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O ESTUDO É IMPORTANTE!!!

O ESTUDO É IMPORTANTE!!!
ESTUDO CONTINUADO DA UMBANDA - GRATUITO: escolha um tema de sua preferência. Semanalmente uma nova vídeo aula. O saber vivenciado se alcança com pertencimento às comunidades terreiro, praticando-se a teoria estudada.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A morte é uma ilusão - finados


Não há motivo para não se ter sessão normalmente durante a data e a semana de finados. Além de obsessor não tirar férias, finados é uma data alusiva especialmente ao catolicismo neste país. A morte não existindo, todos os dias é dia do espírito. Somos espíritos e esquecemos isto facilmente. O corpo perece e o espírito permanece, continua vivo. 
Caboclo Pery.

* * *

O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas. Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo. Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o "VISITAM" diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar. Católicos, budistas, protestantes, muçulmanos, espíritas - somos todos espiritualistas, acreditamos na existência e sobrevivência do Espírito. Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério. Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito. Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos que ele partiu, haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus. Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles. COMO PODEMOS AJUDAR OS QUE PARTIRAM ANTES DE NÓS? Envolvendo o ser querido em vibrações de carinho, evocando as lembranças felizes, nunca as infelizes; enviando clichês mentais otimistas; fazendo o bem em memória dele, porque nos vinculamos com os Espíritos através do pensamento. Além disso, orando por ele, realizando caridade em sua homenagem, tudo isso lhe chegará como sendo a nossa contribuição para a sua felicidade; a prece dá-lhe paz, diminui-lhe a dor e anima-o para o reencontro futuro que nos aguarda. PODEMOS CHORAR? Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma. QUAL A IMPORTÂNCIA DO CORPO FÍSICO? O corpo físico é patrimônio que Deus elaborou para servir de veículo ao Espírito nas suas variadas reencarnações. É com ele que o Espírito pratica seus conhecimentos e vive experiências necessárias, melhorando-se dia-a-dia. Assim, devemos ter para com nosso corpo um carinho e uma atenção especial, zelando e ofertando-lhe o que de melhor a natureza pode lhe dar. Daí o necessário repúdio as drogas, desde as mais simples, como o cigarro e a bebida alcoólica, até as mais graves; daí também o cuidado com a higiene; com a alimentação e os sentimentos equilibrados, enfim, com a saúde do corpo. ENTÃO OS ESPÍRITAS NÃO VISITAM  O CEMITÉRIO? Nós espíritas não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias.  Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto as homenagens (dos não espíritas), prestadas aos "MORTOS" neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorável, DESDE QUE SINCERAS E NÃO APENAS CONVENCIONAIS. Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito (em O Livro dos Espíritos), mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem; há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais; Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM. E se eles vivem, nós também viveremos. E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana. Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual.  


Fonte:
http://grupoallankardec.no.comunidades.net/index.php?pagina=1722324882

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Corda Curta

"Exu sabe usar, laço, nó, corda...e tanto amarra quanto desamarra...ah...ah...ah..."
Maria Molambo


Corda serve para amarrar e não tem amarração sem nó. Marinheiro e boiadeiro é que sabem disso. Exu também! Ah...ah...ah....
Tem neguinho* que pega corda e, de nó em nó faz escada para subir escarpa. Tem outro que faz nó para prender junto de si, quem não deve e não pode conquistar. Prende mulher no pé da cama, homem no rabo da saia...Ah...ah...ah....Sem imaginar quanta encrenca e obsessor amarram no próprio pé, fazendo isso.
Vaqueiro também usa corda para dar laçasso em lombo de burro empacado. E funciona! Marinheiro já usa a corda para ancorar barco e sabe fazer nó como ninguém. Aliás, fazer nó, qualquer neguinho sabe, mas desfazer... Muitos não conseguem desamarrar nem os que eles mesmos fizeram, ficando presos nos próprios destinos, choramingando feito bezerro desmamado.
Molambo dá conselho à Chefia: - Para a maioria dos neguinhos de terreiro** não pode dar corda, não. Eles se enforcam. Corda curta para cavalo mal domado!
Exu sabe usar, laço, nó, corda...e tanto amarra quanto desamarra...ah...ah...ah...

Laroyê Exu Mulher!


*  pessoas
** médiuns


 Recebido por Leni W.Saviscki

Oferendas, elementais, espíritos da natureza e formas de pensamento elementares


Na ascese evolutiva da centelha espiritual, conforme haja o processo de interiorização rumo ao Eu Superior, vai ocorrendo o “distanciamento” dos planos da forma. Há uma “perda” ou abandono gradativo dos corpos mediadores. Com certeza o espírito em evolução habitará um dia planos mais “mentais”, destituídos da forma, como idealizais, mas o que é para vós a diferença entre a evolução mediana ou a superior? Como podereis estabelecer esses critérios na carne? Uma benzedeira analfabeta no interior do país pode ser um espírito evoluído, ao contrário de um tribuno espiritualista de grande conhecimento e destaque. Assim como o que “concebeis” ser um espírito evoluído, de nome conhecido para vós, pode ser de evolução mediana diante do pai velho discreto e anônimo que atende os doentes na tenda desconhecida, que é vista com olhar preconceituoso por ser umbandista. Mas, para esse espírito iluminado que “desce” vibratoriamente de planos angelicais inconcebíveis para a visão nebulosa dos retidos no ciclo carnal, a procedência terrena da agremiação mediúnica não tem a menor importância, exercitando esse amorável ser a verdadeira caridade, humilde e anônima, como dizia o Divino Mestre: “Guardai-vos, não façais as vossas obras diante dos homens com o fim de serdes vistos por eles…” É conveniente lembrar que há três realidades distintas ligadas ao conceito de elemento, e, por questões de nomenclatura, às vezes se confundem. São elas: Elementais, Espíritos da Natureza e Formas de Pensamento Elementares.

Os Elementais ou Energias Elementais – às vezes chamados de Elementais da Natureza – são energias primárias que sustentam toda a natureza. Não possuem forma nem, obviamente, individuação; apresentam-se em quatro modalidades ou faixas vibratórias, cada uma sintonizada com um dos quatro elementos: terra, água, fogo e ar. O corpo físico do homem, à semelhança da terra, do ar, do fogo e da água, é instrumento participe da orquestra que toca a sinfonia cósmica. Essas formas energéticas, Elementais da Natureza, encontram-se também em vós por um mecanismo de semelhança. Muitas vezes, o homem desequilibrado dessas energias em suas polaridades vê-se diante de inusitadas situações, no mais das vezes adoecendo seriamente. Os magos de antigamente manipulavam com destreza essas energias primárias ligadas à natureza, propiciando a cura junto aos locais vibratórios adequados, quais sejam as cachoeiras, matas, praias ou pedreiras. Com a movimentação dos Elementais, junto a esses recantos, conseguiam o reequilíbrio necessário, polarizando as cargas magnéticas despolarizadas.

A segunda realidade são as Formas-pensamentos Elementares, produtos da mente humana e compostos de substância astro-mental. As de baixo teor constituem a pior forma de poluição psíquica do planeta. Pairam à vossa volta, densas e deletérias, como decorrência das emanações mentais de baixa condição moral de grande parte dos terrícolas. Essas formas, por similaridade magnética e vibratória, têm as características de um dos quatro elementos da natureza, porque originalmente todos os encarnados têm em sua constituição energética do complexo físico, etérico e astral correspondência vibracional com as energias da natureza que os abrigam em seu “habitat” no orbe; do ar, da terra, do fogo e da água. Quando da constituição da Forma-pensamento no Éter, o próprio magnetismo planetário encarrega-se de atraí-las, por um forte mecanismo de imantação, aos sítios vibracionais correspondentes ao elemento energético que preponderava no corpo somático quando das emissões mentais, e que se encontra na natureza materializada ou manifesta na dimensão física. Naturalmente ocorre a desintegração desses morbos psíquicos continuamente emanados pelas mentes doentias dos encarnados. Sendo assim, é por isso que vós tendes uma sensação de leveza após um período de refazimento junto à matas, cachoeiras, praias ou após uma caminhada num parque em dia ensolarado.

Essas Formas-pensamentos foram erroneamente confundidas pelos videntes alquimistas da Idade Média com os espíritos que estagiam nos quatro sítios vibratórios da natureza terrícola, descritos na antiga Cabala hebraica (salamandras, silfos, gnomos e ondinas), interpretação equivocada que persiste até os dias de hoje.
Os magos negros e feiticeiros movimentam para o mal a fim de causar doenças e desequilíbrios, por meio de rituais próprios, essas Formas-pensamentos Elementares eterizadas, que vagueiam no Plano Astral e que deveriam se desintegrar nos recantos vibracionais e energéticos da natureza _ ígneos, eólicos, telúricos e hídricos (dos elementos fogo, ar, terra e água). Agem pela manipulação mental, imantando-as na auras e centros de energias (chacras) daqueles que pretendem atingir. A invocação dessas Formas-pensamentos Elementares é perigosa no que se refere aos arcanos mágicos da natureza, podendo causar sérios danos aos incautos e maldosos de coração que assim procedem. Esses médiuns magistas, conhecidos pelos despachos que “tudo resolvem”, regiamente remunerados, vinculam-se a entidades desencarnadas de baixo escalão vibratório e moral, vampirizadoras, criando sérios comprometimentos cármicos de que, em muitos casos, somente muitas encarnações depois vão desvencilhar-se.

A terceira realidade é a dos Espíritos da Natureza, às vezes simplesmente denominados Elementais, o que tem dado margem a equívocos. Constituem um reino de entidades ainda não-humanas. São vinculados a determinados campos magnéticos e vibratórios, semelhantes em freqüência aos Elementais do fogo, do ar, da terra e da água. São as salamandras, silfos, gnomos ou duendes e ondinas. Esses Espíritos da Natureza estagiam nesses sítios vibracionais do Astral à “espera” de um corpo hominal. São servidores dos reinos da natureza. Encarnarão inicialmente em planetas mais atrasados, algo inóspitos, mas semelhantes às vibrações desses”Elementais“. Esses irmãos não possuem a natureza setenária dos homens, não tendo ainda os corpos mental inferior e superior despertos, não possuindo, por isso, livre-arbítrio, discernimento e consciência moral. São capazes de sensação e visão. Potencializam as formas de pensamento, emoções e sentimentos dos seres humanos, ampliando-os. Se as emissões de pensamentos do médium magista que os invoca forem de ódio, desastre e destruição, direcionando-os contra outro ser humano, multiplicar-se-ão sobremaneira as forças movimentadas para o mal, pois eles são eficientes manipuladores das energias da natureza. Refletem as ações dos homens a que se vinculam, pois, sendo amorais, são indefiníveis do ponto de vista do bem ou do mal, tendo uma conduta semelhante a um animal doméstico; um cão pode ser dócil ou feroz, condição que reflete, na maioria das vezes, o estado psicológico do homem que o criou.

Determinados sons, cores e invocações, aliados à força mental do pensamento do médium magista ou mago que tem a assistência dos bons espíritos, despertam a sensibilidade desses Espíritos da Natureza para o bem e para a cura, associados aos fluidos ectoplásmicos exsudados, repercutem no Plano Astral, que é de grande plasticidade em relação ao impulso mental, levando a uma materialização fluídica invisível a vós. Essas exteriorizações ritualísticas se fazem necessárias como ferramentas de apoio para a formação da egrégora requerida a essas manipulações. A música eleva ou diminui a freqüência cerebral e as descargas eletromagnéticas, aumentando ou diminuindo o número de sinapses nervosas. Os mantras, os cânticos sagrados, eram muito utilizados na Atlântida, na Índia e no Egito antigo, proporcionando, quando repetidamente utilizados, profunda inspiração devocional e facilitando a concentração. Na Umbanda, a formação da egrégora e a canalização das emoções do corpo mediúnico são realizadas por meio dos cânticos, apurando as vibrações, reequilibrando a mente com o corpo e facilitando a sintonia com os guias e protetores.

As oferendas de coisas materiais junto à natureza seguem o princípio de que essas ofertas sejam compostas das energias primárias dos quatro elementos, exatamente as que estão faltando aos médiuns. A idéia é restituir-se à natureza aquilo de que se está precisando para refazimento, para recomposição do equilíbrio do equipamento mediúnico, e assim mantendo respeitosamente a harmonia da natureza doadora (2). Claro está que a simples presença junto da natureza já seria suficiente para tonificar o homem no seu complexo etérico-astral. Na verdade, são um mecanismo de auxílio válido, que serve de apoio exterior para um intercâmbio “magístico” com os Elementais, tornando-o mais efetivo. Obviamente prepondera a força mental invocativa que se forma na egrégora coletiva, que tem a assistência amorosa dos bons espíritos, caboclos e pretos velhos. Mas nenhum espírito elevado, mentor caridoso, precisa de oferendas materiais. A melhor oferta sempre foram os bons sentimentos e o amor ao próximo.

São práticas espúrias, ignorantes e menores as oferendas junto à natureza? Ou será o puro mentalismo a solução para todos os males? Quantos de vós conseguireis ser todo o tempo “mental”? Não é pelo fato de o orbe terrícola estar mudando de pré-escola para o ensino primário que deveis ridicularizar o que não compreendeis em sua plenitude. Malgrado as opiniões contrárias, a magia sempre existiu e continuará existindo no Cosmo. Uma mera oração sonorizada caracteriza um instrumento ritualístico que vos leva a uma manipulação energética, qual médium magista junto aos recantos da natureza. Não esqueçais que as energias ígneas, eólicas, telúricas e hídricas estão em vós, e não desprezeis as práticas ligadas à natureza, de que sois muito necessitados para o perfeito fluxo energético entre todos os corpos mediadores do espírito, em especial o complexo físico, etérico e astral.

Rogamos ao Pai que estejais todos vós imbuídos de um único ideal, crístico, e que o conhecimento seja a mola propulsora do discernimento dos homens, fazendo com que cada individualidade em evolução encontre seu caminho, mas que tenhais interiorizado que no Cosmo infinito muitos são os trajetos que levam a um mesmo destino. Incompreensões, quando existem entre vós, não refletem o que verdadeiramente ocorre na Espiritualidade, e sim a vossa estreita percepção das realidades vibratórias que vos cercam, decorrência da limitação consciencial que o corpo físico impõe ao espírito em eterno aprendizado e aperfeiçoamento. No mais das vezes, obnubilam a sensatez sobre o que seja a pura caridade cristã, chegando vós ao ponto de distinguir um espírito do outro, baseando-se em valores terrenos excludentes, deterministas, preconceituosos e transitórios.

Da maneira que julgardes sereis julgados, é da Lei que rege os movimentos ascensionais do espírito eterno, e conforme medirdes igualmente vos medirão. A consciência da Nova Era impõe a convivência harmoniosa entre todos, o que inevitavelmente acontecerá neste milênio que está no seu início, e podereis constatar no futuro próximo, mesmo que em encarnação futura, eis que sois imortal assim como o Pai.
Muita paz,
Muita luz.
Ramatis.


( do livro SAMADHI - Editora do Conhecimento )

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Eu quero fazer uma apometria...


Gente, apometria está na moda!
A frase "eu quero fazer uma apometria" e suas variações; "eu preciso fazer uma apometria" ou "me mandaram fazer uma apometria" são comuns escutarmos dos que chegam na Choupana para o atendimento.
Preponderantemente, o consulente não sabe o que é apometria, mas como escutou falar ou, o que é pior, foi "orientado" por um centro espírita a fazer uma tal de apometria e para procurar um local que faça este tipo de "trabalho".
Não é brincadeira não, isto acontece toda semana. E dê-lhe palestra, muita palestra.
Apometria não é garrafa de xarope milagroso que cura de uma hora para outra os transtornos psíquicos espirituais das pessoas. Muito menos suas mazelas auto-obsessivas.
Adianta "fazer uma apometria" se o atendido nem sabe o que é??
Apometria é tão somente uma técnica de apoio, que facilita o desprendimento - ou desdobramento - dos sensitivos médiuns que estão atuando no grupo, idem em relação ao atendido. O que acontece a partir de então e que estabelece a abrangência terapêutica do atendimento é dirigido pelo plano espiritual, que sabe o merecimento e até que ponto o exercício do livre arbítrio do consulente não é o próprio responsável por suas mazelas desde que a semeadura é livre e a colheita obrigatória.
Apometria não é "mágica" que libera de sofrimento, quando este é necessário para libertação cármica do ser. Já vimos muito preto velho, caboclo e exu não autorizar quaisquer sintonias com situação de trauma do passado do atendido por ele não ter merecimento, afora outros exemplos do quanto eles são zelosos com estas questões: "A Cada um é dado o que é de cada um, nem mais nem menos". Os que chegam até a Choupana com grande expectativas milagrosas quanto ao atendimento, quando não esperando uma regressão a vidas passadas para acessar informações de outras encarnações ou, até como já escutamos falarem, trocar o seu carma por um outro melhor, como se estivessem em balcão de negociação, saem "frustrados", pois a orientação que damos é básica: reforma íntima, mudança de valores e crenças pessoais e despertamento interior para as questões espirituais, que demandam e não dispensam àrduo esforço individual.
Claro está que quando o atendido está com seu merecimento distorcido, o livre arbítrio desrespeitado, através de obsessões e processos magísticos negativos, a apometria é importante ferramenta, mas por si não garante nada. Mesmo assim, nunca informamos para o consulente especificidades sobre suas vidas passadas que só alimentam a curiosidade pueril.
É temerário dispensarmos a mediunidade no exercício da apometria, pois qual de nós encarnados sabe e tem a condição de decidir o que fazer e a abrangência energética do que é justo invocar e pedir através da força mental diante do espírito atemporal?
É o Plano Espiritual e os espíritos benfeitores que dirigem e determinam o alcance terapêutico dos atendimentos, que, na Choupana, são regidos pela Sagrada Umbanda e suas Leis Universais de equilíbrio.




segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A magia do som

Apresentação pública da curimba no quinto seminário

Na choupana temos atabaques*, que são um tipo de tambor. Ele compõe o que chamamos de curimba, que é o nome do grupo responsável pelos toques e cantos sagrados dentro de um terreiro de Umbanda. São os médiuns que fazem parte da curimba que batem o atabaque, que para nós na umbanda é um instrumento sagrado de percussão, bem como cantam os pontos em conformidade com a seqüencia ritual da sessão. A união dos pontos cantados com os toques do atabaque é de suma importância para a sustentação vibratória da sessão e devem ser bem fundamentados e compreendidos por todos. Os cânticos servem de marcação para todo o ritual do terreiro que se divide em partes: defumação, abertura, saudação, chamada, sustentação, descarga e encerramento.
       A defumação se dá logo no início. Na abertura é cantado o hino da umbanda e o ponto do exu da tronqueira da casa. Na saudação louvamos o orixá regente do congá e o guia chefe, se for o caso. Nos pontos de chamada são invocadas todas as entidades que se manifestam em seus médiuns. Durante a sustentação, são cantados os pontos enquanto os consulentes tomam os passes e fazem suas consultas, nesta fase do ritual a gira está correndo como se diz. No instante da descarga cantamos para que as energias negativas não fiquem no terreiro retornando para a natureza. E finalmente os cânticos de encerramento.
      Obviamente o roteiro apresentado é básico e existem variações em conformidade aos trabalhos da noite e que variam de casa para casa.
Assistência, onde são dadas as palestras antes das sessões de caridade
        
Os toques do atabaque também têm a função de auxiliar a concentração da corrente mediúnica, uniformizando os pensamentos e não deixando a desatenção se instalar. Associados aos cantos envolvem a mente do médium, não a deixando desviar – se do propósito do trabalho espiritual.
     Desde as culturas xamânicas mais antigas e passando por praticamente todas as regiões planetárias ao longo da história temos o registro do uso dos tambores com cunho espiritual.
      Os cantos bem entoados e vibrados atuam nos chacras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando-os naturalmente e potencializando a sintonia com as entidades do astral. As ondas eletromagnéticas sonoras emitidas pela curimba irradiam-se para todo o centro de Umbanda, desagregam formas – pensamento negativas, morbos psíquicos, vibriões astrais “grudados” nas auras dos consulentes, diluindo miasmas, higienizando e  limpando toda atmosfera psíquica para que fique em condições de assepsia e elevação que as práticas espirituais requerem.
       Assim, a curimba transforma-se em um potente “pólo” irradiador de energia benfazeja dentro do terreiro, expandindo as vibrações dos Orixás. Os cânticos são verdadeiras orações cantadas, ora invocativas, ora de dispersão, ora esconjuros, são excepcionais ordem magísticas com altíssimo poder de impacto etéreo astral, concretizando no campo da forma coletiva o que era abstrato individualmente pela união de mentes com o mesmo objetivo, sendo um fundamento sagrado e divino, o que podemos chamar de “magia do som” dentro da Umbanda.
       
Há que se comentar que os guias não são chamados pelos atabaques como muitos dizem por aí. Na verdade eles já estão presentes no espaço astral do terreiro muito antes do inicio das atividades programadas. Os toques no atabaque, os cantos, as palmas, enfim a curimba, por si não faz a ligação com o plano espiritual e com os seus habitantes. Tudo isto serve como sustentador, mas o que realmente invoca os orixás e os mentores são os nossos sentimentos elevados e os pensamentos positivos emitidos.  
        Se não houver harmonia no grupo, cumplicidade, confiança e amor em nossos corações, nada servirão todos estes recursos sonoros que assim só potencializarão a desarmonia, a desconfiança e o desamor. O elemento sustentador está em cada um de nós e o resto que está fora potencializa o que temos dentro.

O atabaque* chegou ao Brasil através dos escravos africanos e é usado em quase todos rituais afro-brasileiros e da umbanda. É de uso tradicional na música ritual e religiosa, empregado basicamente para invocar os orixás. É feito de madeira e aros de ferro que sustentam o couro, se formando uma potente caixa de percussão. Os três tamanhos de atabaques utilizados são chamados de RUM, RUMPI e LE. O rum, o maior de todos, possui o registro grave; o do meio, rumpi, m o registro médio; o le, o menor, possui o registro agudo. O trio de atabaques executa, ao longo das sessões, uma série de toques que devem estar de acordo com os orixás e cânticos que vão sendo chamados em cada momento do ritual.






domingo, 24 de outubro de 2010

Primeiro Encontro de Estudos

Sábado, 27 de novembro de 2010
Tema Central:
A Mediunidade e o seu papel na sociedade, meio religioso, filosofia e projeções para o futuro!

Facilitador: Norberto Peixoto
Totalmente gratuito!
Ingresso: 2 quilos de alimento não perecível
Programação: 
  • 15h00min - Prece de abertura;
  • 15h15min –   A Mediunidade antes de Kardec e até o séc. XX. A organização do movimento espírita organizado;
  • 15h45min – Perguntas ;
  • 16h00min – A Mediunidade no século XX. Consolidação do trabalho para a caridade;
  • 16h30min – Perguntas;
  • 16h45min – Intervalo;
  • 17h15min – Mediunidade consciente, uma parceria de sucesso;
  • 17h45min - Perguntas;
  • 18h00min - Sessão de autógrafos - Lançamento livro "Mediunidade e Sacerdócio" - Ed. Conhecimento

Relato de um atendimento com apometria

Consulente: DMS, 50 anos, mulher, viúva, espírita.
Sintomas: Faz 10 anos que a consulente tem aumento súbito do batimento cardíaco, acompanhado de dor no peito e sensação de fraqueza. Estes sintomas eram esporádicos  até então. Assim como apareciam sumiam, de uma hora para outra. Ocorre que de um mês para cá se intensificaram, aumentando a freqüência do mal estar súbito. Quando chegou para o atendimento na Choupana, em dia de sessão de preto velho, tal mal estar havia se tornado diário, sempre de noite: disparo do batimento cardíaco, entorpecimento do lado esquerdo do corpo, dor no peito do lado do coração, sensação de peso e falta de ar. DMS se apresenta fraca, com olheiras, mas ainda consegue trabalhar. É assistente administrativa de um grande hospital público de Porto Alegre e fez todos os exames possíveis que a tecnologia moderna permite para auxiliar a medicina e nada de anormal foi diagnosticado. Os médicos não sabem o que fazer e a paciente se apresenta desanimada e fraca. Foi marcado atendimento com apometria em dia específico para este fim.
A Dinâmica do Atendimento: os atendimentos se dão na frente do congá, com os médiuns sentados em círculo. O consulente fica sentado no meio. São permitidas manifestações simultâneas e todas as formas espirituais são bem vindas. Regularmente utilizamos pontos cantados e todos os elementos peculiares à magia na umbanda. Encaminhamos espíritos doentes ao plano espiritual através de um breve diálogo fraterno. Nem todas as manifestações são mediúnicas e o animismo perde o estigma de mistificação, sendo comum as catarses referentes à traumas da vida passada do consulente.

Atendimento: durante a anamnese – entrevista com o consulente – verificou-se que a mesma tem um filho esquizofrênico de 30 anos, dependente dela e que reside junto. Aberta a freqüência da consulente e do seu filho doente, dado que ele não tem discernimento para entender a situação, pela aplicação de pausada contagem, estalar de dedos induzindo o desdobramento de ambos, se constatou vários espíritos sofredores no campo energético do filho. Todos foram tratados e encaminhados com a vibração dos exus e de Oxossi.
Após este socorro, descobrimos um espírito de mulher “grudado” no filho, sendo que sempre que ele dorme, de noite, se desloca violentamente para atacar a mãe, ao qual nutre ódio mortal. Esta entidade está desgrenhada, com sérias deformações em seu corpo astral.
Ataca DMS com uma tesoura na mão e tentar arrancar-lhe o coração, pois em sua perturbação se enxerga em situação de outra encarnação em que foi amante do filho e a atual mãe era a esposa. Tendo ficado grávida e sendo descoberta pela esposa de outrora, hoje a mãe atacada, que mandou capturarem-na e deixou-a morrer a míngua de fome e sede num calabouço, isto grávida avançada, com quase 9 meses. Com os pontos cantados de pomba gira das rosas, este espírito foi socorrido e se re-encontrou no astral com seu antigo filho – o bebê que ela perdeu nas entranhas – que veio socorrê-la. Ato contínuo, “refizemos” os chacras “danificados” da consulente com a vibração do oriente, oxum e Yemanjá.

Conclusão: não temos o direito de julgar ninguém. Mediunidade e apometria são ferramentas de auxílio incondicional ao próximo. Ao depararmo-nos com o presente quadro familiar, certamente uma encarnação de resgate por débitos do passado, nos defrontamos com um filho esquizofrênico, que vive mais o plano astral na mão dos inimigos desencarnados do que a vida da presente encarnação. Com o socorro feito, houve o alívio, se não duradouro ao menos temporário, dando um alento a todos os envolvidos: a atual mãe atacada diariamente, a mãe e amante do passado que se encontra novamente com seu filhinho, e o filho doente de agora – esquizofrênico –Ex marido traidor,  que tem um alívio na repercussão vibratória enfermiça da entidade doente que estava fixa em seu campo vibratório, utilizando-se de sua mediunidade descontrolada para usá-lo como trampolim de sua vingança contra a atual mãe e antiga desafeta. O tempo – e xangô – regem os caminhos ascensionais de todos nós e sabem o que é de cada um para aprendizado e evolução. Não nos foi dado saber a anterioridade do enredo entre estes três espíritos. Com certeza são consciências muito ligadas em obsessão recíproca. A cada um segundo suas obras diante das soberanas leis cósmicas que imputam a reencarnação a todos nós.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lançamento livro "Mediunidade e Sacerdócio"

Editora do Conhecimento

Informamos o lançamento do livro Mediunidade e Sacerdócio, que ocorrerá com sessão de autógrafos neste dia 23 de outubro, sábado, durante o nosso quinto seminário.
 * * *

Encerrando a trilogia Um Guia de Estudos da Umbanda - orientado pelo espírito Ramatís-, este terceiro volume Mediunidade e Sacerdócio aborda relevantes questões sobre o mediunismo na seara umbandista, a exemplo dos aspectos relacionados com os sutis processos psíquicos de fascinação de que os médiuns são alvo, bem como os esquemas de assédio direcionados para o agrupamento terreno pelas altas inteligências das Sombras, temas que servem de pano de fundo para a descrição das incursões de socorro no Umbral inferior, aqui descritas de forma simples e objetiva como nos volumes anteriores.
As características dos guias espirituais que laboram do lado de lá, dando cobertura aos trabalhos mediúnicos, são narradas com instigantes detalhes — a proteção dos exus-guardiões, o uso da sonoridade como elemento de aglutinação de energias, o agrupamento do Oriente e sua movimentação no plano mental —, explicando com clareza a “especialidade” ou esfera de ação de cada falange.
O esclarecimento de que orixá não é uma entidade extracorpórea, mas sim uma essência primordial, energética e vibratória que influencia no modo de ser e no destino de cada espírito, seja ele encarnado ou desencarnado, elucida a formação de nossa genética espiritual cármica e exalta a importância do entendimento da mediunidade na umbanda, como sagrado sacerdócio.
Por fim, Mediunidade e Sacerdócio apresenta um trabalho de pesquisa na área de Antropologia da Religião, conduzindo o leitor a refletir sobre os motivos pelos quais a umbanda, uma religião mediúnica tipicamente brasileira, de inclusão espiritual, voltada para a prática de caridade, estaria perdendo espaço no imaginário popular para os evangélicos neopentecostais, conforme apontam os últimos censos.






terça-feira, 19 de outubro de 2010

A invocação dos orixás na apometria


        
     Invocamos os orixás nos atendimentos com apometria, seja por contagens numéricas e pontos cantados, ou ambos ao mesmo tempo, basicamente:

 - Invocação Oxalá e linha do oriente: faz a distribuição ou "descida" vibratória das outras linhas e entidades. Adequado se cantar no inicio dos trabalhos e nas situações que requerem atuação do chamado agrupamento do oriente e dos médicos do astral.
Ex. fixar agrupamento do oriente, plasmar ala médica e instrumentação cirúrgica no astral.
- Invocação Yemanjá: limpeza magnética do ambiente do trabalho, médiuns e consulentes pelo povo d'agua.
Ex: após desmanchos, desobsessões, demandas, manifestação de espíritos sofredores mais cansativas, e sempre que se precisar fazer uma harmonização do grupo. Yemanjá pode ser invocada também nos casos que se requer fixar no campo vibratório de uma consulente o sentimento de maternidade – conflito entre mãe e filho.

- Invocação Oxum: harmonização exaltando o sentimento de amor incondicional que acompanha a vibração deste orixá.
Ex: casal em desavença por gravidez recente ou por tentativas de engravidar frustradas.

- Invocação Oxossi: curas e cirurgias astrais.
Ex: consulente com câncer. Pode ocorrer a atuação desta vibração em trabalhos desobsessivos através dos chamados caboclos flecheiros – jurema, cobra coral.

- Invocação Xangô: verificação de causas pretéritas, traumas do passado que estão necessitando de equilíbrio e é justo conforme a lei do carma e ocorrências que estão desrespeitando o livre arbítrio do consulente.
 Ex: pânico de elevador porque numa vida passada caiu de um telhado. Espíritos obsessores se aproveitam disto e aumentam o mal estar - essas informações geralmente são fornecidas pelos guias através de um médium ou diretamente pelo dirigente, quando ele não recebe direto do astral pela clarividência ou incorporação.

- Invocação Ogum: as entidades desta linha irão realizar o trabalho de demanda, lutar contra as falanges das "sombras", se antepor frontalmente aos feiticeiros do umbral inferior, criando uma barreira vibratória magnética do astral.
 Ex: consulente magiado. “Confronto” com a organização contratada no submundo astral que fez o trabalho. Invocamos o Orixá Ogum. Os Caboclos da vibratória se manifestam. Se necessário,são utilizados os elementos materiais: fogo, pólvora, água...

- Invocação Omulu: todo trabalho de alta magia, liberação dos guardiões –Exus- é feito por esta vibratória.
      Ex: consulente está perturbado em conseqüência de um trabalho de magia negativa realizada com sacrifício animal em porta de cemitério, fazendo com que ele não durma e sinta dores generalizadas pelo corpo.

- Invocação Iansã: deslocamento e mudança
Ex: remoção de grupo de espíritos sofredores ou mudança de padrão mental do consulente – rigidez de opinião.
- Invocação Nanã: após trabalhos “pesados” de contra-magia, desmanchos, que foram liberados de escravidão muitos espíritos.
Ex: espíritos escravos de uma organização trevosa foral soltos e não sabem que estão desencarnados. A vibração de Nana os acolhe no mundo espiritual como uma grande mãe acolhe seus filhos no seu colo.
         
      Encerramos este tópico dizendo que todas as entidades ligadas a cada Orixá trabalham em conjunto e ao mesmo tempo no atendimento com apometria e a movimentação destas falanges se dá sempre que necessário baseado no merecimento do consulente.
        Assim, este tipo de trabalho mediúnico inevitavelmente é de uma universalidade convergente atemporal. Ou seja, quando entramos no campo energético de um consulente, estamos interagindo com seu espírito que já teve milhares de encarnações em várias épocas e condições diferentes na Terra. Nós temos que ter o coração aberto para todo o tipo de manifestação e de forma alguma devemos tecer julgamentos sobre a dor de quem quer que seja, pois do nosso passado não sabemos. Cremos que a Umbanda é a mais rica e propiciatória religião mediúnica à pesquisa do espírito eterno com a técnica chamada apometria exatamente pela sua essência: o amor universal que se perpetua pelos tempos imemoriais.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Resumo das leis da apometria


-          aplicação de pulsos magnéticos, impulsionados pela força mental individual e coletiva, através de contagem e estalar de dedos, para indução ao desdobramento / da mesma maneira, se acopla / contrário de desdobramento
          Isto ocorre no atendimento em que o consulente está sentado no meio do grupo na frente do congá. Esta contagem é feita com estalar de dedos no alto da cabeça, expandindo e desdobrando os corpos espirituais. Facilita-se a sintonia dos médiuns com os bloqueios energéticos existentes, como por exemplo alguns “nódulos”, magismo e aparelhos colocados no duplo etéreo do atendido.
-          com os médiuns desdobrados, os benfeitores espirituais conduzem os trabalhos onde se fizer necessário: casa do consulente, umbral inferior, alas hospitalares
         No mesmo tempo que se desdobra o consulente, o grupo mediúnico também está desdobrado. A partir desta “nova” realidade, o deslocamento no plano espiritual fica facilitado, pelo fato de sermos doadores de ectoplasma ao mundo espiritual, que assim poderá interceder a favor da caridade assistencial onde se fizer necessário.
-          formação de campos de forças de natureza magnética: proteção, higienização, contenção e defesa
Utilizamos formas geométricas: pirâmide, triângulo, cones, outras. São plasmados no astral, pela força mental do dirigente invocador, estes campos de forças durante os atendimentos sempre que se fizer necessário.
   
-          age nas lembranças oriundas da memória perene contida no inconsciente, no sentido de desfazer os estímulos “recordativos” estímulos de memória – despolarização – que estão originando as ressonâncias de vidas passadas
      Quando o médium sintoniza uma situação traumática de vida passada do consulente, que está vibrando e o desarmonizando no presente, é possível amenizarmos esta ressonância através da catarse que o médium sofre durante o atendimento apométrico. Exemplificando: o atendido tem sofrido de convulsões súbitas, sem causa aparente. No atendimento se verifica que ele desencarnou preso num poço após uma queda e que hoje sempre ao chegar perto de rios e lagos fica convulsionado. O médium vivenciando a catarse como se fosse ele caído no poço de outrora, alivia o consulente do mal estar que o está afligindo no momento presente.
 -          interferência e alteração da coesão molecular do duplo etéreo, propiciando a modificação do seu padrão vibratório, facilitando as incisões cirúrgicas realizada pelos benfeitores espirituais
O desdobramento induzido desloca e expande o duplo etéreo do corpo físico, deixando-o menos denso e mais propício à intercessão dos espíritos guias que realizam as cirurgias astrais. Isto é feito muito rápido e o consulente nada sente. Pode somente ficar com sonolência após o atendimento e no dia seguinte sentir-se um pouco cansado. Recomendamos repouso, alimentação e ingestão de líquidos no dia seguinte a este tipo de atendimento.
-          doação de energia e aplicação da força mental, recompondo membros e refazendo formas astrais
Exatamente pela atuação no duplo etéreo. Doamos ectoplasma e intencionalmente, com auxílio dos guias espirituais, procedemos a recomposição de membros danificados de espíritos sofredores e refazemos formas astrais nos casos em que haja deformação do corpo astral; espírito se enxerga com aspectos animalescos, com garras, peludo, etc.
 
Texto integrante do livro UMBANDA PÉ NO CHÃO - Editora do Conhecimento.

domingo, 17 de outubro de 2010

O que é apometria?




"Assim como o rouxinol persegue a rosa, assim o espírito busca o espiritual..."


“Apometria é uma técnica que permite com razoável facilidade, a um grupo de médiuns treinados, a indução para estados de desdobramento dos corpos mediadores; em especial o etérico, o astral e o mental., com a finalidade de atuação no plano espiritual. É também importante ferramenta de criação de campos de força. Não basta somente o conhecimento da técnica em si, mas é fundamental a egrégora que se forma durante os trabalhos, pois, é proveniente de cada elo da corrente, a sustentação mental para que“o lado de cá” possa agir em padrões vibracionais, que normalmente exigiriam grande dispêndio de energia e esforço das falanges socorristas, que dão apoio a esses trabalhos de cura desobsessivos”.
 
Ramatis


Livro Evolução no Planeta Azul - Editora do Conhecimento.

sábado, 16 de outubro de 2010

Relato de incorporação em desdobramento astral


A sessão de caridade foi muito procurada naquela noite no terreiro. Vários consulentes com desequilíbrios sexuais, seja excesso ou ausência de intercurso com o sexo semelhante ou oposto, traições, trocas de parceiros. A maioria com vampirizações por espíritos densos no chacra básico.
Graças a Oxalá, sou médium consciente. Isto não quer dizer que terei lembrança de tudo que foi dito pela entidade quando me irradiava vibratoriamente. É me dado lembrar com mais vivacidade aspectos importante para o meu aprendizado ou para os trabalhos que continuarão ocorrendo à noite durante o sono físico.
Desdobramos parcialmente nosso corpo astral durante a sessão de caridade e completamente durante o sono físico, dependendo da especificidade do trabalho e da quantidade de fluído vital - axé – ectoplasma – que os guias necessitarão  durante os trabalhos de caridade.
A noite, após a sessão, tive uma experiência gratificante...Vou compartilhar...
Me vi desdobrado, em corpo astral,  na beira de um rio....
No meio deste rio de águas correntes, pomba gira das águas dança e roda ao redor de centenas de espíritos
Ressoam os atabaques...
A preta velha, Vovó Maria Conga, chega e se acopla no meu corpo astral...
Fico completamente dominado no mental, não sou mais eu, mas estou plenamente consciente, ouço e vejo tudo...
Pomba gira das águas, um Exu feminino cruzado com Oxum - água doce - chega perto dançando...
 
Não reconhece, inicialmente a preta velha "escondida" em meu corpo astral
A preta diz: sabe quem fala, é Vovó Maria Conga....
A pomba gira das águas chega até a entidade guia,  para de dançar, se ajoelha e beija as mãos da preta velha...
A entidade alisa os cabelos dela, num indizível amor, e diz:
"- Continua filha, continua com a tua dança que os atabaques não pararam...Continua ajudando os maninhos da Terra a se livrarem das suas cargas deletérias pelos seus descontroles sexuais. Todos eles estiveram na sessão desta noite (se referindo a sessão de caridade no terreiro)."
Mostraram-me, com a maior consciência que já tive, uma incorporação completa em desdobramento astral...
O médium não perde a consciência, escuta e ouve tudo, mas não é dono do seu mental. É como um garoto escondido  acocorado no cantinho do cinema, não pode sentar na poltrona. Compreendem?
Sente-se a entidade, o rosto se repuxa num envelhecimento, a voz fica rouca igual a dos velhos e um indizível amor e bem estar se instalam...Amor pelos espíritos ditos "marginais" aos fracos e hipócritas da Terra...Sem julgamentos....
Nem sabia que existia exu feminino de limpeza cruzado com água doce...pomba gira das águas....
Fiquei assistindo aquelas centenas de espíritos desdobrados "hipnotizados"  ao som dos atabaques. No centro do rio a pomba gira dançando e conforme sua sensualidade os hipnotizava eles entravam nas águas correntes, que  na sua correnteza  escurecia, ficavam turvas das impurezas dos desmandos sexuais dos encarnados. Foi uma experiência inesquecível.
Lembro novamente que houve vários consulentes com problemas sexuais na sessão de caridade da noite.
Fica a lição que o desdobramento astral, também o induzido pela apometria, pois condiciona os corpos do médium, não invalida a "incorporação".
Facilita a entidade no plano astral.
 O que ocorre no terreiro na gira é só uma pontinha da montanha... CREIO QUE O CONCEITO DE DESDOBRAMENTO ASTRAL DEVE SER CADA VEZ MAIS DIFUNDIDO NO MEIO DA UMBANDA...
Tudo isto muito CONSCIENTE. Vamos quebrar tabus.
A INCORPORAÇÃO É COMPLETA EM DESDOBRAMENTO POIS O CORPO FÍSICO É UMA BARREIRA ENERGÉTICA PARA A PLENITUDE DA MANIFESTAÇÃO QUANDO ESTAMOS EM ESTADO DE VIGÍLIA...CLARO, ESTOU FALANDO DE MÉDIUNS NA ATUALIDADE, CONSCIENTES.....
O médium desdobrado e incorporado no Astral pelo guia doa ectoplasma – fluído vital - através do cordão de prata e do duplo etéreo deslocado. Com esta energia, a força mental de Vovó Maria Conga  manteve todo aquele cenário plasmado. Os atabaques, uma vibração sonora próxima dos encarnados, criou potente campo de força de atração e retenção, oportunizando uma concha astral que manteve unidos todos os atendidos pelo tempo necessário para a descarga...
Todos desdobrados durante o sono físico. Dois espíritos conduzindo os trabalhos, uma preta velha  e uma pomba gira...
Ao menos os que eu vi... eram muitos mais... com certeza...
Na Umbanda, tudo é energia, tudo são vibrações, tudo é movimento e se expressa através dos orixás na natureza transmutadora... Não é LINDA a BANDA?!!
Saravá!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Oração aos orixás


Que a tenacidade de Ogum nos inspire a viver com determinação, sem que nos intimidemos com pedras, espinhos e trevas. Sua espada e sua lança desobstruam nossos caminhos e seu escudo nos defenda.

Ogum yê! 

Que o labor de Oxossi nos estimule a conquistar sucesso e fartura à custa de nosso próprio esforço. Que suas flechas caiam à nossa frente, às nossas costas, à nossa direita e à nossa esquerda, cercando-nos para que nenhum mal nos atinja.

Okê oxossi! 

Que oxum nos dê a serenidade para agir de forma consciente e equilibrada. Tal como suas águas doces – que seguem desbravadoras no curso de um rio, entrecortando pedras e se precipitando numa cachoeira, sem parar nem ter como voltar atrás, apenas seguindo para encontrar o mar – assim seja que nós possamos lutar por um objetivo sem arrependimentos.

Ora yeyêo oxum! 

Que os raios de iansã iluminem nossos caminhos e o turbilhão de seus ventos leve para longe aqueles que de nós que se aproximam com o intuito de se aproveitarem de nossos fraquezas.

Êpa hey iansã! 

Que as pedreiras de xangô sejam a consolidação da lei divina em nosso coração. Seu machado pese sobre nossas cabeças agindo na consciência e sua balança nos incuta o bom senso.

Kaô kabecilê xangô! 

Que as ondas de iemanjá nos descarreguem, levando para as profundezas do mar sagrado as aflições do dia-a-dia, dando-nos a oportunidade de sepultar definitivamente aquilo que nos causa dor e que seu seio materno nos acolha e nos console.

Odoyá iemanjá ! 

Que omulu traga não só a cura de nossas mazelas corporais como também ajude nosso espírito a se despojar das vicissitudes.

Atotô omulu! 

Que a sabedoria de nanã nos dê outra perspectiva de vida, mostrando que cada nova existência que temos, seja aqui na terra ou em outros mundos, gera a bagagem que nos dá meios para atingir a evolução, e não uma forma de punição sem fim como julgam os insensatos.

Saluba nanã! 

Que a paz de Oxalá renove nossas esperanças de que, depois de erros e acertos; tristezas e alegrias; derrotas e vitórias; chegaremos ao nosso objetivo mais nobre; aos pés de Zambi maior!

Êpa babá oxalá! 

( autor desconhecido )


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

As sutilezas para impedir o médium de comparecer no dia da sessão


       
     As sutilezas para impedir um médium de comparecer nos dias de sessão pública são muitas. Recentemente, uma das médiuns, repentinamente começa a sentir uma dor intensa na perna esquerda, “casualmente” numa sexta-feira que é o dia que ocorrem nossos atendimentos de passes e consultas, havendo grande movimentação de consulentes.
      Esta médium falta para ir ao médico, pois não suportou a dor a ponto de não conseguir pisar no chão. Fez vários exames pela medicina terrena e nada de anormal descobriram, ficando sem um diagnóstico conclusivo. E a dor continua um pouco mais branda nos dias seguintes de sua ausência no terreiro.
       No dia da próxima sessão, telefona para a secretaria deixando recado que a dor voltou a aumentar e vai ter que ir novamente ao médico.
       Quando me deram o recado, estava trocando os elementos do congá, senti uma fisgada na minha perna esquerda e me entrou um pensamento que não era meu, mas que não identifiquei de qual guia, sendo isto de menos importância naquele momento, mas que senti com certeza era de um dos Exus da casa:
       - "Será que esta danada não vai se dar conta que tem coisa aí. Ela tem que vir com dor e tudo. Não diga nada a médium, que precisa se dar conta da situação por seu esforço e merecimento para seu próprio aprendizado mediúnico..."
      E chegando a hora da sessão, a médium aparece mancando. Nada falamos.
      No ritual de abertura, durante a incorporação dos médiuns da corrente, eu já vibrado no chacra coronário com Caboclo Ventania, repentinamente este guia se afasta de minha sensibilidade e dá passagem do seu aparelho para o Exu Sr.João Caveira, que sutilmente se apropria do meu psiquismo, sendo que não houve nenhuma exteriorização visível à corrente de médiuns para que pudessem perceber a diferença. A intenção foi chamar o menos possível da atenção e não dispersar a concentração, eis que estávamos com aproximadamente 130 pessoas aguardando para serem atendidas. Rapidamente, Sr. João Caveira orienta que continuem o ritual, chama a filha na tronqueira de Exu – local reservado, interno, de firmeza desta vibração dentro do templo, atrás do congá -, pede um charuto e um alguidar – vasilhame de argila - com água. Acende o charuto, mastiga-o e cospe o sumo no alguidar. Ficou uma espécie de lavagem escurecida pelo fumo mastigado, na verdade um tipo de maceração. Ato contínuo, a médium está a postos com a perna dolorida na frente da tronqueira. Aí lava sua perna, mandando-a imediatamente trabalhar e dar consulta normalmente, dizendo que a dor iria passar e que não tinha tempo para maiores palavreados. Recomenda que ela venha na segunda para um atendimento individual e orientação adequada.
              Na segunda-feira, na hora do atendimento da médium, manifesta-se novamente Sr. João Caveira e pede duas moedas e começa a bater uma na outra. Este som serve de chamariz para o espírito do pé gigante que está pedindo esmola, hipnotizado se encontra “grudado” na médium, que por ressonância sente a dor na perna, já que este espírito desencarnou com um tipo de trombose por embolia, que se generalizou na perna entupindo gradativamente os vasos sanguíneos, o que fez inchar enormemente o pé esquerdo, impedindo-o de andar, o que serviu para que ele pedisse esmolas e sobrevivesse disto quando estava “vivo”.  Foi encaminhado este sofredor para a linha de OMULU no astral, orixá de cura, para os devidos esclarecimentos e cuidados.
       Pergunta então Sr. João Caveira:
-“filha, o que acha de pedir esmola e o que você faz com este monte de moedas guardadas em casa?”
        A médium diz que tem horror de pedir esmolas e se lembra que tem uma panela velha cheia de moedas antigas no seu quarto e que sempre solicita aos seus parentes  moedas para guardar, desde há muito tempo, pois tem o hábito de guardá-las para apreciar, como um tipo de coleção preciosa.
         Sr. João Caveira explicou:
- “minha filha, as moedas são movimento, troca, bonança, progresso. Ao deixá-las paradas numa panela esquecida, só para o seu deleite enquanto são de sua posse, o que não significa poupança, impregnaram-se vibrações de avareza e cobiça, imantado o vil metal, que pode atrair espíritos em mesma faixa de sintonia mental, atração esta que é potencializada  nos processos de indução obsessiva arquitetados pelos inimigos do terreiro objetivando tirá-los de suas vindas ao trabalho mediúnico.Vocês devem vigiar suas afinidades, manias, cacoetes. A ligação mediúnica é sutil e se dá de forma que não se percebe, as vezes naquilo que é o mais comum na conduta diária. Na maioria dos casos a psicologia para alijar os médiuns é inteligente e certeira.”
          Cabe o esclarecimento do motivo das entidades usarem o fumo. Claro está que as folhas da planta chamada "tabaco" que estão enroladas e picotadas formando o charuto absorvem e comprimem uma grande quantidade de fluído vital telúrico enquanto estão em crescimento, cujo poder magnético é liberado através das golfadas de fumaça quando usados pelas entidades. Essa fumaça espargida libera princípios ativos altamente benfeitores, desagregando as partículas densas do ambiente. O tabaco ao ser mastigado e cuspido pelo Sr. João Caveira enquanto estava vibrado no  psiquismo do médium, que aos olhos mais zelosos do purismo doutrinário vigente em muitos centros pode parecer um absurdo ou maneirismo indisciplinado dos umbandistas, na verdade liberou seus princípios ativos físicos e químicos que ficaram em suspensão concentrados na saliva e daí foram dispersos ao serem macerados na água, que quando usada na lavagem da perna da médium atendida, serviu como eficaz “detonadora” dos miasmas e vibriões astrais que estavam impregnando a contraparte etérica da sua perna e por um efeito de repercussão vibratória da energia deletéria do obsessor que estava com ela, causando a vermelhidão e a dor.
         E quanto à panela velha? Tinha catorze quilos de moedas, das mais antigas às atuais. Foi trazida para o terreiro para ser desmagnetizada, dado que estava servindo como um tipo de amuleto para fixação de espíritos sofredores pedintes de esmolas.  As moedas foram lavadas com arruda e guiné, renovando-as na imantação com estas folhas na vibração de Oxoce, orixá regente de nosso congá. Posteriormente as moedas foram alojadas em local propiciatório para geração de axé – energia - para a prosperidade e abundância do terreiro, cujo local não temos autorização de dizer. É o “segredo” para a magia de Exu não perder o encanto.
       
       
Iah, ah, ah, ah
Exu João Caveira
Vem das matas da Guiné
Chegou nesta Seara
Prá salvar filhos de fé
Ele vem chegando
Prá trabalhar
Sarava meu pai
Saravá

( do livro DIÁRIO MEDIÚNICO - Editora do Conhecimento )

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