quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Espíritos orientais e as diferenças raciais

        
      Os espíritos orientais se apresentam na umbanda cada vez mais ostensivamente. São entidades discretas, quase anônimas, apresentam certa resistência a darem um nome e mudam sua forma espiritual em conformidade ao local que irão atuar. São entidades de grandes conhecimentos ancestrais na magia e curas espirituais, serias e de vibrações sutilíssimas. 
        Temos que refletir os motivos dos espíritos manterem-se ligados às etnias terrenas. Sendo espíritos isto não seria dispensável? Como estamos falando de intercâmbio mediúnico entre planos dimensionais diferentes, em que se impõe comunicação entre os dois lados da vida, temos que considerar os aglomerados espirituais em torno do orbe e as migrações geográficas entre as encarnações. Experimentando em si as diferenças raciais de acordo com o local que o espírito encarna, vai ele aprendendo a exercitar o amor na diversidade. Como a maioria dos espíritos que atuam no astral tem compromisso evolutivo com a mediunidade e com àqueles que os recepcionam, por vezes optam por determinada forma de apresentação mais afim com seu compromisso evolutivo. Assim, as entidades que se apresentam como orientais no movimento umbandista vão se adaptando a cultura ocidental e se preparam para reencarnar no Brasil. Outros existem que não mais reencarnarão e se apresentam como hinduístas, árabes ou tibetanos simplesmente por simpatia e afinidade.
     São mentores de cura que apelam à razão, buscam esclarecer as causas das dores e enfermidades humanas bem como a necessidade de reforma íntima de cada cidadão.
        Registremos que os espíritos que tiveram vida corpórea nas diversas regiões orientais do orbe estão nas fileiras da umbanda desde o seu início.  Consideremos igualmente que não existe necessariamente uma linha do oriente, pois as entidades orientais se apresentam em todas as linhas vibratórias, embora haja cultos em dia especial para manifestação dos espíritos orientais. Então, não deve ser motivo de contrariedade um preto velho marroquino, um xangô da montanha tibetano, um ogum mandarim chinês, um oxoce indiano, mesmo que preponderem as formas de apresentação mais ligadas aos índios e africanos.
        Os espíritos orientais estão na umbanda com a missão de amalgamar os conhecimentos iniciáticos milenares do oriente com o cientificismo racionalista ocidental, sem perda do foco que é tornar os corações endurecidos mais amorosos, desde a índole religiosa orientalista asceta que foge do mundo até ao bom vivente mundano que se entrega ao apelo sensório carnal e materialista. Procuram fecundar nas mentes os reais valores espirituais, morais e éticos do Cristo Cósmico em consonância com os ensinamentos de Jesus e de todos os avatares do oriente.
        Na verdade, re-enfatizamos que o povo do oriente não se constitui em uma linha ou irradiação separada como a dos outros orixás. É uma gigantesca legião de espíritos que estão ligados ao Cristo Cósmico e tem como patrono um espírito irradiador de muita luz, e que em sua última encarnação conhecida recebeu o nome de João Batista, aquele que batizou Jesus e anunciava a chegada do Messias, tendo em sua vibração um raio cósmico direto do Cristo Planetário.
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