasil, por determinação dos Dirigentes Planetários, em 1908, pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas.
De forma clara e didática, são revistos conceitos fundamentais ainda pouco compreendidos da temática umbandista: que são, na verdade, os Orixás, e o que significam seus nomes originais? Como operam as Linhas de Umbanda? Quem são os seus médiuns? O que é um babá, um babalorixá? O que é magia? Afinal, o que são Exus? Qual é a estrutura oculta das falanges de Umbanda? Traz orientações sobre as práticas, como oferendas e despachos, pontos cantados e riscados, guias, banhos de ervas, a estruturação de um centro, criação de um gongá, obrigações, desenvolvimento e iniciações dos médiuns etc.
O extraordinário diferencial desta obra é a desmistificação dos pretensos "mistérios", das práticas descabidas e dos comportamentos mediúnicos e crenças inconsistentes, subproduto da desinformação.
Embasada nos milenares conhecimentos esotéricos, mas temperada pela simplicidade amorável dos terreiros, dela surge uma Umbanda luminosa, baluarte da Espiritualidade Maior planetária.
Roger Feraudy, consagrado autor de uma dezena de obras de sucesso com mais de 55 anos de prática umbandista, por determinação de Pai Tomé e de acordo com a sua índole espiritual crística, sempre praticou a mediunidade com Jesus. Já retornou para o Plano Espiritual e brilha mais uma estrela nos céus de Aruanda.


Homenagem e agradecimento ao nosso pai espiritual:

Desenvolvimento mediúnico



"O mundo e os objetivos pessoais por que esses cidadãos são movidos bloqueiam a vontade de servir ao próximo, que é o sacrifício, altruístico, que a umbanda impõe a todos". 
 Ramatís

PERGUNTA – Qual o motivo de o desenvolvimento mediúnico ser tão demorado e de tantos médiuns começarem na umbanda e não conseguirem se manter nos trabalhos?
RAMATÍS – São raros na atualidade os casos em que a mediunidade irrompe inequívoca e os sensitivos saem a dar precisas comunicações dos guias do lado de cá. A inconsciência não mais se verifica e exige-se uma gradual mudança de comportamento para que os médiuns consigam realizar as consultas por várias horas “incorporados” com o caboclo ou preto velho.
       O trabalho na umbanda impõe mudanças profundas nos pensamentos, que requerem tempo para serem consistentes e interiorizados no modo de vida do médium em aprendizado. Ele, conscientemente, deve livrar-se das emoções e sentimentos do ego inferior que atingem o corpo mental e astral. Com a sutilização desses envoltórios do espírito imortal, pela repercussão vibratória ocasionada pela substituição definitiva da matéria densa que os forma(*), propiciada por novos pensamentos constantes e mais elevados, esses veículos da consciência acabam “refinados” e os chacras se ajustarão naturalmente às emanações fluídicas superiores dos guias e protetores.  
       A umbanda, além da conexão com os planos espirituais superiores também é um canal aberto de entrechoque vibratório com o astral inferior, implicando maiores obstáculos aos médiuns. A prática mediúnica umbandista tem que ser continuada por longo tempo, sem interrupções, e trilhada com reverência e devoção esmeradas. A lide umbandista parece fascinante no princípio e o neófito anseia por ter logo o “seu” caboclo ou preto velho. Na verdade, da multidão que ingressa constantemente nas frentes de trabalho da Divina Luz, apenas uma microscópica minoria está apta a perseverar e progredir. A grande maioria dos aspirantes logo se enjoa do ritual, não se motiva mais a colocar o uniforme branco e se impacienta na demora de ser aceita como médiuns “prontos”. Acabam desistindo por completo ou mantendo as aparências externas com o objetivo de só se beneficiarem dos trabalhos, almejando a melhora milagreira das condições de existência frente à difícil e “injusta” vida. Fora uns poucos, não apresentam maturidade espiritual para continuarem na umbanda. Como uma moeda de dois lados, acabam buscando atividades em grupos mentalistas de estudos  em que não se "arriscam" na mediunidade consolodora ou em centros que o mediunismo apresenta resultados mais rápidos, como o são os das práticas mágicas populares com suas "facilidades" espirituais. O mundo e os objetivos pessoais por que esses cidadãos são movidos bloqueiam a vontade de servir ao próximo, que é o sacrifício, altruístico que a umbanda impõe a todos. 

(*) A matéria ou substância que compõe os veículos da personalidade – corpos etérico, astral e mental – provém dos planos respectivos, que englobam diversas freqüências vibratórias, das mais densas às mais sutis. De acordo com os sentimentos e pensamentos vibrados pelo espírito – que constituem outras tantas “ações” (ação emocional e ação mental) – o combustível ou energia requerida para alimentar essas ações se agrega no respectivo veículo. As “ações” de elevada freqüência vibratória (os chamados “pensamentos e sentimentos bons”) utilizam a energia sutil e de alta freqüência correspondente, e imediatamente agregam ao corpo em questão essa matéria sutilizada; as de baixa freqüência (“sentimentos e pensamentos maus”) precisam utilizar matéria astral e mental de baixa categoria, que se incorpora ao veículo e lhe baixa o nível vibratório e o peso específico. A evolução interna da criatura se dá com a substituição gradativa da composição energética ou matéria de seus veículos, ao influxo das ações mentais e emocionais superiores.  

Do livro "a missão da umbanda" - Ed. do Conhecimento

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ciência x fé



CIENTISTA JAPONÊS ESTUDA EFEITOS DA PRECE NUM COPO DE ÁGUA

É assim que a pesquisa tão sublime e cheia de fé, do cientista japonês, Masaru Emoto, tem conquistado adeptos pelo mundo na mesma velocidade em que recebe críticas, especialmente pela internet.
Um dos sítios na rede mundial de computadores a questionar a descoberta sobre os cristais de água congelada chama o estudo de “pseudociência” e acrescenta: “Segundo ele e os seus seguidores, a energia humana vibracional, os pensamentos, as palavras, as ideias, e a música, afetam a estrutura molecular da água. (...)
Escrever ou falar para a água uma palavra maravilhosa, doce ou terna produz um cristal bonito. Ah, mas isso depende do idioma. E a água reconhece os idiomas. Como ela faz isso? Boa pergunta.”
Longe da fé cega, que busca encontrar na ciência confirmações para os próprios dogmas e crenças, a pergunta que fazemos é: pode a ciência provar que pensamentos e sentimentos não afetam a realidade física? Ou mais: é preciso provar? A influência da energia na matéria já não está clara como o fundo branco que recebe essas palavras (que são nada mais que realizações de pensamentos)? Não são as ideias futuros projetos que virarão prédios, aviões, igrejas ou bombas atômicas?  Não parte do mundo imaterial a inspiração que virará obra de arte? O insight que nos levará a ousar e experimentar, desafiando mesmo a própria ciência? Como então duvidar que sentimentos e pensamentos possam afetar a realidade física?
O mestre iluminado Jorge Adoum, considerado bodhisattwa (termo oriental que recebeu sua alma divina) de Adonai (um dos gênios planetários do raio da medicina), escreveu: “Toda manifestação visível é a realização de uma ideia invisível. Disto se deduz que, na Natureza, existe uma hierarquia de seres psíquicos que se assemelham à que se encontra no homem, em forma de diversos tipos celulares, os quais vão desde a célula óssea, epidérmica e muscular, até à nervosa.
Por isto, pode-se dizer que cada célula está composta de elementos vivos, inteligentes e diversos. Estes seres psíquicos que habitam na região das energias físico-químicas são chamados elementais ou espíritos dos elementos, e foram eles que modelaram “a substância dos céus e da terra” tal qual diz a Bíblia.
Por esse princípio, Jorge Adoum explica como materializamos ideias e também levanta outra questão importante: a de que nosso corpo não é composto apenas de 70% de água, mas também de 70% do elemental da água, do princípio inteligente da água. “Os elementais são os que se movem nas camadas inferiores do Plano Astral (a quarta dimensão, correspondente ao mundo dos sonhos, onde recebemos a influência de energias mais sutis que as do plano físico), em relação imediata com o corpo físico.
Estes elementais obedecem, por carinho ou por medo, ao homem, da mesma forma que o fazem os animais domésticos, ou melhor ainda: tal como o soldado obedece ao seu general. O exorcismo os domina e as orações os atraem”, diz Adoum. “O mago e o sacerdote, pelas evocações, acumulam o magnetismo universal, no qual pululam os elementais, chamados Anjos pelas religiões, e os utilizam para o bem dos fiéis e do mundo”.
Eis o princípio da cura pela fé. Ciência x Fé: O que é a ciência? E o que é a fé? Como o cientista vê a cura pela fé, e como aquele que tem fé vê a ciência, com seus sucessos e fracassos? O cientista diz: “ninguém provou até hoje que a energia da palavra e do pensamento é capaz de transformar a estrutura da água”. Mas quem é ninguém? É aquele que publica um artigo em uma revista científica reconhecida internacionalmente? É aquele que pretende colocar toda a grandeza do universo infinito dentro de conceitos limitados pelos próprios conceitos da ciência? Ninguém é aquele que só vê o que as lentes do microscópio podem mostrar? Será que ninguém percebeu que a fé não nega a ciência, mas apenas não limita a ciência à falta de fé?
Será que ninguém viu ainda que a toda doença, causa ou efeito do mundo físico, corresponde uma doença, causa ou efeito do mundo sutil das energias, do pensamento e do sentimento?  “Vós sois os arautos da nova Religião futura, que será uma nova face da antiga Religião da Verdade. Assim, também, sereis arautos da Medicina Universal, que trata a Alma e o corpo ao mesmo tempo de maneira científica e mental”, diz Jorge Adoum em seu livro “O Batismo da Dor”.
O mestre ensinou em sua obra que o corpo contém em si toda a história do universo, registrada na memória de cada uma de suas células. Desta forma, dentro e fora de nós, há em tudo ciência e religião unidos numa sabedoria capaz de curar inteligentemente com recursos externos e internos: “A cada classe de indivíduo, é necessário curar segundo seu tipo. Há almas que necessitam de oração como poder curativo, e outras devem buscar a Natureza”, escreveu Adoum.
É desta forma que o mago utiliza a fé para curar. E a fé passa a ser uma ciência que a ciência ainda não pôde compreender. Em cada prece. Em cada meditação. Em cada respiração, somos a ciência viva, criada e mantida pelo amor divino. Nas palavras do mestre: “Pelo amor, o homem aspira átomos-anjos afins a seu sentir e pensar”. O que os mestres escreveram com o próprio sangue há décadas, séculos ou milênios de distância de nossa ciência atual, ainda reflete o que novos estudos descobrem a cada dia: um poder de cura comum, guardado na consciência do mundo desde a sua criação: a fé. Quem compreende, através da fé, que o Incriável cria a todo momento, sabe que respirar é orar, e que  a misericórdia está também no poder concedido à alma humana de utilizar as forças da Natureza para curar e ser curado.
Se a ciência da razão evoluir poderá, quem sabe, medir com precisão o campo magnético de nossas vibrações e de nossa energia. Mas não poderá jamais mensurar a causa e o efeito de tais vibrações, porque elas são quânticas, e não quantitativas. Elas são conscientes, e não genéticas. Não podem ser clonadas nem alteradas, e vão continuar existindo em uma região que está fora do mapa do DNA, e dentro do coração.
CÍNTIA MARSCHNER
JORNALISTA



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Formas de apresentação dos espíritos - parte 1

Estudo sistematizado: vídeo 6

   Dentro do contexto sócio-cultural brasileiro, a Umbanda se utiliza de roupagens simbólicas para a manifestação de espíritos, que chamamos de entidades, com a finalidade de propiciar a evolução de todos pelo exercício da caridade.
Estes espíritos que se manifestam se sintonizam e se enfeixam dentro do movimento umbandista no astral, se utilizando destas formas de acordo com a necessidade do consulente e do trabalho que se realiza.
Estas três formas simbólicas nos transmitem a mensagem criança (felicidade), do adulto (coragem) e do ancião (sabedoria).
A incorporação de um preto-velho se dá pelo chacra básico de seu médium, envergando-o. A mensagem que esta manifestação transmite é de humildade, tanto para o espírito que ali se expressa quanto para o seu médium. Muitas destas entidades que se utilizam desta forma simbólica para fazer a caridade não foram necessariamente   negros em eras remotas, e sim homens  brancos  conhecedores da magia e alquimia,  que agora se utilizam desta aparência simbólica - preto(a) velho(a) - com a responsabilidade de guiar, auxiliar e utilizar destes conhecimentos para o bem de uma comunidade. Muitos  se perderam no orgulho e na ganância e, hoje, tem a oportunidade de redimir os erros do passado pela caridade na Umbanda. 

A manifestação curvada é a expressão de humildade destes grandes espíritos, que preferem trabalhar estando "abaixo" de todos, e esta mensagem também é válida para o seu médium. A prática desta virtude e o altruísmo é o caminho para o crescimento espiritual.
Normalmente chegamos num terreiro de Umbanda cansados de percorrer diversos templos, consultórios ou outros lugares, sem encontrar o que mais precisamos: a solução para as nossas demandas ou um alívio espiritual. É então na figura de um preto-velho que encontramos o bálsamo para as nossas feridas.
Ignoramos a personalidade-médium e vemos sentado num banquinho um velhinho negro, alquebrado pela idade e pela vida, usando às vezes um chapéu de palha, outras um pano enrolado na cabeça, com um galho de arruda pendurado atrás da orelha, apoiado numa bengala, fumando um cachimbo ou um charuto ou, então, comendo uma rapadura.
Com seu jeito manso de falar, o pretinho ou a pretinha nos dão as orientações necessárias para o momento de crise que passamos. O modo errado de pronunciar as palavras, mas com muita sabedoria, deixa ricos ou pobres, cultos ou ignorantes à vontade para falar de seus pensamentos mais íntimos.
Para tudo os Pretos-Velhos têm uma palavra de conforto e de amor.
Com as baforadas do charuto ou com a arruda, vão aos poucos aliviando nosso coração, levando-nos muitas vezes às lágrimas. E, aos poucos, sem percebermos, vai retirando dos nossos corpos etérico/astral as amarras, os miasmas, as formas-pensamentos, desfazendo as magias negativas, desligando amorosamente os obsessores e sofredores, e encaminhando estes espíritos doentes aos nossos amigos exus.
Na sua simplicidade, planta as sementes das leis divinas em nosso ser, tais como: a reencarnação, a livre escolha, a lei de retorno e a urgência de transformação moral. Enfim, nos ensina que a responsabilidade de nossas vidas cabe a cada um nós
Muitas vezes sabe que o filho-de-fé cairá diversas vezes na mesma situação que o levou ao terreiro; se queixará das mesmas dores. Com paciência aconselhará, sabendo que somos crianças dando os primeiros passos. Por isso, se você for falar com um preto-velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas com um passe de mágica. Entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo. Tenha fé e acredite em você.

domingo, 23 de janeiro de 2011

O Pensamento universalista de Ramatís


"Rejubila-te diante do labor doutrinário adverso ao teu modo de entendendimento, mas que coopera para a melhoria do homem. Eis os motivos por que não nos preocupamos em considerar esta ou aquela doutrina, esta ou aquela religião ou filosofia, como sendo a mais valiosa entre as demais do vosso orbe, em cujo panorama seríamos, então, mais um "novo intruso" no jogo atribulado dos problemas humanos"
Ramatís

Os propósitos de Ramatís com sua obra objetivam a aproximação crística entre os valores doutrinários de todos os indivíduos de boa vontade.
Considerando que o Cristo é um estado pleno de amor e de associação divina, radiosa fisionomia espiritual destituída de rugas sectárias, então é também princípio de nutrição cósmica para todas as almas, amor entre os seres e coesão entre as consciências.
Ramatís advoga que a verdade crística não pode ser segregada por ninguém; é um estado permanente de procura e de ansiedade espiritual, bem distante dos invólucros estandardizados das religiões tradicionais! Assim como uma gota d'àgua se perde na tempestade e um grão de milho é soterrado no celeiro,  assim qualquer sistema de crenças religiosas que se considere possuidor da verdade é apenas mais um concorrente entre os milhares de credos isolacionistas do mundo.
Por isso, Ramatís não é entidade exclusivamente devotada aos princípios de uma ùnica doutrina, pois evita a exclusividade que exalta os caprichos e as teimosias sectaristas e fazem mais de 60 anos conclama o dinamismo universalista da vida espiritual.

Nos dizeres de Ramatís: "Antes de irdes ao vosso centro, loja, oráculo, igreja, templo, terreiro ou instituição iniciática, reconciliai-vos com os vossos inimigos; antes da prece recitada em público, lamuriosa e poética, dedicai-vos tão abnegadamente aos vossos irmãos necessitados, de modo tal que nem vos sobeje tempo para orardes.
Não temais a abóbada da igreja católica, as colunas do templo protestante, o esforço do esoterista, a reunião do teosofista, os experimentos dos umbandistas, as lições da Yoga ou a cantoria dos salvacionistas.
Concorrei à lista para os pobres de todas as religiões, sem exclusivismo para com o vosso culto; atendei ao esforço do irmão que vos oferece a Bíblia em lugar do livro fescenino, e auxiliai a divulgação da revista religiosa que vos recorda Jesus; rejubilai-vos diante do labor doutrinário adverso do vosso modo de entender, mas que coopera para a melhoria do homem.
Aprendei que uma doutrina religiosa é sempre um meio e não um fim.
Eis os motivos por que não nos preocupamos em considerar esta ou aquela doutrina, esta ou aquela religião ou filosofia, como sendo a mais valiosa entre as demais do vosso orbe, em cujo panorama seríamos, então, mais um "novo intruso" no jogo atribulado dos problemas humanos.
O nosso desejo essencial é o de invocarmos os princípios crísticos que devem reunir todos os filhos de Deus.
Importa-nos resguardar a idéia-mater, principalmente as conceituações abençoadas do Evangelho de Jesus.
Não pretendemos aliciar adeptos nem criar fascínios para as nossas singelas idéias, mas apenas despertar real interesse para os efetivos valores espirituais, sendo inútil, pois, nos situarem neste ou naquele sistema filosófico ou doutrinário, pois não temos em mira aprovar ou reprovar postulados.
Identificado com trabalhadores do bem espiritual do vosso mundo, operamos através de médiuns, afastados de qualquer outro motivo que não seja um serviço desinteressado.
Não reclamamos distinções pessoais no conjunto laborioso dos servidores de Jesus, nem fazemos exigências proselitistas.
Daí nossa mensagem especial, que se destina aos seres de boa-vontade, avessos ao sectarismo e à exigüidade espiritual das afirmações intransigentes.
Já tendes maior alcance de pensamento e de consciência, graças aos tenazes esforços da ciência, às meditações dos filósofos e à evolução social, para compreenderdes melhor a realidade cósmica da Criação.
Chegastes à desenvoltura do vosso intelecto que, liberto da canga dos dogmas asfixiantes, exige, para o seu equilíbrio, um sentimento mais amplo do Amor,  que teve  em Jesus a mais brilhante refulgência na Terra".

Para saber mais de Ramatís e do universalimo deste espírito:


 


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Livro: Umbanda, Mitos e Realidades

Mãe Iassan Ayporê Pery
Dirigente do Centro Espiritualista Caboclo Pery 



A obra expõe aspectos vivos e interessantes da Umbanda; fala sobre os Orixás – como podem ser compreendidos como conceito e como influência arquetípica; combinações entre essas influências e suas representações nos diversos sítios da natureza; a importância absoluta de entendermos a Umbanda como exercício da caridade e de dispensarmos discussões intermináveis sobre a origem, os elementos de rito, as tradições de cada Casa...
Dentre suas muitas contribuições, esclarece numa linguagem simples -  clara e peculiar a sabedoria  das Entidades da Umbanda - o tema “Orixás”, a quem nos dirigimos quando nos referimos a eles e por que devemos fazê-lo, como instrumento de religião – “re-ligação” com nosso Pai Celestial:
“Ficarmos discutindo dogmas deste ou daquele Orixá nos leva a compreensão das forças da natureza sim, mas deve objetivar apenas isto e não a imposição de uma única Verdade.
A única verdade da Umbanda é a Caridade e o Amor, o resto são formas de culto que variarão de região para região, de terreiro para terreiro e devem ser respeitadas.”
Apesar dos ricos conhecimentos e de uma bibliografia de porte, a leitura é agradável e a linguagem não é eletiva. É obra que não pode passar batida para quem quer aprender mais sobre essa fonte de Vida que é a nossa Umbanda.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sobre o hino da Umbanda



Escrito por Ademir Barbosa Júnior
http://www.mundoaruanda.com/ 

O Hino da Umbanda, cantado em quase todas as casas (no início ou no final das giras, bem como em ocasiões especiais), foi composto por José Manuel Alves, o qual, em 1960, procurou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, em Niterói, vindo de São Paulo, desejoso de ser curado da cegueira, o que não aconteceu, em virtude de compromissos cármicos de José Manuel.
Tempos depois, José Manuel tornou a procurar o Caboclo das Sete Encruzilhadas e lhe apresentou uma canção em homenagem à Umbanda, tomada pelo Caboclo como Hino da Umbanda. Em 1961 o Hino foi oficializado no 2º. Congresso de Umbanda.
O Hino sintetiza as características gerais da Umbanda, bem como sua missão. A Umbanda vem do plano espiritual para iluminar e acolher, vem na linha de Oxalá, sob as bênçãos do Mestre Jesus, para fortalecer a todos e auxiliar a cada um a desenvolver o Cristo interno.
No acolhimento que faz a encarnados e desencarnados, a Umbanda convida a todos a encontrar a paz individual e coletiva. O exercício do amor em todos os níveis, a verdadeira caridade que não se reduz apenas ao assistencialismo, vibra em consonância com os ensinamentos do Mestre Jesus.
A mensagem de Umbanda estende-se pela terra e pelo mar, abençoada e orientada pelos Orixás. Trilha espiritual e religião ecológica, valoriza a magia e o poder dos elementos em favor do equilíbrio e da evolução de cada um e do planeta. A luz (fogo) vem de Aruanda (ar, dimensões), reflete na terra, no mar (água), disponibiliza-se a todos: a mesma luz que brilha em Aruanda (plano espiritual elevado), brilha também, guardadas as proporções e adequações a cada plano e a cada indivíduo, para todo espírito, encarnado ou desencarnado.
Dentre as práticas da Umbanda não está o proselitismo. Por isso as portas dos templos estão sempre abertas a todos, sem distinção. Há quem prefira participar de algumas giras, receber conselhos, sugestões, Axé e voltar agradecido para sua casa, sua religião, suas práticas espirituais. A lei da Umbanda é o amor/a caridade e, de fato, como essa lei (evidentemente, não exclusiva à Umbanda), não existe outra. Nesse sentido, levar ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá significa compartilhar no cotidiano, nas mais diversas circunstâncias, o amor e a paz, não forçar alguém/o mundo à conversão ou ao comparecimento a giras (o que, aliás, nenhum umbandista consciente faz), nem tentar impor "a minha" Umbanda como "verdadeira". A graça da Umbanda está na diversidade. Se conjugo "a minha" Umbanda à "sua", à "dele", à "dela", juntos, teremos UmBanda.
Que a bandeira de Oxalá cubra a todos nós, auxiliando a cada um a cultivar o Cristo interno! Que o Hino da Umbanda vibre sempre em nossos corações!
Deixa a gira girar!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Volta, Caboclo!

Caboclo Pena Branca

Volta, Caboclo!
Vem das tuas verdes matas para o recesso da minha mediunidade saudosa dos teus benditos fluídos!
Vem incensar minh’alma com o aroma da tua presença querida, fazendo ecoar em meus ouvidos atentos, o “quiô” da tua vibração!
Vem trazer-me o calor das tuas palavras fluentes, traduzidas na sonoridade das folhas das palmeiras quando se espanam no ar…
Quero, contigo, apanhar as folhas da Jurema para adornar todo o meu Juremá… Cruzar meu caminho com galhos de arruda e enfeitar minha gira com ramos de guiné…
Vem… Traz o teu arco forte e a tua flecha certeira… Vamos, numa só vibração, penetrar no seio da mata virgem, procurar o inimigo que lá se esconde e desarmá-lo, à pujança do teu braço forte!
Volta, Caboclo! Coloca em minha fronte o teu belo cocar… e entrosa em mim, tua essência pura de aromáticos jardins, contida em tão pequeno frasco!
Como podes usar-me, tu, enviado bendito das falanges superiores, para cumprimento da tua missão? A que sacrifícios se submete a tua aura, pois, sendo tão grande, consegue incorporar-se num tão diminuto ser!… Mesmo sabendo-me o mais insignificante dos teus médiuns, rogo-te, com ânsias desesperadas na voz e uma saudade torturante em meu coração: “Volta ao teu reino de luz onde impera a verdadeira caridade! Volta ao teu pegi de amor onde te aguardam, ansiosos, os teus filhos de fé e o teu modesto aparelho receptor…
As ondas vibráteis da minha mediunidade querem voltar a funcionar ao toque das tuas abençoadas mãos… Teu regresso será uma festa emocional onde as lágrimas mal contidas se confundirão com o sorriso de algumas criaturas que não sabem chorar…
Teu ponto riscado iluminado está… teu ponto cantado, entoado num só diapasão de voz, te abrirá ao nosso meio, para aconchego dos que reconhecem em ti, um trabalhador no campo sublime da caridade!…
Teu assobio atrairá a atenção daqueles que ainda te crêem em missão no Alto e de pronto, estarás entre nós, numa vibração harmoniosa que a todos envolverá.
Volta, Caboclo! Sem ti sou qual ave sem ninho… Pássaro sem asa… Árvore sem ramagens…
Volta, Caboclo… Minha cabana te espera… A copa dos arvoredos se cobre de flores ao ciclo mágico da primavera… O perfume dos jasmins perpassa pelo ar e o caminho do teu regresso está se aromatizando de incenso, mirra e de benjoim…
Curumins alegres – os teus curumins – vestidos de branco, irão espalhando, pela orla do vale, pétalas cheirosas à tua passagem… Nos cuités, haverá a água de coco fresquinha, o aluá e o néctar precioso que as abelhas produzem… Vem… Tudo se prepara para tua chegada… Os tambores saudarão a tua vinda junto com os aplausos daqueles que respeitam e reconhecem o valor da tua gira!
Volta, Caboclo! Minhas mãos te buscam na sinceridade DESTA súplica onde se patenteia o meu amor por ti e a gratidão ao Médium Supremo por me ter apontado para ser teu pequenino médium! Volta, Caboclo… Volta…
Autor Desconhecido – Publicado por:
Atila Nunes em Antologia de Umbanda.

Vídeo palestra "melhorando de vida"...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Codificando a Umbanda!?

A Umbanda é uma religião absolutamente aberta que tem inúmeras diferenças de interpretação, que variam de região para região, de terreiro para terreiro, de sacerdote para sacerdote.
A Umbanda não tem e nunca terá uma codificação ou um codificador. A Umbanda não tem uma bíblia, um livro sagrado, um poder central ou um Papa do saber.
A Umbanda não tem uma instituição que prevaleça sobre as demais e que estabeleça normas ou formas de culto que engessem a liberdade ritual de cada terreiro e sacerdote.
Especificamente a Umbanda que praticamos em nossa Choupana não é melhor do que qualquer outra prática umbandista dos milhares de terreiros deste Brasil.
O nosso canal de vídeos, divulgando nossas palestras, que ocorrem antes das giras, o estudo sistematizado da Umbanda e demais preleções falando da religião, baseia-se em pontos de vistas particularizados em nossa prática ritual e não objetivam impor doutrinas, verdades, dogmas ou tabus. Temos por motivação atender às inúmeras solicitações que tivemos para que disponibilizássemos estes vídeos de forma acessível a todos. Nossa intenção não é e nunca será estabelecer fundamentos que engessem quem quer que seja tolhendo a sagrada liberdade propiciada pela nossa religião. Cada centro, cada terreiro, tem sua própria raiz, origem e fundamentação e em todos eles o Sagrado vibra igualmente.
Entendemos a Umbanda enquanto religião estruturada do ponto de vista de nossa vivência ritual que atende a comunidade que simpatiza conosco, assim como acontece em todos os demais terreiros e com seus dirigentes e agrupamento de médiuns.
Não damos cursos pagos, não formamos sacerdotes e o nosso estudo sistematizado não emite quaisquer certificados ou imputa fundamentos à Umbanda.
Respeitamos incondicionalmente a mediunidade e as diferenças de interpretações do Sagrado emitidas por todas as lideranças umbandistas da atualidade. Preconizamos uma Umbanda Ética, que preserva a natureza,  incentiva a vida, respeita as diferenças, não objetiva quaisquer ganhos pessoais ou de instituições e fomenta o respeito, a concórdia, o amor e a fraternidade em favor da coletividade como um todo.

Saravá fraternal,


Norberto Peixoto
Médium e dirigente
Choupana do Caboclo Pery
Grupo Umbandista Triângulo da Fraternidade.

Somos um Terreiro de Umbanda. Simplesmente Umbanda.

Caboclo Pery

Somos um Terreiro de Umbanda. Simplesmente Umbanda. Sem fórmulas mágicas, muito menos tenda de milagres. E consideramos também que mais importante do que ficarmos presos a idéias pré-concebidas de escolas ditas iniciáticas de Umbanda, ou permanecermos presos a conceitos ultrapassados, é buscarmos fazer a caridade incondicional.

     Não importa qual ritualística cada Terreiro de Umbanda siga. Não importa se "escrevem" Oxoce, Oxossi ou Oxosse. Não importa se consideram Nanã Orixá dono de "Ori" (coroa) ou não. Não importa se consideram mais Orixás ou menos Orixás... O que realmente deve importar quando se procura um Terreiro de Umbanda não é o Terreiro (se é bonito, feio, pobre, rico, etc), mas sim A UMBANDA! É claro, que o cuidado com que a obra física é tratada nos fala dos dirigentes e médiuns do terreiro, mas não nos fala de Caridade. O quanto de Caridade o terreiro pratica. Só indo e assistindo as sessões, as giras, observando como se trabalha, a disciplina, os objetivos, o amor. Não cobrando por absolutamente NADA. Não fazendo "trabalhinhos" de amarração, ou para trazer a "pessoa amada" de volta em "x" dias. Fazendo um trabalho constante de amor e fraternidade espiritual e material/social.

A Umbanda é uma religião absolutamente aberta que tem inúmeras diferenças de interpretação, que variam de região para região assim como de terreiro para terreiro. É com a ritualística que nos idenficamos ou não num primeiro momento, mas devemos lançar um olhar mais profundo e examinarmos melhor os objetivos da Casa. Se tem atabaques, se tem palmas, como é a abertura, o desenrolar da gira, a que a gira se destina. O "como" pode variar e varia muito. E é com o "como" que nos identificamos ou não. Mas isto não nos fala de Caridade também. Para um Terreiro poder se dizer de Umbanda, lá deve haver amor, compromisso com o próximo, caridade descompromissada, um trabalho constante de solidariedade, disciplina, respeito e estudo.
 
 Existem inúmeros sites e livros que falam da "origem" da Umbanda. Uns falam que começou com Zélio de Moraes e o Caboclo das 7 Encruzilhadas, outros falam que veio da África, outros falam que começou na Atlântida... outros... Agora, cá entre nós... isto é realmente importante? Ou simplesmente, em alguns casos, puro preconceito ou vaidade? Por que sublinhei "em alguns casos"? Porque existem muitas pessoas honestas nos mais variados segmentos da Umbanda. Nas mais diversas "origens"... O importante é compreender que esta é a verdade de cada um e como tal deve ser respeitada.
 
Mas existem algumas coisas que em absoluto nós não podemos aceitar e muito menos respeitar... é que se cobre por qualquer coisa, não podemos aceitar trabalhos sob encomenda pagos... Não podemos aceitar a falta de compromisso com o Bem, não podemos aceitar que se coloquem como a única "salvação" para aquela alma, que se não realizar um "despacho" ali no seu terreiro, a vida não irá prá frente. Isto não é Umbanda!
 
No que acreditamos como origem da Umbanda? Como forma de culto oficial, que tenha começado com Zélio de Moraes. Mas como força? Desde que o mundo é mundo... já que a Umbanda é uma religião naturista, ou seja, cultua e tem como sua base a natureza. Quanto a Origem Africanista? Sim é claro que acreditamos nela, é só observar os vocábulos...  os próprios nomes dos Orixás (a própria palavra Orixá).
 
Não nos propomos a sermos os "donos da verdade". Desejamos apenas divulgar a UMBANDA e não a nós mesmos. Desejamos apenas, através deste site, informar as pessoas que existe mais um terreiro de Umbanda, que pratica a caridade pela caridade. Um cantinho onde podemos encontrar os bons conselhos de um Preto Velho, as orientações enérgicas de um Caboclo, e as "dicas" de vida material dos Exus. Mas cada terreiro também tem a sua própria raiz, a sua própria história, e é isto que pretendemos mostrar um pouco aqui... a Nossa Raiz, a Nossa História.

Por tudo isto e muito mais eu digo: Seja bem-vindo ao cantinho virtual do Centro Espiritualista Caboclo Pery. 
 
SARAVÁ UMBANDA!!!

 Mãe Iassan Ayporê Pery
 Sacerdotisa de Umbanda
       Centro Espiritualista Caboclo Pery - CECP

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